domingo, 26 de maio de 2013

Como se comportar em caso de acidente de trânsito com e sem vítimas



Você cuidou, se preveniu, prestou atenção, mas não adiantou: se envolveu em um acidente de trânsito. E agora, o que fazer? É preciso tirar o carro da pista? Posso remover as vítimas? Essas dúvidas são comuns a muitos motoristas, mesmo os mais experientes. Pensando nisso, elaboramos alguns procedimentos em quatro situações distintas e não correr riscos. Confira todas elas abaixo.

Para as situações descritas acima, existem regras de trânsito a serem seguidas, que não chegam a ser nenhuma novidade. Mas por desconhecimento ou falta de informações sobre os desdobramentos dos acidentes, muitos condutores acabam se portando de maneira inadequada após um acidente de trânsito. Esse é o caso, principalmente, dos motoristas que têm medo de remover o veículo do local do acidente e perder a cobertura do seguro.

As seguradoras alertam, no entanto, que a investigação em caso de sinistro vai além do momento em que ocorreu a colisão. As partes envolvidas são ouvidas, os estragos nos carros avaliados e outras técnicas são usadas pra garantir a indenização do segurado. Qualquer reclamação sobre atuação das seguradoras com relação a cobertura pode ser feita no site da Superintendência de Seguros Privados.

Regra nº 1 – Se o acidente tem apenas danos materiais, ou seja, ninguém ficou ferido, se for possível, o certo é tirar o veículo da pista na hora, seja na cidade, seja na estrada. Quem não fizer isso pode ser multado.

Orientação

“É importante que o condutor envolvido em acidente sem vítimas retire o carro, até porque existe o artigo 178, que prevê uma autuação em que ele tem que priorizar a segurança e fluidez da via. Caso não retire, pode ser autuado. É uma multa média em torno de R$ 85”. 

Regra nº 2 – Se há vítimas, o certo é prestar os primeiros socorros, mas nunca retirar do local do acidente pessoas que possam estar com ferimentos graves".

Orientação

“Tem feridos no local, alguém machucado, passando mal, aguarda. Aciona o Samu e a polícia rodoviária que a gente vai chamar a ambulância. A pessoa ferida, com corte, com possível membro quebrado, tem que ser retirada por especialistas”.

Regra nº 3 – Quando você está vindo pela rodovia e vê que há um acidente, é importante é sinalizar que está reduzindo a velocidade e que vai ser preciso parar.

Orientação

“Viu um acidente, já começa a frear e se estar indo parar liga o pisca-alerta. Mantém o pisca-alerta parado e, no caso de rodovia bloqueada, pode ir para o acostamento para evitar que alguém bata na traseira. Mas se ficar na pista, mantenha o pisca-alerta ligado para evitar acidentes”.

Regra nº 4 - A curiosidade muitas vezes é a causa de outros acidentes, então evite parar e reduzir a velocidade.

Orientação

“A curiosidade é um dos grandes problemas, porque os policias e socorristas estão envolvidos com a situação crítica e passa o condutor muito devagar. Tem um policial orientando para fluir o trânsito, porque quanto mais lento, mais chance de outro acidente. Essa curiosidade mostra desatenção do motorista com a condução do veículo. Muitas vezes, as pessoas querem tirar fotos para postar nas redes sociais e acabam sendo multados por isso".

NO DIA MUNDIA DE SEGURANÇA PARA PEDESTRES TEMOS ALGUMAS DICAS DE COMO EVITAR ATROPELAMENTOS




Saiba como usar e onde fica o kit obrigatório do carro




Obrigatório em todos os carros, o kit formado por chave de rodas, triângulo e macaco geralmente só é lembrado na hora do aperto. O problema é que muitos motoristas nem sabem ao certo onde fica, quanto mais como usar cada uma das peças. Se você é um dos poucos sortudos que nunca precisou trocar pneu na rua, preste atenção para não passar trabalho com o pneu furado.

Na maioria dos carros, o kit fica no porta-malas, abaixo do estepe, sob um tapete. Em caso de precisar trocar o pneu, é necessário desenroscar uma trava para retirá-los.

A falta dos itens do kit obrigatório é infração de trânsito grave e rende ao motorista multa de R$ 127,69, assim como a falta do estepe custa o mesmo valor e rende  e cinco pontos na CNH.

Saiba para que serve cada item e as pegadinhas que você pode evitar.

Triângulo - O primeiro passo é a segurança. Abra o triângulo que fica dobrado e coloque a cerca de 10 metros da traseira do carro e ligue o pisca alerta, para que os demais motoristas vejam que você está parado. O triângulo é fácil e rápido de montar, mas preste atenção para que o pé de suporte esteja firme para sustentá-lo em pé.

Macaco - Diferentemente do carro antigo de seu avô, os veículos de hoje vêm com macacos dobráveis e leves para levantar os automóveis. Não precisa fazer academia para tocar a manivela e erguê-lo. O macaco deve ser encaixado no friso que fica na lataria. É importante puxar o freio de mão do carro e observar se o macaco está fixo.

Chave de roda – As chaves dos carros mais antigos eram em formato de cruz. As novas são quase todas em formato de “L”. Algumas vêm ainda com um adaptador, uma pequena alavanca, para facilitar na hora de frouxar os parafusos.

Estepe - Ah, é importante sempre olhar se o estepe está no lugar porque aumentaram muitos os casos de furtos. O pneu, claro, precisa estar calibrado.



10 dicas do Tecnólogo MAWW para dirigir com chuva em segurança




Sob chuva dirigir um automóvel torna-se uma atividade mais difícil que em períodos de clima seco. 
Nas atividades de educação para o trânsito que são rotineiramente desenvolvidas por vários  setores e técnicos na área e por meio de palestras, essas dicas voltadas especialmente para os períodos de chuva estão sendo divulgadas. Veja alguns  Passos “cabe ressaltar que, embora tenham sido elaboradas por alguns técnicos, as DEZ DICAS PARA DIRIGIR SOB CHUVA devem ser observadas também para o trânsito em áreas urbanas, nas cidades”.
Dez dicas
1 ) Checar pneus e limpadores de para-brisa – A revisão sistemática das condições veiculares e a checagem antecipada de aspectos básicos como freios, fluídos, iluminação, paletas do limpador do para-brisa e pneus é vital para a segurança. Não insista em usar seu veículo se ele apresentar algum problema mecânico ou elétrico, mesmo que pareça simples. Dê atenção especial ao estado dos pneus em tempos de chuva, pois além de uma perda natural de tração, seu desgaste excessivo comprometerá a dirigibilidade.

2) Usar farol baixo sempre aceso – Crie o hábito de acender o farol baixo, mesmo em plena luz do dia. Com isso seu veículo fica mais visível. Quando você liga os faróis, luzes vermelhas também se acenderão na parte traseira do veículo, e elas, em caso de chuva, são de extrema importância para evitar colisões.

3) Mais atenção com a travessia de pedestres – É corriqueiro as pessoas correrem sob chuva, atravessando ou andando à margem de pistas de rolamento, avenidas e ruas sem os devidos cuidados. Para evitar atropelamentos uma boa dica é dirigir preventivamente, com extrema atenção e velocidade moderada, sobretudo, em locais nos quais há sinais visíveis da possibilidade de travessia de pedestres.

4) Manter distância entre veículos em movimento – Sob chuva a manutenção de uma distância segura entre veículos em movimento torna-se ainda mais importante. Colar seu veículo a poucos metros do que trafega à sua frente é um grande perigo. Tal distância deve permitir que o motorista veja ao longe, garantindo-lhe tempo hábil para que adote os procedimentos que se fizerem necessários enquanto dirige.

5) Manter o controle do veículo – Há um fenômeno conhecido como aquaplanagem, quando o veículo desloca-se sobre a água, reduzindo ou eliminando o contato direto com a via. Nesses casos, resta ao motorista não mudar a aceleração e dirigir em linha reta o máximo possível, não movimentando bruscamente o volante ou guidão, na tentativa de retomar o controle do veículo. Espere sair da aquaplanagem para efetuar quaisquer correções de trajetória ou velocidade.

6) Evitar vias inundadas – Vias inundadas devem ser evitadas, pois podem esconder obstáculos, além de nem sempre permitirem estimar adequadamente a profundidade da água. Motoristas de veículos pequenos costumam observar a passagem dos maiores para avaliar as condições de trafegabilidade – esse critério é perigoso, considerando as diferentes características dos veículos. O excesso de água pode reduzir o desempenho do sistema de freios, causar a parada do motor e até danificá-lo.

7) Parar quando não houver visibilidade – Boa visibilidade é requisito de segurança. Se a chuva estiver muito forte, encoste seu veículo em um estacionamento, em outro lugar seguro ou até no acostamento, mas jamais pare sobre a via. Uma vez parado corretamente, deixe seu veículo visível, ligando seu pisca alerta enquanto aguarda a chuva diminuir ou passar. Algumas pessoas, em situações de pânico, saem de seus veículos, colocando-se em extremo risco e ignorando o fato de que, muito provavelmente, não serão vistas por outros motoristas nessas situações. Mantenha a calma e avalie suas atitudes com prudência.

8) Desembaçar os vidros – Se o para-brisa embaçar, tente diminuir a temperatura interna do veículo. Ligue o ar condicionado ou o ventilador e, se o veículo não dispuser desses recursos, deixe os vidros com uma pequena abertura para que o ar circule. Esfregar as mãos sobre o vidro geralmente não resolve o problema. É mais aconselhável limpar o para-brisa, internamente, com um jornal ou pano desengordurado.

9) Cuidados específicos para veículos de duas rodas – Com as chuvas, a dirigibilidade dos veículos de duas rodas torna-se mais difícil. Portanto, considerando a fragilidade desse tipo de transporte, a dica principal é a prudência e o respeito às regras de trânsito. Evitar trafegar pelos cantos pode evitar sustos com água empoçada. Manter-se com farol e lanternas acesos e no centro da via, sobretudo no período noturno, melhora a visibilidade das motocicletas, que podem ficar ocultas entre os pingos de chuva, quando vistos por janelas laterais ou retrovisores.

10) Só ultrapassar com segurança – Ultrapassagens indevidas e avanços de sinal dão causa a muitos acidentes graves. Sob chuva, não havendo redução na velocidade normal de tráfego, o tempo de frenagem é maior e o motorista não conseguirá “segurar o veículo” como imaginou. Desse modo, se a ultrapassagem é uma manobra que sempre exige muita atenção do condutor, sob chuva ela deve ser evitada e só realizada quando necessárias e seguras.

Conhecer os itens do sistema de freio e os prazos de manutenção é importante


O freio do seu carro está longe ser apenas aquele pedal entre o acelerador e a embreagem. O pedal só faz acionar um sistema complexo que transforma a pressão mecânica do seu pé em pressão hidráulica que chega até as rodas e as faz parar.

A maior parte dos carros brasileiros tem freio a disco nas rodas dianteiras e com tambores nas traseiras. Veja a função de cada peça do sistema de freio, os problemas que você pode detectar e os prazos de duração de cada item. O conjunto de freio deve passar por uma checagem a cada 10 mil quilômetros. 

1 - Pedal

É a ponta de todo o sistema de freio. Basta um toque sutil e, se tudo estiver em condições, o veículo para.

O que pode acontecer – O pedal em si não costuma estragar. Se ele começa a ceder, é indicativo que existe algo errado no sistema de freio.

Prazo de troca – Geralmente não é trocado, salvo se entorta por algum acidente.

2 - Servo freio

Tem a função de auxiliar a atuação do freio, multiplicar para todo o sistema a força empregada pelo motorista no pedal. Sem ele, seria praticamente impossível parar o carro. Ele funciona com o vácuo gerado pelo funcionamento do motor. Esse é o motivo que deixa o pedal duro se você desliga o motor.

O que pode acontecer – Em caso de defeito, o pedal fica pesado. Se isso acontecer, é um sintoma que o servo freio está estragando.

Prazo de troca – Não precisa passar por manutenção. A média de durabilidade é entre 120 mil e 200 mil quilômetros. Só deve ser trocado se apresentar problema.

3 - Cilindro mestre

Sua função é de abastecer o sistema de freio com fluido vindo do reservatório e transformar a pressão mecânica de pisar no pedal em pressão hidráulica.

O que pode acontecer – O maior problema é corrosão interna por uso de fluído contaminado com água ou vencido. Se as válvulas ou borrachas internas estiveram com problema, o pedal de freio ficará baixo.

Prazo de troca – O cilindro dura mais de 100 mil quilômetros se for feita a manutenção correta, ou seja, troca do fluido de freio a cada 10 mil quilômetros.

4 - Fluído

É o líquido que faz funcionar todo o sistema hidráulico de freio. Fica no reservatório acima do cilindro mestre.

O que pode acontecer – O principal problema é o acúmulo de água no fluído, que reduz a capacidade de frenagem. Ele não deve ser completado. Se baixou o nível, é sinal que há vazamento em algum lugar.

Prazo de troca – A cada 10 mil quilômetros ou, no máximo, a cada dois anos se não atingir essa quilometragem.

5 - Canos e mangueiras

São os dutos que levam o fluído do cilindro mestre para as rodas. Há canos de cobre nas partes sem flexão e mangueiras próximas às rodas onde há movimento, os chamados flexíveis.

O que pode acontecer – Como são condutores, os canos e mangueiras nunca podem se romper. Se isso ocorrer, vaza o fluído e carro pode ficar sem freio. Em caso de vazamento, a peça deve ser trocada imediatamente.

Prazo de troca – Não há prazo de troca, mas precisam ser checados em todas as revisões. Se o motorista trocar o fluído a cada 10 mil quilômetros, a menor chance de corrosão nas peças.

6 - Pastilhas

São as peças que ficam em contato com o disco de freio para parar o veículo. Estão apenas nas rodas dianteiras na maioria dos carros.

O que pode acontecer – Em caso de gastas, o carro fica com menos poder de frenagem. O desgaste pode ser sentido pelo pedal.

Prazo de troca – A durabilidade vai depender do uso do motorista. Se ele anda mais na cidade e freia muito, as peças vão durar menos. Geralmente não são substituídas antes de 20 mil quilômetros.

7 - Discos
Como diz o nome, é em formato de um disco nas rodas e faz o contato com as pastilhas.

O que pode acontecer – O principal problema dos discos é quando eles estão gastos, quebrados ou tortos. Isso provoca trepidações na hora de frear. Pastilhas gastas podem danificar os discos.

Prazo de troca – Não há prazo de substituição. Em caso de desgaste ou frisos pelo atrito com pastilhas gastas, os discos podem ser retificados, mas é preciso observar a espessura mínima recomendada pelo fabricante.

8 - Lonas

Tem a função de fazer o atrito nas rodas traseiras com os tambores de freio. Elas também são responsáveis por travar o carro quando o motorista puxa o freio de mão, que é acionado por cabos.

O que pode acontecer – Caso estejam gastas, diminuem a capacidade de frenagem nas rodas traseiras. Também tornam difícil parar o carro com o freio de mão.

Prazo de troca – Assim como as pastilhas, depende da forma de uso. As lonas, porém, costumam durar mais do que as pastilhas porque o freio traseiro é menos exigido. Geralmente passam de 50 mil quilômetros.

9 - Tambores

É uma espécie de bacia que fica nas rodas traseiras no entorno das lonas de freio. Quando o freio é acionado, a lona toca no tambor para parar as rodas traseiras.

O que pode acontecer – Mesma situação do disco. O maior problema é desgaste em caso da lona gastar.

Prazo de troca – Não há prazo de troca. Em caso de desgaste, podem ser retificados para ficar novamente lisos, observando a espessura mínima do fabricante.




Lubrificação adequada mantém o bom funcionamento do motor



Seguir as recomendações do fabricante dos períodos de troca de óleo, fazer a revisão preventiva em uma oficina de confiança para checar os componentes e abastecer com combustível de qualidade são cuidados que o motorista deve ter para garantir a longevidade do motor do veículo

Parte integrante da motorização e de vital importância para o funcionamento e vida útil dos componentes mecânicos, o sistema de lubrificação merece atenção especial dos condutores e reparadores de veículos. “A lubrificação é essencial para garantir a saúde do motor. Por isso, é preciso ficar de olho na manutenção preventiva”, afirma Jair Silva, supervisor de serviços da Nakata. Silva recomenda checar o nível de óleo semanalmente, em solo plano e com o motor frio. Na ocasião, verificam-se os filtros e se há possíveis vazamentos.

Ele lembra, aos motoristas, atenção também à luz de óleo do painel. “Quando o motor começar a funcionar a luz deve apagar. Caso isto não ocorra, é necessário observar o nível do lubrificante e se estiver adequado, será preciso levar o carro guinchado a uma oficina”, adverte.

A troca de óleo deve ser feita de acordo com as recomendações do manual do proprietário do veículo, considerando a classificação, pois há formulações sintéticas, semissintéticas e minerais. “A substituição do lubrificante não deve nunca ultrapassar seis meses de uso. Após este período, o óleo fica vulnerável a um processo de oxidação”, diz o supervisor de serviços. Outros fatores, como contaminação por água e combustível adulterado, contribuem ainda mais para deterioração do óleo. “As consequências são a criação de borras que irão entupir o pescador da bomba de óleo, canais de passagem de óleo, fundindo, assim, o motor”, alerta.

Caso seja necessário trocar a bomba de óleo é preciso revisar todo o sistema de lubrificação e identificar o que ocasionou o defeito e desgaste da peça. “A limpeza é essencial na montagem. O cárter, pescador, galerias, parte superior do cabeçote, tampa de válvulas e respiro devem estar limpos e os filtros serem trocados”, salienta Silva, lembrando que também é preciso encher a bomba com óleo antes da instalação para a correta manutenção.




Criança Segura recebe prêmio por reduzir lesões infantis em acidentes




A cada ano morrem no Brasil cerca de 1.800 crianças vitimas de acidentes de trânsito. Este número está em redução graças, em parte, ao trabalho da Criança Segura Brasil, ONG membro da Safe Kids Worldwide e que nesta quinta-feira recebeu em Madri um dos prêmios sociais da Fundação Mapfre.

O prêmio foi recebido pela coordenadora nacional da ONG, Alessandra Françoia, e pela coordenadora de mobilização, Lia Gonsales. Em entrevista à Agência Efe, as coordenadoras expressaram a satisfação pelo prêmio, entregue pela rainha Sofia, e afirmam que o reconhecimento motivará até mais o trabalho que realizam.

Embora a ONG tenha iniciado em 2001 o trabalho de prevenção de lesões infantis em acidentes, o prêmio foi concedido pela campanha de formação iniciada em 2010 para sensibilizar e formar profissionais em matéria de segurança viária.

Mais de 26 mil pessoas já se beneficiaram, de forma direta ou indireta, dos cursos on-line e presenciais, dirigidos por professores, agentes de trânsito, bombeiros e médicos, entre outros.

O objetivo da Criança Segura Brasil é reduzir em 25% o número da mortalidade infantil em acidentes até 2015. Até agora, seu trabalho contribuiu para que o número de crianças mortas nas estradas brasileiras caísse de 2.500, taxa registrada nos anos anteriores, para 1.800.

Na entrevista à Agência Efe, Alessandra e Lia ressaltaram algumas conquistas da associação, entre elas a de que o Governo estabeleceu a obrigatoriedade do uso dos sistemas de proteção de crianças nos veículos e dos quais 57% da população já faz uso.

A ONG também conseguiu participar do Conselho Nacional de Tráfego do Brasil, mas as coordenadoras reconhecem que "ainda falta muito para fazer" em matéria de segurança infantil e pedem ao Governo brasileiro mais envolvimento, uma vez que as prioridades do Executivo são o controle da velocidade e do álcool.

Segundo a ONG, as crianças e os idosos são mais suscetíveis a sofrer atropelos, por isso pedem a presença de agentes de tráfego nas proximidades dos colégios, melhor sinalização e mais calçadas.

Embora considerem que a lei de tráfego no Brasil seja "muito boa", as duas coordenadoras acham que a lei não é aplicada da maneira correta e que as infrações não são controladas de forma eficaz.

Alessandra e Lia advogam pela melhora das infraestruturas viárias mas, sobretudo, pela educação e a prevenção para diminuir os acidentes no trânsito.

Ambas gostariam de conseguir uma redução tão significativa no número de acidentes, como aconteceu na Espanha, e avaliaram o compromisso de entidades como a Fundação Mapfre.

A Fundação pertence à seguradora espanhola Mapfre e o prêmio concedido pela empresa têm um valor de 30 mil euros cada.



Governo quer apenas 30% das cargas nas rodovias

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No Plano nacional de Logística e Transporte(PNLT), lançado no ano passado, o governo federal propõe uma meta extremamente ousada: quer reduzir a participação do modal rodoviário no transporte de cargas para menos da metade. Hoje, 61,1% dos produtos são levados por caminhão; em 2025, esse volume não passaria de 30%. O modal aquaviário é o que mais deve crescer, de 13,6% para 29%, segundo estima o governo (veja quadro).

Isso significa elevar o volume de cargas  levadas por barcos de 240 para 440 milhões de toneladas no período de 2015 a 2025, segundo o recém-elaborado Plano Nacional de Integração Hidroviária (PNIH), que abrange cinco bacias hidrográficas brasileiras. No grupo dos granéis sólidos agrícolas (açúcar, cereais, arroz, café, cana, milho, soja e trigo em grãos), a quantidade subiria de 34 milhões de toneladas para 86 milhões de toneladas.

Para Miritituba, o plano prevê 3,3 milhões de toneladas de grãos em 2015 e 4,4 milhões em 2020. Depois haverá uma redução para 1,6 milhão de toneladas em 2025, porque, até lá, o governo quer viabilizar a hidrovia Teles Pires-Tapajós, levando as barcaças para mais perto das áreas de produção, ligando o Norte de Mato Grosso ao Rio Tapajós.




Brasil dá o primeiro passo a favor dos carros elétricos




O Brasil ainda está engatinhando nas políticas de incentivo a veículos que utilizam tecnologias de baixas emissões de poluentes, caso dos híbridos e elétricos. Tanto é que governo não tinha intenção de criar uma política especial para este segmento no Inovar-Auto, novo regime automotivo do País. Felizmente, na última segunda-feira (20), foi publicada uma alteração na regulamentação que inclui os veículos verdes no cálculo da eficiência energética dos carros vendidos no Brasil.

Pela nova regulamentação, as montadoras se comprometem a melhorar em, no mínimo, 12% a eficiência energética de seus produtos até 2017 - sob a pena de multas pesadas no caso de descumprimento. Aquelas que conseguirem atingir as metas terão descontos extras no IPI, em até dois pontos percentuais.

A inclusão dos veículos energéticos no regime é um tímido sinal de que o Brasil começa a avançar neste campo. No entanto, a lentidão na renovação das leis de tributação é um empecilho e tanto no processo. Para se ter uma ideia, os automóveis “ecológicos” não possuem tributação especifica, ou seja, são enquadrados com a alíquota de 55% - a mais alta do IPI. Já para os híbridos a alíquota varia de acordo com o tipo do motor a combustão utilizado pelo veículo, mas também é alta. Adiciona-se a isso mais 35% de imposto de importação - já que nenhum desses carros é produzido no país - e os preços dos veículos vão parar nas alturas, afastando compradores e desestimulando as montadoras a desenvolverem tais tecnologias por aqui.

Os fabricantes que já comercializam veículos verdes no Brasil, como as japonesas Toyota e Mitsubishi, agora esperam que o governo reconheça o peso desses automóveis no cálculo da eficiência energética e também reduza os impostos. O subsídio das autoridades - como já ocorre nos países desenvolvidos – é imprescindível para que os elétricos possam ser disseminados no País.Tendo os itens supracitados resolvidos, ainda esbarraríamos na falta de infra-estrutura, como postos de recarga para as baterias.

Caminhando a passos de tartaruga


Obviamente, o panorama brasileiro está bem atrasado no quesito carros verdes. A Nissan, por exemplo, utiliza 10 veículo leaf cedidos em comodato para a frota de taxis de São Paulo. No Rio de Janeiro, este sistema foi implantado recentemente graças a uma parceria da Prefeitura da cidade com a marca japonesa e a Petrobras. Porém, a "frota" é composta por apenas duas unidades até agora.

Já o i-MiEV da Mitsubishi é o único automóvel totalmente elétrico disponível para compra no Brasil, mas o preço assusta. Segundo a marca já foram vendidas sete unidades pela bagatela de R$ 200 mil. A Toyota, no entanto, tem apresentando melhores resultados com a venda do híbrido Prius. Por R$ 120.830 já foram vendidas 154 unidades neste ano.