quinta-feira, 8 de novembro de 2012



Recomendações para troca adequada dos discos de freio





Fundamental para garantir a segurança dos ocupantes do veículo, o sistema de freios, composto, entre outras peças, por discos, tambor de freio, pastilhas e lonas, necessita de atenção dos mecânicos no momento de realizar a manutenção. “Inicialmente, o reparador deve limpar as faces de contato entre o disco de freio e o cubo da roda, pois o acúmulo de resíduos nesse local pode provocar vibrações ou pulsações no pedal durante a frenagem”, afirma Jair Silva, supervisor de serviços da Nakata. Qualquer sinal de oxidação ou rebarbas pode ser retirado com uma lixa de ferro ou escova de aço. Em seguida, é preciso lavar os discos com desengraxante para retirar a película protetora.

Outra recomendação é não deixar a pinça de freio pendurada pelo flexível. “Prenda-a com um gancho resistente para evitar danos no flexível”, ressalta.

Vazamentos nas pinças, funcionamento dos êmbolos e deslizamento dos pinos-guia também devem ser observados. Caso seja constatada alguma irregularidade, os componentes devem ser substituídos.

O supervisor de serviços da Nakata sugere também trocar os discos sempre que houver a troca das pastilhas. “O mecânico também deve se atentar à limpeza das mãos, pois resíduos podem contaminar as pastilhas”, lembra Silva.


Dicas para não ocorrer vibrações – “O torque excessivo nos parafusos da roda pode provocar empenamento no conjunto cubo/disco/rolamento, resultando em trepidações ou pulsações no pedal durante a frenagem”, diz.

O empeno máximo do conjunto na linha leve não deve ser superior a 0,10 mm. Caso esteja acima dessa medida é preciso remover o disco, colocar a ponta do relógio comparador na borda do cubo, girar o cubo vagarosamente e fazer a leitura. “Se o resultado for maior que 0,04 mm, o cubo pode estar empenado ou os rolamentos com folga excessiva. Assim, o problema precisa ser corrigido”, comenta Silva.


Folgas entre os componentes da direção e suspensão, como os terminais axiais, também ocasionam vibrações ou golpes no volante durante a frenagem, induzindo, às vezes, o reparador a diagnóstico incorreto de disco empenado.

A Nakata recomenda que, após a substituição das pastilhas e discos, evitar freadas bruscas durante os primeiros 300 quilômetros de rodagem. “Essa quilometragem é necessária para permitir o assentamento do material do atrito”

















Bicicletas elétricas também exigem registro e habilitação do condutor




As motos elétricas e bicicletas motorizadas – ainda novas no mercado – têm provocado confusão e causado problemas para os consumidores que compraram o veículo e depois descobriram que não podem circular. Isto porque os ciclomotores se enquadram no mesmo perfil das motocicletas e, como qualquer veículo automotor, devem ser emplacados e licenciados.

Para dirigir ciclomotor, o condutor deve ter mais de 18 anos, estar devidamente habilitado na categoria A, ou possuir Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC); além de cumprir todas as normas gerais de circulação e as referentes aos equipamentos obrigatórios e de segurança, como o capacete.

É importante, portanto, que antes de efetivar a compra, o consumidor assegure que o modelo escolhido possui esse registro. O lojista tem a obrigação de informar esses detalhes na hora da venda, mas o cidadão também deve conferir se o veículo pode ou não ser registrado consultando um Centro de Registro de Veículos Automotores (CRVA). Caso se sinta lesada em seus direitos de consumidor, a pessoa deve procurar a defensoria pública local, o Ministério Público ou um advogado para representá-la.



Confira as exigências para que o Registro possa ser efetuado no CRVA:


Além do cadastro no Denatran, é preciso apresentar a nota fiscal do veículo;

O fabricante deve ter pré-cadastro no sistema Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam);

O veículo deve ter, além do número do chassi, o código marca-modelo homologado pelo Denatran e o Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT), o que significa que atende a todos os requisitos técnicos de segurança para circular em via pública.






























terça-feira, 6 de novembro de 2012


DISTÂNCIA DE SEGUIMENTO





COMO PROCEDER PARA MANTER UMA DISTÂNCIA SEGURA ENTRE O SEU CARRO E O QUE VOCÊ ESTÁ SEGUINDO

domingo, 4 de novembro de 2012



Carros ganharão chips a partir de janeiro de 2013







O novo sistema de identificação de veículos, com chips instalados no para-brisa dos automóveis – que transmitirão informações automaticamente a antenas leitoras espalhadas por rodovias e áreas urbanas – já tem data para ser implantado: janeiro do ano que vem. Essa é a data prevista pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para o início da instalação dos dispositivos eletrônicos que armazenarão dados dos veículos.

Porém, a data final para que o Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos, criado há seis anos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), entre em pleno funcionamento é 30 de junho de 2014. O sistema foi criado pela resolução 212/2006 e tem como principal objetivo facilitar a fiscalização do tráfego, auxiliando ainda na repressão a roubos e furtos de veículos, com o monitoramento em tempo real.

Além dos chips e antenas, o sistema será composto por equipamentos para configuração da tecnologia, espaços informatizados e bases de dados nacional e local. A emissão de sinais funcionará a partir da radiofrequência emitida por antenas espalhadas em todas as cidades.

Custo
Financiado pelo Minis¬tério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Ministério das Cidades, o projeto recebeu investimentos de aproximadamente R$ 5 milhões. O custo para a instalação do chip ficará a cargo do motorista e está estimado em R$ 5, embora o preço dependa de licitação pública. O valor deve ser cobrado junto com o licenciamento e o tipo de penalidade que o dono do carro receberá caso seja flagrado sem o aparelho ainda é estudado.

No dispositivo ficarão armazenados o número de série do chip, a identificação da placa, a categoria e o tipo do veículo. As informações relacionadas ao proprietário serão confidenciais e estarão, segundo o MCTI, sob chaves de proteção e protocolos de segurança confiáveis.

Crítica
Para especialistas, além da questão relacionada à privacidade (veja box), a maior crítica ao sistema recai sobre o foco dos investimentos. “O projeto é ótimo, porque amplia o controle de tráfego, mas não adianta investir na tecnologia se o essencial, que é a condição da malha viária nacional, for deixada de lado”, afirma Gilza Blasi, professora do Departamento de Transportes da Universidade Federal do Paraná. A especialista diz que seria necessário um trabalho conjunto, que reunisse melhorias na estrutura física de ruas e estradas, investimento em sinalização e transporte coletivo, e utilização de novas tecnologias.