sábado, 17 de agosto de 2013

INFRAÇÕES

As 10 infrações mais frequentes no trânsito



10- Dirigir na contramão
Alguns usuários revelam que andam na contramão geralmente para superar algum trecho curto e cortar caminho para chegar em determinado local. Extremamente desaconselhável na visão do prof. Coca, que diz: "Dirigir na contramão é uma das manobras associadas a um grande número de acidentes, pois os condutores que estão trafegando no sentido correto jamais imaginam um veículo vindo em sentido contrário".


9- Usar o acostamento
A nona infração mais citada pelos usuários novamente é justificada pela questão de se ganhar tempo, mas o especialista entrevistado é ainda mais contundente na sua crítica: "A ultrapassagem pelo acostamento traz grande risco de acidente, além de muitas vezes prejudicar a fluidez normal do tráfego. Trata-se de manobra típica de indivíduos desqualificados que querem levar vantagem prejudicando outras pessoas."


8- Não dar seta para mudar de pista
Para este item, os membros da comunidade Yahoo! Respostas citam que em muitos momentos não dão seta para entrar em uma rua ou mudar de pista por esquecimento. O prof. Coca atenta para o perigo dessa manobra: "Ao não dar seta para mudar de faixa o condutor pode provocar uma colisão com um veículo que está se aproximando, pois este não tem condições de adivinhar a manobra do veículo que está á frente em outra faixa".


7- Fazer ultrapassagens pela direita
Em muitas cidades brasileiras ultrapassar pela direita é considerada uma infração, e os usuários que a cometem se defendem com a justificativa de que é para "ajudar no fluxo". Ou seja, novamente ganhar tempo é a questão mais relevante para os motoristas. O especialista em trânsito alerta novamente para o perigo, principalmente nas rodovias de pista dupla. "O condutor do veículo à esquerda pode a qualquer momento estar voltando para a pista da direita".


6- Avançar o sinal vermelho
Esta infração é justificada pela maioria por uma questão de segurança. Principalmente no período noturno, os usuários dizem que avançam o sinal vermelho para não correrem risco de assaltos. Para o prof. Coca, isso também não é desculpa: "O avanço do sinal vermelho aumenta o risco de acidentes e prejudica a operação das interseções não semaforizadas próximas, nas quais veículos e pedestres se beneficiam da interrupção do trânsito nos semáforos próximos para cruzar ou adentrar o cruzamento".


5- Não usar o cinto de segurança
Chegamos no top 5 de infrações mais freqüentes no trânsito. O cinto de segurança é apontado pelos membros da comunidade como um item que gera desconforto e é deixado de lado sempre que possível. Para o especialista consultado pela nossa reportagem, ao optar pelo conforto o usuário está assumindo uma chance maior de ser gravemente ferido em caso de acidente: "O uso do cinto de segurança reduz o número de mortes e vítimas graves em cerca de 50% para condutores, 45% para ocupantes de bancos dianteiros e 25% para ocupantes de bancos traseiros".


4- Parar em local proibido
Aquela paradinha rápida em lugar proibido para sacar dinheiro no banco ou comprar algo vale a pena? Não para o prof. Coca: "O ato de parar em local proibido prejudica a fluidez do trânsito, quase sempre provocando congestionamento. Além disso, como muda as características normais de circulação na via aumenta o risco da ocorrência de acidentes".


3- Parar em mão dupla
Esta infração, comum principalmente em entrada/saída de escolas, entra no mesmo critério do item anterior: prejuízo para a fluência do trânsito e risco de congestionamentos.


2- Falar ao celular
A vice-campeã nas citações dos usuários é causada pelo celular. Cada vez é maior o número de pessoas que não consegue descolar do aparelho, inclusive no trânsito. E o prof. Coca também não perdoa os faladores: "O desvio de atenção por parte dos condutores (falar ao celular é o principal fator associado a isso) é responsável por cerca de 15% dos acidentes". Independente se o motorista está usando fone de ouvido ou Bluetooth, o desvio de atenção é o mesmo.


1- Excesso de velocidade
A infração mais citada pelos usuários é andar acima do limite de velocidade permitido. Seja na rua ou na estrada, não são raros os motoristas que tentam ser mais rápidos do que deveriam. As desculpas são as mais variadas possíveis: pisa no acelerador para não chegar atrasado, para fugir de um possível assalto... e é para essas pessoas que o especialista em trânsito relata uma estatística alarmante: "O excesso de velocidade contribui para cerca de 30% dos acidentes (e das mortes) nos países desenvolvidos e 50% dos acidentes (e das mortes) nos países em desenvolvimento".

EDUCAÇÃO

Por que as campanhas educativas de trânsito não dão certo no Brasil?


Campanha para salvar vidas

Efetivamente, as campanhas de trânsito no Brasil não dão certo, porque se estivéssemos no caminho certo a realidade retratada pela Revista Veja em sua edição de 7 de agosto não repetiria aquilo que se sabe: cada vez mais feridos, inválidos e mortos no trânsito. Crianças e jovens até 30 anos são os que mais morrem em acidentes.

Falta investimento, mais presença e iniciativa do poder público; falta linguagem adequada para atingir as diferentes faixas etárias e grupos de pessoas no trânsito; a realidade grita por campanhas imediatas que não são feitas porque quem deveria fazê-las entende que é óbvio que o pedestre atravesse na faixa e, portanto, é jogar dinheiro fora em campanhas que dizem o que ele já sabe.

Como se não bastasse um governo que baixa taxa de IPI para estimular a compra de carro zero sem oferecer uma malha viária decente, que ignora o crescimento da frota, os engarrafamentos, o aumento dos acidentes de trânsito, que não estimula o uso de meios de transporte alternativos como a bicicleta, ainda desvia verba do Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (Funset) para servir de reserva de contingência.

Outra coisa: para um país como o Brasil que tem custos sociais altíssimos com acidentes e onde o trânsito mata mais que as guerras no Oriente, do que o câncer e do que todo o grupo de doenças cardiovasculares juntas, é uma vergonha o que se investe em educação e prevenção.

O Funset é um fundo nacional administrado pelo Denatran e recebe 5% do valor de todas as multas arrecadadas no Brasil. Segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), dos R$ 87,9 milhões destinados ao Funset no ano de 2007 somente R$ 2,2 milhões foram aplicados em educação do motorista e prevenção de acidentes. Os outros 96% do orçamento do fundo foram para custear o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Levantamento do site Contas Abertas em 2011 mostrou que o orçamento do Funset neste ano foi de R$ 690,9 milhões, mas só 18,5% foi aplicado, efetivamente, em projetos educativos. A maior parte, cerca de R$ 494 milhões, foram destinados à rubrica de auxílio de formação de superávit primário do governo federal para o pagamento de juros da dívida.

No ano de 2012 foram aplicados, efetivamente, só R$ 2,4 milhões em programas educativos e preventivos de trânsito.

Enquanto o Brasil investe pouco e faz campanhas água de salsicha, com linguagem e abordagens muito fraquinhas sobre o tema para evitar a tal anodinia, aquela sensação de anestesiamento diante do sofrimento humano num acidente de trânsito, na Europa e em outros países utiliza-se o impacto das imagens de acidentes de trânsito para ajudar a “cair a ficha” para a gravidade do problema.

Eles não chocam com imagens de corpos estraçalhados e as campanhas de organizações como a Safety Road, no Reino Unido, e da Comissão de Acidentes de Transporte (TAC), na Austrália, são sérias e utilizam linguagens emocionais adequadas para mudar comportamentos que são gerados por emoções.

Mesmo as campanhas para a travessia segura na faixa de pedestres deveriam ser mais sérias e sair daquele discurso batido de que a faixa é do pedestre e ponto final, quando na verdade não é bem assim.

Deveriam esclarecer que o pedestre perde a preferência e pode perder a vida se desrespeitar a sinalização semafórica dentro de uma abordagem que deveria ser mais educativa para que o pedestre não saia por aí pensando que a faixa é só dele, que pode se atirar na frente dos carros e o motorista que pare a qualquer custo e de sopetão diante de uma faixa de pedestres em via de fluxo rápido.

Alguém aí já viu campanha educativa deste tipo que informa sobre os deveres do pedestre em ter autocuidados como requer os artigos 69 e 70 do CTB? Pois é, a maioria só diz que a faixa é do pedestre e não menciona o dever de autocuidados.

Não adianta ficar se perguntando quando o Capítulo VI do CTB sairá do papel enquanto o dinheiro para as campanhas educativas continuar sendo usado para outros fins; enquanto não se encontrar uma linguagem adequada para atingir as diferentes faixas etárias e públicos no trânsito.

Os psicólogos sabem mostrar as consequências de um comportamento ruim ou inadequado tem mais efeito do que um filme de campanha de trânsito que usa linguagem infantilizada, que esconde o que vem depois da freada forte e da batida. Tem muito mais efeito na mente e no emocional das pessoas ver as consequências do acidente para ela e para os outros e realmente entendam que todo mundo paga e todo mundo se machuca quando alguém provoca um acidente.

As campanhas educativas de trânsito no Brasil não funcionam porque não são educativas, porque não falam a linguagem do mais jovem, do idoso, da gestante, do cadeirante, de quem anda com apoio de muletas e de outras pessoas de mobilidade reduzida.

Não funcionam porque não falam a linguagem do infrator contumaz, porque não são permanentes, porque focam mais na multa e nas proibições do que na necessária mudança de comportamento, mas também pelo receio da tal anodinia que faria as pessoas ignorarem a mensagem de filmes educativos que mostrassem a realidade que vemos nas ruas e que as pessoas sentem na pele.

Pois eu digo que a anodinia, essa sensação de anestesiamento diante do sofrimento das pessoas em acidentes de trânsito, já se instalou faz tempo entre aqueles que gerenciam o país, o Funset e as campanhas educativas de trânsito no Brasil.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

MANIFESTAÇÕES EM RECIFE

Manifestantes interditam a Avenida Mascarenhas de Morais em Recife-PE

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Funcionários da Infraero interditaram a Avenida Mascarenhas de Morais, nas imediações do Aeroporto Internacional dos Guararapes Gilberto Freire, Zona Sul do Recife, na manhã desta quinta-feira (15).
Com cartazes, os manifestantes pediam reajuste salarial para a categoria e impediram o tráfego de veículos na via, atrapalhando os condutores que seguiam em direção à Prazeres.  De acordo com a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) o protesto chegou ao fim por volta de 12h15, com a via liberada.

MOTOS ACIDENTES

67% dos acidentados com motos não foram à autoescola



Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas de São Paulo, divulgada nesta quarta-feira (14), mostrou o perfil das vítimas de acidentes de moto na capital e apontou que 67% dos motociclistas acidentados não frequentaram a moto escola.

O levantamento foi feito na capital entre fevereiro e maio, analisando os casos de 326 motociclistas envolvidos em colisões ou quedas. De acordo com a pesquisa, ao menos 21,3% dos usuários de motos consumiram álcool ou droga antes dos acidentes.

A pesquisa revelou que as principais vítimas não são os motoboys ou motofretistas, mas sim os motociclistas que utilizam a moto para ir e voltar do trabalho, correspondendo a 77% dos casos. Do total, 90% são homens com média de idade de 30 anos.

"Existe uma política que os sindicatos vêm elaborando há algum tempo, não é recente, algumas leis inclusive, que os motofretistas não gostam, como a direção defensiva, do tipo de baú, da roupa e dos equipamentos de segurança. Mas a pesquisa aponta de uma forma bem clara que essas políticas estão surtindo efeito, porque menos motoboys estão sofrendo acidente", disse Júlia Greve, coordenadora da pesquisa do Hospital das Clínicas.

Falta de experiência

Ainda segundo o levantamento do IOT, a falta de experiência é um dos fatores de risco. Os dados indicam que 23% não tinham habilitação e 33% das vítimas haviam tirado a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do tipo A, para motos, há menos de quatro anos.

Com pouca experiência, o motociclista fica mais vulnerável no trânsito, como foi o caso do vigilante noturno, Josuel Vicente da Silva, de 24 anos, que começou a utililizar moto para ir ao trabalho recentemente.

"Às vezes tem imprudência e também é um meio de transporte muito arriscado. Você fica muito exposto, qualquer acidente que sofre, se machuca. Não é igual a um carro, que para você se machucar, sofrer fraturas assim, tem que estar preso em ferragens", explica Silva.

O vigilante sofreu acidente de moto quando voltava do trabalho e fraturou o quadril e a perna. Durante ao menos três meses, Silva não poderá colocar o pé no chão.
De acordo com o IOT a maioria dos acidentes com motos ocorrem em horários de pico e 70% em vias retas.


Queda nas mortes em SP

De 2011 para 2012, o número de mortes de motociclistas na cidade de São Paulo caiu 14,5%, passando de 512 óbitos para 438, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-SP). A entidade credita a queda à intensificação do trabalho de fiscalização e as ações educativas - o órgão oferece curso de pilotagem defensiva para motociclistas.

Desde o início de maio, a CET está testando na cidade bolsões de retenção para motos, posicionados entre as faixas de pedestres e os veículos parados nos semáforos. Segundo o órgão, esta faixa exclusiva tem o objetivo de proporcionar mais segurança para motociclistas e ciclistas, evitando conflito com veículos maiores no momento em que o sinal abre.

A CET informa que esta iniciativa foi baseada em projetos que tiveram êxitos em Barcelona e Madri, ambas na Espanha. Segundo a entidade, estas faixas foram testadas em três cruzamentos em 2009 e, posteriormente, expandidas para outros locais, atingindo atualmente 60 (sessenta) cruzamentos sinalizados. A autoridade de trânsito de Barcelona, onde as motos são 29% da frota de veículos, avalia que a área de espera exclusiva para motos diminuiu em 90% o risco de acidentes com motos nos cruzamentos daquela metrópole.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

CHUVA EM RECIFE-PE

Manhã de muitos problemas no trânsito do Recife

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Alagamento na Avenida Caxangá complica trânsito no local

Devido à quantidade de chuva no Recife que cai desde a noite de terça-feira (13) várias ruas e avenidas ficaram alagadas na cidade, e para complicar, vários semáforos estão desligados nesta manhã de quarta-feira (14).
Em consequência destes problemas, o trânsito está bastante congestionado em muitas vias. É o caso do cruzamento da Rua Conde de Irajá com a Rua Real da Torre, no bairro de mesmo nome, Zona Norte da capital pernambucana, onde o semáforo segue apagado. O risco de acidente também é alto em Dois Irmãos, que está com o sinal de trânsito quebrado, embaixo do viaduto da BR-101, ponto de escape para muitos motoristas.
Já na Avenida Norte, ponto de alagamento na frente da antiga Fábrica Othon, no Bairro da Macaxeira, deixa apenas uma faixa de  rolamento livre, causando congestionamento desde a Maternidade Barros Lima. Na Zona Oeste, a Avenida Caxangá está bastante alagada próximo ao viaduto da BR-101, com tráfego dos veículos fluindo lentamente.
Os motoristas devem seguir com bastante atenção, com faróis ligados e respeitando a velocidade permitida nas vias, evitando a aquaplanagem, e possíveis acidentes.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

MOTOCICLISTAS

Número de motociclistas mortos no trânsito aumenta a cada ano no Brasil


Motociclistas mortos no trânsito


As mortes aumentaram de 3,1 mil para mais de 11 mil entre 2001 e 2011. Só em 2013 foram 19 mil motociclistas internados; 1.207 morreram

O dia começa com milhões de motoristas presos no trânsito das maiores cidades brasileiras.

Nos horários de maior movimento, sobram veículos e falta entendimento na disputa por espaço entre carros, motos e ônibus.

O resultado é um acidente atrás do outro. Na manhã desta terça-feira (13), uma pessoa morreu em São Paulo no choque entre um carro e um ônibus na faixa exclusiva para os coletivos.

Muito complicada a situação. Neste momento, há pelo menos três quilômetros de lentidão na Avenida Guarapiranga, que é uma via importante da capital, e tudo isso por conta de um acidente grave na Zona Sul de São Paulo.

Há um carro do IML porque uma pessoa morreu no acidente, que ocorreu pouco antes das 5h. Um carro bateu em cheio na traseira de um ônibus. A frente do veículo ficou completamente destruída, e o reflexo desse acidente é um trânsito muito complicado, uma fila enorme de ônibus que, neste momento estão na faixa exclusiva. Muitos passageiros estão descendo dos Ônibus e indo a pé.

E na segunda-feira (12) a equipe do Globocop flagrou um acidente com motociclistas. Nesta terça (13), infelizmente, até o fim do dia, um ou dois motociclistas vão morrer na cidade de São Paulo. Eles estão entre as principais vítimas dessa disputa por cada milímetro de pista na cidade com a maior frota de veículos do país.

O flagrante do Globocop mostra um acidente que envolveu um carro e duas motos na rodovia Régis Bitencourt, na manhã de segunda (12) em São Paulo. O motorista do carro liga a seta e vai trocando de pista. É quando dois motoqueiros se chocam com o veículo. Eles sofreram ferimentos leves.

Os números do Sistema Único de Saúde são alarmantes. Só no ano passado foram 41 mil internações por acidentes de trânsito. Quase 19 mil eram motociclistas; 1.207 não resistiram aos ferimentos e morreram.

No Brasil, o número de motociclistas mortos no trânsito aumenta a cada ano: subiu de 3,1 mil em 2001 para mais de 11 mil em 2011.

“Todas essas medidas de novas leis de trânsito, o uso obrigatório do cinto de segurança, a Lei Seca, é que o número de acidentes em automóveis vem diminuindo muito. Porém, em proporção inversa, o número de acidentes em motocicletas vem aumentando”, declara Daniel Rubio, diretor-clínico da Rede de Reabilitação.

É o resultado de uma briga diária por espaço nas vias das grandes cidades.

“Bastante complicado, os motoristas geralmente não olham antes de trocar de faixa, não tomam cuidado de ver o que tem ao redor deles”, declara Luis Henrique Dias, vendedor.

“A imprudência do motociclista, porque eles correm demais, mesmo a gente dando seta, eles não reduze a velocidade, eles querem ganhar espaço”, diz Rosângela Botelho, taxista.

“Você não consegue mudar de faixa. Eu já troquei os meus percursos por causa dos motociclistas”, declara Franklin Machado, coordenador de TI.

“É bem conturbada. Eles não respeitam ninguém, né. E ninguém respeita eles também”, diz Fábio Ferraz, taxista.

Uma relação desgastada. “Parece que é uma disputa eterna por espaço. Todo mundo tem que ganhar o espaço, ninguém quer perder. Não vejo nenhum vencedor”, diz Pedro José Baptista Pinto, coordenador de TI.

A saída parece ser uma só. “É melhorar a educação do próprio motorista, de todos na verdade, tanto das motos quanto dos carros”, opina Luis Henrique Dias, vendedor.

Segundo o Ministério da Saúde, 78% das vítimas de acidentes são homens.

OMS - MORTES

Mortes no trânsito devem superar Aids até 2030, diz OMS


Transito vai matar mais do que Aids

Relatório da OMS revela que em 2030 acidentes de trânsito matarão mais do que Aids, malária e outras doenças em países em desenvolvimento

O número de mortes causadas por acidentes de trânsito pelo mundo já chegou a 1,24 milhões. Um relatório feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 2030 esse número chegará a 3,6 milhões.

Nos países em desenvolvimento, onde essa “pandemia” é maior, os acidentes de trânsito serão a 5ª principal causa de mortes, ultrapassando Aids, malária, tuberculose e outras doenças. Veja abaixo uma relação dos acidentes de trânsito em alguns países.

Estados Unidos: País pioneiro na direção segura, os EUA investiram em estradas projetadas para minimizar as chances de acidentes e implementaram leis de segurança no trânsito. Desde a década de 1970, o número de acidentes fatais envolvendo veículos permanece em declínio. Os EUA têm uma média de acidentes muito baixa em relação a outros países desenvolvidos.

Nigéria: É surpreendente, mas em diversos países não saber dirigir ou não ter carteira de motorista não é um problema na hora de assumir o volante. Na Nigéria, somente agora o governo passou a exigir que os novos motoristas tenham aulas de direção e passem por testes antes de obter uma carteira. Antigamente, bastava comprar uma. A África registra um grande número de acidentes fatais no trânsito, com 24 mortes para cada 100 mil habitantes. A Nigéria é o país africano com mais acidentes e mortes envolvendo veículos.

Suécia: Se classificarmos os acidentes de trânsito como uma doença, a Suécia já erradicou este mal. O país escandinavo registra uma taxa de três mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes, a mais baixa entre os países desenvolvidos.

República Dominicana: No continente americano, a República Dominicana é o país mais perigoso para dirigir. O país tem uma taxa de 42 mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes. 58% das mortes é causada por acidentes envolvendo veículos de duas ou três rodas.

Colômbia: Em Bogotá, os taxistas andam tão rápido que os passageiros se sentem como peças em um jogo de pinball. Além disso, a criminalidade é um fator agravante das mortes no trânsito no país. Apesar disso, o país evoluiu em relação a segurança no trânsito. Este ano a taxa de mortes no trânsito caiu de 280 para 180 em cinco meses. O país tem uma taxa de 15,6 acidentes fatais para cada 100 mil habitantes. O número é inferior aos 22,5 para cada 100 mil habitantes registrado pelo Brasil.

SIMULADOR

Simulador será item obrigatório em todas as autoescolas



Um recurso virtual é a aposta do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) no combate a uma ameaça real à saúde dos brasileiros: os acidentes de trânsito. Simuladores veiculares estarão em operação nos Centros de Formação de Condutores (CFCs) de todo o país até o dia 31 de dezembro, como estipula a resolução 444. Em SC, o equipamento, desenvolvido em conjunto com equipe da UFSC, ainda não foi adquirido pelas autoescolas.

Para os futuros motoristas, a medida pode trazer mudanças na formação e no bolso. Como nas aulas práticas, o aluno é orientado a dirigir com calma, ter cuidado nas curvas. A diferença é que a desobediência ao instrutor não poderão causar um arranhão sequer. O objetivo é, de forma segura, complementar a aprendizagem dos futuros motoristas. No aparelho, são requeridas as mesmas reações que seriam exigidas nas ruas, como a atenção à criança atravessado a rua.

Mas o recurso ainda não pode ser visto nos CFCs catarinenses. De acordo com as duas maiores organizações de Centros do Estado — Sindicato dos Centros de Formação de condutores de SC (Sindemosc) e Associação Catarinense dos Centros de Formação de Condutores (ACFC) —, as autoescolas ainda procuram mais informações e pesquisam preços.

Os valores altos, inclusive, são um pé no freio para a compra. A aquisição pode ficar em até R$ 38 mil, além das alterações necessárias nas salas que abrigarão os aparelhos. O presidente do Sindemosc, Murilo dos Santos, estima que o custo do novo instrumento não sairá por menos do que R$ 28 a hora-aula para os CFCs. Ele explica que não foram feitos cálculos detalhados, mas é certo que o custo para se tirar carteira de motorista vai aumentar.

Já as empresas falam em um custo menor, beirando os R$ 7 a hora aula. A presidente da ACFC, Yomara Ribeiro, pondera que os centros deverão avaliar opções — como comprar o equipamento em conjunto ou adquiri-lo por uma espécie de aluguel com as empresas que disponibilizam o simulador — para reduzir valores.

O Denatran calcula que as adaptações valerão a pena, pois o aparelho reduzirá a chance de acidentes. Especialistas ressaltam que o simulador não vai eliminar os casos de imprudência, responsáveis por grande parte dos acidentes de trânsito. Porém, contribuições no quesito técnico são unanimidade.

O coordenador do curso de Segurança no Trânsito da Unisul, José Onildo Truppel Filho, afirma que o simulador vai oportunizar que se tenha um contato inicial com os mecanismos de direção sem se colocar a integridade física de outras pessoas em risco. O inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Luiz Graziano, complementa:

— Muitos acidentes ocorrem porque a pessoa não tem técnica, entra na curva e freia, quando não poderia fazer isso. O equipamento pode contribuir para, na emergência, saber o que fazer — reforça.

Com a exigência de simuladores, a licitação para as autoescolas no Estado foi suspensa na semana passada. O Detran prevê o lançamento de um novo edital ainda neste ano.

Protótipo foi desenvolvido pela UFSC

O protótipo que deu origem ao simulador foi desenvolvido em 2009, em uma parceria entre Denatran e Fundação Certi, da UFSC.

— Verificamos critérios fundamentais para que se alcance a melhora da percepção de risco por parte do futuro condutor. Vimos que um maior grau de proximidade do simulador com relação a um veículo real propicia uma melhor aprendizagem — afirma o professor da UFSC Rodrigo de Souza Vieira.

A equipe da universidade também começou em janeiro os trabalhos para desenvolver um simulador para quem for tirar carteira para dirigir motos.

domingo, 11 de agosto de 2013

CRIANÇA EM MOTO

Crianças transportadas em motos são vítimas de acidentes


Criança na moto

Mesmo proibidas de serem transportadas em MOTOS, crianças até 7 anos, conduzidas irregularmente no veículo, figuram entre as vítimas de acidentes de trânsito no Brasil

De 2000 a 2011, a frota de motocicletas no Brasil teve um crescimento expressivo de 357%, conforme apontam dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Seguindo essa tendência, a fatalidade nesta categoria de veículos também aumentou. É o que revela levantamento da Seguradora Líder DPVAT, administradora do Seguro DPVAT, que indeniza vítimas de acidentes de trânsito nos casos de morte e invalidez permanente e reembolsa despesas médicas e hospitalares.

No mesmo período, as indenizações por morte envolvendo motocicletas cresceram 134%, chegando a 17.812 casos no ano passado, enquanto que as indenizações por invalidez permanente cresceram 1.378%, alcançando o número de 108.264 casos no ano passado.

Para Ricardo Xavier, diretor-presidente da instituição que administra o seguro DPVAT, debates são importantes para a troca de dados visando um panorama mais preciso da real situação da violência no trânsito brasileiro. "Apesar de os acidentes com motocicletas atingirem em maior número os jovens, essa é uma realidade que afeta a toda a população do país. Levantamentos do DPVAT apontam, por exemplo, um aumento na acidentalidade envolvendo crianças transportadas por motos. Estatísticas como essa são importantes para que seja traçada uma política eficiente de trânsito seguro de motos pensando em toda a sociedade brasileira", aponta Ricardo Xavier.

O estudo citado aponta que nos últimos quatro anos houve 1.582 indenizações por morte e invalidez permanente entre crianças de 0 a 10 anos quando estavam sendo transportadas por motos. Chama a atenção o fato de 58% destes casos terem ocorrido com crianças de até 7 anos, justamente a faixa etária proibida pelo Código de Trânsito Brasileiro para transporte em motos. "O CTB estabelece como infração gravíssima conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor, transportando criança menor de sete anos ou que não tenha condições de cuidar da sua própria segurança. Portanto, esse dado representa não só a irresponsabilidade dos adultos, como a ampliação de uma prática ilegal", afirma o diretor-presidente da Seguradora Líder DPVAT.

Nos casos de invalidez permanente decorrentes de acidentes com motos indenizados pelo DPVAT, 60% das ocorrências foram com vítimas de 18 a 34 anos, justamente a faixa que compreende grande parte da população economicamente ativa do país.

No Brasil, todo cidadão que sofre um acidente de trânsito, seja pedestre, motorista ou passageiro, tem direito ao Seguro DPVAT nos casos de morte (R$ 13.500), invalidez permanente (até R$ 13.500) e reembolso de despesas médicas e hospitalares (até R$ 2.700).

O processo para recebimento do seguro pelas vítimas de trânsito é simples e dispensa o auxílio de intermediários. Basta apresentar os documentos em um ponto de atendimento oficial no prazo de três anos a contar da data da ocorrência do acidente. Os endereços, telefones e mais informações estão disponíveis pelo site www.dpvatsegurodotransito.com.br e 0800 022 12 04 .

O pagamento da indenização é feito em conta corrente ou poupança da vítima ou de seus beneficiários, em até 30 dias após a apresentação da documentação necessária.

TESTE ALCOOLEMIA

Motorista acidentado poderá ser submetido à exame de alcoolemia



O deputado Hércules Silveira (PMDB) apresentou projeto de lei à Assembleia Legislativa que obriga os  motoristas envolvidos em acidentes de trânsito, encaminhados aos hospitais, também sejam submetidos ao exame de alcoolemia, procedimento que verifica a quantidade de álcool no sangue.

Segundo o parlamentar, que é médico, o PL tem o objetivo de incluir nos procedimentos de atendimento a vítimas de trânsito o exame de alcoolemia. O material coletado seria arquivado no Departamento Médico Legal (DML). “Apenas no caso de autorização judicial, poderia ser feito análise do material previamente coletado, auxiliando polícia, Ministério Público e Justiça na produção da prova e na condenação dos culpados”, explicou Hércules. 

Caso o projeto seja aprovado, alerta o deputado, põe fim ao recurso usado por muitos motorista embriagados que se recusam a fazer o teste do bafômetro, acabando com a dúvida de que o condutor estaria ou não sob efeito de álcool ou outra substância psicoativa no momento do acidente.

Atualmente, quando é autorizada judicialmente a coleta do material, a eventual substância ilegal presente no corpo do envolvido não está, na maioria das vezes, mais presente em seu organismo. 

Para o deputado, a medida contribui para evitar para evitar o consumo de álcool ao dirigir. “Precisamos evitar esse grave problema social. As pessoas precisam entender que beber e dirigir pode levar ao óbito”, declarou.