sábado, 27 de outubro de 2012



Projeto Test – Território Escolar Seguro no Trânsito


Território Escolar Seguro no Trânsito


O Test tem por objetivo pensar e efetuar ações de educação para o trânsito a partir das escolas municipais de Juiz de Fora e comunidades em seu entorno. Desenvolvido desde 2006 no município, atualmente 31 escolas municipais participam da iniciativa.

O Test é uma iniciativa da Settra em parceria com as secretarias de Educação (SE), Obras (SO) e Planejamento e Desenvolvimento Econômico (SPDE).

Projeto como este deve ser copiado e executado em todo Brasil, só assim conseguiremos alcançar a meta em diminuição de 50% no numero de vítimas fatais em acidentes de trânsito.



















Calor na contramão da segurança










Motociclistas brasileiros abdicam do uso de acessórios como jaqueta, bota e luvas, e correm risco de aumentar a gravidade dos ferimentos em caso de acidentes

Transporte mais barato e ágil, porém inseguro. A motocicleta tem abocanhado a cada ano uma parte maior do tamanho da frota terrestre brasileira. E, consequentemente, tem maior representatividade sobre os números de acidentes e mortes no trânsito. Seja por falta de estrutura, abuso da velocidade, desconhecimento das condições de segurança, má formação nesse tipo de transporte ou inconsequência. Uma pesquisa feita em 2011 pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), revelou que 70% dos motociclistas envolvidos em acidentes não tinham carteira de habilitação, ou seja, eram desprovidos de conhecimentos sobre a importância da proteção.

Na tentativa de identificar os argumentos pelos quais a motocicleta ameaça tanto a mobilidade segura, compreendemos um fator corresponsável, senão por muitos óbitos, pelo aumento da gravidade dos acidentes: as altas temperaturas no verão e praticamente o ano todo em algumas regiões brasileiras inibem a adoção de equipamentos de segurança obrigatórios e não obrigatórios pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Para o médico Dirceu Rodrigues Alves Júnior, diretor de comunicação da Abramet e do Departamento de Medicina de tráfego ocupacional da associação, o ponto sobre os equipamentos de segurança acaba sendo mais uma questão de absorção da cultura de prevenção do que efetivamente a grande responsável pelos acidentes. “O acidente com motociclista que tem traumatismo corresponde a apenas 25% dos acidentes. A grande maioria, 73% dos acidentes, acontece comprometendo os membros inferiores. São amputações, perda de membros e incapacidade. A proteção maior precisa ser para os membros inferiores. Nesse contexto, o capacete é uma necessidade, no entanto deixamos o indivíduo sentar na moto com calção e chinelo, sem proteção”, contextualiza.

Régis Eidi Nishimoto, Diretor Técnico da Perkons S.A. e motociclista, afirma que o uso de equipamentos de segurança (capacete, luvas, protetor de coluna, botas e jaqueta) é fundamental para o motociclista no caso de uma queda ou acidente. “No caso de queda, a gravidade das lesões pode ser minimizada pelo uso desses equipamentos. Como sabemos, o uso do capacete é obrigatório no Brasil. Em função da fiscalização, vemos nas ruas das metrópoles brasileiras um uso bastante difundido, porém é comum ver as viseiras levantadas. Já os outros acessórios não são vistos com tanta frequência, em função da falta de obrigatoriedade. Muito embora, tenho observado na cidade de Curitiba que é crescente a quantidade de motociclistas a bordo de motos de todas as cilindradas utilizando jaquetas com as proteções de cotovelo e ombro, no verão, é comum vermos que eles deixam de ser usados, em função das altas temperaturas. Neste caso, o motociclista está assumindo o risco”, pondera.

Dr. Dirceu exemplifica o impacto que o condutor da moto pode sofrer com um caso simples. “Apenas uma pedrinha desprendida por um veículo que esteja a frente do motociclista é capaz de produzir fraturas nos ossos do nariz e afundamento da face, por exemplo”, diz. “Além disso, equipamentos como a bota conseguem proteger as articulações evitando que infecções piorem o estado do acidentado. O macacão de couro acolchoado e a luva de couro para proteger os dedos e as juntas dos dedos também são importantes, porque protegem a pele do paciente, que normalmente chega bastante danificada por conta do atrito com o asfalto. Enfim, esse tipo de proteção evita amputações”, explica.

Fiscalização para assegurar o uso dos equipamentos

No Norte e Nordeste, regiões de calor intenso e também com a maior frota de motocicletas do país, os índices de acidentes com este tipo de transporte é ainda maior. Segundo o médico da Abramet, estatísticas do Dpvat apontam mais sequelas nas vítimas por conta da não utilização dos equipamentos de segurança. “Além disso, a falta de fiscalização, de aplicação da lei é precária. A desobediência à legislação predomina. O capacete não é utilizado e é comum vermos motociclistas transportando a família (às vezes até cinco pessoas) na estrada, entre crianças e adultos. Parece que as leis de trânsito ainda não chegaram em algumas regiões e as motos são utilizadas como brinquedo. E as previsões não são muito animadoras: 69% dos motociclistas sofrerão nos próximos seis meses acidentes leves, médios ou graves; são 19 milhões de motos circulando nas vias do Brasil, de acordo com estudo da Abramet”, afirma.

Para o engenheiro da Perkons, o trabalho de implantação da cultura de segurança no trânsito ainda deve levar tempo. “Posso dizer que alguns absorveram essa cultura, mas os elevados índices de acidentes graves com motociclistas mostram que há ainda um longo caminho a ser percorrido. A motocicleta é um meio de transporte ágil, mas o motociclista deve observar e respeitar as regras de trânsito”, diz Nishimoto e completa: “pilotar moto é uma das melhores coisas que se pode fazer na vida, mas requer treino, consciência e prudência”.

Sobre alternativas para assegurar uma postura que previna acidentes ou reduza a gravidade, Régis coloca a fiscalização, tanto presencial dos órgãos de trânsito, quanto eletrônica. “A fiscalização eletrônica de avanço de sinal vermelho pode prevenir colisões fatais e atropelamentos. Aliás, os cruzamentos são locais críticos, onde se registram os acidentes mais graves, especialmente com motociclistas. A presença de fiscalização inibe essa conduta. Afinal, o desrespeito à velocidade e ao sinal vermelho são as principais infrações verificadas pelos equipamentos eletrônicos no Brasil”, avalia. “Já o uso dos dispositivos de segurança é verificado pelo agente de trânsito. O uso de câmeras de monitoramento, que supervisionam e gravam imagens do trânsito em diferentes vias, com a presença dos agentes em centros de controle para verificar esse tipo de conduta seria uma alternativa”, afirma.

Novidades de produtos para motociclistas

A boa notícia é que há uma crescente oferta de equipamentos seguros, mais leves e frescos, para uso nos dias mais quentes. Há uma variedade ampla de jaquetas, calças, luvas e até botas ventiladas que, se não resolvem totalmente o desconforto de andar coberto sob o sol, são arejadas. Além disso, a escolha de luvas para a proteção das mãos - talvez o item de segurança mais negligenciado no verão - também deve ser criteriosa. “A falta de informação é grave! A começar por saber que o gasto que o Estado tem com a incapacidade e com óbitos é paga por todos nós”, conclui Dirceu Rodrigues Alves Júnior.

O que diz Código de Trânsito Brasileiro

Art. 54 do CTB

Dirigir motocicleta ou conduzir passageiro usando capacete em conformidade com o Inmetro e com dispositivo refletivo de segurança, viseira ou óculos protetores, e vestuário de proteção (este último item ainda não foi regulamentado pelo Contran).

As sanções para quem infringe a regra estão previstas no Art 244 do CTB, são elas: Infração gravíssima; Penalidade de multa (R$ 191,54) e suspensão do direito de dirigir; Recolhimento do documento de habilitação.

Disciplinam o uso do capacete de segurança: resoluções do Contran n° 203/06, 257/07 e 270/08. Art. 252 do CTB, IV Dirigir o veículo usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa a utilização dos pedais: Infração média; Penalidade multa (R$ 85,13).


















domingo, 21 de outubro de 2012



Uso  e o momento correto do pisca-pisca pode evitar acidentes




Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, em seu capítulo III, que trata sobre normas gerais de circulação e conduta, antes de qualquer manobra o condutor deve verificar as condições do trânsito à sua volta- certificando-se de não criar perigo para os demais usuários- posicionar-se corretamente na via e sinalizar suas intenções com antecedência.

O problema é que muitos condutores esquecem essa última parte e deixam de utilizar a luz indicadora de direção, o famoso pisca-pisca. “A sinalização de luzes no veículo é a maneira que temos como nos comunicar com os demais condutores. Ali sabemos quem vai mudar de direção, ou de faixa na via, sabemos quem vai frear ou mesmo quem está com algum problema”.

Essa comunicação é muito importante, pois ao saber das intenções de outros condutores, é possível prever ações e seguramente evitar freadas bruscas, pequenas colisões e até mesmo grandes acidentes.

Além disso, o Código de Trânsito Brasileiro institui como infração grave, com multa de R$ 127,69, deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regulamentar de braço ou luz indicadora de direção do veículo, o início da marcha, a realização da manobra de parar o veículo, a mudança de direção ou de faixa de circulação. “Vale lembrar que a sinalização com as mãos não substitui a necessidade da sinalização luminosa, pois é considerada complementar”.




Saiba como manter a calma no trânsito






As situações estressantes são cada vez mais comuns no trânsito brasileiro. Saiba como evitar brigas, discussões e até acidentes "No trânsito, mais do que exigir dos outros, devemos fazer a nossa parte."

Alterações no estado físico e mental do condutor afetam diretamente a capacidade de dirigir. Alguns fatores que influenciam mudanças de comportamento são: cansaço, sono, uso de álcool, drogas ou medicamentos e estados psicológicos alterados como pressa, distração, agressividade, irritação e espírito competitivo.

Segundo o especialista em trânsito Marcelo W Nemesio, a capacidade intelectual do ser humano está classificada em oito inteligências: a da comunicação, a do raciocínio lógico, a da noção de espaço, a da coordenação motora, a de se situar no meio ambiente e a da distinção e interpretação de sons. “Para cada tarefa que realizamos, utilizamos várias dessas inteligências, já o ato de dirigir exige a utilização de todas as oito”, explica.

Relacionamento Interpessoal
O trânsito é o mais importante ponto de junção de diversos grupos, segmentos e indivíduos de uma sociedade e por este motivo o comportamento dos usuários envolvidos é tão importante. “Mesmo sem querer, no trânsito nos relacionamos com várias pessoas ao mesmo tempo, é importante sempre manter o equilíbrio. Alguns valores são fundamentais para que os cidadãos mantenham a calma no trânsito e possam dessa maneira evitar brigas, discussões e até acidentes”.

Veja na lista abaixo algumas dicas:

Respeito
Por ser um dos valores mais importantes, o respeito é a viga mestra dos relacionamentos. É importante respeitar os outros, as diferenças individuais e a diversidade de opiniões.

Flexibilidade
As pessoas têm interesses distintos. É preciso “jogo de cintura” para evitar conflitos e buscar soluções criativas para problemas criados pelos relacionamentos. Além disso, as pessoas mais flexíveis têm melhor capacidade de adaptação quando expostas a diferentes situações ou ambientes.

Bom senso e sabedoria
Qualquer situação ou problema tem mais de uma maneira de ser interpretado ou resolvido. O controle das situações está sempre na mão de quem age com bom senso e ponderação.

Humildade
Reconhecer os próprios erros, com humildade e simplicidade tema propriedade de dissolver os desentendimentos na raiz. Entretanto, nos relacionamentos, poucos são aqueles que reconhecem os erros.

Paciência
As pessoas pacientes não precisam resolver tudo na hora, não são afobadas, nem tiram conclusões precipitadas.

Equilíbrio
Controlar o próprio temperamento é fundamental para quem quer, deseja e necessita desenvolver uma boa capacidade de se comunicar e negociar.

Educação
Cultivar as boas maneiras, saber o valor da civilidade, tratar bem as pessoas, ser gentil e cordial são atributos indispensáveis.

Colocando em prática as dicas sugeridas, o ambiente do trânsito se tornará menos agressivo e o condutor pode, dessa forma, evitar situações de risco para ele e para os demais.





Legisladores  Russos adotam ‘tolerância zero’ no trânsito



Revisão de lei veta a ingestão de qualquer quantidade de álcool por motoristas na Rússia. Até mesmo os ciclistas embriagados poderão pagar multa de até 5 mil rublos (R$ 330)

A bancada do partido governante “Rússia Unida” na Duma decidiu manter uma proibição total de álcool para motoristas. Só no primeiro semestre de 2012, cerca de 5 mil acidentes com motoristas alcoolizados causaram a morte de mais de 700 pessoas na Rússia. A determinação contou com apoio do premiê russo Dmítri Medvedev, responsável pela eliminação, em 2010, da lei que permitia um limite máximo de 3 decigramas de álcool por litro no sangue do motorista.

De acordo com nova emenda, a punição para motoristas que provoquem acidentes de trânsito com morte pode chegar a 20 anos de prisão. Além disso, a reincidência pode resultar em pena de um ano de trabalhos voluntário e suspensão da carteira de motorista por dez anos, ou ainda três anos de prisão e suspensão da carteira por dez anos. O motorista reincidente, cuja carteira já tenha sido suspendida, será obrigado a refazer os exames para reaver o documento.

Para a presidente do Comitê de Segurança da Duma, Irina Iarovaia, a Lei Seca éuma necessidade no país. “Mesmo uma concentração mínima de álcool no sangue pode causar danos irreversíveis. O Rússia Unida tomou a única decisão correta nessa questão, que é a de se manter a Lei Seca. É a única maneira de proteger as vidas e a saúde dos cidadãos russos", disse Iarovaia à agência de notícias Itar-TASS.

E bicicleta também

Os deputados também decidiram, primeira vez na história do país, levantar uma proibição à ingestão de bebidas alcoólicas por ciclistas guiando bicicletas ou scooters.

Os legisladores introduzirão um novo artigo no código administrativo que prevê multas até 5 mil rublos (cerca de R$ 330) para biciclistas embriagados. De acordo com as novas normas, o motorista alcoolizado também terá um acréscimo nas multas, que passarão a ser de, no mínimo, 100 mil rublos (cerca de R$ 6.600).

Especialistas consideram que as medidas podem conter motoristas imprudentes, mas que a introdução da responsabilidade criminal em caso de embriaguez ao volante não será uma medida efetiva. Vários deputados, entretanto, se posicionaram contra a lei seca. “Durante encontro com Dmítri Medvedev, destaquei que muitos especialistas e toxicologistas afirmam que, além de endurecimento da legislação, é preciso criar critérios de embriaguez”, disse o deputado do partido “Rússia Unida” Viatcheslav Lisakov em entrevista ao portal Gazeta.Ru. “Mas não consegui convencer o premiê.” “Motoristas com 8 decigramas de álcool por litro no sangue estão envolvidos em acidentes 2,7 vezes mais que os sóbrios. Com concentração abaixo dos 3 decigramas, os riscos são os mesmos daqueles que não ingeriram nenhuma gota de álcool”, explica a toxicologista Tatiana Bárinova.

Segundo Barinova, as leis em países europeus, nos EUA e nos países da América Latina se baseiam nas estatísticas. “A Lei Seca na Rússia é uma medida que não pode ser justificada nem pela ciência, nem pela experiência dos países ocidentais, onde o assunto foi estudado a fundo”, completa





















Oktober Segura atende mais de 5 mil pessoas




Agentes de trânsito levam carro para casa de motoristas inaptos a dirigir. Oktober Segura' conscientiza público sobre os riscos de dirigir alcoolizado

Com o objetivo de conscientizar os visitantes e garantir uma Oktoberfest tranquila e segura na hora de retornar para casa, o Serviço Autônomo Municipal de Trânsito e Transportes (Seterb), através da Escola Pública de Trânsito, registrou o atendimento de mais de cinco mil pessoas até a noite de sexta-feira (19), que fizeram o teste do bafômetro para saber se estão aptas para dirigir um automóvel. "A meta principal é orientar o público, conscientizando sobre a mistura de álcool e direção que, quando efetivadas, realmente não combinam", explica o gerente da Escola Pública de Trânsito, Délcio César Dallagnollo.

Todo este trabalho integra a Oktober Segura, um serviço que desde 2005 faz parte da Oktoberfest. Com ajuda de voluntários e motoristas do Seterb, a Oktober Segura leva as pessoas para casa quando procuram fazer o teste do bafômetro. "Se o teste acusar um nível de álcool no sangue, levamos a pessoa para sua residência com segurança", diz Délcio.

"Das cinco mil pessoas até agora, 68 retornaram para suas residências através deste serviço", complementa. O gerente lembra ainda que as pessoas na faixa de 30 anos são as que mais procuram pelo serviço, que fica à disposição do público em frente ao Setor 1 da Vila Germânica.