sexta-feira, 5 de outubro de 2012


Em 10 anos, nº de carros quase dobra em 12 capitais do Brasil






Estudo realizado pelo Observatório das Metrópoles mostra que, em dez anos, a frota das 12 principais capitais do Brasil praticamente dobrou. A soma dos números registrados nessas cidades chegou a 20 milhões de veículos, o que corresponde a 44% da frota nacional.



O crescimento médio no número de veículos foi de 77%, no entanto, a infraestrutura viária e os órgãos de controle do trânsito não acompanharam este ritmo. Em São Paulo, cidade que mais ganhou carros em números absolutos, as ruas receberam 3,4 milhões entre 2001 e 2011. Os dados são usados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).



Segundo o elaborador do estudo, o pesquisador Juciano Martins Rodrigues, foram analisadas informações de 253 municípios. "Usamos os critérios do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para selecionar as capitais de Estado que formavam regiões metropolitanas", explicou ele.



Detentoras das maiores frotas de carros do País, as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, no levantamento, ficaram nas últimas posições do ranking elaborado pelo estudo - que classifica o crescimento de frota de acordo com o crescimento relativo, ou seja, pelo percentual de aumento do número de carros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



O Rio é o lanterna: crescimento de 67%, embora isso signifique acréscimo de 1 milhão de carros no período. Já São Paulo teve crescimento populacional de 7,9% na década, segundo dados da Fundação Seade - e o percentual de aumento de carros foi de 68,2%.



Com o critério percentual, a região metropolitana de Manaus é a campeã. O aumento da frota foi de 141,9%. A cidade ganhou 209 mil veículos (saltou de 147 mil, em 2001, para 357 mil). Para especialistas e autoridades, o crescimento é resultado de três fatores: aumento da renda da população (especialmente da classe C), reduções fiscais do governo federal e facilidades de crédito promovidas pelos bancos.



No entanto, as capitais não estavam preparadas para receber tantos carros a mais. Em São Paulo, por exemplo, em 2001 havia 1,2 mil agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) orientando o trânsito nas ruas. De lá para cá, mesmo com dois concursos públicos para agentes, esse número não chegou a 2 mil. A principal obra viária no período foi a ampliação da marginal Tietê, que trouxe mais três pistas para a via expressa. Nesse período, a velocidade média dos carros no horário de pico, medida pela CET no corredor Eusébio Matoso-Rebouças-Consolação, caiu de 17,9 km/h para 7,6 km/h.






Mulheres são mais cuidadosas ao dirigir veículos








Um levantamento do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RS) aponta que as ruas do Rio Grande do Sul estão sendo invadidas por um motorista de perfil mais consciente e cuidadoso: as mulheres. 

Em cinco anos, a presença feminina ao volante cresceu 27%, contra 11% entre os homens. O avanço delas foi ainda mais acentuado sobre duas rodas. O número de mulheres motociclistas aumentou 73% entre 2007 e 2011, mais do que o triplo do índice masculino.

A maior proporção de mulheres ao volante pode abrir perspectivas animadoras. O diferencial feminino, revela o estudo do Detran, é poupar vidas. De cada 100 mil motoristas homens, 34,5 morreram na direção no ano passado. Para cada 100 mil mulheres, as mortes foram 5,1 – sete vezes menos.

Até mesmo nas motos, usualmente vilipendiadas por deixarem o condutor vulnerável, as mulheres mostram que é possível transitar com segurança. Apesar de representarem 15% dos habilitados, as motociclistas são só 3% dos que morrem ao guidão.

O diretor-presidente do Detran, Alessandro Barcellos, lembra que os condutores que passam mais tempo circulando ou estão expostos a riscos maiores, como caminhoneiros e motoboys, costumam ser do sexo masculino, o que pode contribuir para os homens liderarem as estatísticas de acidentes. Mesmo assim, ele entende que a ascensão feminina significa motoristas mais prudentes nas ruas.

— As mulheres estão provando que um trânsito melhor é possível. Elas são um exemplo. Para a raiva de muitos homens, mostram que há um caminho para reduzir os acidentes — afirma.

A psicóloga Aurinez Schmitz, fundadora do Ande Bem Instituto de Psicologia do Trânsito, observa que a maior proporção de mulheres habilitadas está relacionada à independência feminina:

— Faz parte desse processo a mulher se colocar no papel de quem pode se conduzir. Depois que entrou no mercado de trabalho, ela foi rompendo estereótipos, como o de que moto é só para homem.

Segundo ela, é por enxergar o carro como um meio de autonomia, e não como um instrumento para expressar sua competitividade, que o público feminino se envolve menos em acidentes graves.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012



Nissan demonstra o Leaf, carro que se dirige sozinho








Veículo também pode estacionar por conta própria e ser controlado por meio de um smartphone Google, tome cuidado! Lá vem a Nissan. A montadora japonesa demonstrou um carro-conceito baseado em seu modelo elétrico, o Leaf, que é capaz de se dirigir e até estacionar sozinho. O automóvel, que está em exibição na feira de tecnologia CEATEC que acontece nesta semana no Japão, promete colocar um fim a uma das tarefas mais frustrantes para qualquer motorista: circular por um estacionamento lotado em busca de uma vaga. Os recursos avançados do veículo são controlados a partir de um smartphone. Quando o motorista chega ao seu destino ele pode apertar o botão “Park In” num app e deixar todo o trabalho por conta do carro. “Quando um smartphone envia o comando para estacionar, ele viaja através da nuvem até o Nissan Global Data Center”, disse Tooru Futami, diretor de engenharia da Nissan Electronics Engineering Development Division. “Então a saúde do carro é verificada, e o sistema decide se o veículo pode entrar no modo de direção automática. Se tudo estiver OK, esse modo é habilitado”. Protótipo que se dirige sozinho é baseado no Nissan Leaf Nele a primeira coisa que de que o carro precisa é de um mapa preciso de seus arredores, que é fornecido através de uma conexão 4G LTE. O carro então obtém imagens de quatro câmeras de alta-definição espalhadas pela carroceria e tenta reconhecer os arredores. Segundo a Nissa, esse método é mais preciso que usar o GPS. Assim que o carro tem certeza de sua localização, ele pode começar a procurar uma vaga e, quando a encontra, se estaciona sozinho. Durante todo este tempo, o usuário não precisa sequer estar perto do veículo, e pode fazer outras tarefas. Na demonstração durante a CEATEC o carro dirigiu a cerca de 5 quilômetros por hora no modo automático. No momento toda a “inteligência” necessária vem de dois PCs no bagageiro do Leaf, mas os engenheiros da Nissan estão trabalhando na miniaturização do sistema. O veículo é um conceito e ainda vai demorar a chegar às lojas, mas um 2015 em números bem grandes pintados na lateral pode ser uma indicação de quando ele poderá estar disponível. PCs no bagageiro são responsáveis pela "inteligência" do carro Fabricantes ao redor de todo o mundo estão realizando experiências com carros que se dirigem sozinhos, mas talvez a empresa mais conhecida por essa tecnologia seja a Google. Ela vem testando um sistema para carros que se dirigem sozinhos em estradas da Califórnia há algum tempo, e o estado se tornou recentemente um dos poucos nos EUA a reconhecer este novo tipo de veículo em suas leis de trânsito. Sob as leis japonesas, carros que se dirigem sozinhos não são permitidos. Isso significa que talvez a tecnologia chegue às ruas primeiro em um mercado no exterior.




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quarta-feira, 3 de outubro de 2012


Brasil é o segundo lugar no mundo mais perigoso para os motociclistas



O Brasil só perde para o Paraguai em número de motociclistas mortos.


Esta semana um estudo inédito mostrou o quanto andar de moto no Brasil é perigoso. A chance de se envolver em acidentes de trânsito é 14 vezes maior do que estando de carro. “O brasileiro tem uma baixa cultura de segurança, e aceita o risco de dirigir com desatenção, de forma negligente e sem foco nos perigos que podem ocorrer no trânsito”, afirma o professor da Universidade de Brasília (UnB) David Duarte Lima, doutor em Segurança de Trânsito.

Segundo o estudo denominado Mapa da Violência 2012, realizado pelo Instituto Sangari, o Brasil é o segundo país no mundo em número de vítimas fatais de acidentes de motos, só perdendo para o Paraguai. São 7,1 óbitos a cada 100.000 habitantes. Em 15 anos a taxa de mortalidade sobre duas rodas cresceu mais de 800%. “A motocicleta é um veículo que tem suas especificidades e por isso deve ser tratada como tal. É necessário que haja uma legislação, sinalização e fiscalização apropriadas. Enquanto o poder público não olhar com a devida atenção para o veículo de transporte individual que mais cresce no Brasil, as barbáries continuarão acontecendo”, defende Lucas Pimentel, presidente da Associação Brasileira de Motociclistas (ABRAM).

Especialistas afirmam que o crescimento assustador da frota de motocicletas contribui para esses números. De acordo com dados do Denatran, hoje são mais de 18 milhões de motocicletas em circulação no país. Este número representa 25% de toda a frota nacional. Na última década o crescimento foi de 246%. “A facilidade em adquirir este veículo, o poder aquisitivo do brasileiro que aumentou e as vantagens econômicas e de mobilidade, fizeram com que a frota de moto tivesse esse boom no Brasil” diz, Elaine Sizilo, especialista em trânsito e consultora do Portal.

Um dos grandes problemas nas cidades brasileiras é o tráfego das motos nos corredores. Nesse quesito o Brasil faz parte da minoria, é um dos poucos países no mundo que permite a circulação de motos entre os carros. Nos EUA, por exemplo, os índices de morte equivalem a um quarto dos óbitos registrados nas vias brasileiras. Lá as motos só podem andar atrás dos demais veículos.

Lucas Pimentel não acredita que proibindo o tráfego de motos nos corredores no Brasil diminua o problema. “Essa definitivamente não é a questão crucial no nosso país. Nós da Associação, defendemos que é muito mais seguro transitar ao lado dos automóveis do que atrás deles, pois o campo de visão do motociclista fica prejudicado. Nesse caso, um buraco ou um objeto na pista pode levar a um grave acidente”, afirma Pimentel. Para ele, o maior problema é o número de motociclistas que dirige sem habilitação. “Hoje a legislação não obriga a apresentação da CNH para a compra da moto, por isso muitos compram o veículo e antes de se habilitar já estão nas ruas e sem conhecimento nenhum”, explica.

O problema seria amenizado se houvesse investimento em conscientização, educação e fiscalização. “Enquanto o motorista olhar para a moto como um veículo intruso- que não deveria estar ali- estas tragédias continuarão ocorrendo. É claro que o motociclista deve respeitar as leis, a sinalização e utilizar os equipamentos de segurança, mas o essencial mesmo é um grande investimento em educação para todos os usuários do trânsito”

A importância do uso do capacete



Além de ser uma infração gravíssima, não usar o capacete pode colocar em risco a segurança do motociclista






O aumento da frota de motocicletas trouxe uma consequência trágica para as ruas do país, o crescimento dos acidentes e mortes envolvendo motociclistas. “O capacete é o equipamento para condutores e passageiros de motocicletas e similares que, quando utilizado corretamente, minimiza os efeitos causados por impacto contra a cabeça do usuário em um eventual acidente”

Estudos efetuados para avaliar a eficácia do uso de capacetes, demonstraram que, o seu uso pode prevenir cerca de 69% dos traumatismos crânio-encefálicos e 65% dos traumatismos da face. O capacete protege o usuário desde que utilizado corretamente, ou seja, afivelado, com todos os seus acessórios e complementos. “É importante verificar se o capacete apresenta o selo do Inmetro, pois esta é a garantia de que este capacete foi testado de acordo com as normas estabelecidas por um organismo de certificação competente

Ainda segundo a especialista, a recomendação é utilizar somente os chamados capacetes “fechados”, que protegem toda a cabeça.

Quem não usa o capacete, além de estar colocando a própria vida em risco, comete uma infração gravíssima, com multa de R$ 191,54 e suspensão direta do direito de dirigir.

Viseira
As viseiras fazem parte do capacete e protegem os olhos e parte da face contra impactos de chuva, poeira, insetos, sujeira e detritos jogados ou levantados por outros veículos. Em velocidade, o impacto de um pequeno objeto causa um grande estrago se o piloto não estiver suficientemente protegido.

Os óculos comuns não proporcionam uma proteção adequada, pois são facilmente arrancados em caso de colisão e até pelo vento, se o piloto girar a cabeça. Além disso, mantém muito exposta uma boa parte da face e não impedem o lacrimejamento causado pelo excesso de vento. Portanto, o equipamento adequado para capacetes sem viseira é o óculos de proteção, desenvolvido especialmente para esta finalidade. 

Transitar sem viseira ou óculos de proteção (ou com a viseira levantada) também é infração de trânsito gravíssima, com multa de R$ 191,54 e suspensão direta do direito de dirigir.







Jovens têm mais chance de sofrer acidentes por distração


Pesquisa americana revela que os jovens são os passageiros com menor probabilidade de alertar o motorista se ele enviar mensagens de texto ou falar em um telefone celular. “Encontrar motoristas distraídos é muito mais comum do que imaginamos e novas descobertas mostram que os condutores mais jovens estão particularmente em risco

Pesquisa divulgada pelo NHTSA, órgão de segurança americano, aponta que os motoristas mais jovens entre 18 e 20 anos tem quase três vezes mais probabilidade de se envolver num acidente deste tipo do que os condutores com mais de 25 anos, pelo simples fato de assumirem que não largam o telefone celular enquanto dirigem.

A pesquisa foi feita para avaliar as atitudes dos condutores e o comportamento deles em relação ao celular. Quando perguntados, como passageiros, como eles se sentiriam sobre diferentes situações, quase todos os entrevistados (cerca de 90% do total) assumiram que consideram inseguro andar com um motorista que envia ou lê mensagens de texto enquanto dirige. No entanto, a pesquisa também descobriu que os passageiros mais jovens são menos propensos a alertar sobre este perigo que os mais velhos. “Isto mostra que apesar de conhecer o risco, o jovem tem essa barreira de alertar o amigo, até por vergonha de ser ‘rejeitado’ pelo resto da turma”


SP recebe primeiro posto de carga rápida para carro elétrico do país




O primeiro posto de recarga rápida de veículos elétricos no Brasil foi instalado na Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (IEE/USP), em São Paulo, na última sexta-feira (28). Em fase de testes, a iniciativa é parte de uma parceria entre a EDP no Brasil, empresa do Grupo EDP Energias de Portugal, com a Fundação Instituto de Administração (FIA), o instituto e a Sinapsis.

Neste ponto de abastecimento, os veículos com uma autonomia em torno de 180 km levam até 30 minutos para recarga da bateria, que é normalmente limitada em 80% de sua capacidade máxima, a fim de prevenir danos. Os eletropostos de carregamento lento, em corrente alternada com 3,7kVA de potência, levam até 8 horas para realizar a mesma tarefa.

O projeto está aberto a convênios com instituições públicas que queiram abastecer seus veículos elétricos nos 3 eletropostos instalados no IEE (recarga rápida, lenta e residencial). O serviço será oferecido para organizações públicas da cidade de São Paulo que estejam atualmente usando ou operando veículos elétricos.

Os três eletropostos foram fabricados pela Efacec, empresa fornecedora de carregadores elétricos para o projeto de mobilidade elétrica em Portugal. O de carga rápida segue especificações da Europa, Japão e EUA e tem 50kW de potência de saída em corrente contínua