sábado, 6 de julho de 2013
MORTES NO TRÂNSITO
MOTOFRETE
Motofretistas pedem apoio para diminuir custos da regulamentação
Representantes de motoboys reuniram-se com os ministros Manoel Dias, Trabalho, e Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República. Os motoboys buscam apoio do governo federal para flexibilizar e minimizar os custos para regulamentação da categoria, que “tem encontrado dificuldade” para se adequar às regras.
O presidente do Sindicato dos Motoboys do Estado de São Paulo (Sindimotosp), Gilberto Almeida, diz que a categoria apoia as novas medidas de segurança impostas pela lei, mas ressalta que essa regulamentação tem de ser padronizada. “Hoje encontramos uma série de dificuldades para nos enquadrarmos no que a lei determina.”
Almeida destaca que o alto preço dos cursos de regulamentação inviabilizam maior adesão da categoria. “Os motoboys ganham baixos salários, e o curso custa de R$ 160 a R$ 300. Cerca de 5 mil representantes da categoria estão regularizados, um número muito pequeno. Deixamos ao governo nosso pedido de incentivo para trazer maior aderência ao processo de regularização e todos possam estar dentro da legalidade.”
Outra reivindicação da categoria é a padronização da regulamentação. Almeida explicou que vários municípios ainda não têm a regulamentação definida ou escolas credenciadas, o que dificulta a regularização do profissional.
De acordo com o Sindimotosp, há 500 mil motoboys somente no estado de São Paulo. No Brasil, estima-se em cerca de 1,5 milhão o número destes profissionais. Almeida diz que é difícil ter o número exato, porque a maior parte da categoria está na “ilegalidade”. Uma nova reunião com o ministro do Trabalho está prevista para o fim deste mês.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
COMBUSTÍVEL
Sete atitudes do motorista para economizar combustível
1 - Pneus calibrados
2 - Peso
3 - Ar condicionado - O ar condicionado ligado aumenta, em média, 20% o consumo do veículo. Não dá para ficar sem ar em dias quentes, mas nesta época do ano ele é dispensável na maior parte das cidades. E quando usar, o recomendado é desligar dois ou três minutos antes de chegar ao destino. E não pense que andar com os vidros abertos sempre significa economia. A partir dos 80 km/h a entrada lateral de vento faz o veículo gastar mais do que se estivesse com os vidros fechados.
4 - Troca de marcha - Apesar de poucos olharem, os carros trazem no manual do proprietário a velocidade certa de trocar de marcha. Isso é fundamental para a economia de combustível. Se o carro estiver a 100 km/h em uma terceira marcha, por exemplo, estará gastando muito mais do que o necessário. E não é preciso aquela “esticada” nas marchas para mudar. A troca deve ser suave.
5 - Combustível certo - Quase todas as montadoras especificam qual o uso de combustível ideal para seu carro, se premium ou não. Parece uma bobagem, mas não é. O uso de combustível correto, em postos de confiança, vai fazer o carro ter o melhor rendimento possível com menos combustível.
6 - Aceleradas desnecessárias - Nos carros novos não há mais a necessidade de aquecer o motor antes de sair. Ele vai se ajustando conforme vai aquecendo. Portando, você não precisa ficar cinco minutos acelerando parado antes de sair da garagem.
7 - Nada de banguela - Mesmo em descidas, o carro deve ficar sempre engrenado. Primeiro por questão de segurança, por causa do freio motor. Segundo porque deixar o carro engatado na descida gasta menos combustível do que se ele estiver em ponto motor, a popular “banguela”.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
AIRBAGS PARA MOTOCICLISTA
MOTOCICLISTAS EM BREVE DEVERÃO SER OBRIGADOS A USAR COLETE OU JAQUETA COM AIRBAG
O projeto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado
Motociclistas e passageiros de motocicletas no Brasil podem ser obrigados a usar colete ou jaqueta com airbag. Um substitutivo da senadora Ana Amélia (PP-RS) ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 404/2012 com a previsão foi aprovado nesta quarta-feira (03) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. A proposta ainda deve passar por pelo menos outras duas comissões na Casa e, se aprovada, segue para a Câmara dos Deputados.
O texto aprovado pela CAS estabelece que os motociclistas terão prazo de três anos para adaptação do colete com airbag. A proposta também altera a Lei dos Motoboys (Lei 12.009/2009) para obrigar o uso de dispositivos retrorreflexivos nas roupas. O vestuário de segurança deverá ser dado aos motociclistas profissionais pelas empresas ou pessoa que empregar ou contratar o condutor, quando o motociclista trabalhar como autônomo. A tramitação da matéria e os textos do projeto original e do substitutivo podem ser lidos na página do Senado.
Equipamentos de segurança para motociclistas
Além do colete airbag, também constam como itens obrigatórios capacete, botas, luvas e vestimenta que cubra todo o corpo. O texto também altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) – Lei 9.503/1997 – para determinar que a não utilização desses equipamentos de segurança, tanto pelos motociclistas quanto pelos passageiros, seja considerada infração gravíssima.
A senadora Ana Amélia (PP-RS) manteve no substitutivo a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação para os coletes e partes acessórias, mas retirou do texto final a exclusão do pagamento do PIS/Pasep e do Financiamento da Seguridade Social (Cofins), como queria o autor do projeto original, senador Humberto Costa (PT-PE).
MOTORISTA BÊBADO NÃO RECEBERÁ INDENIZAÇÃO DE SEGURADORA
O deputado Sandro Mabel (PMDB/GO) apresentou projeto de lei que torna obrigatória a inserção de cláusula limitadora de responsabilidade nas apólices relativas ao seguro de veículos.
Segundo a proposta, os contratos de seguro de veículos deverão conter essa cláusula limitadora, eximindo a seguradora da obrigação de ressarcir danos materiais decorrentes de acidente de trânsito em veículo por ela segurado, se constatado que a condução, quando do sinistro, se encontrava, comprovadamente, a cargo de motorista bêbado (com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência).
O projeto estabelece ainda que a comprovação da alteração da capacidade psicomotora observará o disposto no Código de Trânsito Brasileiro.
Além disso, determina que, não se configurando essa comprovação, a seguradora não se exime do pagamento das indenizações contratadas.
Pela proposta, a cláusula limitadora de responsabilidade não alcançará as coberturas de danos a terceiros.
O deputado argumenta que, em que pesem os esforços governamentais em humanizar o trânsito em nossas cidades e estradas os resultados até aqui alcançados encontram-se muito aquém do necessário. “Todas as iniciativas nesse sentido não têm conseguido coibir suficientemente tragédias provocadas por pessoas alcoolizadas que insistem em assumir o volante. Um dos motivos dessa triste situação, unanimemente apontada é a sensação de impunidade gerada, em parte, pela cultura brasileira de desvalorização dos crimes de trânsito”, frisa o parlamentar.
Ele acrescenta que, enquanto a importância de ser preservada a vida, a integridade ou a segurança das pessoas aparentemente não sensibiliza grande contingente dos motoristas, o mesmo já não acontece quanto ao interesse dos mesmos em proteger o seu patrimônio, ou seja, o seu carro. “Atualmente, expressiva maioria da nossa frota de veículos encontra-se protegida quanto aos sinistros relativos a roubo, colisão ou incêndio por meio de contratos de seguros”, lembra o autor do projeto.
Sandro Mabel explica ainda que o projeto pretende induzir os motoristas a um comportamento mais humano no trânsito, punindo aqueles que alcoolizados, ou seja, com sua capacidade psicomotora comprometida, venham a provocar acidentes, na medida em que os impede, se flagrados nessa situação, de se beneficiarem de indenizações contratadas para tanto junto à seguradora.
Segundo a proposta, os contratos de seguro de veículos deverão conter essa cláusula limitadora, eximindo a seguradora da obrigação de ressarcir danos materiais decorrentes de acidente de trânsito em veículo por ela segurado, se constatado que a condução, quando do sinistro, se encontrava, comprovadamente, a cargo de motorista bêbado (com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência).
O projeto estabelece ainda que a comprovação da alteração da capacidade psicomotora observará o disposto no Código de Trânsito Brasileiro.
Além disso, determina que, não se configurando essa comprovação, a seguradora não se exime do pagamento das indenizações contratadas.
Pela proposta, a cláusula limitadora de responsabilidade não alcançará as coberturas de danos a terceiros.
O deputado argumenta que, em que pesem os esforços governamentais em humanizar o trânsito em nossas cidades e estradas os resultados até aqui alcançados encontram-se muito aquém do necessário. “Todas as iniciativas nesse sentido não têm conseguido coibir suficientemente tragédias provocadas por pessoas alcoolizadas que insistem em assumir o volante. Um dos motivos dessa triste situação, unanimemente apontada é a sensação de impunidade gerada, em parte, pela cultura brasileira de desvalorização dos crimes de trânsito”, frisa o parlamentar.
Ele acrescenta que, enquanto a importância de ser preservada a vida, a integridade ou a segurança das pessoas aparentemente não sensibiliza grande contingente dos motoristas, o mesmo já não acontece quanto ao interesse dos mesmos em proteger o seu patrimônio, ou seja, o seu carro. “Atualmente, expressiva maioria da nossa frota de veículos encontra-se protegida quanto aos sinistros relativos a roubo, colisão ou incêndio por meio de contratos de seguros”, lembra o autor do projeto.
Sandro Mabel explica ainda que o projeto pretende induzir os motoristas a um comportamento mais humano no trânsito, punindo aqueles que alcoolizados, ou seja, com sua capacidade psicomotora comprometida, venham a provocar acidentes, na medida em que os impede, se flagrados nessa situação, de se beneficiarem de indenizações contratadas para tanto junto à seguradora.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
VELOCIDADE É O MAIOR RISCO PARA ACIDENTES
Velocidade é o maior fator de risco para acidentes fatais
De janeiro a maio, quase 7 mil veículos ultrapassaram os 110 km/h nas rodovias federais do Paraná. Por que temos carros que atingem 220 km/h ou mais para trafegar em ruas em que a legislação permite andar a, no máximo, 70 km/h e nas estradas onde o limite é 110 km/h? Segundo o Instituto Paz no Trânsito, o perfil do trânsito brasileiro faz uma vítima fatal, em média, a cada 10 minutos.
Entre janeiro e maio de 2013, os radares da Polícia Rodoviária Federal (PRF) registraram 97.554 infrações em situações de veículos com velocidade incompatível nas rodovias do Paraná. Destes, 7% (6.910) passaram acima de 110 km/h. Já a Secretaria de Trânsito de Curitiba (Setran) contabilizou 98.913 situações de excesso de velocidade de janeiro e abril - 1.487 passaram em mais de 50% da velocidade permitida. “Entre os fatores de risco para acidentes fatais, a velocidade é o primeiro nas rodovias do perímetro urbano de Curitiba. Já dentro da cidade, a velocidade fica em segundo lugar, atrás do álcool”, revela a coordenadora do núcleo de promoção da Secretaria de Saúde de Curitiba, Vera Lídia Oliveira.
“Foram 45 mil mortes no Brasil no ano passado, três vezes o número de mortos em dez anos de guerra no Afeganistão”, compara o neurocirurgião do Hospital de Clínicas (HC) Arnaldo Dias dos Reis. Segundo ele, “para cada pessoa que morre no trânsito brasileiro, temos aproximadamente dois sequelados, ou seja, de 80 mil a 90 mil pessoas por ano que terão uma lesão para o resto da vida”.
Para o presidente do Portal do Trânsito, Celso Alves Mariano, o carro atingir velocidades exageradas é um dos problemas, mas o comportamento também deve mudar. “A cultura deve mudar. Na Alemanha tem pistas livres em que o cara pode pegar a BMW dele e andar na velocidade que quiser”. Mas ele concorda que um carro atingir mais de 200 km/h é desnecessário, até mesmo para estradas. “Uma ultrapassagem requer maior velocidade. Isso depende do caso, mas acredito que atingindo 150 km a ultrapassagem é tranquila. O problema é que se a pessoa na sua frente está em 110 km/h você não precisa ultrapassar, ela já está numa velocidade rápida e dentro da lei”.
Bom senso
Cristiane Yared, fundadora do Instituto Paz no Trânsito, afirma que a redução dos acidentes depende da mudança na cultura do povo e que trafegar em alta velocidade virá com a consciência do povo. “Tudo é uma questão de bom senso. Você vê que não querem mais que as pessoas fumem dentro dos ambientes. É uma tendência natural de eliminar aquilo que não está bom”.
Mariano enxerga outra questão que influencia diretamente nesta triste realidade de novos sequelados ano após ano. “Um dos problemas é a falta de investimento que houve em outros tipos de transporte, como o hidroviário e o ferroviário, e que acabam enchendo as estradas do País com veículos pesados. Um caminhão que apenas buscaria a carga na estação de trem até o local de entrega faz todo o percurso”, observa.
Educação do motorista é essencial
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal do Paraná (PRF-PR), a velocidade incompatível é uma das principais causas de acidentes, mas em primeiro lugar ainda se destaca a falta de atenção, que é agravada pelo excesso de velocidade. Quanto a obrigar que o fabricante reduza o limite de velocidade do carro, a PRF-PR entende que “é válida, mas de fato a educação e a consciência do motorista são fundamentais na redução das estatísticas de acidentes”.
A PRF observa que nos trechos de pistas simples ocorrem mais acidentes por ultrapassagem em local proibido, enquanto nas rodovias com pista dupla os motoristas têm a tendência de dirigir com velocidade maior, criando situação de risco. Para a PRF, “as soluções de engenharia de tráfego, fiscalização por radar e, sobretudo, a participação dos motoristas, são fundamentais na redução dos acidentes por excesso de velocidade”.
Sequelados medalhistas
Os traumas causados por acidentes de trânsito ocupam 55% dos leitos hospitalares que atendem emergências, informa o neurocirurgião Arnaldo Dias dos Reis, do HC. O grande número de sequelados explica o bom desempenho do Brasil nos jogos paraolímpicos. “Nas Olimpíadas de Londres foram 17 medalhas. Já nas Paraolimpíadas chegamos ao total de 43 medalhas. Estamos criando atletas paraolímpicos todos os dias e o resultado nas paraolimpíadas é um demonstrativo disto”.
Reis informa que o SUS gasta hoje com uma vítima não fatal de um acidente de trânsito, em média, R$ 14.321. O neurocirurgião acredita que o crescimento na compra e fabricação de mais automóveis incentivados pela redução do IPI “é um tiro no pé do governo”, ou seja, faz a economia se movimentar, mas com o custo elevado para tratar muita gente que se machucou pela grande quantidade de veículos pelas ruas.
domingo, 30 de junho de 2013
Uso da bicicleta aumenta como solução para o trânsito
Em um momento em que as manifestações quanto ao preço das passagens e à qualidade dos ônibus abrangem todo o Brasil, em que as vias não acompanham o crescimento da frota de automóveis, outras opções são avaliadas para melhorar a mobilidade urbana das grandes cidades. Uma alternativa que cada vez ganha mais força no País e é sugerida por especialistas em trânsito em todo o mundo é o uso de bicicletas.
Um defensor desse veículo, o vereador de Porto Alegre Marcelo Sgarbossa (PT) ressalta que se trata de uma ferramenta de auxílio à mobilidade. “Mas, a grande saída para que a cidade flua melhor é o transporte coletivo”, afirma o parlamentar. Ele argumenta que, mesmo que estivessem prontos os 495 quilômetros de ciclovia, como está previsto no plano diretor cicloviário da Capital, não seria de uma hora para outra que a bicicleta seria adotada como um meio de locomoção de massas. “Se alguém nunca caminhou na vida e compra uma esteira para fazer isso dentro de casa, com certeza ele não vai caminhar, vai pendurar roupa nela ou fazer qualquer outra coisa”, compara Sgarbossa. De acordo com dados da prefeitura da Capital, já foram construídos 14 quilômetros de ciclovias, e a meta é de 50 quilômetros até a Copa do Mundo de futebol de 2014.
Sgarbossa lamenta que as ciclovias em Porto Alegre não estão sendo feitas com a participação dos usuários. Segundo ele, as estruturas estão voltadas para a “cultura do automóvel”, pois são feitas em locais em que não atrapalham os carros. Ele também cita o caso do bairro Restinga, em que a calçada foi pintada e virou uma ciclovia. “Tudo para não tirar o espaço do automóvel, mas a ciclovia deveria ser feita na pista”, sustenta o vereador.
Já no caso da ciclofaixa (faixa pintada no chão, sem separação física) da Icaraí, Sgarbossa comenta que o problema foi o seu estreitamento e a possibilidade de os carros estacionarem ao lado. “Quando um automóvel parado abre a porta, atrapalha todo o fluxo”, adverte o vereador.
Outro ponto salientado pelo vereador é que muitas pessoas que gostariam de pedalar no dia a dia não o fazem com receio de serem atropeladas. Para o parlamentar, esse é um temor legítimo. Sgarbossa alerta que vários automóveis não respeitam o 1,5 metro de distância que deveriam manter do ciclista. “Ter uma cultura do compartilhamento da pista é fundamental, e o que temos hoje é que o espaço destinado ao carro está superdimensionado”, diz.
Curitiba tem ciclistas dividindo espaço com pessoas na calçada
Se Porto Alegre conta ainda com poucos quilômetros de ciclovias implementadas, alguns municípios brasileiros já possuem uma rede mais extensa. Conforme o assessor da presidência do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), engenheiro Antônio Carlos Mattos Miranda, a capital paranaense tem 118 quilômetros de infraestrutura cicloviária, sendo superada apenas pelo Rio de Janeiro.
Ele adianta que o objetivo da cidade é elaborar projetos, durante essa gestão do poder municipal, para contemplar mais 300 quilômetros. Miranda, que participou recentemente do seminário Sustentabilidade e Mobilidade Urbana, realizado pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) TodaVida, em Porto Alegre, diz que a ciclovia em Curitiba está concentrada em parques. Também há muitas calçadas que são passeios compartilhados, ou seja, pavimentos com asfalto que servem para a mobilidade do pedestre e da bicicleta. “A partir de agora, queremos fazer uma separação específica, entre a mobilidade por uso de bicicleta e os pedestres”, comenta o engenheiro.
Miranda enfatiza ainda que foi encaminhada para a análise da Câmara de Vereadores de Curitiba a proposta de que R$ 22,6 milhões sejam destinados ao desenvolvimento do transporte cicloviário. Ele acrescenta que o próprio prefeito Gustavo Fruet (PDT) compareceu a sua posse no cargo pilotando uma bicicleta.
Miranda admite que, apesar de ser um entusiasta da bicicleta em Curitiba, é um pouco cético quanto à propagação do uso do veículo no País. Ele diz que são poucas as cidades que contam com infraestrutura para sua movimentação. Mesmo assim, existem exemplos do aproveitamento dessa alternativa sem a estrutura adequada.
O representante do IPPUC recorda que, no Centro de Londres foi implantado o pedágio para automóveis e, de 2003 a 2007, houve o acréscimo de 66% na mobilidade por bicicletas nessa área, que totaliza cerca de 22 km2. “Nesse caso, não foi preciso construir ciclovia, porque o trânsito acalmou, é uma questão de educação, mas enquanto não temos isso aqui, infelizmente, precisamos apartar o espaço da bicicleta”, afirma.
Para Miranda, a cultura do trânsito pode mudar, principalmente, se o trabalho de conscientização for feito desde a infância. “Se você ensina a criança a ser o pedestre e o ciclista do presente, quando ele chegar no futuro vai respeitar o seu passado”, acredita o engenheiro.
Uso do simulador veicular em autoescolas é prorrogado de acordo com a Resolução 444/13 do CONTRAN
O Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) prorrogou para o dia 31 de dezembro deste ano a obrigatoriedade do uso dos simuladores de direção veicular para os candidatos que pretendem tirar CNH na categoria B. O equipamento deverá ser instalado em todos os Centros de Formação de Condutores (CFCs) do país. A decisão, publicada através da Resolução 444/13, está no Diário Oficial da União do último dia 26.
Após a instalação, o valor da carteira de habilitação deve subir aproximadamente 30%, segundo os Centros de Formação de Condutores. Serão cinco aulas de 30 minutos cada, acompanhado de instrutor. As aulas serão feitas após a prova teórica e antes das aulas práticas.De acordo com a coordenadora-geral de qualificação do fator humano no trânsito do Denatran, Maria Cristina Alcântara Andrade Hoffmann, umas das grande vantagens do uso do simulador é que ele permite a exposição a uma gama de situações paralelas ao mundo real. Isso dará maior segurança e integridade física tanto para o condutor quanto para o instrutor.
A expectativa é que o simulador de trânsito possa efetivamente contribuir e aprimorar o processo de formação de condutores no Brasil. No que diz respeito ao trânsito, “hoje não existe mais um lado ou outro, todos nós temos que estar juntos para reduzir o número assustador de acidentes”.
Só 1% das motos vendidas no Brasil têm ABS
No Brasil apenas 1% das novas motocicletas vendidas entre janeiro e dezembro de 2012 saíram de fábrica equipadas com freios ABS. Dessas, nenhuma MOTO tinha menos de 250 cm³ de cilindrada, o maior segmento do país, com mais de 90% do mercado. Em contrapartida, em 2012, 41% dos carros novos registrados já tinham ABS.
A partir de 2016, o ABS (sistemas anti-bloqueio de frenagem) serão introduzidos como equipamento original para um número maior de motos na União Europeia. No início de março, foi aprovada uma legislação cujo objetivo é reduzir ainda mais o número de acidentes de trânsito. Só em 2011, cerca de 5.000 motociclistas morreram nas estradas da Europa.
"A utilização do ABS pode impedir mais de um quarto de todos os acidentes de moto com danos pessoais", afirma Gerhard Steiger, presidente da divisão Chassis Systems Control da Bosch, segundo estudo sobre acidentes conduzido pela empresa. A Bosch fabrica o sistema para motos desde 1994 e já vendeu cerca de 750 mil até hoje.
Em 2010 a empresa lançou uma geração de ABS projetado especificamente para motos e desde então vem trabalhando no desenvolvimento de funções adicionais que visam melhorar o desempenho do sistema. De acordo com a nova legislação europeia, será obrigatório instalar um sistema antibloqueio de frenagem para todas as motos que tenham motorização superior a 125 cm³ de cilindrada.
A partir de 1° de janeiro de 2016, isso será aplicado em motos às quais será concedida a homologação e, a partir de 2017, para todos os modelos. Além disso, será exigido que veículos de duas rodas, com motorização de acima de 50 cm³ até 125 cm³ tenham ABS ou pelo menos sistema de frenagem combinado (CBS, ou Combined Brake System).
Esse sistema trabalha com os freios dianteiro e traseiro mecanicamente, resultando que ambas as rodas sejam simultaneamente desaceleradas durante a frenagem. No entanto, essa solução não regula a pressão do freio, o que significa que as rodas ainda podem travar.
sábado, 29 de junho de 2013
Países que fazem fronteira com o Brasil
Relação dos países que possuem fronteira com o Brasil, extensão das fronteiras e estados brasileiros
As Fronteiras Brasileiras
- Guiana Francesa: 655 km de fronteira, situada totalmente no estado do Amapá.
- Suriname: 593 km de fronteira, sendo no estado do Amapá (52 km) e no Pará (541 km).
- Guiana: 1.606 km de fronteira, sendo no estado do Pará (642 km) e Roraima (964 km).
- Venezuela: 1.492 km de fronteira, sendo em Roraima (954 km) e Amazonas (538 km).
- Colômbia: 644 km de fronteira, situada totalmente no território do estado do Amazonas.
- Peru: 2.995 km de fronteira, sendo no Amazonas (1.565 km) e Acre (1.430 km).
- Bolívia: 3.126 km de fronteira, sendo no Acre (618 km), Rondônia (1.342 km), Mato Grosso (780 km) e Mato Grosso do Sul (386 km)
- Paraguai: 1.339 km de fronteira, sendo no Mato Grosso do Sul (1.131 km) e Paraná (208 km).
- Argentina: 1.263 km de fronteira, sendo no Paraná (293 km), Santa Catarina (246 km) e Rio Grande do Sul (724 km).
- Uruguai: 1.003 km de fronteira, totalmente com o Rio Grande do Sul.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Cachorro dá exemplo de responsabilidade no trânsito de Maceió
Atitude do canino acabou repercutindo nas redes sociais com uma série de elogios dos navegantes Começou a circular na tarde desta sexta-feira (28) um vídeo em que um cachorro dá exemplo de responsabilidade no trânsito em uma das regiões mais turbulentas de Maceió, a Avenida Fernandes Lima. Na ocasião, o animal, que esperou pacientemente pelo momento de certo de atravessar um dos sentidos da alameda, usou uma faixa para pedestres.
VEJA NO LINK ABAIXO:
Projeto de Lei obriga uso do farol baixo aceso durante o dia em rodovias
Recomendação de uso do farol baixo
Tramitação
De caráter conclusivo, o projeto será analisado pelas comissões de Viação e transportes e de Constituição e Justiça e de Cidadania
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Novo Honda CR-V recebe classificação de segurança geral 5 estrelas da Euro NCAP
Fonte: London Honda
terça-feira, 25 de junho de 2013
Saiba como é e quanto custa blindar um veículo
Ter um carro blindado é o sonho de muitos que vivem aterrorizados com a violência das grandes cidades, outros precisam ter esse reforço por “obrigação”. O motorista que quiser, ou precisar, blindar o carro para se proteger das armas mais usadas por criminosos nas ruas vai gastar de R$ 27 mil a R$ 45 mil. Além disso, terá que apresentar uma série de documentos pessoais, incluindo certidão negativa de antecedentes criminais. Após este processo concluído, o motorista recebe uma autorização do Exército para circular com carro blindado.
O nível de blindagem de um carro é dividido em seis categorias de acordo com a norma brasileira, que segue os padrões americanos. A categoria mais procurada é a III-A, que suporta até tiros de uma Magnum 44 ou uma pistola 9mm. Os carros só podem ser blindados em categorias superiores a esta com uma autorização especial do Exército.
Confira os níveis de blindagem
Nível I-A
Suporta tiros de armas calibres 22, 38 e ataques com ferros e pedras.
Nível II-A
Armas do nível I-A e mais Magnum 357 e pistola 9 mm.
Nível III-A
Todas as anteriores, mais Magnum 44 e submetralhadora Uzi.
Nível III
Todas as anteriores e mais fuzis M16, 7.62, AK 47, AR 15 e FAL
Nível IV
Todas as anteriores e mais fuzis perfurantes, como o 30-06 AP e granadas.
Os veículos mais blindados no Brasil são: Freelander, Fusion, Honda Civic, Hilux, Pathfinder, Pajero, Sentra, Tucson, Vectra e Volvo C30.
Curiosidades
- O Exército é responsável pelo controle dos carros blindados, para que um veículo com essa característica não caia em mãos erradas. O blindado faz parte dos produtos controlados, como as armas.
- Os vidros traseiros de um carro blindado não baixam.
- É recomendado que, quando for viajar, destravar as portas, pois, em caso de acidente, o resgate será facilitado.
- Na escala de blindagem, o nível 6 é o máximo existente no mercado mundial e transforma o carro quase em um tanque de guerra. O carro do presidente dos Estados Unidos possui esse nível.
domingo, 23 de junho de 2013
Deixar o escapamento em boas condições garante o controle de poluentes e gases emitidos na atmosfera
É preciso ficar atento à manutenção do escapamento, componente essencial para garantir a performance do motor, pois avarias podem interferir na saúde das pessoas, elevar o nível de emissão de poluentes e, inclusive, aumentar o consumo de combustível
A falta de manutenção do escapamento pode provocar vários problemas no veículo, como corrosões na carroceria do carro, ruído excessivo e excesso de poluição, além do risco de aplicação de multas e aumento do consumo de combustível. Por isso, a recomendação é ficar atento a alguns sinais que podem indicar desgaste no sistema de exaustão. “Ruído no escapamento pode ser sinal de catalisador quebrado, silenciosos furados ou má fixação dos componentes”, comenta.
Será que é possível termos um transporte público gratuito?
Protestos varreram várias das principais cidades do Brasil durante todo o mês de junho. A principal bandeira levantada pela multidão foi a queda nas tarifas de ônibus, que haviam subido em muitas capitais. Mas, segundo os organizadores dos protestos, o objetivo final era instaurar o passe livre — tornar gratuitos todos os meios de transportes públicos. Apesar do sucesso em reduzir a tarifa, quais são as chances reais de implantar a tarifa zero em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, que transportam milhões de passageiros por dia?
Experiências bem sucedidas — Cinco meses antes de os protestos estourarem no Brasil, a prefeitura de Tallinn, capital da Estônia, aboliu as tarifas de todo o transporte público que percorre a cidade. Segundo as regras implantadas, qualquer cidadão pode viajar quantas vezes quiser, sem desembolsar nada, nas linhas de ônibus que cortam a cidade. Os habitantes de Tallinn começaram a se habituar com o novo tipo de transporte gratuito e a deixar os carros em casa — o número de automóveis nas ruas caiu 9% nos primeiros meses.
Tallinn não é a primeira cidade a instaurar o transporte público grátis de maneira irrestrita — é apenas a maior. Com mais de 420.000 habitantes, a capital trouxe à tona o debate sobre a possibilidade de cidades grandes darem espaço para o passe livre. Os motivos para esse tipo de iniciativa são vários, desde tornar o transporte mais acessível a todos até diminuir o uso de carros, reduzindo a poluição e o trânsito. A dúvida é se o projeto é sustentável financeiramente, pois o dinheiro que deixa de vir das tarifas tem de sair do orçamento da prefeitura ou de outra instância do poder público.
Grandes ideias, pequenas cidades — Em cidades menores, o modelo gratuito de transporte público tem se mostrado possível, com diversos exemplos pelo mundo. Em Colomiers, na França, por exemplo, os 33.000 habitantes não pagam nada para andar nas poucas linhas de ônibus da cidade — e isso desde a década da de 1970. Ao longo dos anos, outras doze áreas francesas copiaram o modelo (em Aubagne, ele ficou conhecido como Liberdade, Igualdade e Gratuidade). Isso é possível por causa do pequeno número de linhas que essas cidades têm, que praticamente não compensa o gasto para manter uma estrutura de cobrança de tarifas.
Nos Estados Unidos, o transporte também é gratuito em pequenas cidades como Bozeman, na Carolina do Norte, e Commerce, na Califórnia. "Todos os sistemas de transporte gratuitos nos Estados Unidos estão ou em pequenas áreas rurais e urbanas ou em comunidades universitárias. É muito fácil para uma área urbana pequena com ônibus que só transportam um terço de sua capacidade máxima acomodar um aumento de 100% nos serviços de transporte", diz Joel Volinski, diretor do Centro Nacional de Pesquisa de Trânsito dos EUA na Universidade da Flórida do Sul, em entrevista ao o site de VEJA. Até o Brasil possui um exemplo: a cidade de Agudos não cobra pelo uso de seus ônibus desde 2003.
Meio termo — Cidades maiores costumam achar soluções de meio termo. Perth, na Austrália, com quase dois milhões de habitantes, instituiu ônibus gratuitos apenas em seu centro comercial. Isso acaba com o trânsito nessa área, mas no resto da cidade o transporte é pago. Outras cidades possuem apenas algumas linhas de ônibus gratuitas ou dias especiais em que o transporte não é cobrado, normalmente patrocinados por alguma empresa. É o que acontece em Londres, por exemplo, onde uma companhia de bebidas paga pelo metrô de todos os cidadãos na noite de ano-novo.
Ficou no papel — Nas grandes metrópoles, um sistema realmente abrangente de transporte gratuito nunca foi tentado, mas já foi planejado. A cidade de Nova York, por exemplo, já teve um projeto desenhado. Em 1965, o advogado Ted Kheel propôs a ideia de ônibus e metrôs gratuitos, bancada pelo aumento nas taxas de carros que trafegam por Manhattan. O projeto nunca foi adiante.
No Brasil, o próprio PT — que hoje é alvo dos protestos —, defendeu a ideia do passe livre em São Paulo. Durante o governo Luiza Erundina, no fim da década de 80, o partido propôs que o dinheiro necessário para a gratuidade do transporte saísse de um aumento no IPTU. O projeto não passou na Câmara Municipal.
Nos dois casos, os projetos esbarraram na dificuldade de arranjar verbas e na necessidade de aumentar impostos para financiar a empreitada. "É improvável que uma cidade grande com um sistema de transporte largamente utilizado torne seu uso gratuito. Pela simples razão de que essa política levará a uma utilização maior do serviço e a cidade precisará ampliar muito o número de veículos e operadores para responder à demanda. O sistema não apenas perderia a renda que estava recebendo, como também precisaria de mais dinheiro para pagar pela capacidade adicional", diz Joel Volinski. É justamente por causa dessas dificuldades que a tentativa de Tallinn tem chamado tanta atenção e está sendo observada de perto por diversas cidades ao redor do mundo.
Experimento europeu — Tallinn é a primeira capital europeia a tentar implantar um sistema gratuito de transportes. Desde janeiro deste ano, não cobra de seus habitantes pelo uso de ônibus e bondes. Os turistas e visitantes têm de pagar 1,60 euros — e é aí que mora o segredo do projeto.
Para ter acesso ao direito de usar o sistema de graça, as pessoas que moram na cidade devem mudar oficialmente seu domicílio para lá, o que faz com que boa parte de seus impostos sejam destinada para a prefeitura local. Segundo os governantes, a nova leva de dinheiro custeia boa parte dos 12 milhões de euros que o novo sistema deve tirar do orçamento público. O resto deve vir de um aumento no valor cobrado por vagas em estacionamentos públicos nas regiões centrais da cidade.
Em março do ano passado, antes de o projeto ser aceito, a cidade passou por um plebicito para decidir se alterava o sistema de transportes. Cerca de 20% dos eleitores locais participaram, e a proposta de gratuidade venceu por 75%.
Os críticos da proposta dizem que o sistema deve onerar os cofres públicos e não passa de oportunismo político, para ajudar o atual prefeito, Edgar Savisaar, a ganhar as próximas eleições. Uma parte dos usuários reclama da lotação dos novos ônibus, que estariam cheios de mendigos. Mas o público em geral parece não concordar. Após quatro meses de implantação, o uso de ônibus subiu 12,6% na cidade e o de carros caiu 9%.
Keila, uma pequena cidade de 10.000 habitantes situada a 30 quilômetros de Tallinn, foi a primeira a copiar o projeto — já em fevereiro deste ano. O governo da Estônia diz estar avaliando a iniciativa. Cidades como Vilnius, Riga e Helsinque, capitais de Lituânia, Letônia e Finlândia, já disseram estar acompanhando de perto os resultados do novo sistema de mobilidade urbana. Com todo mundo de olho, o resultado da experiência pode ser tanto um fracasso retumbante quanto significar uma nova era para o transporte nas grandes metrópoles.
Fonte: Veja
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