sábado, 8 de dezembro de 2012


Carros monolugares podem ser alternativa para o trânsito



Enquanto muitos defendem a carona como meio de amenizar o trânsito e a poluição nas grandes cidades, a Toyota investe na contra-mão disso revela ao mercado uma linha de carros elétricos com lugar somente para o motorista.

De acordo com um artigo publicado pela Forbes, os veículos possuem espaço interno restrito, podendo carregar dentro do pequeno veículo apenas duas sacolas de supermercado. Segundo Michael Kanellos, autor do artigo, o caso da Toyota é comum no Japão. De acordo com ele, o país tem um mercado muito forte na área de tecnologia e com empresas espremidas em meio a tanta concorrência.

Para Kanellos, a Toyota e outras empresas japonesas estão focando seus conhecimentos em novos nichos, usando a engenharia de precisão e design industrial em objetos do cotidiano. Por isso, a criação dos Smart Cars, como o Coms (foto).

Mudança de pensamento

  De acordo com o artigo, além de serem mais leves e mais baratos, os veículos monolugares podem deixar de serem estranhos para os consumidores e se tornarem símbolo de transporte sustentável. Para o autor, os carros monolugares podem ser a saída para as grandes cidades que sofrem com o trânsito, poluição e falta de vagas para estacionamento.

Segundo ele, executivos do mercado automotivo dizem que principalmente os jovens podem aderir a essa tendência com facilidade. O autor diz que tais executivos afirmam que os jovens não possuem tanto interesse em carros como eles têm em smartphones.

Análise

Na opinião do colunista, os carros monolugares não devem ser vendidos em grandes volumes, mas são um conceito intrigante o suficiente para a Toyota continuar desenvolvendo esses veículos. Para Kanellos, esses carros são por dentro um festival de plástico preto moldado. Já no desempenho, conseguem ser mais rápidos que os carrinhos de golfe, mas muito mais lentos que um veículo convencional.





















Com o combustível em alta, melhore o rendimento do seu veículo


Muitos carros, trânsito cada vez mais complicado, alta no combustível. Esse tem sido o cenário dos últimos anos e das últimas semanas.

De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o Brasil terminou o ano de 2010 com mais de 64 milhões de veículos. Desde 1990, isso representa um aumento de 119%, ou seja, mais de 35 milhões de veículos registrados chegaram às ruas no período de 20 anos.

Com tantos veículos automotores circulando e considerando a oscilação do preço do combustível no mercado, o aumento do preço seja do etanol ou da gasolina, afeta diretamente o bolso dos motoristas.

Segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no mês passado, o aumento no preço dos combustíveis foi responsável pelo crescimento de 1,04% da inflação em fevereiro e 1,11% em março. O preço do álcool é o maior desde que este começou a ser utilizado pelos brasileiros.

Com os preços lá em cima, como melhorar o rendimento do veículo e economizar combustível?

Marcos Carvalheira, instrutor de direção segura e econômica da DTMS Tecnologia pontua duas categorias em que a economia de combustível pode ser gerada: previsão e manutenção.
Segundo ele o principal fator para economizar combustível é aproveitar a inércia do veículo, ou seja, não utilizar acelerador e freio de maneira exagerada ou sem necessidade. Em casos de descida, por exemplo, utilizar a própria aceleração produzida para fazer o veículo andar.

Além destes fatores, a utilização da marcha correta, pneu devidamente calibrado e manutenção preventiva são fatores indispensáveis para o bom funcionamento dos automotores.
Na dúvida entre gasolina e álcool, o instrutor aponta que, no momento, a gasolina é maisvantajosa. Por ser considerado um derivado orgânico, o álcool tem a capacidade de perder líquido mais rapidamente, o que faz com que seu rendimento seja inferior. Carvalheira ainda acrescenta que, respeitar o limite do tanque é essencial para não interferir no sistema de respiro, ou seja, quando abastecer o veículo e a bomba desarmar, já é o suficiente. Querer aproveitar o preço e ultrapassar esse limite pode comprometer outras funções do automotor, como por exemplo, o filtro canister evaporador de combustível.

Apesar da dependência dos meios de transporte e da difícil tarefa de ter que gerenciar o orçamento com as altas e baixas, sempre há uma maneira de economizar.
























quinta-feira, 6 de dezembro de 2012


Saiba em que caso é possível acionar o Seguro DPVAT



O seguro é obrigatório para todos os proprietários de veículos automotores de via terrestre, porém garante benefícios a todas as vítimas de acidentes no trânsito em todo o território nacional, desde pedestres até motoristas, independendo de quem seja a culpa do sinistro. Entretanto, um detalhe importante que causa muitas dúvidas aos cidadãos é a cobertura do seguro.

Como explica o nome, o seguro cobre Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre, ou seja, cobre apenas danos causados às pessoas envolvidas nos acidentes e não ao veículo. Este tipo de dano deve ser coberto pelo seguro contratado particularmente pelo dono do automóvel.

Desta maneira, em caso de o acidentado precisar de atendimento médico, o Seguro Obrigatório DPVAT garante o reembolso de despesas médicas e hospitalares em até R$ 2.700,00. Em casos de invalidez permanente causada pelo acidente, a vítima pode receber uma indenização de até R$ 13.500,00. Já no caso de morte, a família do acidentado também tem direito a uma indenização, esta no valor de R$ 13.500,00.

Contudo, se o motorista não estiver em dia com o pagamento do DPVAT e sofrer um acidente, o seguro não cobrirá seus danos pessoais, apenas das outras vítimas, sejam elas pedestres ou até mesmo os passageiros do carro.

As indenizações são pagas individualmente, sem depender do número de vítimas. A solicitação dos benefícios pode ser feita dentro de um período de três anos, tendo como partida a data do acidente. Depois de encaminhado, o pedido demora até 30 dias para ser resolvido.


66% das vítimas de acidentes ficam inválidas




Mato Grosso possui uma frota de 466 mil motocicletas, o que coloca este tipo de veículo como o recordista em acidentes de trânsito e de vítimas fatais. Em 2012 já deram entrada no Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá 3.817 vítimas de acidentes com motos, das quais 1,65% morreram.
Segundo dados do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Dpvat), 66% das pessoas que se acidentam ficam inválidas para sempre. Muitas têm membros amputados.

Este índice se reflete diretamente nos atendimentos realizados pelo Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, que recebe, por dia, entre sete e nove pacientes com fraturas ocasionadas por acidentes de moto, muitos dos quais em estado gravíssimo. Estes tipos de pacientes sobrecarregam o PSM gerando gastos elevados. Segundo o diretor geral do PSM, Antônio Ignácio, esse volume de acidentes com motos gera uma despesa de mais de R$1 milhão por mês em cirurgias ortopédicas, principalmente as de politraumatismo (mais de uma fratura), que são consideradas de alta complexidade.

“As pessoas falam da fila para as cirurgias em Cuiabá, eu entendo, mas é complicado lidar com uma demanda tão grandiosa na instituição. Nós atendemos todo o estado, inclusive pacientes interestaduais e até internacionais, principalmente vindos da Bolívia. Se nós recebemos todas as pessoas que nos procuram, os corredores ficam cheios, se não recebemos, é omissão de socorro”, declarou.

Além dos pacientes que permanecem internados, casos considerados de menor complexidade que aguardam cirurgia em casa, através de vagas pela Central de Regulação Municipal, chegam a ficar mais de um ano à espera do procedimento. Esta espera gera consequências trágicas a pacientes que muitas vezes não conseguem recuperar seu poder laboral por conta das sequelas adquiridas com o acidente, que ficam sem o tratamento adequado.

Segundo a assessora jurídica da central, Miriam Guimarães, as vagas para os procedimentos são divididas em três classificações, sendo elas: eletiva 1, na qual o paciente fica em um mês na fila para a liberação do procedimento médico; eletiva 2, na qual o paciente espera em média quatro meses e eletiva 3, na qual a espera é de cerca de nove meses ou mais.

“Esta classificação é realizada pelo médico da central e encaminhada para as vagas nos hospitais. O que muitas vezes acontece é que nós realizamos a liberação, mas os hospitais não têm vagas para fazer os procedimentos”, informou.

Imprudência - Para o presidente do Comitê Municipal de Mobilização pela Saúde e Segurança no Trânsito, Fabio Liberali Weissheimer, cerca de 90% dos acidentes com moto poderiam ser evitados apenas com ações de prevenção e repressão à imprudência.

“A repressão aos crimes e à imprudência no trânsito funciona muito bem, nós tivemos a prova disto com a implantação da Lei Seca. Nesta implantação da lei eu era médico do Samu (Serviço Móvel de Urgência); na época eu fiz um estudo sobre a aplicação que constatou que a Lei Seca impactou em 60% na diminuição dos acidentes no mês da fiscalização ostensiva”, declarou o médico que ainda complementou que a falta de fiscalização gera o não funcionamento da lei.

“É preciso que todos tomemos consciência de que se houvesse mais cautela no trânsito, os recursos poderiam ser investidos em outras áreas de atendimento que ainda se encontram muito deficientes”.