sexta-feira, 2 de agosto de 2013

MÊS DOS HOMENS

Homens são as maiores vítimas do trânsito



O Governo do Estado lançou nesta quinta-feira (01), em Curitiba, a campanha “Agosto Azul: Não Pare o Curso da vida”, que promoverá diversas ações educativas para lembrar o mês da Saúde do Homem no Paraná. Tendo a prevenção da violência como tema central, a campanha destaca as principais causas de morte dos homens com idade entre 20 e 59 anos. 

Com a presença do vice-governador e secretário da Educação, Flávio Arns, o  lançamento oficial reuniu mais de 300 pessoas no Centro de Curitiba. “Este é apenas o início de uma grande campanha que mobilizará todo o Estado. Queremos despertar no homem paranaense uma cultura de prevenção e promoção da saúde, quebrando tabus e tornando o cuidado com a saúde uma rotina”, afirmou o vice-governador. 

O Agosto Azul foi instituído no Paraná pela lei estadual 17.099, de 28 de março de 2012. O objetivo é motivar uma mudança de hábitos na população masculina, que geralmente só lembra de cuidar da saúde quando já está com sintomas graves de alguma doença. 

Essa dificuldade do diagnóstico precoce de doenças nos homens é um dos motivos para que a expectativa de vida do sexo masculino seja pelo menos sete anos inferior à das mulheres. 

Para o jogador de vôlei e medalhista olímpico Giba, que também prestigiou o evento, o esporte é um importante aliado na prevenção da violência e também ensina as pessoas a cuidarem da saúde. “Não podemos ter medo de ir ao médico. É sempre melhor investir na prevenção do que ter problemas maiores mais tarde”, afirma. 

VIOLÊNCIA - De acordo com números da Secretaria estadual da Saúde, cerca de 90% das mortes por agressões em adultos são do sexo masculino. O dado revela que os homens estão morrendo cada vez mais por causas externas, sobretudo violência interpessoal. 

Para o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, a solução é difundir a cultura da paz, promovendo o diálogo e o respeito entre as pessoas. “Estamos perdendo gerações inteiras para a violência. Isto tem que mudar e por isso estamos integrando a Saúde, a Educação, a Segurança e outros atores da sociedade em torno desta importante causa”, explica. 

Os acidentes de trânsito também influenciam na mortalidade precoce dos homens. Geralmente, eles estão ligados à imprudência dos condutores e à combinação de álcool e direção. Para conscientizar a população sobre o tema, o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar realizou uma blitz educativa no Centro de Curitiba. Ações como esta serão promovidas em outras cidades ao longo do mês. 

Ainda na Boca Maldita, local em que foi lançada a campanha, o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) ofereceu serviços rápidos à população, como mudança de endereço, consulta de pontuação, abertura de processos, segunda via da Carteira Nacional de Habilitação, segunda via do Certificado de Registro e Licenciamento de veículos (CRLV) e Permissão Internacional para Dirigir. 

PROGRAMAÇÃO - A campanha já tem ações marcadas para todo o mês e conta com a participação de diversas entidades do poder público e da sociedade civil organizada. Em diversos municípios serão realizadas blitzes educativas, caminhadas, seminários, debates, oficinas e palestras em empresas. A programação completa está disponível no site www.saude.pr.gov.br. 

Para receber orientações sobre como promover ações em sua empresa ou enviar fotos de atividades em seu município, basta entrar em contato pelo email agostoazulparana@gmail.com. As fotos podem ser publicadas na página do facebook da Secretaria da Saúde do Paraná.

FISCALIZAÇÃO

FISCALIZAÇÃO:  Novas regras para motofretistas começaram a valer nesta quinta 01 DE AGOSTO




Começaram a vigorar, nesta quinta-feira (1 de agosto), as novas regras de segurança para motofretistas. Passa a ser obrigatório o uso de coletes luminosos, cotoveleiras, joelheiras e baú sinalizado. As motos também precisam ter o corta-pipa e a proteção para as pernas, chamada de mata-cachorro. A placa vermelha, que carateriza os veículos de aluguel, também é exigida.

As fiscalizações diárias que já eram feitas pelo Comitê Estadual de Prevenção de acidentes com Motos (CONTRAN) já estão aplicando a nova regulamentação. As blitzes acontecem simultaneamente na Região Metropolitana do Recife e no interior do Estado. Os Motoboys que forem flagrados fora das normas serão autuados com uma multa grave, no valor de R$ 127, e ganharão cinco pontos na carteira de habilitação.

Neste primeiro dia das novas regras, muitos profissionais foram vistos sem os equipamentos. Além de adquirir os equipamentos obrigatórios, quem desejar trabalhar como motofretista precisa estar habilitado para motos há pelo menos dois anos, passar por um curso de especialização e ter mais de 21 anos de idade. As novas exigências foram adiadas por quatro anos por conta dos altos custos que elas implicam.

TURMA COLETIVO

Meus Alunos de Condutores de Transporte Coletivo no mês de Julho SEST SENAT


Parabéns Senhores e Senhorita, pelo desempenho e a força de vontade, jamais parem, " SIGAM EM FRENTE NA DIREÇÃO DE SUAS METAS,  PORQUE O PENSAMENTO CRIA...  O DESEJO ATRAI E A FÉ REALIZA".

Acidente em Olinda/PE

Colisão na PE-15 em Olinda/PE deixa trânsito lento no local

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Trânsito lento na PE-15 devido ao serviço de troca de poste

Uma colisão entre um carro da Operação Lei Seca e um poste, na madrugada desta sexta-feira (2), na PE-15, próximo ao Sétimo Grupo de Artilharia de Campanha, em Olinda, deixou o trânsito complicado durante a manhã. 
O acidente causou o tombamento do poste, seguro apenas pelos fios, e assustou quem seguia no sentido Recife. A troca do poste precisou ocupar uma das vias de circulação, congestionando o trânsito, que já é complicado na rodovia estadual. 
Os bairros de Ouro Preto, Jatobá, Jardim Brasil Dois e Bairro Novo ficaram sem energia. Segundo informações da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) 90% do serviço já foi normalizado, com previsão de pleno funcionamento por volta das 11h.

MOTOS

Saiba quando é hora de revisar a sua moto



Manter a motocicleta em ordem é fundamental para evitar acidentes. Confira os componentes e acessórios que devem ser checados periodicamente para garantir uma pilotagem segura.

No dia 27 de julho, foi comemorado o Dia do Motociclista. Andar de moto é um estilo de vida, pela praticidade, economia ou a paixão e sensação de liberdade. Para aproveitar esses momentos de diversão, porém, é fundamental garantir a manutenção adequada do veículo. Motocicleta em dia é sinônimo de segurança no trânsito para 
todos, principalmente, para o piloto.

Observar as informações presentes no manual do proprietário, seguir o plano de revisão preventiva e fazer a inspeção de itens importantes como luzes de painel, buzina, setas, alavanca da embreagem, freios e pneus são os primeiros passos para a manutenção adequada. É recomendado seguir os intervalos programados de verificação para garantir o rendimento de cada componente.

Motos utilizadas em condições rigorosas, como no caso dos motofretistas ou quem circula com frequência por terrenos acidentados, necessitam de serviços mais seguidamente.

Elétrica não é para qualquer um

Quando o assunto é o sistema elétrico, é recomendável que o usuário observe se todas as luzes estão funcionando (de freio, piscas, lanterna, farol e painel).

Qualquer problema nesses itens é considerado infração média, segundo o  Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e o proprietário corre o risco de ser multado ou ter o veículo apreendido. Além disso, a falta de iluminação compromete a segurança, pois a visibilidade da moto fica prejudicada. 

Se o piloto notar algum defeito, é melhor procurar uma concessionária para uma avaliação profissional.

- Se não souber mexer, corre o risco de gerar um curto-circuito e queimar várias peças - alerta o gerente de serviços da Estação H, concessionária Honda, Cristiano Ávila.

Para checar a parte elétrica e mecânica as oficinas costumam levar pelo menos um turno - a maioria agenda o serviço. O custo de uma revisão geral varia entre R$ 150 e R$ 200 para os modelos 125cc.

Não é tão barato, mas sofrer uma pane na estrada, ou um acidente, é bem mais caro.

Para rodar sem sustos

O motociclista também deve ficar atento à calibragem dos pneus. A pressão correta está diretamente relacionada com a estabilidade do veículo, o conforto e a segurança do piloto e a durabilidade da borracha. É fundamental que as especificações estejam de acordo com o manual do proprietário.

O piloto tem que inspecionar os pneus e os aros quanto à presença de objetos presos como pregos, cacos de vidro e pedras, assim como observar se algum raio da roda está quebrado ou frouxo.

Olho vivo com fluído e pastilhas

Os freios são os componentes que mais influenciam para uma pilotagem segura. Por isso, precisam estar com os cabos sempre regulados e lubrificados. 

Nos freios a tambor, a lona sofre desgaste com o tempo. Por isso, o estado da peça deve ser verificado no período indicado no manual.

Se o sistema for hidráulico, é essencial checar o nível de fluído. Caso a indicação esteja abaixo do mínimo, pode significar vazamento ou desgaste excessivo das pastilhas, que, neste caso, precisam ser substituídas. 

Sempre que precisar trocar algum componente da motocicleta, é recomendado o uso de peças genuínas, que duram mais.

NÃO ESQUEÇA DE TROCAR O ÓLEO DO MOTOR

Outro item importante é o nível do óleo do motor, que deve ser verificado diariamente, pois afeta o desempenho e a vida útil do propulsor. 

Caso esteja abaixo do indicado, deve-se completar com o tipo específico para o modelo.

De tempos em tempos, conforme a orientação que consta no manual do proprietário, é preciso realizar a troca completa do óleo do motor.

Segundo Cristiano, essa é uma tarefa que o motociclista pode fazer em casa, porém, há uma ressalva:

- Sempre recomendo para os clientes que, se fizer a troca por conta, não coloque o óleo queimado fora em qualquer lugar. É só trazer aqui que nós fazemos o descarte da forma correta, para não prejudicar o meio ambiente. Não paga nada - avisa.

É aconselhado também lavar e lubrificar periodicamente o sistema de transmissão, corrente, coroa e pinhão. Em locais com muita terra ou areia, o procedimento deve ser intensificado.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

NOVOS PROTESTOS

NOVOS PROTESTOS EM RECIFE/PE

O trânsito travou no centro da cidade na tarde desta quarta-feira (31), devido o protesto dos estudantes pelo passe livre. Na Avenida Conde da Boa Vista, principal corredor do Centro, motoristas enfrentam retenções nos dois sentidos da via.


Outro ponto crítico é na Avenida Guararapes. Seguidores do movimento comentam que as retenções estão deixando muitos usuários do transporte público impacientes. Muitas pessoas estão descendo dos coletivos e optando por fazer o percurso a pé.
A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) está com agentes de trânsito e batedores acompanhando os manifestantes e orientando os motoristas para outras rotas. A companhia informou que não foi necessário até o momento realizar bloqueios nas ruas.

NOVOS TESTES

Testes apontam absurdos em veículos vendidos no Brasil


Testes de segurança apontam riscos

Acabo de ler mais uma noticia sobre o resultado dos testes de segurança realizados com veículos que circulam no mercado latino-americano é estarrecedor. A conclusão do estudo é que andar nos veículos mais populares vendidos nos países latino-americanos representa um risco à vida.

É revoltante, é triste, é assustador. Não estamos falando de simples produtos para consumo, estamos falando de carros, de segurança, da vida das pessoas. O problema é muito grave.

Do que adianta insistirmos na mudança de comportamento dos usuários do trânsito se estamos sentados em veículos que não protegem seus ocupantes? Os carros vendidos aqui estão com projetos ultrapassados e níveis de segurança inaceitáveis para o mundo desenvolvido. É uma barbaridade.

As falhas estão por todos os lados. A Anfavea, associação dos fabricantes de veículos instalados no Brasil, defende-se dizendo que cumpre todos os critérios estabelecidos pelas legislações dos órgãos normativos. E o pior, não deixa de ser verdade.

Por exemplo, só agora depois de 17 anos da entrada em vigor do Código de Trânsito Brasileiro, que já previa a obrigatoriedade do airbag frontal nos veículos comercializados por aqui, é que 100% dos veículos vendidos no país serão obrigados a ter o equipamento de segurança. O ABS é a mesma coisa...para automóveis. Para motocicletas, nem se fala no assunto. Quantos outros equipamentos poderiam ser inseridos ou aperfeiçoados para aumentar a segurança nos veículos em circulação no nosso país?

No mercado brasileiro, quanto mais segurança o veículo proporciona, mais caro ele custa. Claro que não vou discutir as questões do capitalismo, do lucro das empresas, enfim, mas não é possível aceitar esta diferença de tratamento entre mercados desenvolvidos e subdesenvolvidos (ou em desenvolvimento, como queiram). A nossa legislação deve ser mais rigorosa. Claro que “forçando a barra” o governo teria que se virar com o lobby das montadoras, mas nós, como SOCIEDADE, seríamos os maiores beneficiários. Será que isso interessa a alguém?

terça-feira, 30 de julho de 2013

HOMEM A JATO

'Homem jato' voa ao lado de avião com traje especial


Aventureiro suíço exibe nos EUA roupa de carbono e blindagem do tipo kevlar equipada com quatro motores. (Foto: BBC)

Vejam o que o homem está criando para esse novo milênio, click no link abaixo:

MORTES NO TRÂNSITO

A cada 12 minutos um brasileiro morre vítima do trânsito



Os números são assustadores e não param de subir

Segundo dados da Seguradora Líder, que administra o DPVAT, em um ano, as mortes no trânsito subiram 8%. O Ministério da Saúde registrou mais de 42.000 vítimas fatais do trânsito em 2010 (última atualização disponível), mas os números da seguradora apontam 58.000 mortes. “É claro que deve ser levado em consideração que o número de indenizações do ano não reflete exatamente o número de mortes, pois o DPVAT pode ser solicitado até três anos depois do acidente”, explica Elaine Sizilo, especialista em trânsito e consultora do Portal.

Levantamento realizado pelo Instituto Avante Brasil, divulgado recentemente, aponta que morreram cerca de 127 pessoas por dia no trânsito apenas em 2012. Isto equivale a uma morte a cada 11 minutos e 21 segundos. Com estes números, o Brasil já passou para a quarta colocação no ranking mundial de acidentes de trânsito. "Estes dados não registram apenas números, cada pessoa que morreu, tinha um rosto, uma história, uma família. O brasileiro precisa mudar o seu comportamento diante do trânsito, se não estas tragédias continuarão aumentando", diz Sizilo.

As principais causas dos acidentes registrados no país são excesso de álcool ou drogas, distrações provocadas por celulares e sono e cansaço ao volante.

Para médico Dirceu Rodrigues Alves Júnior, da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, o brasileiro precisa mudar a forma de dirigir. “Para dirigir o condutor precisa ter três funções importantes funcionando perfeitamente: a cognitiva, que traz atenção e concentração, a função motora, de respostas imediatas e a última é a função perceptiva que traduz o tato, a audição e as sensações do motorista. Se o motorista estiver embriagado, distraído ou com sono, estas funções estarão deprimidas”, alerta.

QUALIFICAÇÃO

Montadoras usam no Brasil projetos inaceitáveis em outros países




Embora não tenha testado nenhum carro fabricado no Brasil, mas dois deles vendidos aqui (os argentinos Chevrolet Agile e Renault Clio), o início da quarta fase de testes de segurança veicular do Latin NCAP põe a nu uma vergonha latino-americana: são vendidos na região veículos com projetos ultrapassados e níveis de segurança inaceitáveis para o mundo desenvolvido.

Pior: tirando apenas duas marcas chinesas que só vendem produtos em mercados tolerantes a esse tipo de desvio, todas as outras nove montadoras que tiveram seus automóveis testados no programa do Latin NCAP desde 2010 são multinacionais de prestígio global, que fazem na América Latina o que há muito tempo não podem fazer em seus países de origem.

O fato é que, após quatro fases de testes do Latin NCAP, pouca coisa melhorou. Todos os 32 carros já avaliados apresentam graves falhas de segurança a seus ocupantes em caso de acidente. A conclusão é de que andar nos veículos mais populares vendidos nos países latino-americanos representa um risco à vida.

O problema é justamente esse: a legislação de segurança veicular do Brasil e de todos os países latino-americanos é frágil, está sempre atrasada em relação a mercados desenvolvidos. Isso porque os técnicos e legisladores são fortemente influenciados pelo lobby das montadoras, que ameaçam frequentemente com queda de vendas e fechamento de vagas de emprego caso não possam mais vender aqui carros com o menor custo possível e o maior lucro desejável.

Exemplo prático disso aconteceu em 1997, quando entrou em vigor o atual Código de Trânsito Brasileiro. O projeto aprovado no Congresso, que seguiu para sanção presidencial, previa a introdução obrigatória de airbags frontais em todos os novos projetos de carros fabricados no Brasil a partir de 1998. O então presidente Fernando Henrique Cardoso, a conselho da Casa Civil, simplesmente vetou este artigo do código. Só em 2014, 17 anos depois, 100% dos veículos vendidos no país serão obrigados a ter o equipamento de segurança.

Desqualificação

Enquanto isso, nos países da União Europeia, os veículos são obrigados a ter airbags e sistema de freios com antibloqueio de rodas (ABS) desde os anos 1990. Nesta década, foi estabelecido que devem ter também o controle eletrônico estabilidade (ESC). Mais: a partir do ano que vem nenhum carro conseguirá cinco estrelas nos testes do Euro NCAP se não sair de fábrica com pelo menos um sensor para detecção e alerta de possíveis riscos, como a travessia de pedestres. Isso não será obrigatório por lei, mas na Europa ter cinco estrelas no Euro NCAP é um argumento importante de marketing e vendas para qualquer montadora. Aqui, a preocupação é desqualificar a versão latino-americana do NCAP.

É o que fez a associação dos fabricantes de veículos instalados no Brasil, a Anfavea, em 18 de julho, quando distribuiu "nota de esclarecimento" a todos os veículos de comunicação que publicaram notícia sobre o aumento de rigor nos testes do Latin NCAP, quando a entidade voltou a divulgar que, tomando por base suas avaliações, em 2012 na América Latina foram vendidos cerca de 450 mil veículos que podem apresentar sérios riscos no caso de acidentes.

A resposta da Anfavea foi de simplicidade ímpar: "Os índices de classificação, como notas ou estrelas, não têm relação com a legislação e são produzidos por instituições independentes que adotam outros critérios, diferentes daqueles estabelecidos pelas legislações dos órgãos normativos".

Isso mesmo: aqui, os critérios do Latin NCAP são ruins porque (ainda) não têm relação com a legislação claramente atrasada, que não acompanha a evolução tecnológica de ponta. Na verdade, os testes são ruins porque não têm valor comercial e reprovam a segurança dos veículos; na Europa esses mesmos fabricantes têm maiores cuidados nos testes da entidade, porque lá cinco estrelas vendem carros -- e é mais fácil conquistar essa classificação com ajuda de uma legislação rigorosa e moderna.

Resultados pífios

Com o início desta quarta fase de testes, desde 2010 o Latin NCAP soma 32 carros avaliados, de 11 marcas diferentes. Só um recebeu cinco estrelas; dez levaram quatro; cinco ganharam três; dois ficaram com duas; nove com apenas uma; e cinco não conseguiram sequer uma.

Após três anos de testes, na quarta fase do programa do Latin NCAP que começou em julho com seis carros testados, apareceu o primeiro que conseguiu cinco estrelas, o León, da Seat -- marca do Grupo Volkswagen. Esse resultado, contudo, não tem nada de alentador. Muito pelo contrário, só reforça a desconfiança sobre a segurança dos veículos fabricados e vendidos exclusivamente na América Latina.

O León testado é, na verdade, um modelo europeu, fabricado na Espanha e exportado de lá para poucos mercados latino-americanos, sendo o México o maior deles. O teste foi patrocinado (isso quer dizer que a Seat pagou pela avaliação) e a versão testada tem seis aibags de série desde o pacote mais básico. [O León é equivalente ao Golf 7.]

Vistos sob esse mesmo ângulo, dos dez carros já testados pelo Latin NCAP que obtiveram quatro estrelas, nada menos que oito foram testes patrocinados por oito fabricantes (Ford, General Motors, Nissan, Toyota, Honda, Renault, Volkswagen e Suzuki). Ou seja: essas montadoras puderam escolher suas melhores opções de modelos. Os únicos que obtiveram quatro estrelas em testes sem patrocínio foram os Ford EcoSport e New Fiesta, atualmente fabricados no Brasil e, não por acaso, modelos globalizados [iguais no mundo todo, independentemente do local de produção], que têm mais equipamentos de segurança porque são vendidos também em países desenvolvidos, onde simplesmente não se concebe a propriedade de carros com níveis tão baixos de segurança.

Dos 14 carros testados pelo Latin NCAP que tiveram uma ou nenhuma estrela (11 deles vendidos no Brasil e oito fabricados aqui), nenhum teve a avaliação patrocinada pelos fabricantes. Isso quer dizer que foram escolhidos pela entidade justamente por serem os mais baratos e mais vendidos de seus mercados; desses, somente o chinês JAC J3 tinha airbags frontais, porque não há opção à venda sem esse equipamento. Portanto, muito mais gente está sujeita aos riscos desses modelos em caso de acidentes.

Mais rigor, menos mortes

No Brasil morrem perto de 40 mil pessoas por ano em acidentes de trânsito, outras 100 mil saem feridas dessa verdadeira guerra civil não declarada. Na Alemanha, um país altamente motorizado, o aperto na legislação reverteu essa tendência trágica. Numa escala ascendente, o país chegou ao pico de mais de 20 mil mortes no trânsito no fim dos anos 1960, quando o cinto de segurança se tornou obrigatório.

Desde então as fatalidades vêm caindo de forma constante, com maior força a cada introdução (não necessariamente obrigatória) de um novo equipamento, como ABS e airbags nos anos 1980, controle de estabilidade (ESC) a partir dos 1990, até chegar a menos de 5 mil mortes até agora em 2013, quando começam a ser lançados sistemas de assistência de frenagem e direção.

Seria o caso de seguir bons exemplos, apertar a legislação e parar de reclamar de critérios. As montadoras poderiam, sim, perder alguns ganhos, mas a sociedade lucraria mais.


CELULAR E VEÍCULO

Metade dos europeus manuseia smartphone ao volante


Europeus usam smartphone ao volante

Praticamente a metade dos motoristas de países como Alemanha, Espanha, França, Grã-Bretanha, Itália e Rússia checa textos ao volante, no smartphone. Admitiram o hábito 48% dos condutores entrevistados em um estudo realizado pela Ford em diversos países europeus.

Na Itália esse índice foi de 61%, enquanto na Rússia foi de 55%, na França e na Alemanha foi de 49%, na Espanha foi de 40% e na Grã Bretanha, 33%. Foram entrevistadas 5.500 pessoas. Mesmo sendo um hábito comum, quase todos os motoristas (95%) concordam que ler textos no trânsito é perigoso e afeta a segurança ao dirigir.

Pelo menos a metade diz acreditar que a sua capacidade de resposta é 50% mais lenta ao ler mensagens no celular. "Os smartphones se tornaram rapidamente uma parte essencial na rotina de muitas pessoas", afirma Christof Kellerwessel, engenheiro-chefe de Engenharia de Sistemas Elétricos e Eletrônicos da Ford.

O levantamento realizado pela Ford faz parte da preparação para o lançamento do seu sistema Sync, que pode transformar mensagens de texto em voz e também permite ao motorista enviar uma resposta, selecionada dentro de uma lista de opções. "Como as mensagens de texto podem distrair os motoristas, é óbvio o benefício de um sistema capaz de transformar em voz as mensagens de texto dos smartphones."

Seu recurso de leitura de texto, desenvolvido pela Microsoft, acessa mensagens por comando de voz, usando a conexão Bluetooth de smartphones compatíveis.

O Sync equipa hoje mais de 4 milhões de veículos Ford nos EUA e a expectativa é que até 2015 outros 3,5 milhões de veículos novos na Europa tenham o equipamento. No Brasil ele é oferecido nos modelos Fusion, Edge e New Fiesta.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

CURSOS NA HONDA

Honda registra aumento de participações em Centros Educacionais de Trânsito



A Honda  obteve resultados positivos em seus Centros Educacionais de Trânsito (CETH) em Indaiatuba (SP) e Recife (PE) no segmento de motociclismo. Em 2013, aproximadamente 25 mil motociclistas participaram das atividades voltadas à segurança no trânsito, totalizando mais de 485 mil desde a inauguração da 1ª unidade de treinamento no interior paulista, em 1998. Segundo a montadora, o CETH oferece aos motociclistas cursos teóricos e práticos, palestras e test rides educativos. Gerente de Pilotagem do Centro Educacional de Trânsito Honda, José Luiz Terwak, comenta que por meio dessas atividades a marca contribui para a segurança e respeito no trânsito, com cidadãos conscientes e engajados nessa iniciativa. Segundo a Honda, até o fim deste ano será inaugurado o terceiro CETH da marca, em Manaus. O CETH disponibiliza vídeos, animações 3D e cursos on-line com dicas e técnicas de pilotagem, além de informações importantes para a rotina de milhões de condutores do Brasil, sejam eles motociclistas, motoristas ou pedestres.

OBRAS EM RECIFE

Fluxo próximo ao Espaço Ciência muda para obras do Corredor Norte/Sul entre Olinda e Recife

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Retorno da Avenida Agamenon Magalhães sentido Olinda/ Recife será desativado a partir das 7h da segunda (29)

O retorno da Avenida Agamenon Magalhães próximo ao Espaço Ciência no sentido Olinda/ Recife será desativado a partir das 7h desta segunda-feira (29). Quem precisar voltar para Olinda deste ponto terá que passar pelo acesso dois quilômetros adiante, próximo ao Shopping Tacaruna.

A intervenção faz parte da implantação do Corredor Exclusivo de TRO (Transporte Rápido por Ônibus), que contará com estação no canteiro central da avenida em frente ao Memorial Arcoverde, próximo ao Espaço Ciência. O local será interditado para a instalação do canteiro de obras e receberá o apoio de agentes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

A obra do Corredor Norte/Sul, que inclui o TRO, tem um R$ 151 milhões com mais de 67% da ação executada. A rota sai de Igarassu e segue até o centro do Recife, com 33 estações estão sendo construídas no percurso de 33,2 quilômetros.

CÂMBIO

Mais acessível, câmbio automático invade carros populares



Opções acessíveis de câmbio automático.

Com preços de até R$ 55 mil, categoria oferece várias opções ao consumidor que quer se livrar da embreagem e enfrentar o trânsito com mais conforto

1ª, 2ª, para. 1ª, 2ª, para. 1ª, 2ª, 3ª, para. É nessa toada que a maioria dos moradores dos grandes centros urbanos do país seguem cambiando as marchas do carro, sem dar sossego ao pé esquerdo ou à mão direita, durante o trajeto que separa a casa do trabalho. Para atenuar o desgaste da rotina no trânsito, muitas pessoas passaram a desejar ter na garagem automóveis que dispensassem o pedal da embreagem. O problema, no entanto, sempre foi o custo de um automóvel com câmbio automático, considerado até a década de 90 um item de luxo.

Até pouco tempo, a tecnologia estava presente apenas em marcas de luxo como BMW ou na versão topo de linha de modelos médios com preço superior a R$ 70 mil. Pois bem, “estava”. Hoje, há no mercado pelo menos 30 modelos automáticos com valores de até R$ 55 mil, entre hatch e sedãs. Os mais novos integrantes desse time são Onix e Prisma, que acabam de ganhar uma variante com a caixa automática de seis marchas, item inédito no segmento dos populares. O ineditismo fica por conta das seis velocidades e pelo fato de a maioria dos carros nessa faixa de preço possuírem a transmissão automatizada, um recurso mais barato, desenvolvido como um meio-termo entre a caixa mecânica e a automática.


É o caso do câmbio Dialogic da Fiat, do I-motion da Volkswagen e do Easytronic da GM, que entregam maior comodidade por um preço mais acessível, mas sem o mesmo desempenho do outro. Por isso, com a novidade, a Chevrolet espera cumprir uma missão ousada e prometida pelo setor há vários. Nas palavras Hermann Mahnke, diretor de marketing da marca no Brasil, " popularizar a transmissão automática". Será mesmo?

Automáticos acessíveis

Voltando um pouco no tempo, foi no fim dos anos 90, com o aumento do interesse por automóveis que dispensassem o uso da embreagem, que as montadoras perceberam que poderiam capitalizar em cima da nova demanda, dando o ponta pé inicial à tendência de popularização dos automáticos, que além de caros, não gozavam de uma fama muito boa. “Foi aí que fabricantes começaram a oferecer carros menores com câmbios automatizados, mais baratos e mais simples”, lembra Claudio Castro, membro da SAE Brasil.

O primeiro modelo a possuir esse tipo de caixa foi a Meriva, em 2007. No ano seguinte, a Fiat lançou o Stilo, com o mesmo tipo de transmissão. As mudanças de marchas eram acompanhadas por grandes solavancos a bordo. Para dar uma resposta à concorrência, a Volkswagen lançou a transmissão I-motion em 2009, com o Polo. Apesar das melhorias em relação aos rivais, as trocas ainda eram sentidas pelos motorista e o desempenho ficava aquém do oferecido pelo genuíno automático.

Polêmica automatizada

Apesar das, digamos, limitações do automatizado, Henrique Sampaio, diretor de marketing de produto da Volkswagen, ainda defende o mecanismo como uma porta de entrada para o automático “O automatizado funciona bem nos segmento de entrada. É para quem nunca teve a experiência com um automático e está em busca de mais conforto”. Segundo o executivo, por ser mais barato do que o câmbio automático propriamente, é mais acessível para o consumidor que está ascendendo e quer investir em um automóvel mais completo.

E nos últimos anos, o que mais se observou foi o upgrade no nível do carro desejado pelo consumidor brasileiro. Para se ter uma ideia, em 2009, quando o Polo I-motion foi lançado, as vendas da versão automatizada respondiam por 5% das unidades topo de linha comercializadas. Resumindo: um número bem pequeno. Hoje, esse número gira em torno de 20% a 25% dentro das configurações mais caras dos modelos Gol, Fox, SpaceFox e Polo.

E por falar em carros mais completos, o aumento do interesse por modelos automáticos, parece ter pego carona na esteira dos últimos lançamento do mercado, principalmente dos carros a cima dos R$ 35 mil. Tanto que, segundo a Peugeot, a versão automática do o novo 208 superou as expectativas de vendas e passou a representar 22,5% das vendas do modelo, enquanto a configuração de entrada, manual, ficou em 18%.

O futuro das transmissões

A indústria estima que até 2015, as vendas de carros automáticos/automatizados vão crescer até 280% em relação ao volume registrado em 2005. No Brasil, em 2012, esse número representou cerca de 6% das vendas no setor. Para Claudio Castro, da SAE, o futuro das transmissões será o automático propriamente, mas sim o automatizado de dupla embreagem. No Brasil, a Ford oferece a caixa Powershift nessa linha. Mais econômicos do que os automáticos e com trocas tão suaves quanto.

O que não quer dizer que o bom e velho câmbio mecânico irá desaparecer. “Há um estudo que aponta que de 2012 a 2020 a demanda por ele crescerá ainda 2%. Já o automático, terá um aumento de 3% a 4% no período, apenas”, afirmou o especialista da SAE.

Paulo Riedel, diretor de engenharia de Powertrain da GM América do Sul, também não acredita no fim dos carros mecânicos, os preferidos dos motoristas que gostam de ter o controle do carro nas mãos e apreciam uma condução mais esportiva. “Nos Estados Unidos, por exemplo, os jovens estão redescobrindo o câmbio manual”. De qualquer forma, o executivo afirma que, em poucos anos, o mercado viverá uma inversão do que acontece atualmente. No futuro, 80% dos carros comercializados serão automáticos/automatizados e 20% serão mecânicos.

ESTRESSE E TRÂNSITO

Congestionamento provoca estresse e ansiedade




Muitos motoristas de São Paulo enfrentam um problema comum: o estresse por ficar parado nesses longos congestionamentos. A lentidão, ou melhor, a paralisação causa ansiedade, insegurança e outros problemas que afetam diretamente o nosso organismo.

Há quatro meses, a jornalista e empresária Adriana Monteiro vendeu o carro dela e diz que está se virando muito bem. “Eu peço carona para os meus amigos, para as pessoas conhecidas, ando de táxi, de ônibus, a pé. Acho que não quero mais ter carro”.

A empresária conta que, como todo mundo, nunca teve paciência para os congestionamentos, mas decidiu abrir mão do carro depois de um assalto. Os ladrões estouraram o vidro e levaram a bolsa dela. “O carro passou a ter outro significado. Porque eu saía sempre em estado de tensão. À noite, durante o dia, faça chuva, faça sol, você estava ali sempre neste estado de tensão”.

O congestionamento traz medo, insegurança, sensação de impotência, ansiedade, um quadro que os médicos chamam de estresse crônico porque a situação se repete e não há nada que o motorista possa fazer.

Além da cabeça, o corpo também sofre. A tensão provoca uma descarga de adrenalina, os batimentos cardíacos aceleram, a pressão sanguínea sobe e em alguns casos até a taxa de açúcar no sangue aumenta.

Carlos Alberto Pastore, cardiologista do Incor, diz que tudo isso pode levar a crises de pânico. “As situação de estresse crônico são preocupantes. Eu vejo o trânsito como isso: o que você vai fazer para resolver o problema do trânsito? Nada. Você pessoalmente é impotente para resolver os problemas de trânsito. O que é que você pode fazer? Aprender a conviver com ele para não adoecer”.

O médico também dá algumas dicas: para evitar estresse no trânsito, não dirija se você já estiver estressado, saia de casa uma, até duas horas mais cedo, faça caminhos mais longos e menos congestionados e não entre "na pilha" dos outros motoristas.

Adriana diz que vive melhor sem o carro. “A cidade passou a ter outra moldura, que não a moldura dos vidros, este limite. Porque quando você pega uma carona e precisa caminhar, para tomar um táxi ou um ônibus, você passa a olhar outras coisas”.

domingo, 28 de julho de 2013

Projeto de Lei prevê visor de velocidade em ônibus interestaduais



O deputado Nelson Bornier (PMDB-RJ) apresentou o Projeto de Lei PL 2152/11, que obriga a empresa de transporte público a instalar visor digital de velocidade nos ônibus interestaduais. O objetivo é permitir ao passageiro a verificação permanente da velocidade do ônibus. Pelo projeto, o visor digital será instalado fora da cabine do motorista, para fácil identificação por parte do passageiro, durante todo o trajeto.

De acordo com o texto, o visor digital será instalado fora da cabine do motorista para que o passageiro possa visualizá-lo com facilidade durante todo o trajeto. A proposta prevê também que, ao lado do visor, seja afixada uma placa informativa com os números de telefone do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), da Polícia Rodoviária Federal e da empresa de transporte, para fins de reclamação.

O autor do projeto lembra que a velocidade compatível com a segurança é descrita como aquela que permite ao motorista uma reação que evite atingir um obstáculo, um pedestre, um animal, ou outro veículo, facilitando uma manobra de emergência, quando necessária, como frear ou desviar do obstáculo.

Parada do ônibus


Nelson Bornier destaca que o projeto visa a possibilitar o imediato relato da infração de excesso de velocidade aos órgãos fiscalizadores. Ele justifica a proposta citando o “aumento de abusos cometidos pelos motoristas nas viagens rodoviárias interestaduais, frente à impotência dos passageiros que, colocados em risco, muitas vezes percebem que a velocidade do coletivo não é condizente com a da rodovia e não possuem nenhum mecanismo de proteção ou denúncia”.


Segundo Bornier, além de proporcionar o registro de irregularidades, a medida poderá permitir até mesmo a parada do veículo nos postos rodoviários de fiscalização.

Tramitação


Sujeito à apreciação conclusiva, o projeto foi distribuído às comissões de Viação e Transportes, onde aguarda parecer do relator Newton Cardoso (PMDB-MG); e de Constituição e Justiça e de Cidadania.