sábado, 24 de agosto de 2013

AVISO

Comissão aprova aviso em carros novos contra uso de celular


Aviso uso de celular

Alerta deverá conter a frase: "É proibido usar o telefone celular ao conduzir veículo automotor."

A Comissão de Viação e Transportes aprovou na quarta-feira (21) proposta que obriga os fabricantes e as montadoras de veículos a afixar em local visível, em veículos novos, alerta sobre a proibição do uso de celular ao dirigir. Os avisos deverão conter a frase: "É proibido usar o telefone celular ao conduzir veículo automotor." De acordo com a proposta, a obrigatoriedade também valerá para importadores e encarroçadoras de veículos.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Mauro Mariani (PMDB-SC), ao Projeto de Lei 6385/09, do deputado Filipe Pereira (PSC-RJ). O substitutivo tem o mesmo teor da proposta original, mas insere o texto como um novo artigo do Código de Trânsito Brasileiro (CBT - Lei 9.503/97). “Uma proposta relacionada ao trânsito deve ser formulada como uma alteração ao CTB e nunca como uma lei autônoma”, explica o relator.

O substitutivo também ampliou para 90 dias o prazo para as montadoras se adequarem à nova norma. No projeto original, esse prazo é de 30 dias. “Esse prazo é insuficiente para que as montadoras tomem as providências necessárias ao cumprimento da norma”, argumenta Mariani. Tramitação A proposta será analisada agora em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Carteira de habilitação e identidade



Com o advento do Código de Trânsito Brasileiro, a Carteira Nacional de Habilitação do novo modelo, contendo fotografia, número da identidade e CPF do condutor passou a ter equivalência de documento de identidade em todo território nacional (Art. 159 do CTB). Muitas pessoas questionam que tendo esse tratamento, não haveria possibilidade de haver a apreensão do documento, pela aplicação da Penalidade de suspensão do direito de dirigir, e ainda menos o seu recolhimento como Medida Administrativa. Hoje em dia está cada vez mais claro que dirigir não seria exatamente um direito, e sim um privilégio, e que por deixar de atender requisitos necessários à condução, ou diante da aplicação da penalidade que restrinja essa possibilidade, o órgão responsável pela emissão do documento poderia suspendê-lo ou cassá-lo, conforme o caso.

Ao nosso ver a equivalência ao documento de identidade não significa que seja o documento de identidade propriamente dito, e sim que possui essa equiparação quando passível de ser apresentado e válido, assim como ocorre com o documento de identificação Profissional de algumas atividades, como a própria advocacia através da carteira da OAB. Não entendemos, portanto, que poderia haver questionamento quanto à suspensão do direito de dirigir com base na alegação de que documento de identidade não poderia nem mesmo ser retido ou recolhido. Vemos, porém, a preocupação quando a pessoa opta por utilizar o documento de habilitação em substituição à carteira de identidade, e durante a condução de veículo venha a ser alvo de fiscalização cujo agente entenda que seja cabível o recolhimento imediato do referido documento. Imagine, ainda, que isso venha a ocorrer distante do local onde se encontra sua carteira de identidade. A exemplo: você viaja para outro Estado, levando sua CNH e deixando a carteira de identidade em casa, aluga um carro e vem a ser alvo da fiscalização, que por ocorrência de infração entenda que deva recolher a CNH, ficando sem qualquer documento de identificação nem para embarcar no avião de volta.

Outro detalhe que merece moelhor esclarecimento é quanto à plastificação da CNH. A legislação anterior já previa a proibição de se plastificar o documento de habilitação, e à época havia previsão de algo denominado “infrações para as quais não haja penalidade específica”. A Carteira de Habilitação deve conter o texto “É Proibido Plastificar” no lado esquerdo da face inferior, porém, não há previsão de penalidade pela plastificação do documento. Quando há suspeita de inautenticidade do documento, o agente da autoridade ou a autoridade de trânsito estaria legitimado a recolhê-lo para apurar essa autenticidade, e não se comprovando a falsidade não haveria penalidade pelo fato de ter sido plastificada, tão-somente o transtorno.

Por fim a dúvida com diversas respostas possíveis: a Carteira de Habilitação vencida por período superior a 30 dias continua valendo como documento de identidade apenas não permitindo a condução de veículos ou se torna inválida para ambas finalidades, porque a pessoa deixa de estar habilitada, mas não deixa de ser quem sempre foi até aquela data do vencimento.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

LEI SECA

Rio de Janeiro é destaque nacional na redução de mortes no trânsito após a Lei Seca


Operação Lei Seca no Rio

O Rio de Janeiro foi o estado que conseguiu a maior redução no número de mortes no trânsito após a Lei Seca. Registrou queda de 32% enquanto, em todo o país, nos primeiros 12 meses de vigência da lei, a queda foi de 6.2%, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, nesta sexta-feira, dia 18 de junho, no Rio. No próximo domingo, a Lei Seca completa dois anos.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, comentou a situação de estados que não conseguiram diminuir o número de mortes e acidentes.

- É preciso que se esforcem mais. Peço para que olhem para o Rio de Janeiro - disse ele, segundo a Agência Brasil.

Depois do Rio, os estados que mais conseguiram avanços foram Espírito Santo (com queda de 18,6%) e Alagoas (redução de 15,8%). Mais treze unidadesm da federação, além do Distrito Federal, também reduziram o índice.

Ao divulgar os números, no Rio, Temporão disse que o país chegou a um ponto "dramático":

- Foi preciso uma lei rigorosa para que a população abrisse os olhos - disse.

De acordo com a Lei Seca, motoristas flagrados com níveis de álcool de até 2 decigramas por litro de sangue podem ser detidos de 6 meses a 3 anos, estão sujeitos à infração gravíssima de trânsito com multa de R$1.915,70, além da suspensão do direito de dirigir.

Segundo números divulgados pelo Grupamento de Socorro de Emergência do Corpo de Bombeiros (GSE), entre abril de 2009 e abril de 2010, 5.037 vidas foram salvas no Rio de Janeiro. A operação Lei Seca, do governo estadual, é considerada pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) um exemplo de combate à imprudência no trânsito.

AUMENTO DO COMBUSTÍVEL

Governo decide elevar o preço da gasolina, até quanto?



AFINAL SOMOS OU NÃO AUTO SUFICIENTE?

A forte pressão que a escalada do dólar colocou sobre a Petrobras forçou uma mudança de planos no governo federal, que deve conceder um reajuste nos preços da gasolina e do óleo diesel ainda neste ano. O reajuste deve ficar na casa de um dígito para os dois produtos, mas o martelo ainda não está batido quanto ao momento ideal para a alta nos preços.

Este foi o principal assunto tratado nesta quarta-feira, 21, pela presidente da estatal, Maria das Graças Foster, e a presidente Dilma Rousseff, em encontro fechado no Palácio da Alvorada, onde participaram também os ministros da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. A avaliação consensual é que o preço do barril de Petróleo, definido pelo mercado internacional, não deve ceder no curto prazo, algo que suavizaria o custo com as importações.

O reajuste nos preços foi solicitado formalmente pela Petrobras ao governo, e serviria para reduzir a diferença entre o custo do Combustível comprado pela estatal no exterior e aquele vendido nos postos de gasolina no Brasil. A explosão do dólar nos últimos dias, que voltou a subir nesta quarta, fechando a R$ 2,436, aumentou o diferencial - a Petrobras precisa gastar mais reais para adquirir a mesma quantidade de combustível, cotado em dólar.

A medida, antes rechaçada pelo governo porque agravaria o quadro inflacionário do País, passou a ficar urgente depois que a cotação do dólar, em vez de ceder, só continua a subir. Segundo explicou um auxiliar presidencial, o dólar a R$ 2,20, como vigorava até dois meses atrás, exigia um esforço financeiro da Petrobras, que cobrava internamente por um reajuste, "então, a partir do momento em que o dólar continuou subindo, a situação vai piorando".

Inflação

A equipe econômica reconhece hoje que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, indicador oficial da inflação) dificilmente terminará o ano abaixo do patamar de 5,84%, o que configuraria um nível inferior ao registrado no ano passado - essa era a meta perseguida e assumida publicamente pelo governo até poucas semanas atrás. Com isso em mente, um reajuste na gasolina e no diesel ganhou força, uma vez que essa alta dos combustíveis não deve levar o IPCA a estourar essa "meta informal", e, ao mesmo tempo, também não deve implicar um salto além do teto da meta oficial perseguida pelo Banco Central (BC), de 6,5%.

Ao conceder o reajuste ainda neste ano, além de permitir à Petrobras uma folga de caixa importante para sustentar seu grande programa de investimentos, o governo deixaria a presidente Dilma Rousseff "livre" de uma alta impopular de preços no ano eleitoral de 2014.

No ano passado, a presidente da Petrobras indicara que a estatal contava com um reajuste de 15% no preço da gasolina em 2013, de forma a viabilizar suas obrigações financeiras para este ano. Em fevereiro, como antecipou O Estado de S.Paulo na época, o governo concedeu uma alta de 6,6% na gasolina, e de 5,4% no óleo diesel. O quadro econômico ficou ainda mais complicado nos últimos meses, diante da alta do dólar, reconhece o governo, mas um reajuste de dois dígitos para compensar as perdas está praticamente descartado.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

PESQUISA

Pesquisa diz que simulador será muito importante para 1° habilitação



No período de 26 de novembro a 04 de dezembro, o Portal do Trânsito entrevistou 523 internautas através de um questionário on-line, cujo objetivo era verificar a opinião desses a respeito do uso de simuladores de direção em autoescolas.

De acordo com a pesquisa, 58% dos entrevistados são a favor da inclusão de aulas obrigatórias com o uso de simuladores de direção. A principal preocupação com a mudança, segundo 35% dos participantes, está no aumento no custo do processo de primeira habilitação e a consequente queda na procura para retirar a CNH. Mesmo assim, 31% dos entrevistados consideram muito importante essa mudança.


Sobre o uso de simuladores de direção

O Contran publicou, em Diário Oficial, a resolução 420/12 que altera a Res.168/04 e institui como obrigatórias aulas em simulador de direção no curso de formação de condutores. Até 30 de junho de 2013 todas as autoescolas deverão dispor de aulas em simuladores. Com a nova exigência, a carga horária da aula teórica terá duração total de 50 horas aula.

A partir de agora, são necessárias cinco horas no simulador de direção, sendo cada hora-aula no simulador com duração de 30 minutos. As aulas no simulador serão realizadas depois da conclusão do curso teórico e antes do exame teórico. Além disso, os equipamentos que deverão ser usados como simuladores precisam ser homologados pelo Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN).

O equipamento deverá custar o valor de um carro popular. “Ainda não temos a clareza quanto aos fabricantes deste equipamento, uma vez que, segundo relatos na imprensa este Simulador poderia estaria aproximado de R$ 30.000,00 à R$ 35.000,00, e este fato nos preocupa uma vez que a categoria deverá fazer novos investimentos para adequar a esta nova exigência”, explica o presidente da Federação Nacional das Autoescolas (FENEAUTO) Magnelson Carlos de Souza.

Nesse sentido, “é importante destacar que a FENEAUTO já realizou uma reunião com três empresas que se apresentaram como interessadas na fabricação do Simulador de Direção, e que algumas já sinalizaram com várias formas para a aquisição deste equipamento”, relata o presidente.

Leia mais:

Aulas com simulador nas autoescolas

Simulador em autoescolas será obrigatório a partir do ano que vem

Aulas com simulador são incluídas no curso de formação de condutores

De acordo com a coordenadora-geral de qualificação do fator humano no trânsito do Denatran, Maria Cristina Alcântara Andrade Hoffmann, umas das grandes vantagens do uso do simulador é que ele permite a exposição a uma gama de situações paralelas ao mundo real. Isso dará maior segurança e integridade física tanto para o condutor quanto para o instrutor. Além disso, “o início da formação se dá em um ambiente seguro, sem stress, permite um ganho de autoconfiança ao candidato e, principalmente, a criação de diversas situações de tráfego sejam elas condições normais ou adversas”, explica Maria Cristina.

Para o médico neurologista Egas Caparelli Moniz de Aragão Dáquer, o simulador pode ser usado de duas maneiras: uma como treinamento e outra para verificar a competência da tarefa. À medida que a tarefa é repetida, supõe-se que o motorista esteja aprimorando determinadas funções cognitivas importantes para o ato de dirigir.

Segundo Dáquer, a ideia é interessante, mas é colocada sem um estudo prévio de validação, ou seja, um estudo que se destina a determinar a semelhança entre o simulador e uma situação real. “Sem o estudo de validação, não se sabe qual é o valor preditivo daquela metodologia prever um acidente a vida real. Além disso, cada simulador terá uma característica própria que pode variar esse valor preditivo”, explica o neurologista. A princípio, o simulador só será utilizado no processo de habilitação da categoria B.

Para a categoria A, a UFSC está desenvolvendo estudos, mas a previsão de uso de simuladores para essa categoria está prevista apenas para 2014. “Temos uma grande preocupação quanto a esta nova exigência, e a nossa preocupação está relacionada com o trauma que tivemos com a primeira experiência do uso do Simulador de Trânsito na década de 1970, pois, naquela ocasião, o Simulador teve pouco efeito no processo de formação de condutores”.

POSTURA DO MOTOCICLISTA

Costurar no trânsito é um ato de imprudência




Segundo o Código Brasileiro de Trânsito (CTB), ultrapassar pela faixa dupla, ou contínua, é infração gravíssima. É o mesmo que ultrapassar pela contramão.

Vimos constantemente ultrapassagens, manobras perigosas e arriscadas em locais proibidos resultarem em acidentes. A maioria desses acidentes acontece por falta de atenção do condutor no momento da ultrapassagem. Cabe alertar para que haja responsabilidade.

Segundo a matéria “Assassinos no Volante” da Revista Veja, 98% dos acidentes de trânsito são causados por erro ou negligência humana. A Revista Veja listou as principais falhas cometidas pelos brasileiros nas ruas e estradas:

1. Usar o celular ao volante
2. Dirigir alcoolizado;
3. Dirigir colado na traseira do carro à frente;
4. Dirigir acima da velocidade permitida;
5. Deixar de ligar a seta;
6. Deixar de usar o cinto de segurança;
7. Não fazer a manutenção no veículo, pois a falta de cuidados mecânicos causa o dobro dos acidentes provocados por ultrapassagens proibidas. 

Avalie se a ultrapassagem é possível: Sempre avalie se a ultrapassagem é necessária e principalmente se ela é possível;

Sinalize: Antes de ultrapassar deixe a seta ligada, para que os outros saibam que irá ultrapassar;

Não jogue o carro para o acostamento: Caso você reconheça que não é possível ultrapassar, não jogue o carro no acostamento, pois o carro que está vindo em sua direção pode fazer o mesmo, resultando em uma colisão;

Tenha certeza de que não existe nenhum veículo no "ponto cego" do retrovisor;

Conheça e respeite as sinalizações. Placas, faixas contínuas e outros sinalizadores indicam os locais mais adequados para fazer ou não a ultrapassagem.

O SindsegSC orienta aos motoristas que tenham atenção durante suas ultrapassagens e que se atentem quanto a ultrapassagem de outros motoristas.[8]

Este texto faz parte do programa Cultura da Convivência, idealizado pelo SindsegSC em 2013 com o objetivo de trazer dicas que estimulam o respeito e o bom senso em situações do dia a dia no trânsito das cidades. As dicas são divulgadas mensalmente no Portal SindsegSC e ficam também disponíveis no menu SindsegSC/ Responsabilidade Social e Ambiental/Trânsito – Conscientização/Edição 2013.

FREIO

Saiba quais itens devem ser checados na revisão do freio



Desenvolvido para frear o veículo com segurança, o sistema de freio, composto por diversos componentes, requer especial atenção na hora da manutenção

Formado por pinça, disco, tambor, servo freio, cilindro mestre e de rodas, pastilha, lonas e tubulação, entre outros componentes, o sistema de freio tem como objetivo promover a parada do veículo nas vias, sendo um item fundamental para proteger a vida das pessoas, tanto dos motoristas e ocupantes do automóvel como também dos pedestres. “O sistema de freio deve estar em bom estado e em equilíbrio com o conjunto de suspensão, que também tem de estar em ordem, só assim o sistema vai funcionar adequadamente”, afirma Eduardo Guimarães, técnico da Nakata, lembrando que o estado e a calibragem dos pneus também influem no momento de frear o veículo.

Segundo Guimarães, todos os componentes devem ser revisados periodicamente e substituídos, caso seja necessário. “O servo freio, por exemplo, é importante porque diminui o esforço físico do motorista ao pisar no pedal de freio”, comenta o técnico, acrescentando: “É essencial examinar a vedação do conjunto, não pode ter entrada de ar pela mangueira ou outro ponto qualquer, caso isso ocorra o pedal vai ficar duro”.

Já o cilindro mestre é responsável por pressurizar o sistema hidráulico e fornecer fluído de freio para o sistema. “O reservatório tem de estar muito limpo, trocar o fluído no período recomendado e não esquecer de sangrar com equipamento adequado para a retirada do ar”, adverte.

As pinças de freio devem ser verificadas para averiguar se há bom deslocamento do êmbolo e se não há travamento na ancoragem para não correr risco de desgaste irregular de pastilhas ou superaquecimento do sistema.
 Discos  de freio e pastilhas também merecem atenção já que são efetivamente as peças que fazem a roda parar. “O disco não deve exceder a espessura mínima pois se estiver mais fino pode chegar a trincar em alta temperatura”, explica. Pastilhas não devem ser lixadas quando sua superfície “envidra”.

Os cuidados também se estendem ao fluido de freio. Deve-se observar a viscosidade, compatibilidade, ponto de ebulição, evaporação, lubrificação e tolerância a água. A troca deve ser feita de acordo com a recomendação da montadora do veículo.

TRÂNSITO

A cada 12 minutos um brasileiro morre vítima do trânsito



Os números são assustadores e não param de subir

Segundo dados da Seguradora Líder, que administra o DPVAT, em um ano, as mortes no trânsito subiram 8%. O Ministério da Saúde registrou mais de 42.000 vítimas fatais do trânsito em 2010 (última atualização disponível), mas os números da seguradora apontam 58.000 mortes. “É claro que deve ser levado em consideração que o número de indenizações do ano não reflete exatamente o número de mortes, pois o DPVAT pode ser solicitado até três anos depois do acidente”, explica Elaine Sizilo, especialista em trânsito e consultora do Portal.

Levantamento realizado pelo Instituto Avante Brasil, divulgado recentemente, aponta que morreram cerca de 127 pessoas por dia no trânsito apenas em 2012. Isto equivale a uma morte a cada 11 minutos e 21 segundos. Com estes números, o Brasil já passou para a quarta colocação no ranking mundial de acidentes de trânsito. "Estes dados não registram apenas números, cada pessoa que morreu, tinha um rosto, uma história, uma família. O brasileiro precisa mudar o seu comportamento diante do trânsito, se não estas tragédias continuarão aumentando", diz Sizilo.

As principais causas dos acidentes registrados no país são excesso de álcool ou drogas, distrações provocadas por celulares e sono e cansaço ao volante.

Para médico Dirceu Rodrigues Alves Júnior, da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, o brasileiro precisa mudar a forma de dirigir. “Para dirigir o condutor precisa ter três funções importantes funcionando perfeitamente: a cognitiva, que traz atenção e concentração, a função motora, de respostas imediatas e a última é a função perceptiva que traduz o tato, a audição e as sensações do motorista. Se o motorista estiver embriagado, distraído ou com sono, estas funções estarão deprimidas”, alerta.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

COMPETIÇÃO MUNDIAL

Nissan lança GT-R Nismo para competição japonesa


Nissan lança GT-R Nismo para competição japonesa
Modelo foi projetado para correr no campeonato Super GT em 2014

A Nissan lançou o novo carro que disputará o campeonato do ano que vem da Super GT500 – categoria de turismo do Japão. Trata-se do modelo GT-R Nismo. O "bólido" foi exibido neste fim de semana na quinta etapa da série Super GT em Suzuka, no Japão, junto com os outros dois carros das construtoras Lexus e Honda. As especificações do carro e da equipe que vai correr com o Nissan na GT500 ainda serão anunciados.
A Lexus e a Honda  já lançaram seus modelos LF-CC e NSX Concept-GT, respectivamente, que também correrão na modalidade. Os três veículos foram desenvolvidos com as mesmas regulagens técnicas. 

TURNÊ EM DUAS RODAS

Piloto de moto percorre cidades-sede da Copa 2014


Piloto de moto percorre cidades-sede da Copa 2014


Guga Dias leva a bandeira do "Salão Duas Rodas" em sua jornada que deve durar 52 dias

O motociclista Guga Dias arrumou um passeio e tanto para fazer. Está percorrendo todas as capitais que vão receber jogos da Copa do Mundo, do ano que vem, no Brasil. A proposta é atravessar o país carregando a bandeira do "Salão Duas Rodas" – o principal evento motociclístico da América Latina, que será daqui há dois meses, em São Paulo – e hasteá-la em frente às novas arenas.

A bordo de uma Suzuki V-Strom DL 650cc e com a companhia de sua esposa, Elda Silveira, Guga partiu no último dia 6 de São Vicente, em São Paulo. Até agora, o casal já passou por Brasília, Belo Horizonte e chegou, no último fim de semana, ao Rio de Janeiro. Do Rio, já seguiram viagem para o Nordeste, onde visitarão Salvador, Recife, Natal e Fortaleza. Da capital cearense seguirão para Manaus e Cuiabá, para então retornarem para as regiões Sul/Sudeste, passando por Porto Alegre, Curitiba e São Paulo – destino final, no dia 26 de setembro. Ao todo, serão percorridos mais de 15 mil quilômetros em viagem que tem duração prevista para 52 dias. Além das capitais que receberão os jogos da Copa, Guga passará, ao total, por mais 11 cidades, totalizando 22 estados brasileiros.

O Salão Duas Rodas será entre os dias 8 e 13 de outubro no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Além dos lançamentos das principais marcas de motocicletas do mundo os visitantes poderão visitar o stand do Diário de Motocicleta, estar próximos de grandes ídolos do motociclismo mundial, assistir shows performáticos, utilizar simuladores, entre outras várias atrações que o evento oferece.  Para quem quiser ir ao  Salão Duas Rodas os ingressos já estão à venda.



TESTE N-CAP

Lifan X60 atinge quatro estrelas em teste de impacto na China



Lifan X60 atinge quatro estrelas em teste de impacto na China

Enquanto os carros brasileiros "patinam" nos testes de segurança regionais – Latin NCAP –, o Lifan X60 vai bem nas avaliações de impacto feitas na China. O utilitário, vendido no Brasil desde maio, atingiu quatro estrelas – de um total de cinco – nos testes feito pelo C-NCAP – China-New Car Assessment Programme – entidade da China que promove a segurança automotiva. O órgão chinês segue os mesmos padrões regulamentados pela GNCAP – Global New Car Assessment Programme. O Lifan X60 avaliado é equipado com airbag duplo para motorista e passageiro do banco dianteiro, ABS e EBD, barras de proteção lateral nas portas, cintos de segurança retráteis com pré-tensionadores e sistema de fixação de cadeiras para crianças “Isofix”.

Outros carros que são vendidos no Brasil também foram testados pelo C-NCAP. O recém-lançado Citroën C4 Lounge atingiu cinco estrelas, assim como o Hyundai Elantra. Outro carro da coreana Hyundai avaliado, o Veloster, ficou com quatro estrelas.

A título de comparação, os carros testados pela entidade chinesa não "batem" com os testes feitos pelo Latin NCAP, por exemplo. O Toyota Corolla que na avaliação regional atingiu quatro estrelas lá obteve nota máxima – cinco estrelas. Já o Geely CK1 – que é conhecido na China como MR7 – não atingiu nenhuma estrela no Latin NCAP. Já no teste chinês o sedã conseguiu duas estrelas.



Crash-test

A classificação do China-NCAP vai de uma a cinco estrelas e atribui notas a cada um dos testes que são realizados. São três impactos: um frontal contra uma barreira fixa; o segundo também frontal, mas com impacto no canto do lado do motorista contra uma barreira deformável; e o terceiro onde o carro é atingido lateralmente por uma barreira deformável.

A cada impacto são avaliados os “danos” aos bonecos e são retirados pontos para cada dano. Itens adicionais de segurança passiva presentes no automóvel, como cintos de segurança retráteis, airbags, sistema de fixação de cadeiras para crianças tipo “Isofix”, entre outros, atribuem pontos adicionais à nota final de cada veículo avaliado.

Veja mais: Teste: Lifan X60 - O valor do “X”
Veja também: Latin NCAP: Chevrolet Agile e Renault Clio fazem feio nos testes de colisão

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

ECONOMIA

Economize R$ 15.840 por ano se não usar o carro


O gerente de loja Ronaldo Branco resolveu deixar o carro na garagem. Agora, ele faz o trajeto de oito quilômetros da sua casa até o trabalho, na Zona Sul, de ônibus. “Com a faixa exclusiva para ônibus no Corredor Norte-Sul levo 15 minutos a menos em cada trajeto”, afirmou.

Branco está fazendo, na prática, aquilo que o urbanista Carlos Leite recomendou no seminário “Urbanismo e Jornalismo, a São Paulo que Queremos”: esquecer o carro antes mesmo da política de transporte público anunciada pela Prefeitura — que prevê a construção de 160 quilômetros de vias exclusivas para ônibus — começar a dar resultados concretos. Além da economia de tempo, a medida gera economia de dinheiro.

De acordo com uma simulação feita pelo economista Samy Dana, da FGV (Fundação Getulio Vargas), uma pessoa que possua um carro no valor de R$ 30 mil e percorre em média 16 quilômetros por dia, gasta 
R$ 18 mil anuais com despesas como seguro, IPVA, estacionamento, manutenção, combustível, depreciação, licenciamento, seguro obrigatório e custo de oportunidade, que é o que o valor do automóvel poderia estar rendendo em uma aplicação financeira. “Para percorrer os mesmos 16 quilômetros diários de táxi essa pessoa gastaria R$ 17.805,66 e de ônibus, R$ 2.160”, afirma Dana. Na ponta do lápis, o motorista que optasse pelo ônibus economizaria R$ 15.840 por ano.

Essa economia já é sentida pelo estudante Paulo Gervino. “Na volta às aulas depois das férias de julho resolvi deixar o carro em casa”, contou. “Estou indo para a faculdade e para o trabalho de ônibus e Metrô e neste começo de mês já economizei R$ 300. Além disso, passei a fazer trajetos de bicicleta e de skate. Com isso, vou fazer mais atividade física.”

A Prefeitura anunciou que vai investir já neste ano R$ 3 bilhões do Programa de  Aceleração do Crescimento em 99 quilômetros de corredores de ônibus, que serão construídos nas zonas Leste e Sul. Além disso, a Prefeitura já vem implantando faixas exclusivas para ônibus em importantes vias da cidade.

Pesquisa do Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) revelou que 57% dos paulistanos deixaram nos últimos dois anos de usar o carro como principal meio de locomoção. O levantamento foi realizado para a versão 2013 do guia “Como Viver em São Paulo Sem Carro?”, idealizado pelo empresário Alexandre Frankel e escrito pelo jornalista Leão Serva.

Entre os entrevistados pelo instituto, no período de 2011 ao início de 2013, 19% abandonaram totalmente o veículo e 38% restringiram o uso para os finais de semana na capital. No lugar do carro, essas pessoas passaram a se locomover a pé (78%), de ônibus (70%) e de Metrô (61%).

Além disso, o trânsito revelou-se como a causa de infelicidade para 58% dos entrevistados.Para Leão Serva, a pesquisa do Ipespe revela uma mudança extrema em uma cidade que era conhecida por ser o “templo do automóvel”. “É o começo de uma nova era”, afirmou.

TPP

Transporte público de qualidade reduz doenças e mortes



Mais do que reduzir a poluição e melhorar a qualidade do ar, uma rede de transporte público eficiente ajuda a combater problemas de saúde pública como acidentes de trânsito, estresse, sedentarismo e obesidade.

É o que mostra uma compilação de mais de 300 estudos mundiais realizados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre a relação entre mobilidade urbana, saúde e qualidade de vida.

Os dados foram apresentados pelo epidemiologista Carlos Dora, 58, coordenador do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, que esteve no Brasil para uma série de palestras.

Para ele, um bom sistema de transporte pode prevenir doenças não transmissíveis, como as cardiovasculares e as pulmonares, e os acidentes de tráfego, que hoje estão entre as principais causas de morte no Brasil.

Exemplo: quem usa ônibus ou metrô anda em média entre 8 e 25 minutos a mais por dia, o que é quase o tempo mínimo recomendado pela OMS para gerar grandes melhorias de saúde.

Estudos mostram que 30 minutos de atividade física intensa, como andar de bicicleta ou caminhar vigorosamente, pelo menos três vezes por semana, reduz o risco cardiovascular em 30%, além de prevenir muitos cânceres.

A falta de atividade física chega a matar mais de 3 milhões de pessoas por ano por problemas como diabetes e hipertensão arterial.

A OMS calcula que 1,2 milhão de pessoas morram em acidentes de trânsito. Nas áreas urbanas, os carros são responsáveis por até 90% da poluição do ar ambiente e por até 1,2 milhões de mortes.

"Se o cidadão tiver à disposição ônibus e metrôs eficientes e com custo acessível, aos quais possa ter acesso em calçadas e pistas cicláveis seguras, para ele vai ser mais vantajoso deixar o carro em casa." Acompanhe a seguir trechos da entrevista à Folha.

Como o transporte pode prevenir doenças?
Carlos Dora - O número de doença e de mortes pode ser reduzido substancialmente numa cidade que adota um sistema de transportes baseado em corredores de ônibus de alta eficiência (rápidos, limpos, com boa informação para usuários), associados a espaços protegidos [contra acidentes] para pedestres e ciclistas.
Isso faz com que as pessoas optem por deixar o carro em casa. Quanto mais espaço dedicado ao transporte público eficiente e rápido, espaço para ciclistas e pedestres, menos carros, menos acidentes, menos poluição do ar, mais atividade física durante a vida diária e consequentemente mais saúde.

Quais doenças estão relacionadas hoje a um sistema de transporte ruim?
Doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes, doenças respiratórias e cânceres, além de mortes e lesões causadas pelos acidentes.

A poluição atmosférica, por exemplo, causa mais as doenças respiratórias e cardiovasculares. O ruído constante das ruas movimentadas causa estresse.

O uso do carro individual gera falta de atividade física e, como consequência, doenças cardiovasculares e obesidade. Muito da qualidade de vida de uma grande metrópole depende de como o transporte público é organizado.

Para a pessoa pegar um ônibus, precisa andar a pé ou de bicicleta até a estação.

Se a evidência de que o transporte público de qualidade possibilita que as pessoas se desloquem a pé, esse modelo deve ser levado em conta. A prevenção não está mais só nas mãos do sistema de saúde, mas nas mãos de boas políticas governamentais.

Há evidências claras relacionadas à mortalidade?
Sim, o transporte tem um custo muito alto em mortes.
Em Copenhague, foi feito um estudo que acompanhou, durante 14 anos, pessoas que andavam de ônibus, a pé, de carro e de bicicleta.

Quem usava bicicleta regularmente para ir ao trabalho teve redução de 30% na mortalidade total, isso depois de ajustar por outros fatores como o tabaco, a hipertensão, a atividade física para o lazer etc. Há poucos remédios ou intervenções médicas que reduzem a mortalidade total da população em 30%. Xangai fez um estudo semelhante com resultados quase iguais.

Para ajudar a melhorar esse cenário, criamos na OMS um software que ajuda as pessoas a comparar o quanto se ganha em saúde (redução de mortes e invalidez) e em termos econômicos ao investir mais em infraestrutura para bicicletas e pedestres e no transporte público.

Ônibus superlotados, inseguros e atrasados, que são uma realidade de São Paulo, também estressam as pessoas.
Certamente essas situações não fazem bem à saúde.

O que sabemos é que, se o cidadão tiver à disposição ônibus e metrô eficientes e com custo acessível, é mais vantajoso deixar o carro em casa.

E isso tem impacto direto na saúde pública. A prevenção de muitas doenças do século 21 [cardiovasculares, respiratórias, diabetes, obesidade etc.] pode ser lograda por medidas de transporte e também de planejamento do espaço urbano.

Os governos precisam criar alternativas de transporte público de qualidade e eficiente, assim como espaço seguro para pedestre e para ciclistas.

É preciso ter a noção de que ao privilegiar o carro se está desprivilegiando as demais alternativas e que isso tem um custo social.

O que fazer numa cidade já caótica como São Paulo?
O metrô é uma solução cara e de longo prazo, mas deve ser perseguida. Mas é preciso também reorganizar o espaço da superfície.

O BRT [ônibus de trânsito rápido], adotado em Curitiba (PR), tem se mostrado como uma boa alternativa, capaz de contribuir, em conjunto com outras medidas, para uma melhoria na saúde pública. E o seu custo é menor quando comparado a outros meios de transporte.

Parte de Bogotá, por exemplo, se transformou depois da adoção do sistema de BRT.

Trabalhadores chegam andando até a parada do ônibus. Há conexão com ciclovias e espaços para pedestres.
O Estado tem papel central nisso. Precisa esclarecer quais os custos e benefícios das alternativas e informar a sociedade sobre isso.

O transporte público foi o estopim dos protestos que atingiram o país. Como o sr. avalia as manifestações?
É fundamental não reduzir o debate apenas à questão das tarifas. O momento é também de discutir qualidade e a eficiência do sistema de transporte.

Por que as políticas de transporte estão tão dissociadas das de saúde pública?
Pode ser uma questão cultural. As pessoas não param para pensar nessas conexões.
Às vezes precisa de alguém, um visionário com coragem para fazer isso.

Na Europa, até anos atrás, ninguém levava a sério o uso da bicicleta como meio transporte. Agora é chique. Paris, Barcelona, Amsterdã. São várias as cidades bicicletáveis.