sexta-feira, 30 de agosto de 2013

ÔNIBUS

LICITAÇÃO DE ÔNIBUS PODE REDUZIR AS TARIFAS




A agência Nacional de Transportes Terrestres anunciou a primeira rodada de licitação das linhas de ônibus interestaduais. É a promessa de preços mais baratos para os passageiros.

Nos leilões a regra será: vence que oferecer a menor tarifa. E a outra vantagem importante para os passageiros: a cobrança por melhores serviços e também a qualidade deve melhorar. Hoje as empresas de ônibus interestadual operam com autorizações especiais antigas e cheias de irregularidades.

Tem reclamação de tudo que é jeito. “De São paulo para cá é tudo tranquilo. Mas daqui para lá tem até barata, que a gente acha dentro do ônibus, entendeu? É sujo, o banheiro é muito sujo”, conta a aposentada Marilene Souza Nobre.

“Quarenta e oito reais de Goiânia até aqui é muito caro. Muito caro, eu achei”, reclama a dona de casa Doralice Rodrigues.

“Era para chegar às cinco horas e chegou esse horário, quase sete”, diz o estudante Leonardo Valadares.

As EMPRESAS de ônibus que fazem viagens interestaduais, atualmente, têm autorizações especiais para circular. Transportam por ano 54 milhões de passageiros. Se quiserem continuar, terão que vencer o processo de licitação, marcado para abril de 2014.

Hoje são 2.110 linhas. Entre as mais procuradas estão as das rotas São Paulo-Rio de Janeiro, Recife-João Pessoa, Brasília- Goiânia. A ideia é de que sejam incluídos 935 novos trechos, e que pequenas companhias, que enfrentam problemas estruturais, saiam de circulação.

Hoje são 250 empresas no mercado. Serão 54, no máximo, segundo a Agencia Nacional de Transportes Terrestres. Vence o leilão quem oferecer a menor tarifa. Os contratos serão de 15 anos, sem prorrogação.

Outras duas exigências: ônibus com idade média de cinco anos e motoristas com qualificação.

Até o leilão continua tudo como está. Seu José Machado, que viajou sem cinto de segurança, porque não tinha, e com o motorista abusando da velocidade, não tem dúvida: “Eu acho que precisa melhorar. Acho que é preciso arrumar qualidade Fifa para essas coisas também”, diz.

​​De acordo com a ANTT, o leilão para serviço de linhas interestaduais está previsto para abril de 2014.

TROCAR DE CARRO

Carro seminovo ou usado? Saiba como fechar o negócio


negócio
Se você for capaz de dispensar aquele cheirinho de carro novo em favor de um veículo com melhor custo/benefício, então é possível que seu próximo automóvel seja um seminovo ou usado. Principalmente se você tem um orçamento enxuto e deseja trocar o popular básico por um modelo mais completo, equipado com itens de conforto que vão além da direção hidráulica e do trio elétrico.

Foi em busca desse upgrade que o consultor de TI Julio Cesar Frigo, de 27 anos, deixou de lado o 0 km por um seminovo. A ideia era simplesmente trocar seu Palio 1.0 2008 básico por um modelo mais completo, com ar-condicionado. “Pensei em comprar novo Palio, mas mesmo com motor 1.6, ar-condicionado e rodas esportivas, achei que não valia a pena pagar mais de R$ 40 mil em um modelo considerado de entrada”, conta.

Como o preço do novo não justificava o pacote de equipamentos, o jovem decidiu dar uma boa olhada nas opções de seminovos disponíveis no mercado. Por alguns meses, pesquisou em sites e bateu à porta de várias concessionárias até topar com um negócio que atendesse os requisitos e estivesse dentro do orçamento. E o achado não poderia ter sido melhor. Por R$ 35 mil, ele encontrou um Volkswagen Polo versão hatch ano 2012, com 21 mil quilômetros e uma lista invejável de equipamentos. Além do motor 1.6, o carro trazia de série ar-condicionado digital, airbag duplo, freios ABS, rádio integrado com MP3 e Bluetooth, além de retrovisores com rebaixamento automático e sensor de estacionamento. “Não só consegui trocar meu carro por um mais completo, como também por um modelo de categoria superior. Hoje, um Polo como esse, 0 km, vale quase R$ 50 mil”, contou. Para completar, o carro ainda continha garantia de motor e câmbio válida até 2015 - são três anos.

Quem também se deu bem ao optar por um seminovo foi a jornalista Mariana Rodrigues. Em 2009, ela estava à procura de um sedã confortável na faixa dos R$ 30 mil. Entre as opções disponíveis no mercado, o modelo que mais a agradou foi o Chevrolet Prisma, até então a versão três volumes do Celta. Mas preço de novo estava acima do que ela podia pagar. “Na época, a versão 1.0, quase sem nada, estava custando quase R$ 40 mil”, conta. Diante do impasse, ela decidiu buscar um Prisma usado.

Assim como Julio Cesar, Mariana consultou sites e percorreu revendas até encontrar um modelo em bom estado, com baixa quilometragem e um pacote recheado de itens. A procura levou quase seis meses, mas, segundo Mariana, valeu a pena. Com apenas um ano de uso, o sedã com motor 1.0 estava com 30 mil quilômetros rodados e trazia os opcionais que ela esperava: direção hidráulica, ar-condicionado e trio elétrico. “Paguei R$ 31 mil, sete mil a menos do que era oferecido por um Prisma novo. Fiz um bom negócio. O carro estava inteiro. Era usado por um funcionário da própria GM”, conta. Desde então, sempre que pode, Mariana recomenda a compra dos seminovos ou usados, em detrimento do automóvel zero. “O carro novo desvaloriza muito.”

Custo-benefício

De fato, segundo Pedro Mendes, gerente da consultoria Jato Dynamics, a alta depreciação do automóvel novo, que varia de 10% a 15%, é um dos quesitos que pesam contra. “Se você pensar bem, com o mesmo valor de um novo popular hoje, é possível comprar um carro com até dois anos de uso e com motor 1.4, 1.6 ou até um sedã compacto”. Segundo o consultor, outro aspecto que favorece os carros usados no mercado são os itens de conforto. “No carro novo, você paga muito caro por opcionais como banco de couro e teto solar, mas a depreciação desses itens é muito maior do que a do próprio carro”. É por isso, ele explica, que o seminovo se tornou tão atrativo para o consumidor que almeja um carro mais completo e confortável.

Caio Ribeiro, gerente do site Mercado Livre, um dos maiores portais de anúncios de carros novos e usados do Brasil, chegou à mesma conclusão a partir dos dados coletados pelo portal. “Na compra de um zero, você paga alto por opcionais que valem quase nada quando você vai revender.” Por isso, de acordo com ele, entre os seminovos mais procurados do Mercado Livre na faixa dos R$ 30 a R$ 45 mil estão Fox, Saveiro e Idea, carros situados num patamar acima dos modelos de entrada.

TROCA

Carro seminovo ou usado? Saiba como fechar o negócio


negócio
Se você for capaz de dispensar aquele cheirinho de carro novo em favor de um veículo com melhor custo/benefício, então é possível que seu próximo automóvel seja um seminovo ou usado. Principalmente se você tem um orçamento enxuto e deseja trocar o popular básico por um modelo mais completo, equipado com itens de conforto que vão além da direção hidráulica e do trio elétrico.

Foi em busca desse upgrade que o  consultor de TI Julio Cesar Frigo, de 27 anos, deixou de lado o 0 km por um seminovo. A ideia era simplesmente trocar seu Palio 1.0 2008 básico por um modelo mais completo, com ar-condicionado. “Pensei em comprar novo Palio, mas mesmo com motor 1.6, ar-condicionado e rodas esportivas, achei que não valia a pena pagar mais de R$ 40 mil em um modelo considerado de entrada”, conta.

Como o preço do novo não justificava o pacote de equipamentos, o jovem decidiu dar uma boa olhada nas opções de seminovos disponíveis n mercado. Por alguns meses, pesquisou em sites e bateu à porta de várias concessionárias até topar com um negócio que atendesse os requisitos e estivesse dentro do orçamento. E o achado não poderia ter sido melhor. Por R$ 35 mil, ele encontrou um Volkswagen Polo versão hatch ano 2012, com 21 mil quilômetros e uma lista invejável de equipamentos. Além do motor 1.6, o carro trazia de série ar-condicionado digital, airbag duplo, freios ABS, rádio integrado com MP3 e Bluetooth, além de retrovisores com rebaixamento automático e sensor de estacionamento. “Não só consegui trocar meu carro por um mais completo, como também por um modelo de categoria superior. Hoje, um Polo como esse, 0 km, vale quase R$ 50 mil”, contou. Para completar, o carro ainda continha garantia de motor e câmbio válida até 2015 - são três anos.

Quem também se deu bem ao optar por um seminovo foi a jornalista Mariana Rodrigues. Em 2009, ela estava à procura de um sedã confortável na faixa dos R$ 30 mil. Entre as opções disponíveis no mercado, o modelo que mais a agradou foi o Chevrolet Prisma, até então a versão três volumes do Celta. Mas preço de novo estava acima do que ela podia pagar. “Na época, a versão 1.0, quase sem nada, estava custando quase R$ 40 mil”, conta. Diante do impasse, ela decidiu buscar um Prisma usado.

Assim como Julio Cesar, Mariana consultou sites e percorreu revendas até encontrar um modelo em bom estado, com baixa quilometragem e um pacote recheado de itens. A procura levou quase seis meses, mas, segundo Mariana, valeu a pena. Com apenas um ano de uso, o sedã com motor 1.0 estava com 30 mil quilômetros rodados e trazia os opcionais que ela esperava: direção hidráulica, ar-condicionado e trio elétrico. “Paguei R$ 31 mil, sete mil a menos do que era oferecido por um Prisma novo. Fiz um bom negócio. O carro estava inteiro. Era usado por um funcionário da própria GM”, conta. Desde então, sempre que pode, Mariana recomenda a compra dos seminovos ou usados, em detrimento do automóvel zero. “O carro novo desvaloriza muito.”

Custo-benefício

De fato, segundo Pedro Mendes, gerente da consultoria Jato Dynamics, a alta depreciação do automóvel novo, que varia de 10% a 15%, é um dos quesitos que pesam contra. “Se você pensar bem, com o mesmo valor de um novo popular hoje, é possível comprar um carro com até dois anos de uso e com motor 1.4, 1.6 ou até um sedã compacto”. Segundo o consultor, outro aspecto que favorece os carros usados no mercado são os itens de conforto. “No carro novo, você paga muito caro por opcionais como banco de couro e teto solar, mas a depreciação desses itens é muito maior do que a do próprio carro”. É por isso, ele explica, que o seminovo se tornou tão atrativo para o consumidor que almeja um carro mais completo e confortável.

Caio Ribeiro, gerente do site Mercado Livre, um dos maiores portais de anúncios de carros novos e usados do Brasil, chegou à mesma conclusão a partir dos dados coletados pelo portal. “Na compra de um zero, você paga alto por opcionais que valem quase nada quando você vai revender.” Por isso, de acordo com ele, entre os seminovos mais procurados do Mercado Livre na faixa dos R$ 30 a R$ 45 mil estão Fox, Saveiro e Idea, carros situados num patamar acima dos modelos de entrada.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

MOTOR

Esquentar o motor do carro aumenta consumo de combustível



Prática comum e necessária nos veículos mais antigos, esquentar o motor do carro antes de sair é uma medida dispensável nos carros mais novos. Além de desperdício de tempo, os minutos perdidos acelerando só fazem aumentar o consumo de combustível.

Em carros antigos, com carburador, o ajuste do motor não tinha muita precisão e acelerar o carro para aquecê-lo era quase uma regra, especialmente em dias frios. “No início do funcionamento eles apresentavam deficiência na lubrificação do sistema e desequilíbrio na mistura ar/combustível, causando maior atrito entre as peças, trancos e podendo até fazer o motor desligar”, explicou Renato Romio, chefe do Laboratório de Motores do Instituto Mauá de Tecnologia, de São Paulo.

Com o passar dos anos e da tecnologia, esse ajuste foi ficando mais preciso e nos veículos equipados com injeção eletrônica, esse procedimento não tem mais serventia. A lubrificação e a dosagem para a mistura ar/combustível já estão programadas. Além disso, a eficiência da bomba de óleo e gasolina, se comparada com as antigas, proporciona o desempenho adequado mesmo com o motor frio. Com isso, não há necessidade de aquecer o carro pela manhã.

Apesar disso, lembra Romio, não se deve exagerar com o motor logo após a partida. “Deve-se utilizar o bom senso e não abusar de altas rotações e velocidades. O motor não esquenta instantaneamente, ele precisa de alguns minutos, mas esse ajuste vai sendo feito com o carro em movimento. Apenas não é mais necessário ficar com o carro parado, aguardando”, concluiu o especialista.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Proprietários de motocicletas podem requerer isenção de IPVA em Sergipe



Medida deverá beneficiar 60% do total de motos existentes no estado. Das 209.819 motos cadastradas, 125.067 são de até 125 cilindradas.

Os motociclistas sergipanos já podem usufruir da série de benefícios resultantes do pacote de medidas anunciado pelo governador MARCELO DÉDA no último mês de abril, onde se destacam a isenção total do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e taxas de licenciamento das motocicletas até 125 cilindradas a partir de 2013, e a anistia total dos débitos passados (não incluindo infrações de trânsito).
saiba mais

MOTOCICLISTA COM MOTOS DE ATÉ 125 CC FICARÃO ISENTOS DO IPVA EM SERGIPE

É que o Projeto de Lei encaminhado pelo Executivo já foi aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionado pelo governador em exercício, Jackson Barreto, originando a Lei Nº. 7,655, de 17 de junho de 2013, que estabelece nova disciplina para o IPVA no âmbito do Estado de Sergipe. A medida deverá beneficiar 60% do total de motos existentes no estado, já que, das 209.819 motos cadastradas, 125.067 são de até 125 cc. Em 2012, os débitos referentes aos licenciamentos e impostos vencidos já chegavam ao montante de R$ 17, 4 milhões.

Quando anunciou o projeto, em abril, Déda disse que é uma forma de ajudar a quem mais necessita e dar condições para que o cidadão fique regular com as suas obrigações de trânsito.
Os proprietários de automóveis também serão beneficiados com o Programa de Parcelamento de Débitos do IPVA. Todas as dívidas registradas até o último dia de 2012 poderão ser pagas com descontos significativos.

No projeto, todas as dívidas com o IPVA de motos de até 125 cilindradas serão liberadas, a partir de agora o motociclista não vai mais precisar pagar pelo licenciamento, mas deve se dirigir ao Detran para solicitar o documento para regularizar o veículo.

Até 2012, 209.819 motos estavam cadastradas nos dados do Detran em Sergipe, deste número, 125.067 são de até 125 cilindradas. "O Governo de Sergipe vai deixar de receber por ano R$ 2 milhões para beneficiar esses condutores", calcula o governador. "A dívida pode ser parcelada em até 48 meses e o condutor vai receber um desconto de 65%. Se o condutor preferir pagar à vista vai receber um desconto ainda mais de até 90%", anunciou o governador.
Mas as dívidas relacionadas a multas de trânsito não serão beneficiadas. "Essa dívida é com o Governo Federal,  estamos facilitando que os condutores paguem suas dívidas com o Estado", explica.

ALTERAÇÃO

Quais são as consequências ao rebaixar o carro?



A paixão e a insatisfação pelas configurações de fábrica são os principais motivos que levam os motoristas a personalizar seus carros. O assunto é polêmico e, de todas as alterações, o rebaixamento da suspensão é a modificação que requer maior atenção, pois envolve a segurança dos ocupantes.

O sistema de suspensão serve basicamente para absorver as irregularidades do solo, oferecendo estabilidade e preservando a estrutura do carro. Em geral, as montadoras adotam um ajuste que deixa o carro mais confortável, para não sacudir tanto os passageiros na buraqueira das ruas. Quando se mexe em amortecedores e molas, para rebaixar o veículo, o que se busca é abaixar o centro de gravidade dele, melhorando a aerodinâmica e a estabilidade. O carro fica mais esportivo, transferindo mais as irregularidades do piso para quem está nele, ou seja, fica mais duro e menos confortável.

Suspensão móvel ou fixa

Existem basicamente dois tipos de suspensões: fixas e móveis ou variáveis.

Apesar de serem muito admiradas pelos apaixonados por carros, as móveis ou variáveis não podem ser legalizadas, ou seja, usadas no veículo, se não vierem de fábrica.

INMETRO não aprova a instalação de suspensão a ar comprimido e suspensão com rosca (conforme artigo 6 da resolução 292 de 29/08/2008 do CONTRAN – leia aqui).

Um dos motivos é a segurança: a altura variável compromete a estabilidade, necessitando de conferências frequentes da geometria. Imagine um carro com um lado mais alto que o outro.

Atualmente, alguns carros esportivos já saem de fábrica com suspensões variáveis. A maioria permite que o motorista decida entre o conforto e a esportividade. Em alguns casos, o próprio carro ”faz” a escolha em função da velocidade e condições da pista, e alguns poucos modelos oferecem ajuste de altura, que são pré-determinadas.

Na suspensão fixa, presente na maioria dos carros, a alteração das molas e dos amortecedores deve ser vista com muito critério.

Alteração nas molas

Antes de fazer qualquer alteração nas molas é importante saber que os fabricantes utilizam softwares para o seu dimensionamento, pois o cálculo envolve um grande número de variáveis como quantidade de elos, diâmetro, comprimento, carga, grau de inclinação dos elos, tensão máxima de cisalhamento do material, entre outras.

Além destas variáveis, os engenheiros avaliam a geometria da suspensão para identificar as solicitações a que esta mola estará sujeita e, por último, são indicados os tratamentos térmicos que serão aplicados durante o processo construtivo.

Por isso, técnicos em suspensões não recomendam qualquer retrabalho (como é chamada a modificação) nas molas para diminuir seu tamanho, seja o corte de alguns elos, grampos ou mesmo aquecimento. Este último gera um alívio de tensões no material e encurta a distância entre os elos, diminuindo o comprimento total da mola.

Em um primeiro momento, estes retrabalhos parecem atender às expectativas dos clientes, mas, no médio prazo, problemas aparecem: amortecedores estourados, trincas na longarina, trincas no túnel e batentes dos amortecedores danificados serão os primeiros prejuízos.

Se quiser alterar as molas, mais adequados são os kits de molas esportivas, específicas para cada modelo de veículo. Além de dimensionadas pelo fabricante, elas garantem a diminuição da altura com algum conforto e, principalmente, oferecem uma sobrevida aos demais componentes da suspensão.

Alterações em amortecedores

Os amortecedores controlam as oscilações superiores e inferiores das molas. Se colocar um kit de molas esportivo você deve também substituir os amortecedores originais por um kit de amortecedores esportivos, especificados para cada modelo de carro. Eles são dimensionados para atender a carga e o curso das novas molas.

O mercado nacional ainda não dispõe de kits para todos os modelos. Alguns motoristas comprar kits importados, que custam mais caros. Uma dica é participar de comunidades na internet, pois a troca de informações auxiliará na aquisição dos kits e também na indicação de boas oficinas prestadoras de serviços.

Evite altas velocidades

Todos sabemos que os veículos originais de fábrica passam por diversos testes de durabilidade e desempenho. Equipamentos especialmente desenvolvidos para este fim identificam possíveis falhas de projeto e estabelecem os limites de fadiga de materiais e, mesmo assim, e com toda essa estrutura, os defeitos aparecem.

A situação fica mais delicada quando o projeto original é alterado, por isso é importante evitar altas velocidades. O estouro de um amortecedor ou quebra de uma mola pode colocá-lo em uma situação difícil se você estiver acima de 100 km/h.

Existe uma consciência muito grande entre quem curte fazer modificações. A maioria sabe que possui carros especiais e que este fato merece atenção redobrada em relação aos cuidados com manutenção preventiva. Assim, acabam sendo mais cuidadosos do que muitas pessoas que mantêm seus carros originais. Eles sabem que, a qualquer sinal de instabilidade ou ruído, deve-se encostar o carro e fazer um exame detalhado das peças envolvidas na personalização.

Mudou, tem que legalizar

Não basta ter vontade, cuidar do carro e conhecer a lei. Mudar o carro envolve uma burocracia. Veja ao lado o passo a passo.

Saiba que, mesmo estando com a documentação legalizada, a maioria das companhias de seguro não cobre os sinistros de carros rebaixados. Mais um motivo para "pegar leve".

Pensa em fazer outras modificações no carro? Vale a pena ler as resoluções de número 291 e 292 de 29/08/2008 que tratam especificamente das alterações.

GUARDA CARRO

Profissão de guardador de carros existe há 40 anos no Brasil



O registro da profissão de guardador de carros e lavador de automotivos existe há 40 anos no Brasil por meio de uma lei federal. No entanto, poucos são os cadastrados e a maioria não sabe que existe essa possibilidade, e o que é necessário para se regularizar. Além disso, alguns motoristas se sentem intimidados com a abordagem de alguns "flanelinhas" nas ruas de Bauru (SP).

“Hoje, apesar de muitos trabalhadores que se valem dessa atividade diminuiu muito. Até o objetivo dessas pessoas é outro hoje em dia. A lei que regulamenta a profissão tem que ser revista de acordo com as necessidades atuais. Enquanto isso não acontece, o trabalhador tem que se adequar ao que a lei pede. É preciso que esse trabalhador tenha residência fixa, tenha bons antecedentes e que ele tenha documentação em dia de identificação. Além de ter o registro dessa atividade na carteira de trabalho”, explica o gerente regional do Trabalho de Bauru (SP), José Eduardo Rubo.

Silvia Moraes é uma exceção à regra em Bauru. As atividades vão além do que se espera de uma "flanelinha". A guardadora de carros se registrou há vários anos e, atualmente, tem uma equipe que trabalha com ela em eventos. “Eu tenho guarda de veículos em via pública, manobrista, motorista particular, motorista para casamento, baby-sitter, baby dog e segurança em residência. Eu já fiz eventos em que já fui motorista e que eu tive que buscar o cachorrinho que fazia parte desde o começo do namoro da pessoa”, lembra a guardadora de carros, Silvia Moraes.

Durante o expediente, todos usam camisa social e gravata como uniforme. “Eu gosto do trabalho e já faz um ano. Eu também não fico sem ele. Eu tenho outra profissão: sou porteiro também. E na noite, conversando com as pessoas, já faz parte da minha vida. Soma uma renda e melhora muito bem”, diz o manobrista, Paulo Silas.

E eles são organizados, anotam as placas, marcam os carros e conhecem cada proprietário. “Acho importante porque a gente se sente coagida na rua, quando eles obrigam a gente, falam valores e, às vezes, a gente volta para pegar alguma coisa no carro e não tem nem ninguém para dar o dinheiro porque não está perto. A gente se sente coagido mesmo com essas pessoas que não são totalmente organizadas”, avisa a fonoaudióloga, Juliana Castro.

Uma realidade bem diferente da que a maioria dos motoristas vive em outros pontos da cidade quando quer estacionar. Uma mulher, que teve medo de se identificar, recentemente parou o carro próximo a uma agência bancária e não pagou nada para o “flanelinha”. “Ele me ameaçou dizendo que eu não deveria parar mais o carro no território dele, que eu deveria parar em outro lugar porque se parasse ali ia ter algumas complicações. Me senti muito ameaçada por essa situação porque é um lugar público e tenho o direito de parar onde eu quiser. Não onde ele determina”.

Apesar de haver a profissão de guardador de carro, o motorista não é obrigado a pagar, muito menos pode ser coagido. “Nós não temos muitas solicitações a respeito. Mas, normalmente, durante o patrulhamento, o policial avistando ele faz a abordagem e a qualificação. A grande maioria das vezes, eles têm passagem criminal, porém, não são procurados pela Justiça. A gente orienta esse pessoal para que não faça extorsão e ameaça porque consequências serão tomadas”, alerta o tenente da Polícia Militar, Michel Prieto.

A secretária de Bem Estar Social, Darlene Tendolo, informa que o município já tentou diversas vezes incentivar o cadastro dos “flanelinhas”. Há inclusive o incentivo de uma capacitação profissional. “Já fomos, inclusive, coibindo outras práticas que não condizem com a legislação, como intimidar as pessoas.

Nós oferecemos cursos do Pronatec, que são vários, inúmeros e diversos, encaminhamento para os postos de serviço. Porque tem bastante emprego em outras áreas de Bauru e, a gente, sempre tem tentado conquistar as pessoas por esse sentido. Mas essas pessoas que tivemos contato não aceitaram”.