quarta-feira, 26 de março de 2014

Volvo apresenta caminhão movido a GNL

Volvo apresenta caminhão movido a GNL



Em seu primeiro dia de Fenatran, a Volvo expôs em seu estande na Fenatran o  primeiro caminhão movido a GNL (Gás Natural Liquefeito) e a diesel que está sendo testado no Brasil. O caminhão, um FM 460cv importado da Suécia, é movido com aproximadamente 70% de GNL e o restante a diesel.

“Esta é uma tecnologia viável. Os primeiros caminhões movidos a GNL fabricados pela Volvo já estão circulando com sucesso na Europa e nos Estados Unidos. O gás liquefeito é uma importante alternativa para os atuais combustíveis”, declara Sérgio Gomes, diretor de estratégia de caminhões do Grupo Volvo América Latina. “Respeito ao meio ambiente é um dos valores essenciais da marca e estamos sempre trabalhando para desenvolver veículos que produzam o menor impacto ao meio ambiente”, destaca Gomes.
No Brasil, os testes com o caminhão iniciaram em fevereiro deste ano  em parceria com a White Martins,empresa líder na produção e comercialização de gases industriais e medicinais e a primeira no país a liquefazer o gás natural por meio do consórcio formado pela White Martins, GásLocal e Petrobras.
“Com este projeto mantemos nosso compromisso de trazer ao transportador brasileiro o que há de mais avançado em tecnologia de transporte”, afirma Bernardo Fedalto, diretor de caminhões da Volvo no Brasil.
A Volvo é a primeira montadora de caminhões a adotar esta tecnologia. O modelo diesel-GNL oferece o mesmo nível de confiabilidade operacional aos caminhões que o motor diesel convencional. A dirigibilidade também é similar. E, caso o gás acabe, o sistema automaticamente passa para o diesel. O motorista é então alertado por uma luz que acende no painel de instrumentos.
A produção seriada de caminhões movidos a GNL começou na Suécia no segundo semestre de 2012, e os primeiros veículos com a nova tecnologia já circulam na Europa e nos Estados Unidos. Além do Brasil, o modelo também está sendo testado na Ásia.
O GNL é obtido por meio da liquefação do gás natural a uma temperatura de -162º. O gás em estado liquefeito permite armazenar mais combustível no tanque em comparação ao Gás Natural Veícular (GNV) e é uma alternativa importante de combustíveis menos poluentes.
O caminhão também pode rodar usando apenas diesel, porém, sem os mesmos ganhos ambientais e econômicos oferecidos pelo gás natural. A tecnologia do motor é baseada no motor diesel convencional equipado com injetores para gás, um tanque criogênico com um isolamento térmico de altíssima eficiência que mantém o gás liquefeito e resfriado a -135 graus Celsius, e um conversor catalítico.  O diesel entra em ação no momento da ignição da combustão e o restante da potência é garantida pelo GNL.







MP se manifesta em favor da Lei 12.760/12

MP se manifesta em favor da Lei 12.760/12 - Lei seca, contra a venda de bebida alcoólica em postos de RONDÔNIA




Órgão diz que a venda ajuda a aumentar número de acidentes de trânsito. Lei foi sancionada na quinta-feira pelo prefeito de Porto Velho.
Nesta sexta-feira (25), o Ministério Público Estadual (MPE) se manifestou contrário a lei sancionada pelo prefeito de Porto Velho na quinta-feira (24) que permite a venda de bebidas alcoólicas em postos de combustíveis. De acordo com o órgão, o município está indo na contramão de tudo o que está sendo feito no restante do país para reduzir os números de acidentes de trânsito. Aidee Maria Moser Torquato Luiz, promotora do Meio Ambiente, diz que a aprovação da lei beneficia apenas aos postos de combustíveis, cuja atribuição não é a venda de bebidas alcoólicas. A comercialização destes produtos, alerta a promotora, gera consequências como a aglomeração de pessoas junto a produtos inflamáveis. "Além disso, o estímulo ao consumo de bebidas alcoólicas sobrecarrega os serviços públicos, porque a polícia tem que reforçar o trabalho repressivo; superlotam também as delegacias de polícia e Unidades de saúde e o próprio sistema da previdência, que tem que arcar com pagamento de benefícios para pessoas que ficam debilitadas por causa dos acidentes de trânsito", diz a Aidee. Em nota, o MP apresentou dados estatísticos do atendimento à vítimas de acidentes de trânsito no Pronto-Socorro João Paulo II. Os dados, dão conta que houve redução do número de atendimento entre 2011, quando 4.182 pessoas foram atendidas e 2012, sendo 2.704 vítimas, além de alertar que há tendência de queda nos índices de acidentes de trânsito em 2013. O MP diz ainda que a aprovação da lei é contrária ao Código de Trânsito Brasileiro, além de ser inconstitucional, por ferir os artigos 5º, 6º e 37º da Constituição Federal e contrariar artigo 2º da Lei Federal nº 8.080/1990, que dispõe sobre as condições de promoção, proteção e recuperação da saúde. A lei A lei altera os artigos 1º e 3º da lei número 1.949 de 2011, que proíbia a comercialização de bebidas alcoólicas em postos de combustíveis. O consumo, porém, continua proibido. De acordo com Volmir Ramos, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo (Sindpetro) de Rondônia, a alteração vai permitir aquecer o faturamento dos postos, além da geração de novos empregos.