sábado, 27 de julho de 2013

ACIDENTE II

Carreta tomba na BR-101 Norte e deixa trânsito complicado

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Uma carreta tombou na BR-101, quilômetro 60, Guabiraba, Zona Norte do Recife, na manhã deste sábado (27). O acidente aconteceu nas imediações do Centro de Treinamento do Náutico e deixou o trânsito complicado no sentido Recife. De acordo com informações de transeuntes  o veículo tombou ao tentar desviar de um cavalo solto na rodovia.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF-PE) enviou uma equipe ao local. Não houve feridos.

TRATORES

Emplacamento de tratores será prorrogado para final de 2014


A vigência das resoluções 429 e 434 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que obrigam o registro e emplacamento de tratores destinados a puxar ou arrastar maquinaria de qualquer tipo, inclusive agrícolas, foi prorrogada para 31 de dezembro de 2014. A decisão foi comunicada pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, à senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), e foi assunto de reunião na quinta-feira (25) entre representantes do Ministério das Cidades, Contran  e Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em Brasília. Essa decisão acertada evitará que agricultores sejam multados ou penalizados injustamente – afirmou a senadora. Segundo ela, o ajuste permitirá prazo maior para reavaliação e debate sobre os impactos das novas normas, especialmente no meio rural. As resoluções, em vigor desde o dia 1º de junho, têm sido motivo de dúvidas e insegurança no meio rural. O proprietário que não cumpre as novas determinações da resolução está sujeito a multa gravíssima. O valor atualizado para a infração é de R$ 191,54. Aqueles que não se enquadram na resolução acumulam também sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e têm o veículo apreendido. Recentemente, representantes da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf-Sul), da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) estiveram no Senado Federal para pedir à bancada gaúcha soluções para a insegurança jurídica aos proprietários e condutores de tratores. Segundo a Fetraf-Sul, que esteve representada no encontro sobre os impactos da resolução na agricultura, o tratamento aos produtores rurais é injusto e desproporcional, considerando a realidade do campo brasileiro. De acordo com os representantes da Federação, muitos usam tratores antigos para a produção de alimentos e para o deslocamento entre propriedades rurais. Deve chegar também ao Senado, nos próximos dias, o Projeto de Lei 33/2012, de autoria do deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) e já aprovado na Câmara, que desobriga as máquinas agrícolas do registro de licenciamento anual.

ACIDENTE

Colisão entre dois ônibus deixa trânsito complicado no centro do Recife

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Uma colisão envolvendo dois ônibus da empresa Caxangá deixou o trânsito complicado na manhã deste sábado (27), no Centro do Recife. O acidente aconteceu por volta das 7h no cruzamento da Rua do Imperador com a Rua Siqueira Campos, no bairro de Santo Antônio, na área central da capital pernambucana. Com o impacto, cinco pessoas ficaram feridas.
O motorista de um dos veículos, Valdson Carneiro da Silva, o cobrador, José Carlos e uma passageira foram encaminhados para o Hospital da Restauração, no Derby, também na área central do Recife. Outros dois passageiros, não identificados, foram atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Um dos coletivos ficou completamente destruído. Somente à tarde o trânsito só foi liberado na Rua Siqueira Campos.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

VISEIRA

VEJAM O ABSURDO: Mototaxistas parafusam viseiras para se 'livrar' das multas em Barretos, SP




Categoria reclama que passageiros levantam a proteção, o que é proibido.

Improvisação é ilegal e não livra condutores de autuações, diz delegado.

Antônio Maurício Alexandre é mototaxista em Barretos (SP) e calcula transportar mais de 50 passageiros por dia, muitas deles que preferem utilizar o capacete com a viseira erguida, atitude proibida pelo Código de Trânsito Brasileiro. Para evitar ser multado pela polícia, já que é o condutor que responde pela autuação, Alexandre resolveu tomar uma medida extrema: mandou parafusar a viseira ao capacete.

"A gente pede para a pessoa não subir, mas a maioria não respeita e anda com a viseira levantada. Fica complicado para a gente, porque a multa vem para nós. Coloquei um parafuso bem pequeno, que não vai prejudicar ninguém. Foi uma medida de emergência", afirma.
Assim como Alexandre, outros mototaxistas adotaram a ideia para tentar fugir das autuações no município, já que a Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Trânsito têm intensificado o número de operações.
O mototaxista Ueber de Oliveira reclama que além de arcar com a multa no valor de R$ 191,54, também é preciso pagar por um curso de reciclagem. "A gente acaba gastando mais de R$ 500. Além disso, fica de 30 a 120 dias parado, sem trabalhar", diz.
Parafuso dá multa
Segundo o delegado da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), Antônio Alício, pelo menos 20 motociclistas são multados todas as semanas em Barretos, por guiar sem a viseira do capacete. Alício destaca, porém, que medida adotada pelos mototaxistas não livra o condutor de ser autuado.
"Usar parafuso é um absurdo. Se um mototaxista for parado num comando de trânsito, ele será autuado como se estivesse com a viseira levantada, porque ele está alterando a característica original do produto. Isso não é uma prática recomendada", afirma.
O delegado diz também que o uso de parafusos em capacetes pode ser perigoso, uma vez que se trata de um objeto perfurante e que provoca lesões. "O capacete foi desenhado com a viseira livre para que possa abrir. Em um acidente, se essa viseira não quebrar, a pessoa pode morrer sufocada. Isso é proibido."
Antonio Maurício Alexandre colocou parafusos na viseira do capacete para evitar que passageiros a levantem durante trajeto de mototáxi. (Foto: Claudio Oliveira/EPTV)

Antonio Maurício Alexandre colocou parafusos na viseira do capacete para evitar que passageiros a levantem durante trajeto de mototáxi.

LEI

Governo publica lei que desonera setor de transporte


O Diário Oficial da União, na edição extraordinária do último dia 19 de julho, publicou a Lei 12.844 de 2013, que trata da desoneração em diversos setores da economia. Na atividade transportadora, foram contempladas as empresas de manutenção e reparação de embarcações, operação de carga, descarga e armazenagem de contêineres e empresas de transporte ferroviário e rodoviário de carga, que passam a pagar alíquota única de imposto no valor de 1% de seu faturamento bruto. Para empresas de transporte ferroviário e rodoviário de 
passageiros a alíquota é de 2%.
A lei prevê ainda a não incidência de contribuições fiscais sobre a receita bruta decorrente de transporte internacional de cargas. As novas alíquotas passam a vigorar a partir de 1º de
janeiro do próximo ano. Para o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), senador Clésio Andrade, "a lei coroa os esforços que viemos fazendo há muito tempo pela desoneração do setor".
Conforme o senador Clésio Andrade, "o novo modelo de contribuição representa ganhos de competitividade para os transportadores, criando novas possibilidades de investimentos em ampliação das atividades, renovação da frota, atualização profissional dos trabalhadores e até a abertura de novas vagas de trabalho". A CNT esteve engajada em todas as etapas
das discussões, junto ao governo, pela redução dos custos fiscais que incidem sobre as empresas.

DIA DO MOTORISTA

Dia do Motorista: existe hora certa para deixar de dirigir?


Dia do Motorista

A legislação brasileira não determina uma idade máxima para que o condutor deixe de dirigir, mas, especialistas em trânsito apontam as limitações físicas e os traumas psicológicos como as principais causas para que os vovôs e as vovós passem a andar, definitivamente, no banco do passageiro.

Henrique Luelsdorf Júnior, instrutor teórico de uma autoescola de Maringá, afirma que, independente da idade, os candidatos a tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passam por semelhantes avaliações psicológicas e de aptidão física e mental, que devem ser feitas em clínicas credenciadas pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR).

É na hora de renovar a CNH que a idade faz a diferença. Luelsdorf Júnior explica que MOTORISTAS com até 65 anos devem fazê-la pelo menos uma vez a cada cinco anos, enquanto que o prazo para os com mais de 65 anos é de três anos.

Medo no volante

Marcelo Nemesio, instrutor  de direção, revela que a principal dificuldade encontrada pelos idosos é o preconceito dos demais motoristas. "Existem condutores mais novos que até mesmo agridem verbalmente os mais velhos culpando-os pela lentidão do trânsito", descreve.

Atitudes agressivas como essas são, segundo o instrutor prático de direção Bruno Beno Tenroller, a maior causa para que os idosos fiquem frágeis emocionalmente e, em alguns casos, desenvolvam medo excessivo de pegar no volante e abandonem de vez a direção.

"Para evitar que isso ocorra só há uma saída: que a paciência e o respeito imperem", diz.

Limitações do motorista


A insegurança não é o único motivador para que os idosos aposentem as carteiras de habilitação. Diminuição do reflexo e a falta de coordenação motora, menciona Tenroller, também contribuem para a redução da presença deles no trânsito, porém, grande parte das limitações físicas que acomete os idosos está relacionada à saúde dos olhos.

De acordo com o oftalmologista Arthur Onofre Beltran, o sentido é mais afetado, porque, com o passar dos anos, o cristalino, que é a lente do globo ocular, perde a transparência e torna a visão mais difícil. "A sensação é, ao olhar para superfícies brancas, que existem vários pontinhos pretos diante das vistas", relata.

O especialista ainda elenca doenças como catarata e glaucoma, comuns na terceira idade, como fatores que impossibilitam a direção.

"A catarata é tratada por meio de intervenção cirúrgica e o glaucoma é controlado por colírios ou cirurgias, dependendo do caso", destaca. Ele ressalta que sem tratamento é impossível dirigir com segurança.

DIREÇÃO DEFENSIVA

Neblina exige que motoristas tenham maiores cuidados no trânsito



As regiões mais propícias para formação de neblina ou de nevoeiro são as de vale e de serra. Veja algumas dicas de como evitar acidentes:

Nessa época do ano, um fenômeno meteorológico exige que os motoristas tenham ainda mais atenção. Não dá para escapar da neblina de outono, mas os acidentes poderiam ser evitados, e com alguns cuidados simples, mas que muitas vezes os motoristas desconhecem. Por exemplo, você sabe se deve usar o pisca alerta quando surge a neblina? Veja a resposta para essa e outras dúvidas na reportagem.

Sol forte, céu azul. Os dias de outono costumam ser assim em São Paulo, mas ninguém se arrisca sair sem um casaquinho porque a temperatura sempre cai à noite. Essa variação térmica que ocorre muito nas regiões Sul e Sudeste tem uma consequência.

“O ar resfria e condensa formando essa nuvem pesada no chão. Como a gente tem temperatura muito baixa logo cedo ela se mantém por mais tempo”, explica a meteorologista Nadja Batista.

A neblina se forma principalmente no fim da tarde e também logo cedo. “Dura ate umas 9h e atrapalha bastante os aeroportos”, ressalta Nadja Batista.

Mas não só os aeroportos. As regiões mais propícias para formação de neblina ou até de nevoeiro, que é mais denso, são as de vale e de serra. Quem desce para a praia nessa época do ano sabe que tem que tomar cuidado.

Ao todo, 146 câmeras monitoram o sistema Anchieta-Imigrantes, que liga São Paulo a Baixada Santista. Quando a neblina aparece, a imagem nas telas também fica prejudicada e os técnicos recorrem a outro instrumento: os computadores que mostram qual a distância que os motoristas conseguem enxergar em cada trecho da estrada.

Quando a visibilidade fica abaixo de 100 metros, viaturas de prontidão nos pedágios escoltam os veículos, porque nesta situação os motoristas só podem descer a serra em comboio. Por causa do volume de carros andando junto e da dificuldade de ver o que está à frente, a velocidade de segurança é de 40 quilômetros por hora.

Em setembro de 2011, a neblina surpreendeu os motoristas no início da tarde. Ao todo, 300 veículos se envolveram em um grave acidente na Rodovia dos Imigrantes, na subida para São Paulo.

Dirigir sob neblina exige atenção extra e cuidados especiais. “Sempre aumentar a distancia do veiculo à frente e reduzir a velocidade para ficar compatível ao fator de visibilidade”, afirma Gerson Burin.

Além disso, não use farol alto e só ligue o pisca alerta se estiver parado. “Isso pode acarretar em um susto das pessoas que vêm atrás e elas podem se envolver em um acidente”, ressalta Burin.

Muito cuidado ao frear. “A pior coisa é freia com tudo. Os veículos de trás não têm tempo suficiente para frear e acaba ocorrendo a colisão traseira”, explica.

O uso do farol alto sob neblina não é recomendado porque a luz é refletida pelas gotas de água e ofusca o motorista.

Motos Região Norte

Região Norte tem mais motos que habilitados


Motos X habilitados

rota do Amazonas supera em 30% o número de carteiras expedidas na categoria A

Um estudo elaborado com base em dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) demonstra que os Estados da Região Norte têm mais motos nas ruas do que pessoas habilitadas na categoria A, aquela para condutores de veículos motorizados de duas e três rodas.

A frota do Amazonas, por exemplo, tem 221.910 motocicletas, mas somente 155.124 motociclistas habilitados, discrepância de 30%. No Pará, para 667.452 motos há 585.428 condutores com carteira A, diferença de 7%. “Sem esse preparo mínimo, o motociclista está mais sujeito a falhas no controle  do veículo, negligência aos equipamentos de segurança e desconhecimento de regras para circular nas cidades”, afirma José Eduardo Gonçalves, diretor executivo da Abraciclo, associação que reúne fabricantes do setor.

Em dez anos, a frota de motos da Região Norte aumentou 4,3 vezes, passando de 408 mil para 1,8 milhão entre 2003 e 2013. Em todo o Brasil, o avanço médio foi de 3,3 vezes. Em Manaus (AM), o crescimento do volume de motos no período foi de 3,8 vezes, também superando a alta nacional. A Região Norte também se destaca na relação de habitantes por motocicleta. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em maio deste ano havia 9 habitantes/moto, enquanto a média nacional era de cerca de 10/1. Em Manaus são 15/1.

Dez anos atrás, a proporção em toda a Região Norte era de 34 habitantes por moto e a média nacional, de 28/1. A partir dessas informações, a Abraciclo programou para Manaus até o dia 27 de julho a 17ª edição do Moto Check-Up, evento gratuito em que os veículos  de duas rodas passam por uma verificação de sistemas mecânico e elétrico e seus pilotos recebem orientações de segurança e manutenção.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

SONO

Motorista que trabalha mais de 12 horas dobra risco de acidente

Um motorista profissional que trabalha mais de 12 horas por dia dobra as chances de se envolver em um acidente. Acima de 14 horas de jornada de trabalho, o risco de acidente triplica, segundo o diretor do Centro de Estudos Multidisciplinar em Sonolência e Acidentes (Cemsa), Marco Túlio de Mello.

“A questão não está só relacionada ao tempo de descanso, mas principalmente a quanto é o tempo da jornada de trabalho, acima de 12 horas, não dá para ter hora extra, pois o risco aumenta. O que a gente mais observa é que o tempo de descanso de motoristas de ônibus às vezes não é adequado”, diz o especialista. Segundo ele, um motorista que fica mais de 19 horas acordado sente os mesmos efeitos de dirigir embriagado.

O especialista alerta que o sono inadequado também é um risco para os motoristas profissionais. Segundo ele, a maioria deles tem algum distúrbio do sono que contribui para que o descanso não seja de qualidade. “Quando o motorista não tem um sono eficiente, ou por distúrbio do sono ou porque dormiu pouco ou porque dormiu 'picado' e não consegue descansar durante o período todo, reflexo, atenção, concentração, processo decisório, maior sonolência [são comprometidos]”.

O professor considera que a Lei 12.619/2012, que estabelece regras de descanso para motoristas profissionais, exigindo por exemplo descanso mínimo de 11 horas por dia, contribui para melhorar as condições dos trabalhadores. Mas ele diz que ainda falta um trabalho de conscientização com os próprios motoristas para evitar jornadas de trabalho excessivas.

Já o diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) Dirceu Rodrigues Alves Jr considera a legislação “absurda”. Ele defende que o descanso do motorista deve ser maior do que prevê a lei e que o profissional não fique mais de seis horas por dia na direção do veículo para não comprometer funções importantes: atenção, concentração, agilidade mental, raciocínio, vigília, função motora, sensibilidade tátil, visão e audição.

“Sem esses fatores ele não consegue dirigir um veículo. E a fadiga e o sono interferem demais nesses fatores, que são os mais importantes para dirigir um veículo. E aí, a possibilidade de um acidente é iminente”, explica. Ele também orienta que a cada duas horas o motorista deve parar o carro por 15 minutos, descer do veículo, alongar as pernas, a coluna e fazer uma caminhada, para evitar o sono, a fadiga, lesões por esforço repetitivo e doenças circulatórias.

No caso de motoristas de ônibus, que na maioria das vezes alternam a direção com períodos de sono no próprio veículo, revezando com colegas, ele diz que esse descanso não é suficiente. “A possibilidade de acidente é iminente porque esse repouso não existe, ele tem a trepidação do veículo, o ruído, a cabine mal ventilada, está respirando poeira, diesel”.

Na última quarta-feira (17), o procurador do Trabalho Paulo Douglas Moraes encaminhou uma representação à Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região pedindo a investigação do descumprimento da lei que prevê o descanso de motoristas de ônibus em viagens interestaduais. Segundo ele, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vem autorizando viagens de modo reiterado com número de motoristas insuficiente para cumprir a Lei 12.619/2012.

A ANTT informou que ainda não teve conhecimento do teor da representação do MPT. A agência acrescentou que não compete à ANTT a fiscalização da observância da Lei nº 12.619/2012, no que se refere ao descanso dos motoristas.

HABILITAÇÃO PARA 16 ANOS

Habilitação aos 16 anos não é aceita no Brasil


primeira habilitação 16 anos

Em uma pesquisa realizada pela Volvo em 2007 intitulada de: “o Jovem e o Trânsito”, disponível neste site pelo Denatran, revela que 42% dos jovens entre 16 e 25 anos dirigem carros sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), sendo 48% deles de cidades do interior. Além disso, 76% deles dirigem motos sem CNH. Entre os entrevistados, 21% dos jovens já estiveram envolvidos em acidentes de trânsito.

Não é raro acompanhar no noticiário o envolvimento de menores de idade em acidentes de trânsito. A grande pergunta é: no Brasil, jovens de 16 anos já estariam preparados para serem motoristas e, mais do que isso a responderem criminalmente às leis?

De acordo com Elaine Sizilo, especialista em trânsito e consultora do Portal, salvo honrosas exceções, os adolescentes brasileiros não têm demonstrado maturidade e responsabilidade suficientes para assumir o papel de condutor no trânsito. “Mesmo que alguns condutores já habilitados também cometam infrações e negligências, as notícias sobre acidentes envolvendo menores de 18 anos ao volante têm sido cada vez mais frequentes e graves”. Para Elaine, isso indica o quanto o assunto é banalizado nesta faixa etária, pois culturalmente a CNH acaba sendo vista como mais um documento obrigatório e de direito do cidadão, assim como o RG, o CPF ou o Título de Eleitor, diminuindo de forma considerável a percepção da responsabilidade de se tornar um condutor, explica.

Culturalmente, dirigir é como um rito de passagem, onde quem aprende se torna adulto e independente. “Muitos avós hoje, foram incentivados a aprender a dirigir desde cedo pelos seus pais, se tornando motivo de orgulho para a família. Atualmente, porém de forma menos explícita, esta pressão continua acontecendo, sobretudo em relação aos meninos. O principal problema é: que consciência de trânsito e cidadania tem um adolescente que aprendeu a dirigir nestas condições?”, questiona a especialista.

Leia mais:
Fábio de Cristo, psicólogo, coordenador da Rede Latino-Americana de Psicologia do Trânsito e autor do livro Psicologia e trânsito - Reflexões para pais, educadores e (futuros) condutores, diz que é aceitável que o jovem inicie o processo de habilitação apenas aos 18 anos, pois, “além do aspecto legal, nessa idade, supõe-se que o indivíduo já desenvolveu aspectos psicológicos importantes na condução de um veículo (por exemplo, atenção aos estímulos da via) e estaria com maturidade psicológica para lidar com esta responsabilidade (por exemplo, as pressões do trânsito e com possíveis situações difíceis, como acidente)”, exemplifica.


David Duarte Lima, doutor em Saúde Pública e Segurança no Trânsito, além de presidente da ONG Instituto de Segurança no Trânsito revela que nos Estados Unidos e em alguns países da Europa é possível o jovem habilitar-se antes de completar 18 anos, pois lá a formação para dirigir é melhor, o controle social e policial é mais efetivo e eles utilizam mecanismos para garantir um "assessoramento prolongado" ao novo habilitado.

Por exemplo, na Bélgica no primeiro ano de carteira o condutor só pode conduzir nos finais de semana acompanhado de uma pessoa que seja habilitada há pelo menos cinco anos. “Aqui não temos esses mecanismos. Nesses países o ambiente de circulação é preparado para ’conversar e instruir‘ permanentemente o condutor sobre o que fazer. É fácil dirigir em países europeus. As decisões são tomadas antecipadamente na engenharia. Aqui, nossas ruas e estradas escondem armadilhas e a negociação com os outros participantes do trânsito tem de ser permanente”, comenta Lima.

No Brasil, se caso jovens de 16 anos pudesses legalmente se tornar condutores, isso faria com que a possibilidade de que os acidentes ocorressem ainda mais cedo. Segundo Lima, o fato de que uma parte dos garotos poderá participar de rachas e adotar práticas de "exibicionismo" com o veículo (eles são particularmente susceptíveis a esse tipo de comportamento); o Estado não está preparado para punir jovens que se envolvam em acidentes graves, haveria que mudar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (para ter habilitação ele tem de ser penalmente imputável) e o Estatuto da Criança e do Adolescente, além de várias outras leis, diz o doutor em Saúde Pública e Segurança de Trânsito.

Lei

Na Câmara Legislativa, tramitam projetos de lei com o objetivo que diminuir a maioridade para retirar a CNH. O Projeto de Lei 4615/12 do deputado Roberto Britto (PP-BA), por exemplo, permite a concessão de Carteira Nacional de Habilitação Especial ao maior de 16 anos de idade, desde que o responsável legal se comprometa com as atitudes do condutor. O deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) também propôs o Projeto de Lei 6934/10, que autoriza adolescentes emancipados, entre 16 e 18 anos, a obter habilitação de motorista.

Para o deputado Hugo Leal, autor da Lei Seca, advogado, bacharel em Ciências Econômicas e especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, diz que os projetos de lei nesse sentido contrariam o artigo 227 da Constituição Federal e também o Estatuto da Criança e do Adolescente. “O momento brasileiro é de esforço dos Poderes Executivo, Legislativo e do Judiciário com o inestimável apoio da sociedade civil organizada com objetivo de enfrentar todo o tipo de violência – principalmente a do trânsito que é absolutamente previsível - e não de aumentá-la”, relata.

Leal diz ser contrário a habilitação aos 16 anos, porque além de constitucionalmente o menor não responder plenamente por seus atos, são exatamente os jovens as maiores vítimas da violência no trânsito brasileiro. Tanto na condição de passageiros como, principalmente, na de condutores de veículos automotores. “Os registros dessas ocorrências indicam como causas principais dessas fatalidades o excesso de velocidade, a imprudência na direção e o consumo de álcool. São causas típicas de quem ainda não tem a perfeita consciência dos riscos e/ou a necessária experiência que permita o desenvolvimento de condutas preventivas e seguras”, explica o deputado.

Ainda de acordo com Elaine Sizilo, a polêmica gerada pelo fato de poder ou não dirigir aos 16 anos, na verdade, não está ligada a capacidade física ou psicológica do menor, mas a responsabilidade criminal que a CNH determina ao seu portador. “Algumas infrações ao volante são classificadas como crimes de trânsito, prevendo detenção do infrator. Mudar a idade mínima para se habilitar, portanto, exigiria muitas outras revisões e alterações legais no país, como adiantar a maioridade penal, por exemplo,”, diz a especialista.

Opinião

Para verificar a opinião da população, Portal realizou uma pesquisa de opinião no período de 25 de março até 05 de abril com a seguinte pergunta: Você é a favor de que jovens tirem a carteira de habilitação aos 16 anos? O resultado você confere no infográfico abaixo.

Nas redes sociais, como o facebook, por exemplo, existem COMUNIDADES que apoiam a habilitação aos 16 anos, como manifestação as leis vigentes.

Soluções

Ao invés da redução da idade para obtenção da carteira, os especialistas apontam algumas alternativas para a redução do envolvimento de jovens em acidentes.

Para Lima, “é preciso melhorar muito a possibilidade das pessoas se locomoverem sem a necessidade do carro. Construir ciclovias e boas calçadas também ajuda. Incentivo ao compartilhamento de veículos, ou carona. Para os jovens que já dirigem, a vigilância e a comunicação constante dos órgãos de trânsito com eles é fundamental. Outra ideia, é que nos finais de semana, à noite e para dirigir em rodovias, o recém habilitado só possa conduzir o veículo acompanhado de um condutor com mais de cinco anos de carteira”, diz o doutor.

A educação para o trânsito de qualidade e levada a sério em todo ensino básico, formaria não apenas condutores melhores - independente da idade, mas verdadeiros cidadãos no trânsito, muito mais conscientes dos seus direitos e deveres em cada papel assumido neste espaço, é o que diz a especialista de trânsito Elaine. “A idade seria apenas um detalhe se o candidato à habilitação tivesse uma formação coerente e contínua durante toda a vida escolar e fosse complementado com práticas de direção defensiva e avaliações realmente inteligentes”, conclui.

Ser um bom condutor, sobreviver à violência no trânsito protegendo a si, aos seus acompanhantes e demais atores desse imenso cenário denominado trânsito, exige muito mais de cada um de nós do que algumas poucas horas de ensinamento teórico e outras tantas de direção veicular. “Exige consciência cidadão e sentimento de solidariedade que só alcançamos com maturidade e experiência”.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

TESTES NCAP

Agile e Clio zeram em teste mais rigoroso do Latin NCAP


Teste aponta carros inseguros

O Latin NCAP (Programa de Avaliação de Carros Novos da América Latina) divulgou no começo da tarde desta quarta-feira (24), através de vídeoconferência direto da Cidade do México (México), a quarta fase de seu programa de segurança de carros zero-quilômetro vendidos no México, Caribe, América Central e do Sul, incluindo o Brasil. O resultado é ruim para dois modelos vendidos no Brasil: Chevrolet Agile e Renault Clio deram vexame e zeraram (nenhum estrela) no teste de segurança para adultos.

Na avaliação de proteção infantil, com cadeirinhas, o Hatch da GM obteve duas estrelas. O modelo da marca francesa recebeu apenas uma.

De acordo com a entidade, a "estrutura do habitáculo do Renault Clio Mio [nome do Clio reestilizado no mercado argentino, onde é fabricado] foi qualificada de instável nos testes de batida. As forças sofridas pelas cabeças dos dummies [bonecos de teste] foram inaceitavelmente altas. Esses resultados fazem que o Renault Clio Mio obtenha zero estrela e zero ponto a respeito da segurança do adulto".

No caso do Agile, o NCAP afirma que "os dummies passageiros registraram esforços elevados no teste de impacto; resultado da instável estrutura do habitáculo do carro, expondo-se a área dos pés do motorista a maiores riscos. As forças sobre a cabeça do motorista foram inaceitavelmente altas".

Ter airbag não basta

UOL Carros procurou as duas fabricantes -- GM e Renault -- para ouvir suas opiniões sobre o resultados dos testes de segurança. A Chevrolet, que fabrica o Agile, se eximiu da resposta: "A empresa não irá se pronunciar. A Anfavea [Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, que representes as montadoras] deve ser procurada", informou um representante da marca.

A Anfavea, em nota, reitera que os modelos foram testados sem airbag, mas diz que o equipamento será obrigatório no Brasil a partir do ano que vem. A entidade ainda lembra que os critérios do Latin NCAP 2013 foram alterados em relação ao de 2012 e que os testes nos EUA são feitos a 48 km/h e, na Europa, a 56 km/h, sem especificar, porém, a quais institutos se refere -- o Latin NCAP faz colisões a 64 km/h. "As instituições independentes devem ser respeitadas, mas com a ressalva de que elas seguem critérios próprios, que não necessariamente condizem com aqueles adotados pelas legislações estabelecidas em nenhum lugar do mundo. Os automóveis produzidos e comercializados no Brasil são seguros e os testes de colisão em nosso país tiveram início em 1973 com a publicação de norma brasileira, já baseada em legislações internacionais", afirma Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea.

Já a Renault afirmou, por e-mail, que "o Novo Clio foi testado sem airbag. Esta configuração corresponde à regulamentação em vigor nos mercados onde é vendido, já que as regulamentações sul-americanas ainda não exigem o airbag. A partir de janeiro de 2014, todos os Novo Clio serão comercializados com airbag para o condutor e passageiro". A marca diz ainda que o modelo testado tem "nível de segurança igual ou até mesmo superior àquele de seus concorrentes" (Peugeot 207, Volkswagen Gol Trend 1.6, Fiat Palio ELX, Chevrolet Celta 1.4, Ford Ka, Chevrolet Classic e Fiat Novo Uno, que obtiveram uma estrela nos resultados de 2012.

Ainda segundo a assessoria da marca francesa, o maior rigor do Latin NCAP em 2013 fez com que o Clio não obtivesse qualquer estrela. "Se nos baseássemos no protocolo do Latin NCAP em vigor em 2012, o Novo Clio teria obtido 1 estrela, assim como os seus concorrentes", conclui a nota da fabricante.

O que diz o NCAP

Os dois modelos foram testados pelo Latin NCAP em suas versões sem airbags, como ainda são vendidos em parte dos mercados avaliados -- o Latin NCAP agora avalia a "pior" configuração possível de cada modelo. Ou seja, se em algum dos mercados-alvo da entidade o carro é oferecido sem airbags, ele será avaliado sem airbags.

No Brasil, o Agile mais básico (versão LT) começa em R$ 40.320 e já traz as bolsas de série (no ano que vem, o item será obrigatório em todos os carros novos). Já o Clio parte de R$ 23.990 e não tem airbags em nenhuma versão.

De acordo com Alejandro Furas, engenheiro técnico do Global NCAP e coordenador do teste latino-americano, a quantidade de airbags disponíveis ainda é tida como um argumento de segurança, mas carros vendidos em nosso mercado ainda carecem do básico: estruturas realmente seguras. "Conta pouco o número de airbags se, após o impacto, a estrutura se retorce tanto que homens das equipes de resgate não conseguem retirar os feridos do meio das ferragens", afirmou.

Para Furas, o consumidor latino-americano é quem paga mais caro para ter um carro no mundo, em termos comparativos, e deveria ter segurança na mesma medida de compradores europeus, norte-americanos e asiáticos: "Compare os preços e vocês verão que na Europa os carros são mais baratos e oferecem maior proteção. Então, na proporção, estamos pagando muito mais caro, seja em imposto, lucro ou falta de segurança", concluiu.

Melhor não vem ao Brasil

O Seat León, modelo da subsidiária espanhola da Volkswagen que se baseia no Golf 7, foi o primeiro modelo avaliado pelo Latin NCAP (com o patrocínio da fabricante) a obter cinco estrelas no teste do Latin NCAP -- no caso, na proteção de adultos. Para crianças, o hatch vendido no México recebeu quatro das cinco estrelas possíveis.

Com seis airbags, freios com ABS (antiblocante) de última geração, cintos de segurança de três pontos para todos os ocupantes (com pré-tensionador nos bancos dianteiros), controles de estabilidade, tração, de pressão dos pneus e diferencial eletrônico autoblocante, entre outros equipamentos de segurança, tem preços entre 259 mil e 325.900 pesos mexicanos (algo entre R$ 46 mil e R$ 58 mil, sem impostos ou taxas).

No Brasil, por enquanto, temos como modelo mais próximo ao León o novo Audi A3, que é montado sobre a mesma plataforma, com o mesmo nível de equipamentos, mas chega importado da Alemanha a preços que partem de R$ 95 mil. Ainda não há previsão sobre a venda do Golf 7 por aqui. O León tem chance zero de ser comercializado em nosso país.

Além de Agile, Clio e León, o Latin NCAP avaliou em sua quarta fase outros três modelos, nenhum deles vendidos no Brasil. O city car Suzuki Celerio (quatro estrelas para adultos, duas para crianças), o também Suzuki Alto K10 (zero estrela para adultos, três no teste infantil) e Nissan Tsuru, modelo equivalente ao Sentra de duas gerações atrás ainda vendido como táxi no México (sem qualquer estrela em ambos os testes).

Novos padrões

A partir de agora, a entidade sobe o grau de exigência e passa a cobrar um nível "europeu" de segurança dos carros fabricados e vendidos nestes mercados. Com isso, para obter o índice máximo de cinco estrelas, os novos modelos deverão:

+ Ter bom desempenho no teste de impacto, não impondo impactos que supõem lesões fatais aos ocupantes.

+ Carros com cinco estrelas no teste de impacto para adultos deverá também ser aprovado no teste de impacto lateral seguindo a norma 95 das Nações Unidas.

+ Ter quatro canais de freios com ABS (antiblocante).

+ Ter aviso no painel de instrumentos de que o cinto de segurança está desafivelado.

Além disso, a avaliação de segurança de "cadeirinhas" (assentos elevatórios para crianças) vai exigir que os modelos estejam à venda pelas fabricantes dos carros (ou por lojas e redes distribuidoras autorizadas) nos três principais mercados da América Latina: Argentina, Brasil e México. O programa também vai ampliar a avaliação da segurança na área dos joelhos dos passageiros.

A partir de 2014 e 2015, o órgão deve elevar mais seu nível de exigência. Um dos pontos diz respeito à criação de um programa independente de avaliação das cadeirinhas, com o objetivo de criar uma lista de bons fabricantes e modelos para que montadoras de carros e compradores possam decidir qual usar.

O outro ponto é a cobrança do controle de estabilidade nos carros vendidos na América Latina como parte dos requisitos para se obter cinco estrelas. "Por ora, não é possível, já que muitos fabricantes ainda não usam sistema de ABS com quatro canais em seus modelos, algo que começamos a exigir agora. Sem este sistema mais moderno, é impossível cobrar o controle de estabilidade, mas este passo será dado", afirmou Alejandro Furas, do Global NCAP.

O objetivo é que os carros vendidos na América Latina e que também são encontrados em mercados da Europa, Ásia e nos Estados Unidos tenham níveis similares de segurança. De acordo com executivos e integrantes da equipe técnica do Latin NCAP, as mudanças servem para balizar novos padrões para fabricantes e para os governos, bem como ampliar a noção de segurança dos compradores de carros.

De acordo com Furas, os governos dos países precisam reforçar os parâmetros locais de segurança, assegurando que carros encontrados nas lojas tenham os mesmos níveis de segurança obtidos nos testes. Para o engenheiro, há duas dificuldades: "Os países da região usam protocolos de seguranças desatualizados, abaixo do exigido pela regulamentação 95 das Nações Unidas, e os governos não mantém acordos com laboratórios independentes, dificultando testes isentos".

Os testes para o Latin NCAP são feitos em laboratórios privados na Alemanha com carros comprados em concessionárias pela entidade nos países participantes.

terça-feira, 23 de julho de 2013

EDUCAÇÃO É FUNDAMENTAL

Acidentes rodoviários vão ser a quinta causa de morte em 2030 no BRASIL


A cada seis segundos alguém no mundo é vítima de um acidente rodoviário e, muito provavelmente, é uma pessoa africana ou asiática e desloca-se a pé, de bicicleta ou de motorizada. Estas são algumas das conclusões do estudo mais recente do Centro Allianz para a Tecnologia (CAT).

O organismo defende a cultura de segurança e mudança de mentalidades como factores críticos de sucesso para se conseguir reduzir, globalmente, o risco de acidentes na estrada.

Os acidentes rodoviários ceifam, anualmente, 1,2 milhões de vidas e provocam 50 milhões de feridos, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), que prevê que, em 2030, se tornem a quinta maior causa de morte a nível mundial. Na faixa etária dos 15 aos 29 anos, os acidentes rodoviários já lideram o ranking das causas de morte.

O estudo mostra que, por um lado, a maior parte dos acidentes poderiam ser evitados e, por outro lado, quanto mais baixo for o rendimento das pessoas, mais atreitas se tornam aos acidentes.

«Quanto mais baixo é o rendimento per capita, maior é o risco de uma pessoa se tornar vítima de um acidente rodoviário. Precisamos travar esta tendência. A segurança na estrada não pode ser uma questão de rendimento», refere Christoph Lauterwasse, CEO do CAT.

O relatório destaca, ainda, outras tendências: As maiores taxas de mortalidade registam-se em África, no Médio Oriente e nos países Árabes.

Enquanto as fatalidades aumentaram cerca de um terço, de 2000 a 2010 nos países africanos e asiáticos, durante o mesmo período, a Europa e o continente Americano registaram uma redução das mortes, especialmente nos estados-membros da União Europeia. Estatisticamente, o «risco de morte por milha percorrida» é mais elevado para os peões, ciclistas e motociclistas. Por exemplo, na Indonésia 61% das mortes por acidentes rodoviários verificam-se em condutores ou passageiros de veículos de 2 e 3 rodas.

Embora as taxas de mortalidade estejam relacionadas com taxas de pobreza, o crescimento económico não implica necessariamente um aumento da segurança rodoviária.

O Banco Mundial prevê grandes aumentos das taxas de acidentes e fatalidades em economias emergentes como a Índia e a China, à medida que o tráfico motorizado também aumenta.

A chave para a segurança rodoviária, a nível global, é encurtar a lacuna existente entre o rápido crescimento económico e a redução das mortes na estrada, o que já foi conseguido por estados da União Europeia, como a Alemanha, por exemplo. O que se pretende é uma «nova cultura de segurança», defende o CAT. Os analistas de riscos pedem enquadramentos legais e sociais que reforcem a segurança nas estradas. Segundo referem, pode ser encorajada uma mudança de mentalidades, por parte de todos os utilizadores das estradas, através de dois tipos de medidas de segurança: passivas e activas.

As medidas passivas passam pela utilização de capacetes e cintos de segurança. As medidas activas incluem uma legislação mais rígida para a atribuição de cartas de condução, leis que combatam a alcoolemia nas estradas, a construção de ruas mais seguras e campanhas de educação rodoviária.

«O objectivo de reduzir os acidentes rodoviários, a nível mundial, só pode ser conseguido através de um esforço conjunto para optimizar a responsabilidade cívica, a fiabilidade das leis e a vontade dos condutores de repensar as suas mentalidades».

segunda-feira, 22 de julho de 2013

PL SUSPENSA

PL que reduz a jornada de trabalho dos caminhoneiros é suspenso



Medida não é aceita por especialistas que defendem revogação imediata da Lei

O projeto de Lei 99/2007, que tem como objetivo a redução do número de acidentes nas rodovias brasileiras visando contribuir com a segurança nas estradas do país e melhorar a qualidade de vida dos caminhoneiros, foi suspenso por até seis meses pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN). A suspensão não está tendo boa aceitação perante o Ministério público do Trabalho (MPT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT), que divulgaram na última sexta, dia 14 de setembro, uma carta defendendo a revogação imediata da Lei, já que os motoristas são sobrecarregados com a jornada de trabalho, sendo que alguns chegam a 36 horas ininterruptas ao volante, colocando não só as suas vidas, como a de terceiros, em risco.

Além disso, os veículos não possuem manutenção preventiva adequada, que só é realizada quando os mesmos deixam de funcionar. Profissionais ligados à área de transporte, não concordam com a suspensão da resolução. Para João Francisco de Paulo, presidente da Unepxmil, pioneira no ramo de franquias de rastreamento e monitoramento, “A Lei não pode ser postergada, tem que ser implantada imediatamente, já que os caminhoneiros são expostos a longas jornadas e não tem o tempo de descanso necessário, causando graves acidentes”.

Outro ponto destacado pelo presidente da empresa, é que a imprudência no trânsito não é cometida apenas por profissionais dessa área. “A medida devia atender todos os setores e não só os caminhoneiros”, ressalta. As estatísticas apontam que 75% dos acidentes ocorrem por imprudência, sendo 45% cometido por motoristas de caminhão, 20% por mototaxistas, 8% por condutores de veículos de passeio e táxi aos finais de semana, e 2% durante a semana.

Outro fator preocupante, é que devido ao tempo necessário ao volante para chegar rapidamente aos destinos, muitos motoristas se dopam com o objetivo de cumprir a jornada de trabalho. Com base nos números, a aprovação imediata da lei mostra-se mais do que necessária.