sábado, 10 de agosto de 2013

ACIDENTE FATAL NA BR-408 S.L. DA MATA-PE

Carro capota na BR-408 e deixa uma vítima fatal

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Uma saída de pista com capotamento deixou um homem morto e outro ferido na tarde desta sexta-feira (9), na BR-408, em São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife. De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu no quilômetro 88 da rodovia, nas proximidades da Arena Pernambuco.
O carro modelo Hilux estava carregado de frutas e capotou no Rio Tapacurá. A PRF informou que o motorista pode ter perdido o controle do veículo. Estavam dentro do carro duas pessoas. Segundo testemunhas, as duas vítimas, que não foram identificadas, eram sogro e genro. Eles vinham da Ceasa.
A vítima fatal, que não foi identificada, foi levada pelo Instituto Medico Legal (IML). A outra vítima, que sofreu escoriações, foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Lourenço da Mata.

ESTACIONAMENTO IRREGULAR

CTTU realiza operação para combater o estacionamento irregular na cidade

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A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) realizou nesta sexta-feira (09) mais um dia de operação para combater estacionamento irregular na cidade. Dessa vez, a fiscalização foi feita nas Ruas das Calçadas, Doutor Moacir Baracho, do Imperador e Avenida Agamenon Magalhães. Ao todo, a CTTU autuou 22 e, guinchou 8.
Desde que a operação começou no dia 17 de julho, a companhia autuou 530 veículos e, desse total, guinchou 111.  Foram fiscalizadas 44 ruas e avenidas da cidade, nas zonas Norte, Sul, Oeste e Centro do Recife. Toda a operação foi realizada de acordo com denúncias feitas pela população. A medida visa dar mais fluidez ao tráfego da cidade.
Os veículos multados estavam estacionados em local irregular, o que configura infração que varia entre leve, média e grave, no valor de R$ 53,21 (três pontos na CNH), R$ 85,13 (quatro pontos na CNH) ou 127,69 (cinco pontos na CNH). 









PL DO FAROL

Motoristas poderão ter que usar farol baixo durante o dia



A Comissão de Viação e transportes aprovou o Projeto de Lei 5070/13, do deputado Rubens Bueno (PPS-PR), que torna obrigatório o uso, nas rodovias, de farol baixo aceso durante o dia. Pela proposta, o descumprimento da medida será considerado infração média, punida com multa.

O projeto altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97), que hoje obriga o motorista a usar farol baixo aceso durante o dia apenas nos túneis.

Segundo o relator na comissão, deputado Lázaro Botelho (PP-TO), acender os faróis dos veículos durante o dia é um prática já adotada em diversos países do mundo como forma de melhorar a visibilidade dos veículos, principalmente em épocas do ano com baixa luminosidade natural.

A experiência mostra que nesses países houve, de fato, redução dos acidentes, pois o farol aceso durante o dia facilita a detecção dos veículos a uma distância maior%u201D, argumenta Botelho.

O relator lembra ainda que, em 1998, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tentou implantar essa prática no Brasil, ao editar a Resolução nº 18, que recomenda o uso dos faróis durante o dia nas rodovias federais. Entretanto, ele afirma que a medida é constantemente descumprida.

Segundo ele, especialistas estimam que um veículo com faróis acesos durante o dia, trafegando em sentido contrário, pode ser enxergado a cerca de três quilômetros de distância. %u201CTrata-se da exigência de um procedimento extremante simples, mas que pode certamente contribuir para a redução dos acidentes e salvar muitas vidas perdidas nas estradas brasileiras%u201D, completou.

Tramitação - O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

CELULARES

Celulares estão envolvidos em 25% dos acidentes de trânsito, diz estudo



Pesquisa da National Safety Council (NSC), dos EUA, revela que um em cada quatro acidentes de trânsito no país é causado por uso indevido de celulares ao volante. Segundo o relatório, os motoristas perdem até 50% da atenção.

O órgão alerta que a troca de mensagens, hábito cada vez mais popular (um em cada três prefere enviar SMS a fazer uma ligação), são consideradas prática perigosa ao volante.

Em 2011, pouco mais de 1% dos norte-americanos mandava SMS enquanto dirigi – contra 0,9% em 2010. Durante os dois anos, o índice de pessoas que usaram celulares para outras funções manteve-se estável, em torno de 5%.

Segundo o MarketWatch, especialistas de segurança alegam que recursos como o viva-voz também atrapalham o motorista. Esse tipo de dispositivo, apesar de deixar o indivíduo com as mãos livres, distrai e reduz a atividade cerebral relacionada à direção e ao senso de espaço.

Recentemente, um caso extremo ilustrou o perigo da combinação de celulares com automoveis: o trem que descarrilou na Espanha e matou 79 pessoas estava sendo comandado por um maquinista que não tirava os olhos do smartphone.

MAIOR FROTA

SP, MG e PR possuem a maior frota de veículos do país



O Paraná alcançou a marca de 6.008.734 veículos em circulação. Com isso, a frota paranaense já é a terceira maior do Brasil, atrás apenas de São Paulo (mais de 23,6 milhões) e Minas Gerais (8,5 milhões). O Estado responde sozinho por cerca de 40% dos veículos registrados em toda Região Sul.

O número de carros, motos, caminhões e ônibus, entre outros, equivale a mais da metade da população, que segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, somava 10,4 milhões de pessoas. Ou seja, existe um veículo registrado a cada dois paranaenses.

“Todos os meses entram em circulação, em média, 31 mil veículos novos no Paraná. De janeiro a julho de 2013, foram quase 217 mil primeiros emplacamentos registrados”, conta o diretor-geral do Detran, Marcos Traad. Segundo ele, a frota do Estado mais do que dobrou na última década e não passava de 2,5 milhões de veículos em 2001.

“É um crescimento que exige do poder público planejamento e investimentos em educação, fiscalização e engenharia. O Governo do Estado tem adotado uma série de medidas para melhorar os serviços e garantir segurança no trânsito. Além disso, também passou a auxiliar os municípios no planejamento de ações nesse sentido”, destaca Traad.

CIDADES - Curitiba é o município paranaense com mais carros nas ruas e já registra 1.331.277 veículos. Londrina, na região Norte, conta 334.916 veículos e Maringá, no Noroeste, tem 280.916.

No ranking das maiores frotas, Cascavel registrou 186.205 veículos no último mês. Seguida por Ponta Grossa (165.758), São José dos Pinhais (160.110) e Foz do Iguaçu (142.994).

Para auxiliar as cidades menores, que ainda não têm o trânsito municipalizado e também aproximar a gestão do trânsito das pessoas, o Detran do Paraná propôs uma parceria que garante apoio técnico e financeiro para questões de sinalização viária e engenharia. Em 2013, são 59 cidades conveniadas. Em 2014, serão atendidas mais 90.

ATENDIMENTO - Outra preocupação do Departamento é melhorar os serviços prestados aos usuários no mesmo ritmo do crescimento da frota. Para isso, a autarquia investe em serviços pela internet, através do sistema Detran Fácil, e em outras opções de atendimento, como os 300 totens que devem ser instalados até o final do ano em diferentes pontos do Estado.

“O aumento na frota implica em mais carros sendo emplacados, vistoriados e registrados, mais motoristas renovando a Carteira Nacional de Habilitação, novos condutores examinados, mais certidões emitidas. É obrigação do governo atender esta demanda de forma satisfatória e eficaz. Por isso, o Detran está se modernizando”, explica o diretor de Tecnologia e Desenvolvimento do Departamento, Hugo Seleme Collodel.

ENGENHARIA – Com mais de 722 mil veículos pesados, entre caminhões, reboques e ônibus, circulando nas estradas, o Governo do Paraná realiza obras importantes, como a duplicação da PR 445, entre Londrina e Cambé; a duplicação entre Maringá e Paiçandu; os contornos de Mandaguari e Campo Largo; a duplicação entre Matelândia e Medianeira; e as obras de duplicação da Rodovia do Café, que devem começar em setembro e representam investimento de R$ 1,2 bilhão ao longo dos sete anos de execução.

Ao todo, são mais de R$ 840 milhões investidos na conservação e manutenção de 11,8 mil quilômetros de rodovias, mais de R$ 250 milhões aplicados em obras de duplicações e contornos e R$ 400 milhões na duplicação de vias na Região Metropolitana de Curitiba, além da retomada das obras nas rodovias concessionadas, com investimentos de R$ 1,5 bilhão.

ACIDENTE

Carro capota e oito pessoas ficam feridas na BR-104 em Caruaru

Um carro, modelo Toyota, capotou na BR-104, quilômetro 38, em Caruaru, no Agreste pernambucano, na tarde desta terça-feira (6) e deixou oito pessoas feridas. O acidente aconteceu um pouco antes do acesso à Fazenda Nova, no sentido Toritama / Caruaru.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF - PE), o condutor foi desviar de um buraco na pista, perdeu o controle do veículo  e capotou. 
Estavam no carro cinco homens e três mulheres. Todas as vitímas, que não foram identificadas, receberam o socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que encaminhou para o Hospital Regional do Agreste, em Caruaru. Um dos feridos foi levado em estado grave.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

LANÇAMENTO ATÉ DEZEMBRO

Santana do século 21 surge até dezembro a partir de R$ 45 mil


Divulgação
NEW SANTANA
Divulgação
Volkswagen Santana será feito em São Bernardo do Campo (SP) com produção anual de 50 mil unidades
Muito se fala sobre o GOLF DE NOVA GERAÇÃO e a chegada do COMPACTO UP ao Brasil (ambos já vistos em testes pelo país), mas outro carro da Volkswagen deve causar alvoroço no mercado brasileiro, principalmente entre taxistas, ainda em 2013.
Trata-se do novo Santana, que deve ser apresentado entre novembro e dezembro. O sedã será produzido na fábrica da Volks de São Bernardo do Campo (SP), no espaço atualmente ocupado pela Kombi -- que se aposenta oficialmente no final deste ano, já que não comporta airbags em sua estrutura (o item será obrigatório em 2014). A chegada do Santana às lojas está prevista para o primeiro trimestre de 2014.
Sua missão é substituir o Polo Sedan, que há algum tempo faz papel de figurante nas lojas da marca. Os preços devem variar entre R$ 45 mil e R$ 60 mil (ou seja, entre o das versões mais caras do Voyage e do Jetta mais barato).
Fontes ligadas à fabricante cravaram a UOL Carros (obviamente, o informante preferiu não se identificar)que a capacidade de produção dedicada ao modelo será de 50 mil carros/ano. O Santana será feito sobre a plataforma PQ25, a mesma do Polo europeu, e terá como objetivo roubar clientes das versões mais caras Chevrolet COBALT, NISSAN VERSA, FORD NEW FIESTA SEDAN, Honda City etc.
Isso também significa que, num futuro um pouco mais distante, uma versão hatch do modelo (que pode e deve manter o nome Polo) poderá ser feita por aqui -- para concorrer, entre outros, com Peugeot 208, Ford New Fiesta, Chevrolet Sonic e Citroën C3, coisa que o Fox e o próprio Polo atual não fazem Interior segue novo padrão estético da Volks; traseira lembra a de sedãs maiores da marca.
QUASE UM JETTA
Lançado na China no final do ano passado, o novo Santana é claramente um sedã compacto ampliado. Ele mede 4,47 metros de comprimento e tem 2,60 m de distância entre-eixos. Como no rival Cobalt, uma de suas atrações será o espaço interno, sobretudo no banco traseiro. O porta-malas comporta 480 litros.
Nas lojas chinesas, o carro é oferecido em três versões de acabamento, seguindo o tradicional catálogo da Volks (Trendline, Comfortline e Highline), com pacotes de equipamentos que incluem freios ABS (antitravamento), airbags frontais, laterais e de cabeça, controle de tração, ar-condicionado, rodas de liga leve, sensores de estacionamento, bancos de couro e teto solar elétrico entre os itens de série.
Espere por algo parecido por aqui na versão topo de linha, de R$ 60 mil, e por uma variação depenada (sem rodas de liga, bancos de couro, teto e controle de tração, além de acabamento inferior) na configuração de R$ 45 mil.

COMO ELE ERA, COMO ELE SERÁ

  • DivulgaçãoAntes um sedã médio executivo (o modelo era derivado do Passat na década de 1980 e 1990), agora o Santana passa a ser da turma dos sedãs compactos alongados -- não espere, portanto, o mesmo nível de sofisticação que a geração anterior possuía
1.6 COM FORÇA DE 2.0
Na China, o sedã usa motores 1.4 (90 cv) e 1.6 (110 cv), a gasolina. Por aqui, de acordo com a fonte, ele será equipado com motores da família EA211 (evolução dos EA111), já presente no FOX, mas apenas na configuração de 1.6 16V (inédita por enquanto). Flex, o propulsor deverá render 120 cv com etanol (mesma potência do 2.0 do Jetta mais básico).
A princípio, esta será a única opção de motorização oferecida pelo sedã.
O câmbio das versões de entrada será manual de cinco marchas e haverá opção I-Motion (automatizado, também de cinco marchas, mas com apenas uma embreagem). Uma versão com câmbio automático convencional Tiptronic, de cinco ou seis marchas, também é estudada.
Consultada, a Volkswagen do Brasil preferiu não comentar sobre o assunto.

CTB DESRESPEITO

Código de Trânsito prevê multa para pedestre que desrespeita lei


Aproximadamente 20% das pessoas que morrem em acidentes de trânsito no Brasil são pedestres. Segundo dados mais recentes do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), dos 7.073 óbitos registrados em 2010 nas rodovias federais do país, 1.302 estavam caminhando em acostamentos ou atravessando as pistas. Nas cidades, a proporção tende a ser maior. Na capital de São Paulo, por exemplo, os atropelamentos correspondem à metade dos óbitos contabilizados pela Companhia de Engenharia de Tráfego.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece uma série de normas que têm como objetivo garantir a segurança dos pedestres, que são destinadas aos motoristas e também a quem circula a pé. E mais: a lei prevê multa de R$ 26,60 ao pedestre que desobedecer às regras. Mas, na prática, os órgãos de fiscalização não aplicam a penalidade porque a lei não foi regulamentada, o que resulta na falta de um procedimento para que a punição ocorra.

Pela lei, pedestres estão proibidos, por exemplo, de andar na pista de rolamento, exceto para travessia em locais permitidos; ocupar a via prejudicando o tráfego, a menos que haja autorização da autoridade competente; ou atravessar fora da faixa de segurança quando ela está a até 50 metros de distância.

No entanto, o sociólogo especialista em segurança no trânsito, Eduardo Biavatti, salienta que as condições do passeio público e a sinalização também precisam estar adequadas. "É preciso revisar o modo como os gestores de trânsito organizam a cidade. Não é somente culpa das pessoas. Às vezes o ambiente viário não permite segurança para os mais frágeis", disse em
entrevista à Agência CNT.

"As faixas de travessia devem estar próximo a locais de grande movimentação, como hospitais, supermercados, escolas e pontos de ônibus", esclarece o engenheiro de trânsito, mestre pela
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) João Paulo Cardoso. Mas ele destaca ainda que outras medidas favorecem a segurança dos pedestres, como gradis, "que canalizam a pessoa para o local correto da travessia", e canteiros centrais quando as vias forem muito largas.

Eduardo Biavatti complementa, ainda, que condutas irresponsáveis por parte de alguns motoristas também trazem prejuízos, e nem sempre são alvo de fiscalização adequada, como estacionamento sobre as calçadas, desrespeito à faixa de segurança e falta de sinalização em conversões.

Distração
Um dos problemas que mais cresce no mundo é a distração com dispositivos móveis, principalmente os smartphones. Ainda faltam dados nacionais sobre o problema, mas um exemplo é 
a cidade de São Paulo onde, segundo a CET, 25% dos pedestres atravessam a via utilizando o equipamento. Estudo publicado no periódico internacional Injury Prevention (Prevenção ao Dano), jornal oficial da Sociedade Internacional de Prevenção de Danos à Criança e ao Adolescente (ISCAIP), mostra que pedestres com estas distrações podem levar até dois segundos mais para atravessar a pista do que quem o faz sem qualquer dispositivo. 

Principais direitos e deveres dos pedestres
- Pedestres têm prioridade sobre os veículos.
 - Quem está a pé deve andar na calçada. Ciclistas que não estão sobre a bicicleta equivalem a pedestres, com mesmos direitos e deveres.
- Quando não houver calçada ou não for possível utilizá-la, o percurso deve ser feito na pista de rolamento, o mais próximo possível do meio fio, e em fila única.
- Nas vias rurais que não têm acostamento, a regra também é andar em fila única e no sentido contrário ao dos carros.
- Quando houver interrupção da calçada em razão de obras, o local deve ser sinalizado e uma área destinada à passagem de pedestres.
- Na hora de atravessar a rua, utilizar a faixa de pedestres se ela estiver a até 50 metros de distância. O pedestre tem prioridade caso não exista semáforo. Do contrário, deve-se
obedecer a sinalização.
- Se não houver faixa, a travessia deve ser feita no sentido perpendicular ao da via e rapidamente.
- Antes de atravessar ou caminhar pela pista, sempre se certificar de que é possível fazer isso sem prejudicar o tráfego.
​Natália Pianegonda
Agência CNT de Notícias


Evento com papa revela falhas do Rio em transportes e segurança


A Jornada Mundial da Juventude, evento promovido pela Igreja Católica e que contou com a presença do papa Francisco, expôs as dificuldades do Rio de Janeiro no planejamento de grandes eventos e acendeu sinal de alerta para as organizações da Copa do Mundo de 2014; e da Olimpíada, em 2016.
A avaliação é de especialistas em transportes, eventos esportivos e segurança consultados pelo Valor. Para eles, a jornada, encerrada no domingo passado, deixou clara a necessidade de maior planejamento na área de mobilidade urbana e de uma estratégia mais eficaz de segurança, principalmente para lidar com possíveis manifestações populares.


"Em relação aos transportes, daria nota 5 à Jornada Mundial da Juventude", afirmou Wagner Colombini Martins, especialista em projetos de logística e de transportes e presidente da Logit Engenharia Consultiva. Sobre a possibilidade de que os problemas de transporte registrados durante o evento da semana passada no Rio possam se repetir, Martins foi
cauteloso. Segundo ele, há diferenças específicas nos fluxos de aglomeração de pessoas entre um evento como a Jornada e os projetados para a Copa do Mundo e a Olimpíada.
Cálculos da Arquidiocese do Rio de Janeiro registraram a passagem de 3,7 milhões de pessoas em diversos atos da Jornada na semana passada, a grande maioria concentrada na cidade do Rio de Janeiro. Para a Copa do Mundo, a Embratur estima entrada de 600 mil turistas estrangeiros. Para a Olimpíada, 380 mil.
No caso do turismo nacional, três milhões de brasileiros devem viajar dentro de todo o país durante a Copa, segundo estimativa do
Ministério do Turismo. Os órgãos consultados não forneceram projeção de número de turistas nacionais no Rio durante a Olimpíada.
Se os jogos da Copa não ocorrerão somente na capital fluminense, mas em 12 cidades-sedes, os Jogos Olímpicos abrigarão no Rio diversos esportes em dias e horários diferentes. Ou seja, um fluxo maciço de pessoas, equivalente a quase todos os espectadores dos jogos, deve se deslocar para o mesmo lugar, no mesmo horário, como ocorreu no evento religioso da última
semana. "Não acho que veremos o mesmo tipo de aglomeração", diz Martin
O especialista admite que houve erros no planejamento de transporte do Rio para o evento católico. Segundo ele, poderia ter sido feita pesquisa detalhada sobre pontos de concentração de peregrinos hospedados e mesclar com dias e horas dos eventos programados. Assim, seria possível mapear
quais seriam os horários de pico de uso do transporte coletivo.Martins destacou também o "engarrafamento" do papa em um congestionamento na avenida Presidente Vargas, uma das principais vias de acesso ao centro do Rio. Para ele, foi uma demonstração de falta de diálogo entre os órgãos de transportes e a organização do evento. "Foi chocante. "
Para o coordenador do Centro de Estudos Avançados em Esportes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Paulo César Montagner, dificilmente os eventos esportivos repetirão o "caos" nos transportes da Jornada, mas não é tão otimista quando o assunto é a segurança dos eventos esportivos. "Os protestos são um novo fator à equação de planejamento", diz. A
principal preocupação dos organizadores, diz o professor da Unicamp, deve ser "proteger as pessoas" em casos de conflitos entre torcedores e manifestantes
Segundo Montagner, o perfil de participantes de eventos esportivos é mais agressivo, muito diferente da postura dos peregrinos que
participaram da Jornada da Juventude. Além disso, lembra, muitos protestos no Rio têm como alvo gastos públicos relacionados aos eventos esportivos que terão o país como sede, ou seja, é provável que os atos cresçam, em porte e em quantidade, em 2014 e em 2016.
A ausência de comunicação entre as forças de segurança também pode ser prejudicial para as autoridades, na hora de lidar com possíveis protestos durante os eventos, na avaliação de Igor Pipolo, especialista em segurança em eventos e CEO da consultoria em segurança Núcleo Inteligência. "A Polícia Civil não fala com a Polícia Militar, que não fala com a Polícia Federal, que não fala com a Polícia Rodoviária Federal. Isso não vai mudar com a Copa e a Olimpíada", diz Pipolo
No caso dos Jogos Olímpicos, ele não descarta, ainda, a possibilidade de atos de terrorismo, como o ocorrido em Munique, em 1972. Para o especialista, as forças de segurança do país não estão preparadas para prevenir tais incidentes. "Durante a Jornada, era possível encontrar a agenda detalhada do papa Francisco em sua visita ao Brasil na internet", afirma o especialista.
Ao falar sobre o planejamento do Rio para Copa e Olimpíada, o governador do Estado, Sérgio Cabral Filho (PMDB) declarou-se confiante. "Nós vamos chegar em 2016 com o Rio completamente diferente do Rio de 2013. Uma capacidade de mobilidade de massas muito maior, com transporte público] de alta capacidade com um investimento que sai de mais ou menos 20% para 60% [percentual da população do Estado com acesso a esse tipo de transporte ] com os BRT [corredores de ônibus] e com o metrô, com os novos trens",
argumentou Cabral.Porém, o governador admitiu que transporte e segurança estão entre os desafios para os eventos. "De infraestrutura, diria que
saneamento e transporte são os pontos mais importantes. Segurança é um processo, tanto do ponto de vista das pacificações nas comunidades, quanto no convívio com
manifestações, que são uma realidade nova. "
A prefeitura do Rio, que fez avaliação positiva da organização da da Jornada Mundial da Juventude na cidade, informou que as obras de responsabilidade municipal para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 estão seguindo o cronograma e, em alguns casos, estão adiantadas, e que o mesmo acontece com as obras da prefeitura para a Copa do Mundo.

Bikes

Bikes podem salvar o trânsito de cidades grandes


Em junho, protestos irromperam pelo Brasil incendiados, inicialmente, por um aumento, depois revogado, de 20 centavos nas tarifas do metrô e do ônibus, serviços mal avaliados pela população. Em julho, por sua vez, a cidade de São Paulo viu um nada honroso recorde ser batido: o congestionamento chegou a ocupar 300 quilômetros de vias no dia 26. É em meio a uma insatisfação crescente com o transporte público e um ressentimento quanto ao individual que, cada vez mais, as bicicletas são vistas como uma alternativa para os caminhos já saturados das grandes cidades do país.

Ecológicas, saudáveis e compactas, as bikes ocupam hoje um espaço ínfimo dentre os vários meio de transporte. Em São Paulo, por exemplo, elas somam cerca de 214 mil viagens por dia, segundo dados de 2010, contra seis milhões de passageiros em ônibus.

Até onde, no entanto, pode-se depositar nas bicicletas a esperança para o gargalo da mobilidade urbana?

Segundo especialistas ouvidos por EXAME.com, há uma certeza, dentre várias divergências: o Brasil ainda tem potencial para ver o número de ciclistas aumentar muito - desde que dados incentivo e infraestrutura - mas as "bikes", sozinhas, não podem resolver muita coisa.

“A bicicleta não soluciona o problema de trânsito. Se tirarmos um milhão de carros e colocarmos um milhão de bicicletas, teríamos esses problemas de novo”, afirma o professor da escola Politécnica da USP, Jaime Waisman.

Já o professor do programa de Engenharia de Transporte da UFRJ, Ronaldo Balassiano, discorda. Para o especialista, que se mudou para próximo do trabalho no Rio para conseguir fazer o trajeto de bicicleta, a mera existência de mais bicicletas no trânsito ajuda com os congestionamento, mesmo que seja necessário oferecer possibilidade de troca de modais (entrar com elas no metrô ou deixá-las em um bicicletário, por exemplo).

“É uma grande besteira dizer que bicicletas não influenciam no tráfego. Quanto mais viagens feitas por bikes, menos viagens de carro. Sem contar que um milhão de bicicletas ocupam bem menos espaço que um milhão de carros, tanto nas ruas quanto em estacionamento”, defende.

Mesmo Balassiano, porém - autoproclamado “defensor das bicicletas” - admite que os grandes municípios precisam de “um plano estratégico para toda a cidade com foco na melhora do transporte coletivo e desincentivo do uso do carro”. 

Segundo Waisman, da USP, é preciso considerar ainda que a bicicleta tem um uso muito limitado em uma metrópole como São Paulo.

“Nas grandes cidades, existe a questão da topografia e também das grandes distâncias”, diz. Ele defende que, para uso diário, uma distância razoável a ser percorrida é de até 5km – e isso desde que em ciclovias e ciclofaixas, já que esses municípios tendem a ter um trânsito mais caótico e perigoso.

A cidade de São Paulo tem hoje pouco mais de 245km de infraestrutura de circulação para bicicletas. O prefeito Fernando Haddad prometeu mais 340 quilômetros de ciclovias como uma das apostas para desafogar o trânsito paulistano.

Segurança no trânsito

Em São Paulo, dados da Secretaria Estadual de Saúde informam que, todos os dias, nove ciclistas são internados em hospitais públicos por causa de acidentes no trânsito. Ano passado, 52 perderam a vida nas ruas paulistanas. 

Segurança é justamente a maior preocupação do consultor de tráfego Flamínio Fichmann, que considera essencial a construção de ciclovias que sejam separadas e protegidas do trânsito regular.

“É uma inconsequência ter bicicletas compartilhando espaço com ônibus e carros, especialmente nos corredores”, opina o especialista.

Para Fichmann, as bicicletas trazem benefícios de saúde ao ciclista, mas “o impacto no trânsito é mínimo, sem influência”. Por isso, ele defende que alguns locais específicos sejam destinados para a atividade.

“Mas é impossível usar bicicleta em áreas mais adensadas”, avalia. 

“A questão do acidente é tão grande, a bicicleta é um veículo mais frágil, que a gente fica preocupado quando vê um ciclista em vias de grande tráfego”, afirma.

O especialista, que anda de bike apenas “no bairro” onde mora, reitera: “não vai melhorar absolutamente nada no trânsito. Para cidade pequena ou média é uma solução maravilhosa, e nas grandes é bacana incentivar a consciência ambiental e de saúde, mas não é adequado expor o ciclista a uma cidade com grande violência no trânsito”.

Políticas públicas

“Não tenho dúvida de que bicicletas podem mudar para melhor o trânsito de uma cidade grande como São Paulo”, afirma o vereador Roberto Tripoli (PV), membro da CPI do Transporte Coletivo que está em aberto na Câmara Muncipal.

Para ele, o ciclismo pode ser a solução para o trânsito no centro expandido da capital paulista. “Precisamos inviabilizar o carro particular nessas regiões, tirar zona azul e ampliar a ciclovia permanente”, avalia.

No mundo, as bicicletas cada vez mais recebem apoio governamental.

Bogotá, na Colômbia, foi uma das pioneiras no cicloativismo, durante a gestão do prefeito Enrique Peñalosa (1998 a 2001), quando foram criadas as ciclofaixas de lazer aos domingos e feriados e os mais de 370 quilômetros de ciclovias começaram a ser construídos. O trânsito na capital continua próximo ao caótico, mas a prefeitura defende que “quanto mais bicicletas há na cidade, melhor ela será”.

Em Nova York, nos Estados Unidos, apenas 2% dos moradores da metrópole pedalam. Mesmo assim, o número de ciclistas era de 185 mil em 2009. E o governo continua investindo em maneiras de tornar as viagens desses moradores mais seguras e mais frequentes. Por lá, há mais de 320 quilômetros de ciclovias.

ACIDENTES

Acidentes de trânsito matam mais que câncer no Brasil

Acidentes matam mais que câncer.
Levantamento do Observatório Nacional de Segurança Viária divulgado pela revista Veja nesta semana aponta que o número de vítimas no trânsito no Brasil é o maior do planeta.

Segundo a pesquisa, com base em registros no seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), o país tem 31,3 vítimas fatais por 100 mil habitantes; mais que o verificado no Catar, El Salvador, Belize e Venezuela.

Os dados revelam que morre-se mais em acidentes de trânsito no Brasil do que por homicídio ou câncer, por exemplo. Apenas no ano passado, foram contabilizadas pelo DPVAT 60,7 mil mortes, número 4% superior em relação a 2011, além de 352 mil casos de invalidez permanente.

A maior parte dos acidentes foi registrada entre jovens de 18 e 34 anos – 41% do total –, o equivalente a duas tragédias como a da Boate Kiss por semana. Mais de 95% dos desastres viários são resultado de irresponsabilidade e imperícia dos motoristas e 40% das vítimas estavam em motocicletas.

Em 2012, os trechos mais letais em rodovias federais foram as BR-316 (Pará), BR-381 (Minas Gerais), BR-101 (Espírito Santo), BR-277 (Paraná) e BR-040 (Minas Gerais).

domingo, 4 de agosto de 2013

COLUNA

Motoristas devem ter cuidados com a coluna para evitar dores



Todos os dias milhares de pessoas saem de suas casas para realizar tarefas diárias, como ir ao trabalho, levar as crianças à escola, entre outros. O que poucos sabem é que a simples ação de se locomover, em carro, moto ou ônibus, pode causar problemas à coluna. O ortopedista Fabiano Canto, do Hospital-Orthomed Center, explica que impactos repetitivos dentro dos veículos podem causar dores na coluna. “O que pode colaborar para que isso aconteça é o jeito de dirigir. É preciso que o motorista procure manter uma postura correta."

O médico explica que ao dirigir um carro, o motorista deve recuar o bumbum até chegar no encosto, isso fará com que a coluna fique reta. "O encosto da cabeça também deve ficar na mesma altura que a cabeça, para que em casos de freadas bruscas ou batidas a cabeça não seja arremessada para trás. As pernas devem estar a uma distância que permita que os joelhos possam ficar dobrados."

Já as pessoas que dirigem motos é importante que mantenham os braços esticados o que ajuda a manter as costas em uma posição mais reta. "Para quem anda de ônibus, é essencial que procure se apoiar nos corrimãos. Se a pessoa for de baixa estatura, é recomendado de preferências aos corrimãos mais baixos e frontais ao corpo”, alerta o médico.

Segundo uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% da população mundial um dia terá dores lombares. Dentre as causas mais comuns, estão problemas relacionados à postura e algumas doenças degenerativas. “A lombalgia ou dores nas costas pode ser causada por vários motivos que vão desde fatores externos, a má postura, trabalho excessivo e doenças degenerativas”, afirma Fabiano Canto. O médico ressalta que praticar atividade física é importante no caso das dores na coluna. “Os exercícios melhoram o funcionamento da musculatura paravertebral. Essa musculatura é fundamental para o bom funcionamento da coluna e com a prática de atividade física o paciente consegue fortalecimento dos músculos o que proporciona a ausência de dor”, aconselha o ortopedista.