sábado, 6 de julho de 2013

MORTES NO TRÂNSITO

2013 já registra mais de 75 mil acidentes de trânsito no Brasil


Acidentes de trânsito no Brasil

No primeiro semestre do ano, ocorreram mais de 75 mil acidentes de trânsito no país. Os dados da  PRF foi apresentado durante a palestra do especialista em Programas de Segurança do Trânsito, J. Pedro Corrêa, nesta tarde, na 15ª Feira e Congresso de Transporte e Logística (Transposul). A conferência abordou A cultura da segurança no trânsito no transporte rodoviário de cargas e contou com a presença da presidente e fundadora do Vida Urgente, Diza Gonzaga. O maior evento do Sul do País e o segundo do Brasil na área de logística segue até sexta-feira, 5 de julho, no Centro de Eventos da Fiergs.

Na oportunidade, o jornalista e relações públicas, criador e consultor do programa Volvo de Segurança no Trânsito, destacou que o Brasil enfrenta um problema sério no trânsito: “No mundo, morrem 1,3 milhão de pessoas no trânsito ao ano. No mesmo período, no Brasil, são registradas 21 mortes a cada 100 mil habitantes. Na Suécia, esse número é de 2,8. O país ainda não despertou para o problema da segurança no trânsito da forma como deveria”.

O transporte rodoviário de cargas é responsável por mais da metade de tudo que é conduzido no Brasil (60,5%). Apresenta R$ 130 bilhões de faturamento, 5,6% de participação no produto Interno Bruto (PIB) e 5 milhões de empregos. Possui 1,8 milhão de caminhões. O número representa apenas 5% da frota de veículos que circula pelo país. Porém, está envolvido em 33% dos acidentes. Entre as causas estão a má manutenção da frota, o tempo de direção, o excesso de peso, a falta de balança e as más condições das estradas. O custo anual de acidentes chega a R$ 8,5 bilhões.

“As empresas precisam ter plano de segurança e designar uma equipe para atendê-lo. É preciso envolver tanto os funcionários quanto o patrão, através da definição e do cumprimento de metas, além de avaliar os índices, premiar os bons e comemorar os resultados”, ressaltou Corrêa ao listar alternativas à problemática. Após a palestra, ele lançou o livro “Cultura de Segurança no Trânsito – casos brasileiros”.

MOTOFRETE

Motofretistas pedem apoio para diminuir custos da regulamentação



Representantes de motoboys reuniram-se com os ministros Manoel Dias, Trabalho, e Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República. Os motoboys buscam apoio do governo federal para flexibilizar e minimizar os custos para regulamentação da categoria, que “tem encontrado dificuldade” para se adequar às regras.

O presidente do Sindicato dos Motoboys do Estado de São Paulo (Sindimotosp), Gilberto Almeida, diz que a categoria apoia as novas medidas de segurança impostas pela lei, mas ressalta que essa regulamentação tem de ser padronizada. “Hoje encontramos uma série de dificuldades para nos enquadrarmos no que a lei determina.”

Almeida destaca que o alto preço dos cursos de regulamentação inviabilizam maior adesão da categoria. “Os motoboys ganham baixos salários, e o curso custa de R$ 160 a R$ 300. Cerca de 5 mil representantes da categoria estão regularizados, um número muito pequeno. Deixamos ao governo nosso pedido de incentivo para trazer maior aderência ao processo de regularização e todos possam estar dentro da legalidade.”

Outra reivindicação da categoria é a padronização da regulamentação. Almeida explicou que vários municípios ainda não têm a regulamentação definida ou escolas credenciadas, o que dificulta a regularização do profissional.

De acordo com o Sindimotosp, há 500 mil motoboys somente no estado de São Paulo. No Brasil, estima-se em cerca de 1,5  milhão o número destes profissionais. Almeida diz que é difícil ter o número exato, porque a maior parte da categoria está na “ilegalidade”. Uma nova reunião com o ministro do Trabalho está prevista para o fim deste mês.





sexta-feira, 5 de julho de 2013

COMBUSTÍVEL

Sete atitudes do motorista para economizar combustível



O consumo de combustível do carro está ligado diretamente à manutenção preventiva e à forma como o motorista dirige. É fundamental olhar o manual do proprietário para seguir à risca os prazos de troca de filtros, velas e componentes da ignição e injeção eletrônica.

Mas não adianta a manutenção estar em dia se o motorista dirigir errado ou não seguir dicas básicas. Por isso, confira sete atitudes simples que o motorista pode tomar para gastar menos dinheiro toda vez que parar em um posto de combustível. Veja:

1 - Pneus calibrados  - Além de desgaste da borracha, pneus murchos influenciam diretamente no rendimento. A calibragem deve ser feita a cada 15 dias, obedecendo exatamente às recomendações da montadora para os pneus dianteiros e traseiros, conforme a lotação do veículo. A indicação correta de calibragem está no manual do proprietário ou em um adesivo na porta do carro.

2 - Peso  - Quando mais peso você carrega nos braços, mais força faz para se movimentar. É exatamente igual com os carros. Quanto mais carregado, mais sofrem. Ou seja, o motorista precisará acelerar mais para arrancar e para fazer o veículo chegar à velocidade desejada. É importante também observar o peso máximo recomendado pelas montadoras, que está no manual do proprietário. Um estudo do Escritório de Eficiência Energética e Energias Renováveis dos Estados Unidos mostrou que 40 quilos de excesso de peso reduzem o consumo em até 2%.

3 - Ar condicionado - O ar condicionado ligado aumenta, em média, 20% o consumo do veículo. Não dá para ficar sem ar em dias quentes, mas nesta época do ano ele é dispensável na maior parte das cidades. E quando usar, o recomendado é desligar dois ou três minutos antes de chegar ao destino. E não pense que andar com os vidros abertos sempre significa economia. A partir dos 80 km/h a entrada lateral de vento faz o veículo gastar mais do que se estivesse com os vidros fechados.

4 - Troca de marcha - Apesar de poucos olharem, os carros trazem no manual do proprietário a velocidade certa de trocar de marcha. Isso é fundamental para a economia de combustível. Se o carro estiver a 100 km/h em uma terceira marcha, por exemplo, estará gastando muito mais do que o necessário. E não é preciso aquela “esticada” nas marchas para mudar. A troca deve ser suave.

5 - Combustível certo - Quase todas as montadoras especificam qual o uso de combustível ideal para seu carro, se premium ou não. Parece uma bobagem, mas não é. O uso de combustível correto, em postos de confiança, vai fazer o carro ter o melhor rendimento possível com menos combustível.

6 - Aceleradas desnecessárias - Nos carros novos não há mais a necessidade de aquecer o motor antes de sair. Ele vai se ajustando conforme vai aquecendo. Portando, você não precisa ficar cinco minutos acelerando parado antes de sair da garagem.

7 - Nada de banguela - Mesmo em descidas, o carro deve ficar sempre engrenado. Primeiro por questão de segurança, por causa do freio motor. Segundo porque deixar o carro engatado na descida gasta menos combustível do que se ele estiver em ponto motor, a popular “banguela”. 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

AIRBAGS PARA MOTOCICLISTA

MOTOCICLISTAS EM BREVE DEVERÃO SER OBRIGADOS A USAR COLETE OU JAQUETA COM AIRBAG


Equipamentos de segurança para motociclistas
O projeto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado

Motociclistas e passageiros de motocicletas no Brasil podem ser obrigados a usar colete ou jaqueta com airbag. Um substitutivo da senadora Ana Amélia (PP-RS) ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 404/2012 com a previsão foi aprovado nesta quarta-feira (03) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. A proposta ainda deve passar por pelo menos outras duas comissões na Casa e, se aprovada, segue para a Câmara dos Deputados.

O texto aprovado pela CAS estabelece que os motociclistas terão prazo de três anos para adaptação do colete com airbag. A proposta também altera a Lei dos Motoboys (Lei 12.009/2009) para obrigar o uso de dispositivos retrorreflexivos nas roupas. O vestuário de segurança deverá ser dado aos motociclistas profissionais pelas empresas ou pessoa que empregar ou contratar o condutor, quando o motociclista trabalhar como autônomo. A tramitação da matéria e os textos do projeto original e do substitutivo podem ser lidos na página do Senado.

Equipamentos de segurança para motociclistas


Além do colete airbag, também constam como itens obrigatórios capacete, botas, luvas e vestimenta que cubra todo o corpo. O texto também altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) – Lei 9.503/1997 – para determinar que a não utilização desses equipamentos de segurança, tanto pelos motociclistas quanto pelos passageiros, seja considerada infração gravíssima.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) manteve no substitutivo a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação para os coletes e partes acessórias, mas retirou do texto final a exclusão do pagamento do PIS/Pasep e do Financiamento da Seguridade Social (Cofins), como queria o autor do projeto original, senador Humberto Costa (PT-PE).

MOTORISTA BÊBADO NÃO RECEBERÁ INDENIZAÇÃO DE SEGURADORA



O deputado Sandro Mabel (PMDB/GO) apresentou projeto de lei que torna obrigatória a inserção de cláusula limitadora de responsabilidade nas apólices relativas ao seguro de veículos.

Segundo a proposta, os contratos de seguro de veículos deverão conter essa cláusula limitadora, eximindo a seguradora da obrigação de ressarcir danos materiais decorrentes de acidente de trânsito em veículo por ela segurado, se constatado que a condução, quando do sinistro, se encontrava, comprovadamente, a cargo de motorista bêbado (com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência).

O projeto estabelece ainda que a comprovação da alteração da capacidade psicomotora observará o disposto no Código de Trânsito Brasileiro.

Além disso, determina que, não se configurando essa comprovação, a seguradora não se exime do pagamento das indenizações contratadas.

Pela proposta, a cláusula limitadora de responsabilidade não alcançará as coberturas de danos a terceiros.

O deputado argumenta que, em que pesem os esforços governamentais em humanizar o trânsito em nossas cidades e estradas os resultados até aqui alcançados encontram-se muito aquém do necessário. “Todas as iniciativas nesse sentido não têm conseguido coibir suficientemente tragédias provocadas por pessoas alcoolizadas que insistem em assumir o volante. Um dos motivos dessa triste situação, unanimemente apontada é a sensação de impunidade gerada, em parte, pela cultura brasileira de desvalorização dos crimes de trânsito”, frisa o parlamentar.

Ele acrescenta que, enquanto a importância de ser preservada a vida, a integridade ou a segurança das pessoas aparentemente não sensibiliza grande contingente dos motoristas, o mesmo já não acontece quanto ao interesse dos mesmos em proteger o seu patrimônio, ou seja, o seu carro. “Atualmente, expressiva maioria da nossa frota de veículos encontra-se protegida quanto aos sinistros relativos a roubo, colisão ou incêndio por meio de contratos de seguros”, lembra o autor do projeto.

Sandro Mabel explica ainda que o projeto pretende induzir os motoristas a um comportamento mais humano no trânsito, punindo aqueles que alcoolizados, ou seja, com sua capacidade psicomotora comprometida, venham a provocar acidentes, na medida em que os impede, se flagrados nessa situação, de se beneficiarem de indenizações contratadas para tanto junto à seguradora.



segunda-feira, 1 de julho de 2013

VELOCIDADE É O MAIOR RISCO PARA ACIDENTES

Velocidade é o maior fator de risco para acidentes fatais


Velocidade é a causa de acidentes fatais


De janeiro a maio, quase 7 mil veículos ultrapassaram os 110 km/h nas rodovias federais do Paraná. Por que temos carros que atingem 220 km/h ou mais para trafegar em ruas em que a legislação permite andar a, no máximo, 70 km/h e nas estradas onde o limite é 110 km/h? Segundo o Instituto Paz no Trânsito, o perfil do trânsito brasileiro faz uma vítima fatal, em média, a cada 10 minutos.

Entre janeiro e maio de 2013, os radares da Polícia Rodoviária Federal (PRF) registraram 97.554 infrações em situações de veículos com velocidade incompatível nas rodovias do Paraná. Destes, 7% (6.910) passaram acima de 110 km/h. Já a Secretaria de Trânsito de Curitiba (Setran) contabilizou 98.913 situações de excesso de velocidade de janeiro e abril - 1.487 passaram em mais de 50% da velocidade permitida. “Entre os fatores de risco para acidentes fatais, a velocidade é o primeiro nas rodovias do perímetro urbano de Curitiba. Já dentro da cidade, a velocidade fica em segundo lugar, atrás do álcool”, revela a coordenadora do núcleo de promoção da Secretaria de Saúde de Curitiba, Vera Lídia Oliveira.

“Foram 45 mil mortes no Brasil no ano passado, três vezes o número de mortos em dez anos de guerra no Afeganistão”, compara o neurocirurgião do Hospital de Clínicas (HC) Arnaldo Dias dos Reis. Segundo ele, “para cada pessoa que morre no trânsito brasileiro, temos aproximadamente dois sequelados, ou seja, de 80 mil a 90 mil pessoas por ano que terão uma lesão para o resto da vida”.

Para o presidente do Portal do Trânsito, Celso Alves Mariano, o carro atingir velocidades exageradas é um dos problemas, mas o comportamento também deve mudar. “A cultura deve mudar. Na Alemanha tem pistas livres em que o cara pode pegar a BMW dele e andar na velocidade que quiser”. Mas ele concorda que um carro atingir mais de 200 km/h é desnecessário, até mesmo para estradas. “Uma ultrapassagem requer maior velocidade. Isso depende do caso, mas acredito que atingindo 150 km a ultrapassagem é tranquila. O problema é que se a pessoa na sua frente está em 110 km/h você não precisa ultrapassar, ela já está numa velocidade rápida e dentro da lei”.

Bom senso


Cristiane Yared, fundadora do Instituto Paz no Trânsito, afirma que a redução dos acidentes depende da mudança na cultura do povo e que trafegar em alta velocidade virá com a consciência do povo. “Tudo é uma questão de bom senso. Você vê que não querem mais que as pessoas fumem dentro dos ambientes. É uma tendência natural de eliminar aquilo que não está bom”.

Mariano enxerga outra questão que influencia diretamente nesta triste realidade de novos sequelados ano após ano. “Um dos problemas é a falta de investimento que houve em outros tipos de transporte, como o hidroviário e o ferroviário, e que acabam enchendo as estradas do País com veículos pesados. Um caminhão que apenas buscaria a carga na estação de trem até o local de entrega faz todo o percurso”, observa.

Educação do motorista é essencial


De acordo com a Polícia Rodoviária Federal do Paraná (PRF-PR), a velocidade incompatível é uma das principais causas de acidentes, mas em primeiro lugar ainda se destaca a falta de atenção, que é agravada pelo excesso de velocidade. Quanto a obrigar que o fabricante reduza o limite de velocidade do carro, a PRF-PR entende que “é válida, mas de fato a educação e a consciência do motorista são fundamentais na redução das estatísticas de acidentes”.

A PRF observa que nos trechos de pistas simples ocorrem mais acidentes por ultrapassagem em local proibido, enquanto nas rodovias com pista dupla os motoristas têm a tendência de dirigir com velocidade maior, criando situação de risco. Para a PRF, “as soluções de engenharia de tráfego, fiscalização por radar e, sobretudo, a participação dos motoristas, são fundamentais na redução dos acidentes por excesso de velocidade”.

Sequelados medalhistas


Os traumas causados por acidentes de trânsito ocupam 55% dos leitos hospitalares que atendem emergências, informa o neurocirurgião Arnaldo Dias dos Reis, do HC. O grande número de sequelados explica o bom desempenho do Brasil nos jogos paraolímpicos. “Nas Olimpíadas de Londres foram 17 medalhas. Já nas Paraolimpíadas chegamos ao total de 43 medalhas. Estamos criando atletas paraolímpicos todos os dias e o resultado nas paraolimpíadas é um demonstrativo disto”.

Reis informa que o SUS gasta hoje com uma vítima não fatal de um acidente de trânsito, em média, R$ 14.321. O neurocirurgião acredita que o crescimento na compra e fabricação de mais automóveis incentivados pela redução do IPI “é um tiro no pé do governo”, ou seja, faz a economia se movimentar, mas com o custo elevado para tratar muita gente que se machucou pela grande quantidade de veículos pelas ruas.

domingo, 30 de junho de 2013



Uso da bicicleta aumenta como solução para o trânsito


Em um momento em que as manifestações quanto ao preço das passagens e à qualidade dos ônibus abrangem todo o Brasil, em que as vias não acompanham o crescimento da frota de automóveis, outras opções são avaliadas para melhorar a mobilidade urbana das grandes cidades. Uma alternativa que cada vez ganha mais força no País e é sugerida por especialistas em trânsito em todo o mundo é o uso de bicicletas.

Um defensor desse veículo, o vereador de Porto Alegre Marcelo Sgarbossa (PT) ressalta que se trata de uma ferramenta de auxílio à mobilidade. “Mas, a grande saída para que a cidade flua melhor é o transporte coletivo”, afirma o parlamentar. Ele argumenta que, mesmo que estivessem prontos os 495 quilômetros de ciclovia, como está previsto no plano diretor cicloviário da Capital, não seria de uma hora para outra que a bicicleta seria adotada como um meio de locomoção de massas. “Se alguém nunca caminhou na vida e compra uma esteira para fazer isso dentro de casa, com certeza ele não vai caminhar, vai pendurar roupa nela ou fazer qualquer outra coisa”, compara Sgarbossa. De acordo com dados da prefeitura da Capital, já foram construídos 14 quilômetros de ciclovias, e a meta é de 50 quilômetros até a Copa do Mundo de futebol de 2014.

Sgarbossa lamenta que as ciclovias em Porto Alegre não estão sendo feitas com a participação dos usuários. Segundo ele, as estruturas estão voltadas para a “cultura do automóvel”, pois são feitas em locais em que não atrapalham os carros. Ele também cita o caso do bairro Restinga, em que a calçada foi pintada e virou uma ciclovia. “Tudo para não tirar o espaço do automóvel, mas a ciclovia deveria ser feita na pista”, sustenta o vereador. 

Já no caso da ciclofaixa (faixa pintada no chão, sem separação física) da Icaraí, Sgarbossa comenta que o problema foi o seu estreitamento e a possibilidade de os carros estacionarem ao lado. “Quando um automóvel parado abre a porta, atrapalha todo o fluxo”, adverte o vereador.

Outro ponto salientado pelo vereador é que muitas pessoas que gostariam de pedalar no dia a dia não o fazem com receio de serem atropeladas. Para o parlamentar, esse é um temor legítimo. Sgarbossa alerta que vários automóveis não respeitam o 1,5 metro de distância que deveriam manter do ciclista. “Ter uma cultura do compartilhamento da pista é fundamental, e o que temos hoje é que o espaço destinado ao carro está superdimensionado”, diz.

Curitiba tem ciclistas dividindo espaço com pessoas na calçada

Se Porto Alegre conta ainda com poucos quilômetros de ciclovias implementadas, alguns municípios brasileiros já possuem uma rede mais extensa. Conforme o assessor da presidência do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), engenheiro Antônio Carlos Mattos Miranda, a capital paranaense tem 118 quilômetros de infraestrutura cicloviária, sendo superada apenas pelo Rio de Janeiro.

Ele adianta que o objetivo da cidade é elaborar projetos, durante essa gestão do poder municipal, para contemplar mais 300 quilômetros. Miranda, que participou recentemente do seminário Sustentabilidade e Mobilidade Urbana, realizado pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) TodaVida, em Porto Alegre, diz que a ciclovia em Curitiba está concentrada em parques. Também há muitas calçadas que são passeios compartilhados, ou seja, pavimentos com asfalto que servem para a mobilidade do pedestre e da bicicleta. “A partir de agora, queremos fazer uma separação específica, entre a mobilidade por uso de bicicleta e os pedestres”, comenta o engenheiro.

Miranda enfatiza ainda que foi encaminhada para a análise da Câmara de Vereadores de Curitiba a proposta de que R$ 22,6 milhões sejam destinados ao desenvolvimento do transporte cicloviário. Ele acrescenta que o próprio prefeito Gustavo Fruet (PDT) compareceu a sua posse no cargo pilotando uma bicicleta.

Miranda admite que, apesar de ser um entusiasta da bicicleta em Curitiba, é um pouco cético quanto à propagação do uso do veículo no País. Ele diz que são poucas as cidades que contam com infraestrutura para sua movimentação. Mesmo assim, existem exemplos do aproveitamento dessa alternativa sem a estrutura adequada. 

O representante do IPPUC recorda que, no Centro de Londres foi implantado o pedágio para automóveis e, de 2003 a 2007, houve o acréscimo de 66% na mobilidade por bicicletas nessa área, que totaliza cerca de 22 km2. “Nesse caso, não foi preciso construir ciclovia, porque o trânsito acalmou, é uma questão de educação, mas enquanto não temos isso aqui, infelizmente, precisamos apartar o espaço da bicicleta”, afirma.

Para Miranda, a cultura do trânsito pode mudar, principalmente, se o trabalho de conscientização for feito desde a infância. “Se você ensina a criança a ser o pedestre e o ciclista do presente, quando ele chegar no futuro vai respeitar o seu passado”, acredita o engenheiro.




Uso do simulador veicular em autoescolas é prorrogado de acordo com a Resolução 444/13 do CONTRAN



O Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) prorrogou para o dia 31 de dezembro deste ano a obrigatoriedade do uso dos simuladores de direção veicular para os candidatos que pretendem tirar CNH na categoria B. O equipamento deverá ser instalado em todos os Centros de Formação de Condutores (CFCs) do país. A decisão, publicada através da Resolução 444/13, está no Diário Oficial da União do último dia 26.

O principal problema apontado, por vários sindicatos que representam a categoria, foi o valor de R$ 33 mil para a aquisição, além de apenas uma empresa estar apta a fabricação do simulador.

Após a instalação, o valor da carteira de habilitação deve subir aproximadamente 30%, segundo os Centros de Formação de Condutores. Serão cinco aulas de 30 minutos cada, acompanhado de instrutor. As aulas serão feitas após a prova teórica e antes das aulas práticas.De acordo com a coordenadora-geral de qualificação do fator humano no trânsito do Denatran, Maria Cristina Alcântara Andrade Hoffmann, umas das grande vantagens do uso do simulador é que ele permite a exposição a uma gama de situações paralelas ao mundo real. Isso dará maior segurança e integridade física tanto para o condutor quanto para o instrutor.

A expectativa é que o simulador de trânsito possa efetivamente contribuir e aprimorar o processo de formação de condutores no Brasil. No que diz respeito ao trânsito, “hoje não existe mais um lado ou outro, todos nós temos que estar juntos para reduzir o número assustador de acidentes”.

Só 1% das motos vendidas no Brasil têm ABS



                                                         No Brasil apenas 1% das novas motocicletas vendidas entre janeiro e dezembro de 2012 saíram de fábrica equipadas com freios ABS. Dessas, nenhuma MOTO tinha menos de 250 cm³ de cilindrada, o maior segmento do país, com mais de 90% do mercado. Em contrapartida, em 2012, 41% dos carros novos registrados já tinham ABS.
A partir de 2016, o ABS (sistemas anti-bloqueio de frenagem) serão introduzidos como equipamento original para um número maior de motos na União Europeia. No início de março, foi aprovada uma legislação cujo objetivo é reduzir ainda mais o número de acidentes de trânsito. Só em 2011, cerca de 5.000 motociclistas morreram nas estradas da Europa.
                                                       "A utilização do ABS pode impedir mais de um quarto de todos os acidentes de moto com danos pessoais", afirma Gerhard Steiger, presidente da divisão Chassis Systems Control da Bosch, segundo estudo sobre acidentes conduzido pela empresa. A Bosch fabrica o sistema para motos desde 1994 e já vendeu cerca de 750 mil até hoje.
                                                           Em 2010 a empresa lançou uma geração de ABS projetado especificamente para motos e desde então vem trabalhando no desenvolvimento de funções adicionais que visam melhorar o desempenho do sistema. De acordo com a nova legislação europeia, será obrigatório instalar um sistema antibloqueio de frenagem para todas as motos que tenham motorização superior a 125 cm³ de cilindrada.
                                                       A partir de 1° de janeiro de 2016, isso será aplicado em motos às quais será concedida a homologação e, a partir de 2017, para todos os modelos. Além disso, será exigido que veículos de duas rodas, com motorização de acima de 50 cm³ até 125 cm³ tenham ABS ou pelo menos sistema de frenagem combinado (CBS, ou Combined Brake System).
                                     Esse sistema trabalha com os freios dianteiro e traseiro mecanicamente, resultando que ambas as rodas sejam simultaneamente desaceleradas durante a frenagem. No entanto, essa solução não regula a pressão do freio, o que significa que as rodas ainda podem travar.