domingo, 21 de abril de 2013



Saiba qual é a postura correta para haver uma pilotagem segura





Para garantir uma pilotagem segura, não basta apenas escolher a moto ideal na hora de comprar e usar todos os acessórios imprescindíveis  como capacete e uma roupa adequada. Também é importante ficar atento, no dia a dia, à posição certa para pilotar uma moto. Para quem precisa usar o meio de transporte por um período prolongado no cotidiano, uma boa postura é fundamental para evitar desgastes na musculatura. Além disso, o conforto é essencial para que o desempenho em cima da motocicleta seja o melhor possível. Cada detalhe pode fazer diferença, portanto confira as dicas para pilotar com a postura correta.

É importante saber que a preocupação não deve ser focada apenas na coluna. A recomendação é que esta parte do corpo esteja o mais ereta possível. Mas que outras partes também devem receber atenção. A cabeça, por exemplo, deve estar sempre levantada. “O ideal é ter a visão mais longe possível. Se o veículo da frente frear, você já vai estar atento e vai conseguir frear também a tempo”, explica Marcelo Wilians, instrutor do SEST SENAT - CABO/PE.

Os ombros e braços precisam ter livre movimento do guidão, não podem estar travados. Por isso, o segredo é estar com eles relaxados, com os cotovelos ligeiramente flexionados e com as mãos segurando a manopla firmemente no centro. “Não se deve segurar nas pontas porque existe o risco de escapar”, aconselha Cassoli.

A atenção também deve se voltar para a parte inferior do corpo. O quadril deve ficar posicionado o mais próximo possível do tanque de combustível. “Se o condutor senta muito para trás, a frente fica muito leve e atrapalha a condução”, afirma o instrutor. Já os joelhos devem ficar pressionando o tanque de combustível levemente para formar um conjunto com a moto. Os pés, por sua vez, devem estar paralelos ao chão e apontados para a frente. “O mais recomendado é que os pés estejam um pouco mais para trás. Se precisar frear com urgência, é só escorregar para frente. Outro detalhe é que não pode relaxar e deixá-los apontados para baixo”, conclui Marcelo.

O segurança e manobrista de uma academia, Jefferson Rodrigo de Melo, de 30 anos, pilota moto desde 2002, e sempre utiliza o meio de transporte por muitas horas no dia. Ele vai não apenas para o trabalho, como faz outros serviços, como o de entregador, com o veículo. Mas Jefferson nunca teve problemas de dores no corpo. “Isso porque sempre me preocupei em  de forma correta. Desde a época que fiz a auto-escola, perguntei como deveria ser a postura ideal”, revela.

Saiba Mais

1 - Cabeça/Visão

Levantada, com a visão mais adiante possível

2 - Coluna
 Ereta para evitar fadiga

3 - Ombros e braços

Relaxados para facilitar o movimento do pescoço

4 - Cotovelos

Ligeiramente flexionados e apontados para baixo

5 - Punhos

Paralelos em relação às mãos

6 - Mãos

Firmes no centro das manoplas (polegar abaixo)

7 - Quadril

Próximo ao tanque

8 - Joelhos

Pressionando levemente o tanque

9 - Pés

Apoiados nas pedaleiras e apontados para frente, paralelos ao solo

Uso de cerol pode transformar brincadeira com pipa em uma arma




Durante as FÉRIAS escolares, crianças de todo o Brasil costumam empinar pipas – também chamadas de papagaio, arraia, pandorga ou pepeta, a depender do estado - como forma de diversão. Mas, o uso do cerol na linha para cortar a pipa do adversário tem causado a morte de muitas pessoas, segundo adverte o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

Segundo a assessoria da corporação, o uso do cerol deve ser evitado, porque a brincadeira com pipa se transforma em arma. A mistura de cola e vidro é extremamente cortante e os motociclistas são as vítimas mais frequentes. Para os motociclistas, é recomendado que se use a antena de PROTEÇÃO que corta a linha antes que ocorra o contato direto com o piloto.

De acordo com o Corpo de Bombeiros do DF, quando o cerol entra em contato com uma pessoa em movimento, pode fazer profundos cortes e até mesmo seccionar membros, causando inclusive a morte, dependendo do local atingido, como o pescoço. Por isso, o risco também ameaça ciclistas.

A assessoria do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) informa que, atualmente, a antena corta-pipas é de uso obrigatório apenas para mototaxistas e motofretistas, mas o órgão recomenda uso geral e não descarta a proposição de uma lei que abranja todos os condutores de motocicleta.






Só 1% das motos vendidas no Brasil têm ABS






No Brasil apenas 1% das novas motocicletas vendidas entre janeiro e dezembro de 2012 saíram de fábrica equipadas com freios ABS. Dessas, nenhuma moto tinha menos de 250 cm³ de cilindrada, o maior segmento do país, com mais de 90% do mercado. Em contrapartida, em 2012, 41% dos carrosnovos registrados já tinham ABS. 

A partir de 2016, o ABS (sistemas antibloqueio de frenagem) serão introduzidos como equipamento original para um número maior de motos na União Europeia. No início de março, foi aprovada uma legislação cujo objetivo é reduzir ainda mais o número de acidentes de trânsito. Só em 2011, cerca de 5.000 motociclistas morreram nas estradas da Europa.

"A utilização do ABS pode impedir mais de um quarto de todos os acidentes de moto com danos pessoais", afirma Gerhard Steiger, presidente da divisão Chassis Systems Control da Bosch, segundo estudo sobre acidentes conduzido pela empresa. A Bosch fabrica o sistema para motos desde 1994 e já vendeu cerca de 750 mil até hoje.

Em 2010 a empresa lançou uma geração de ABS projetado especificamente para motos e desde então vem trabalhando no desenvolvimento de funções adicionais que visam melhorar o desempenho do sistema. De acordo com a nova legislação europeia, será obrigatório instalar um sistema antibloqueio de frenagem para todas as motos que tenham motorização superior a 125 cm³ de cilindrada.

A partir de 1° de janeiro de 2016, isso será aplicado em motos às quais será concedida a homologação e, a partir de 2017, para todos os modelos. Além disso, será exigido que veículosde duas rodas, com motorização de acima de 50 cm³ até 125 cm³ tenham ABS ou pelo menos sistema de frenagem combinado (CBS, ou Combined Brake System).

Esse sistema trabalha com os freios dianteiro e traseiro mecanicamente, resultando que ambas as rodas sejam simultaneamente desaceleradas durante a frenagem. No entanto, essa solução não regula a pressão do freio, o que significa que as rodas ainda podem travar.

Acidentes fatais com motos subiram 244%






Na última década a frota nacional de motos aumentou seis vezes, enquanto que a de carros apenas duplicou. Na mesma velocidade com que as motos se multiplicaram, aumentou a taxa de mortalidade em acidentes com este tipo de veículo: 244% mais mortes nos últimos 10 anos. Hoje, os óbitos em acidentes com motos representam um terço do total de acidentes fatais no trânsito.

Falta de cuidados com a moto e consigo mesmo, por parte dos condutores, é o que vem impulsionando o aumento na taxa de mortalidade. Contribui ainda o fato de a moto ser um veículo mais instável, com menos itens de proteção. Com isso, o risco de um motociclista morrer no trânsito é 14 vezes maior que a de um ocupante de automóvel, de acordo com as pesquisas sobre o tema.

Os números alarmantes levaram à criação do Pacto Nacional pela Redução dos Acidentes no Trânsito – Pacto pela Vida, firmado entre os ministérios das Cidades e da Saúde no ano passado, com o objetivo de reverter este quadro.

Uma campanha do Ministério das Cidades em parceria com o Denatran lembra aos motoristas, tanto os de motos quanto os que conduzem outros veículos, que eles são responsáveis pela meta de reduzir as mortes e os acidentes no trânsito. Quem dirige moto, precisa respeitar as regras de segurança. E quem dirige os demais veículos, precisa respeitar os motociclistas.