quinta-feira, 6 de março de 2014

Polícia Rodoviária Federal divulga nesta quinta-feira o balanço da operação carnaval em Pernambuco






A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulga nesta quinta-feira o balanço da Operação Carnaval 2014. Da quinta-feira passada até a meia-noite desta Quarta-feira de Cinzas, um efetivo de 350 policiais e 50 viaturas reforça a fiscalização das rodovias federais que cortam Pernambuco. Hoje o destaque é para a volta pra casa.
O objetivo é reduzir o número de acidentes e mortos. Entre os casos registrados este ano estão três colisões com quatro vítimas fatais, todos ocupantes de motos. Em Vitória de Santo Antão, na BR 232 Km, a colisão entre dois automóveis e um motocicleta matou o motoqueiro na hora. Na mesma rodovia, em Custódia, a colisão lateral entre um palio e moto também matou na hora o motociclista de 63 anos. Em Taquaritinga do Norte, na BR 104, dois jovens de 21 anos que estavam em uma motocicleta também morreram após o choque com uma carreta.
Em 2013, a operação durou seis dias e registrou 96 acidentes, com 67 feridos e quatro mortos. Vinte e três pessoas foram presas, sendo 16 delas por dirigirem embriagadas.

Orientações - A PRF orienta os motoristas a trafegarem com os faróis acesos, mesmo durante o dia. Essa atitude reduz o número de atropelamentos e colisões frontais, já que o carro é visto a uma distância que pode chegar a três quilômetros.

Em caso de acidentes sem vítimas, o motorista deve, obrigatoriamente, retirar o veículo da pista, colocando-o no acostamento. Em seguida, deve ligar para o 191, número de emergência da PRF, e solicitar a presença de uma equipe. O não cumprimento desta norma acarreta em multa.

Interdição da Av. Rio Branco causa confusão no primeiro dia após Carnaval


O primeiro dia da interdição da Avenida Rio Branco, no Bairro do Recife, área central da cidade, após o Carnaval, foi de confusão para motoristas e pedestres, nesta manhã de quinta-feira (6). Os condutores que transitavam pelo local afirmaram que a falta de informação foi o que mais atrapalhou. Quanto à aprovação da interdição não houve consenso.
Natália Mendes, de 22 anos, estudante de Direito, faz estágio no Banco do Brasil e achou válida a medida, com a ressalva de que só funcionará se todos respeitarem as novas regras. Ao contrário do que pensa Rodinei da Silva, 34 anos, pintor, que acha ruim ter que desviar o percurso por não poder utilizar a Rio Branco. Quem circula a pé pela via, como o funcionário do Porto do Recife, Edvaldo Oliveira Araújo, de 65 anos, acha que a ação vai favorecer o convívio social, com incremento na segurança para aqueles que gostam de bater papo no meio da rua.
Pior para taxistas e manobristas. Os primeiros reclamaram bastante porque perderam seus pontos originais, e com eles, os clientes. Luís Lindoso da Silva trabalhava há 31 anos na Rio Branco e não aprovou a mudança. "Desde 1983 que trabalho no mesmo ponto, com clientela fixa. Agora vou ter que recomeçar, o que leva tempo até conquistar novos clientes", lamenta o taxista. Já o manobrista Valdemir Gonçalves, 39 anos, há 18 trabalhando na região, diz que a interdição prejudicou seu trabalho. "Como não há mais vagas para estacionar na avenida, ficamos limitados a lugares congestionados, difíceis de se encontrar um local disponível para estacionamento", informou Valdemir.

segunda-feira, 3 de março de 2014

A falta de educação para o trânsito de jovens no Brasil é grande causa nos resultados obtidos hoje!



Os acidentes de trânsito constituem uma das principais causas de morte e hospitalizações de jovens e adolescentes no Brasil. Os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense 2009 e Pense 2012), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que parcela significativa de alunos do 9º ano do ensino fundamental não respeitam as leis de trânsito ou se expõem a riscos. Fatores como o não uso de cinto de segurança em veículos motorizados, a não utilização de capacete em motocicletas, a direção de veículo motorizado, assim como o transporte em veículos conduzidos por pessoas que ingeriram bebida alcoólica foram relatados nas duas edições da pesquisa.
De acordo com Eduardo Biavati, mestre em sociologia (UnB), escritor e especialista em educação e segurança no trânsito, é um padrão mundial de que as mortes no trânsito, mas não só mortes, mas também o volume de feridos se concentra na faixa etária a partir dos 15 anos de idade até os 35 anos aproximadamente. “Esse grupo etário de adolescentes e adultos jovens estão mais expostos. É natural que esse público, se comparado com grupos mais ou mais novo estejam em circulação”.
Do conjunto de adolescentes na pesquisa do IBGE, 16,1% relatou não ter usado cinto de segurança, nas ocasiões em que se encontravam em veículo motorizado dirigido por outra pessoa. Observou-se que 17,5% das meninas e 14,6% dos meninos não usaram cinto de segurança nos 30 dias anteriores à pesquisa. Além disso, a direção de veículo motorizado nos 30 dias que antecederam a pesquisa foi declarada por 27,1% do total de escolares.
Esse é um período em que esses jovens mais ingerem bebida alcoólica, é um momento de iniciação a direção veicular ou de uma independência para isso. São vários elementos são só psicológicos, mas também sociais e coletivos que contribuem para uma super exposição desse grupo jovem ao risco no trânsito, explica Biavati. Existe um paradoxo, pois esse grupo, por possuir muito acesso a informação, deveria se cuidar melhor. “Nós temos uma juventude tão interconectada, com tanto acesso, no entanto, ainda é o grupo e maior exposição, de maior mortalidade, de maior ferimento, conforme padrão histórico da violência no trânsito”.
Existe uma urgência, que é impossível escondê-la que é a urgência de conscientização desse público jovem hoje, diz o especialista.
O papel das autoescolas na formação de motoristas
Existe uma discussão sobre a responsabilidade das autoescolas em não só ensinar novos motoristas a dirigir, mas também despertar neles o respeito e a educação para o trânsito. Segundo Biavati, o papel dos CF’s teve uma ampliação e uma incorporação de muitos temas. A antiga habilitação nas antigas autoescolas era estritamente um aprendizado de placas de trânsito para fazer a prova e aprender a passar a marcha e frear o carro. Em outras palavras, o papel da autoescola era meramente técnica.
Atualmente, o papel do CFC sofreu uma ampliação e um aperfeiçoamento muito importante. Exige-se muito mais do que uma autoescola consegue ensinar. “Não há tempo suficiente nem espaço suficiente para abordar e transformar o curso de primeira habilitação em uma reflexão sobre a segurança, sobre a vida. E essa é uma expectativa que não se cumpre e não é por que os CFC’s são fracos ou irresponsáveis”, argumenta o especialista.
Educação para o trânsito
De maneira geral, a educação para o trânsito no Brasil elege como prioridade os alunos do ensino fundamental e estaciona justo no início da adolescência. “O problema é que esse investimento precoce ele não pode parar ali, por que essa criança por melhor que seja ensinada vai se tornar um adolescente e vão passar por um período de contestação das regras”, comenta Biavati. O especialista explica que já passou da hora dos responsáveis pela educação no trânsito conversarem com a área de saúde. Os profissionais de saúde tem um olhar mais amplo por que eles vão mostrar, por exemplo, que esses hábitos de saúde (padrão alimentar e de consumo de álcool) estão relacionados ao trânsito. O investimento em educação para o trânsito não deve parar no início da adolescência, pois é nesse período que esses jovens devem desenvolver a consciência e o respeito no trânsito.

Projeto exige sensor em veículos que capte presença de crianças e animais

Número de bebês esquecidos em veículos tem aumentado nos últimos anos


A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 6040/13 que exige que os novos veículos automotores sejam equipados com sensor sonoro capaz de captar a presença de crianças e animais domésticos, quando esquecidos em seu interior pelo condutor. Atualmente, esse dispositivo não consta da lista de equipamentos obrigatórios dispostos no Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97).
De acordo com o autor da proposta, deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), o número de crianças esquecidas no interior dos veículos tem aumentado consideravelmente. Para ele, “a vida estressante dos grandes centros urbanos aliada à correria do dia a dia contribui para essa estatística”. O deputado citou caso ocorrido em junho de 2013, em Cuiabá, quando uma professora esqueceu a filha de três anos no interior do carro. A criança morreu após ficar mais de quatro horas trancadas.
Farol automático
O projeto prevê ainda que os veículos novos ficam obrigados a sair da fábrica com farol automático, que será ligado concomitante à partida do automóvel. Segundo Leitão, trata-se de uma alternativa para evitar possíveis esquecimentos, chamando atenção dos condutores e tentar diminuir o número de acidentes.
Tramitação
A proposta será analisada em conjunto com o PL 6755/13. Os projetos tramitam em caráter conclusivo nas comissões de Viação e Transportes e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Indenizações por acidentes de trânsito no carnaval aumentaram 116%





As indenizações pagas pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat) devido a acidentes ocorridos na época do carnaval aumentaram 116%, de 2009 a 2013, de acordo com a Seguradora Líder, administradora do Dpvat. No ano passado, as indenizações decorrentes de acidentes no carnaval chegaram a 3.793, contra 1.617, em 2009. Os casos envolvendo motocicletas cresceram 163%. As motos representam 71% das indenizações, embora sejam apenas 27% da frota nacional.
De acordo com o diretor de Relações Institucionais da Seguradora Líder Dpvat, Marcio Norton, em todos os anos analisados, as faixas etárias de 18 a 34 anos estiveram na maioria dos acidentes de trânsito nos dias da folia, com percentuais superiores a 54%.
“No ano inteiro as indenizações chegam a 51%, no carnaval vão para 54% e com maior número de homens, pois eles representam 76% das indenizações”, lamentou ele. “É preocupante, são 30 mil jovens por ano morrendo no trânsito. Mata mais do que guerra”, argumentou.
A cobertura com maior crescimento de ocorrências foi invalidez permanente, com 135% de aumento nesses quatro anos no período de sexta-feira até Quarta- feira de Cinzas (de 1.617 para 3.793).
O aumento ocorreu em todas as regiões, mas o Nordeste teve o maior número de ocorrências de acidentes de trânsito com pedidos de indenização no período, com 36% em 2013. “ No perfil da frota de veículos do Nordeste predomina muito a motocicleta e tem frequência alta de invalidez permanente e no carnaval cresce mais do que nas outras regiões”, comentou Norton.
O período da tarde foi o de maior incidência de acidentes em 2012 e 2013. O anoitecer foi o período de maior concentração de ocorrências.
O representante da seguradora comemorou o fato de que nos últimos anos as solicitações de indenizações estarem sendo feitas mais rapidamente. “No caso de pedidos de indenização por morte levavam uma média de seis meses aproximadamente e caiu para quatro. Mas alguns casos 30 dias após o acidente, já estão pedindo indenização”, explicou ele.
De 2012 para 2013 houve aumento de 25% no número de indenizações, que alcançou 633.845. Os pagamentos por invalidez permanente lideraram as solicitações do ano passado, 70% do total, registrando alta de 26% na comparação com 2012 (444.206 pagamentos).
As indenizações por reembolso de despesas médicas representaram 21% do total. Já o pagamento por morte em 2013 caiu 10% em relação a 2012 (54.767 benefícios) e foi responsável por 9% dos benefícios. Norton comemorou o fato de o índice de mortes no trânsito apresentar uma tendência de queda, embora as causas ainda precisam ser estudadas. “Mas podemos imaginar que talvez seja pelo trânsito mais engarrafado que está diminuindo a velocidade dos carros , as rodovias e ruas com mais radares, limitador de velocidade, fazendo cair a gravidade do acidente, mas não necessariamente a lesão de invalidez”, acrescentou.
Para ter acesso ao benefício é necessário enviar documentos no ponto de atendimento escolhido no prazo de três anos a contar da data da ocorrência do acidente. Mais informações podem ser encontradas no site, com a relação completa de locais de atendimento e os documentos necessários para solicitar cada tipo de indenização.
As agências próprias dos Correios também oferecem o serviço gratuito para entrada do pedido do Dpvat. O pagamento da indenização é feito em conta-corrente ou na caderneta de poupança da vítima ou de seus beneficiários em até 30 dias após o envio da documentação exigida. O valor da indenização é de R$ 13.500 em caso de morte, de R$ 13.500 de invalidez permanente e de até R$ 2.700 para reembolso de despesas médicas e hospitalares comprovadas.
Criado em 1974, o Dpvat indeniza vítimas de acidentes de trânsito, independentemente da apuração de culpa na ocorrência. Os recursos são financiados pelos proprietários de veículos, por meio de pagamento anual, e dão cobertura para os casos de morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e hospitalares.