sábado, 13 de julho de 2013

Justiça ordena recall de cadeirinhas para crianças


Alerta aos pais de crianças pequenas! O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor ordenou um recall de 12,9 mil cadeirinhas para transporte de crianças em automóveis das marcas Burigotto e Chicco. Segundo o órgão público, os assentos infantis podem apresentar problemas no fecho de segurança, o que aumenta o risco de lesões graves para crianças e demais passageiros na ocorrência de um acidente.

O recall das cadeirinhas Burigotto envolve os modelos Neonato, Peg-Pérego, Tri-Fix K e Navetta XL, todas fabricadas entre janeiro de 2010 e maio de 2013.

Já a Chicco, uma divisão do grupo Artsana Brasil, terá de revisar o modelo Auto-Fix equipado com o dispositivo 1Daphne 01, vendidas entre janeiro de 2010 e maio de 2013. Todas as cadeiras, de ambas as marcas, terão de trocar os fechos defeituosos.

Em comunicado, os fabricantes afirmam que não foi registrado nenhum acidente decorrente do possível defeito nas cadeirinhas e que o recall é uma medida preventiva.

Mais informações podem ser obtidas junto às empresas, por meio do telefone 0800 770 2298 (Burigotto) ou 0800 200 0210 (Chicco).
TESTE DE VEÍCULO ARTESANAL
VEJAM!!!



quinta-feira, 11 de julho de 2013

O futuro está ai, o carro sem motorista pode mudar as cidades



Veículos estão em fase de testes, mas tecnologia pode ser lançada em uma década

  Ver um carro do Google que não necessita de motorista voando pela rodovia 101 do Vale do Silício ou estacionando numa rua de São Francisco não é exatamente uma cena excepcional. À medida que montadoras como Audi, Toyota e Mercedes-Benz elaboram seus projetos de carros auto dirigíveis, é só uma questão de tempo para esses veículos saírem da Califórnia e se tornarem parte dos grandes engarrafamentos nos EUA.

Embora o carro que não necessita de motorista ainda pareça ficção científica fora do Vale, as pessoas que trabalham e criam a tecnologia começam a indagar o que tais carros poderiam significar para a cidade do futuro. A resposta é: "muito".

Imagine uma cidade onde você não fica dando voltas à procura de lugar para estacionar. Os semáforos serão menos comuns porque sensores inseridos nos carros e ruas coordenarão o tráfego. E os tíquetes de estacionamento se tornarão raridade, uma vez que os carros serão inteligentes o bastante para saber onde não devem parar.

À medida que cientistas e empresas automobilísticas avançam - muitos esperam que estes veículos já sejam comuns na próxima década - pesquisadores, urbanistas e engenheiros vêm estudando como os espaços nas cidades podem mudar se nossos carros começarem a dirigir por nós.

Claro que existem riscos: as pessoas podem ficar mais dispostas a viajar distâncias maiores diariamente, o que levaria a uma nova expansão urbana.

A cidade do futuro teria ruas mais estreitas porque os espaços de estacionamento não seriam mais necessários. Segundo o Departamento de Seguranças nas Estradas dos EUA, 30% do tempo de condução nas áreas comerciais da cidade são desperdiçados em busca de estacionamento. De acordo com a agência, quase um bilhão de quilômetros conduzindo um veículo é desperdiçado a cada ano pelas pessoas em busca de um local onde parar o carro.

"O que a automação permitirá será redesenhar tanto os espaços das cidades como do próprio carro", diz Ryan Calo, professor na School of Law da Universidade de Washington, especializado em robótica e drones.

Pesquisadores da Universidade de Harvard observam que, em algumas cidades, um terço do solo é ocupado por estacionamentos de carros. Para alguns urbanistas, o custo dos imóveis pode cair à medida que aumenta o espaço nas cidades.

O projeto Autonomous Intersection Management, criado pelo Laboratório de Inteligência Artificial na Universidade do Texas, em Austin, idealiza cidades onde não há semáforos e sensores dirigem o fluxo do tráfego. É claro que esta cidade utópica vai demorar para existir. Porta-voz da Audi disse que um carro totalmente automatizado não estará disponível antes do fim da década. E questões de fiscalização precisam ser solucionadas antes deste novo carro ser autorizado.

Mas as peças já começam a se encaixar, pelo menos a ponto de entusiasmar os que têm os olhos voltados para o futuro. No ano passado, Jerry Brown, governador da Califórnia, sancionou lei que abre caminho para os carros autodirigíveis na Califórnia, que será o terceiro Estado a permitir os carros nas rodovias. E as agências federais começam a analisar o seu impacto. Em maio, o departamento dos Transportes fez seu primeiro comunicado formal sobre os veículos autônomos, incentivando as cidades a autorizar os testes com os carros.

Mas, para alguns, esta promessa parece familiar. "A cidade do futuro não será um local sem congestionamentos. Essa mesma previsão, de que os carros libertariam as cidades dos engarrafamentos provocados pelos cavalos nas ruas, já foi feita", disse Bryant Walker Smith, membro do Centro de Pesquisa Automotiva em Stanford.














Tecnologia

Você já viu essas siglas ABS, EBD, ESP? saiba o que elas são

Tipos de freio do carro

À medida que cresce a tecnologia no  Mundo automotivo, aumenta também o número de siglas para tratar sobre os sistemas do veículo. Mas você sabe o que elas querem dizer? Para ajudar a identificar o que elas significam, separamos as siglas que têm como função em comum ajudar a manter o controle do carro. A mais popular delas é o ABS. Aprenda um pouco mais sobre essa sopa de letrinhas do ramo automotivo.

1 - ABS  - Vem doInglês “Anti-lock Braking System” e quer dizer sistema de freio antitravamento. Por meio de sensores instalados nas rodas, a informação sobre uma frenagem brusca é encaminhada a uma central eletrônica, que determina a soltura do freio gradativamente. Esse movimento permite a roda girar sem travar. O ciclo de aplicação e desaplicação se alternam e podem se repetir muitas vezes por segundo. O aviso do ABS no painel do carro ocorre quando o sistema é ativado, ou seja, em freadas bruscas. Se o símbolo aparecer no painel em situações normais de trânsito, procure um mecânico.

2- EAS  - A sigla EAS significa Eletronic Actuation System. É um sistema de Controle de tração e também de altura do carro em relação ao solo. Também atua ao mesmo tempo como um auxiliar do ABS, agindo mesmo que o pedal não seja levado ao fundo. Sua função em condições extremas de frenagem é controlar a altura do veículo.

3 - ESP - Tem a função de reconduzir o automóvel à trajetória original em caso de desestabilização, seja ela no eixo traseiro ou dianteiro. A sigla vem do inglês “Eletronic Stability Program”, ou programa eletrônico de estabilidade. Nos carros mais modernos é possível desativar o ESP por meio de um botão localizado no console. É essencial para uma dirigibilidade mais segura.

4 - EBD - São as iniciais de “Eletronic Brake Force Distribuition” em inglês. Nada mais é que distribuição eletrônica da força de frenagem. Trata-se de um sistema de controle da força da frenagem nos eixos dianteiro e traseiro. É utilizado como auxiliar complementar do ABS para proporcionar melhor distribuição das forças empregadas na frenagem.

5 - BAS  - Brake Assist System é um sistema de auxílio de frenagem em urgência, que joga carga máxima no freio quando o motorista pisa no pedal bruscamente. Atua junto com o ABS e o EBD.

Novo equipamento flagra 1º motorista por uso de droga



No primeiro dia de teste do novo aparelho que será usado na blitz da Lei Seca no estado de São Paulo, para detectar motoristas que usaram  DROGAS, um motorista foi flagrado nesta sexta-feira por uso de maconha na região do sambódromo, na Zona Norte de São Paulo. Segundo a assessoria do governo paulista, o condutor foi multado em 1 915,40 reais e liberado.

A Polícia Militar e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) promoveram na noite desta sexta um piloto da nova operação da Lei Seca no estado, que passará a utilizar um novo equipamento para fiscalizar o uso de drogas ao volante. Qualquer quantidade de substância entorpecente poderá caracterizar crime, segundo a legislação. 

O governador Geraldo Alckmin acompanhou a operação durante 20 minutos.

Balanço - O primeiro dia de fiscalização contabilizou 209 testes para detectar uso de álcool. Foram registrados 13 casos de consumo de bebidas alcoólicas e um de entorpecente - em que foi realizado o primeiro teste com o novo aparelho. Um motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro e, de acordo com agentes, foi autuado por apresentar sinais de embriaguez.

O programa Direção Segura foi anunciado na sexta-feira pelo governo paulista. Serão gastos 40 milhões de reais para implantar o novo modelo de fiscalização. De acordo com a nova Lei Seca, a polícia usará, além do bafômetro, um sistema que aponta se o motorista ingeriu alguma droga. O novo equipamento deverá confirmar a presença das substâncias por meio da saliva do condutor - o resultado é obtido em dez minutos.

MANIFESTAÇÕES

O gigante acordou ou está sonâmbulo?


As manifestações do povo tomaram conta de muitas CIDADES do país nestes últimos dias. A maioria dos manifestantes era composta por jovens estudantes que nunca haviam participado das grandes manifestações já feitas neste país. O gigante acordou ou está sonâmbulo? O movimento do povo ocupou ruas, avenidas e praças conclamadas por força da internet através de redes sociais usadas principalmente pelos jovens que antes se ocupavam a boa parte do seu tempo conectada na rede. O gigante acordou ou está sonâmbulo? As palavras de ordens que repercutiam dos manifestantes foram inúmeras, sendo que as mais contundentes eram contra a corrupção e a impunidade, por mais saúde e educação de qualidade e principalmente pela redução da tarifa do TRANSPORTE  público. O gigante acordou ou está sonâmbulo? As reivindicações, os gritos que ecoavam da multidão contra o sistema político, contra a corrupção e a impunidade e outras tantas reivindicadas são LEGÍTIMAS e há uma necessidade urgente de serem sanadas. O gigante acordou ou está sonâmbulo? A classe política e o povo precisam repensar e agir diante de tantas necessidades e carências pela falta de justiça social instalada por muitos séculos nos pais. A ausência do Estado em meio à comunidade deve ser combatida pelo governo com ações concretas de investimentos na educação, trabalho, moradia e segurança. O gigante acordou ou está sonâmbulo? O caminho para a solução de todos os problemas elencados pelo povo está na mudança de comportamento e partir para ações concretas de valorização das pessoas com atitudes de compaixão e respeito, cuidando e olhando uns pelos outros na construção de uma sociedade fraterna. O gigante acordou ou está sonâmbulo? As mudanças que tanto são cobradas da classe política devem começar em cada um, visto que o político e suas atitudes nada mais é o reflexo da sociedade das quais representa. Se quiserem extirpar a corrupção todos devem deixar de sonegar os impostos com o “jeitinho brasileiro”, passem a exigir sempre a nota fiscal, não furem filas, não desrespeitem as leis de TRÂNSITO, passem a jogar o lixo na lixeira, não troquem votos pelo vale combustível, não cometam a desonestidade. O gigante acordou ou está sonâmbulo? A partir dessas atitudes básicas e pequenas, porém alicerçadas e arraigadas no respeito para com o próximo, consciente dos direitos e deveres, vivendo com ética, moralidade e honestidade, o povo estará apto a produzir representantes políticos que efetivamente corresponderão aos anseios de toda sociedade e como conseqüência estarão usufruindo da educação e saúde de qualidade, transporte com tarifa justa, segurança, moradia e principalmente do respeito e honestidade com o DINHEIRO público, e agindo assim terão realmente um gigante acordado. Mas se o povo continuar com a mesma atitude de desonestidade; os gritos, a vozes das manifestações será de um gigante sonâmbulo inconsciente de suas atitudes nas manifestações apenas fazendo barulho. O gigante acordou ou está sonâmbulo?.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

As consequências dos cinco anos da Lei Seca



Neste mês de junho a Lei Seca completa cinco anos de vigência. A Lei 11.705/2008 foi recebida com otimismo pelas autoridades e alardeada pela imprensa com grande empolgação, pois tinha como principal “missão” ser a grande responsável pela queda do número de mortes no trânsito. A Lei Seca trouxe alterações tanto para o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) quanto para a Lei 9.294/96, que dispõe sobre “as restrições ao uso e à propaganda de produto fumígeros, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas”. No tocante às alterações então promovidas no CTB, a Lei 11.705/2008, logo em seu artigo 1º, já deixava claro que duas, basicamente, eram as suas finalidades, quais sejam, “estabelecer alcoolemia 0 (zero) e impor penalidades mais severas para o condutor que digirir sob a influência do álcool”. É bom que se diga que a Lei Seca não “criou” crime algum, mas apenas alterou a redação do delito de “embriaguez ao volante”, que já existia em nosso sistema normativo desde 1997, ano em que entrou em vigor o atual CTB. De fato, o crime de embriaguez ao volante, até então tipificado como “conduzir veiculo automotor, na via pública, sob a influência de álcool ou substância de efeitos análogos, expondo a dano potencial a incolumidade de outrem”, ganhou um novo elemento objetivo: determinada concentração de álcool por litro de sangue. Com a Lei Seca, a tipificação do crime previsto no artigo 306 do CTB ficou condicionada à apuração objetiva de que o condutor do veículo detinha, no mínimo, seis decigramas de álcool por litro de sangue. No caso específico do bafômetro, o parágrafo único, do artigo 306, do CTB, deixou claro que era preciso estabelecer uma regra de equivalência. Coube ao Decreto 6488/2008 estabelecer que, nos casos de a aferição da embriaguez ao volante ser medida a partir de “teste em aparelho de ar alveolar pulmonar (etilômetro)”, a “concentração de álcool igual ou superior a três décimos de miligrama por litro de ar expelido dos pulmões” seria suficiente para caracterizar o tipo penal. Ocorre que, justamente em razão do acréscimo daquelas novas circunstâncias de caráter objetivo, a Lei 11.705/2008 passou a servir de meio para a impunidade. Isso porque, como consequência lógica do direito constitucional do acusado/investigado ao silêncio, surgiu o princípio de que “ninguém está obrigado a produzir prova conta si mesmo”. Sendo assim, como, então, compelir alguém a efetuar o teste do bafômetro ou o exame de sangue? E foi justamente por conta disso que a Lei 11.705/2008 acabou representando um retrocesso. Bastava ao condutor se negar a realizar qualquer tipo de exame e, por mais embriagado que ele estivesse o crime não ficaria caracterizado. O Superior Tribunal de Justiça (STJ), pacificando a questão, decidiu que a partir da Lei 11.705/2008 o crime de embriaguez ao volante só poderia ser aferido e caracterizado a partir da realização de dois tipos de exame bem específicos, quais sejam, ou o exame de sangue ou o teste do bafômetro. Fica claro, então, que a Lei Seca, diferentemente do que se imaginava, trouxe mais problemas do que soluções. Quatro anos depois o Legislativo viu-se obrigado a editar uma nova lei (Lei Federal nº 12.760/2012) a respeito do tema, de forma a tornar mais rigorosa a apuração e a constatação da embriaguez ao volante. Essa lei, que entrou em vigor no dia 20 de dezembro de 2012, inseriu importantes modificações no artigo 306 do CTB. Em primeiro lugar, o legislador tratou de “limpar” o caput, deixando-o com uma redação bem próxima daquela existente antes da Lei 11.705/2008, sem qualquer menção à concentração de álcool no sangue. O legislador definiu que a constatação da embriaguez poderia se dar ou pela “concentração igual ou superior a seis decigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar”, ou, então, por “sinais que indiquem, na forma disciplinada pelo Contran, alteração de capacidade psicomotora”. Já no parágrafo segundo, verdadeiramente ampliando os métodos de prova da embriaguez, ficou previsto que a “verificação do disposto neste artigo poderá ser obtida mediante teste de alcoolemia, exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros meios de prova em direito admitidos, observado o direito à contraprova”. A Lei 12.760/2012 recebeu severas críticas ao permitir que a embriaguez pudesse ser constatada a partir de “vídeos, prova testemunhal ou outros meios de prova em direito admitidos”. Deixou porta aberta para arbitrariedades e “achismos”, já que tanto policiais/agentes de trânsito quanto particulares não podem se equiparar a peritos para afirmar que alguém se encontra embriagado. Críticas à parte, fica fácil perceber que, a partir da Lei 12.760/2012, a simples negativa do condutor em cooperar com a realização dos exames de sangue/bafômetro não é mais garantia da impunidade, haja vista que diversos outros elementos de prova poderão ser usados para comprovar a embriaguez. E o efeito dessa legislação mais rigorosa já pode ser percebido nas ruas: o brasileiro, paulatinamente, vem adquirindo uma nova cultura. Passados cinco anos desde a implementação da chamada “Lei Seca”, podemos concluir que a legislação vigente, embora ainda não seja perfeita, trouxe grandes melhorias à sociedade.


PEDÁGIO

Pedágio no Brasil está entre os mais caros do mundo


pedagio brasil



Praça de pedágio ocupada no Rio Grande do Sul, cancelas levantadas por manifestantes para a passagem de veículos no Paraná, cabines de cobrança depredadas em ponte no Espírito Santo, estradas pedagiadas sob bloqueio em vários estados. Suspensão de reajuste do pedágio em São Paulo. A onda de protestos que sacode o país deixou o centro das cidades e pegou carona na insatisfação popular até as rodovias concedidas à iniciativa privada. Uma revolta que, a exemplo do pedágio, está longe de ser gratuita. Reportagem da sexta edição da Revista Congresso em Foco revela que, apesar de pagar uma das tarifas mais altas do mundo, o brasileiro convive com problemas como baixos investimentos, não realização de obras previstas em contrato e suspeita de conivência por parte de órgãos de fiscalização.

A matéria destaca estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que mostra os dois aspectos mais negativos das concessões rodoviárias no país. De um lado, principalmente nas estradas estaduais, a tarifa é muito mais alta que a média internacional. Do outro, as empresas concessionárias, sobretudo nas vias federais, investem menos que deveriam nas rodovias.

No primeiro caso, encontram-se as rodovias estaduais do Rio de Janeiro e de São Paulo, que, devido ao modelo de concessão utilizado, são as que mais avançam no bolso dos motoristas. O valor médio praticado nas estradas estaduais fluminenses é de R$ 12,93 a cada 100 km. Mas há casos em que ele supera em muito esse patamar. A tarifa paga nos fins de semana e feriados por um carro de passeio, para percorrer os 55 km da Via Lagos (administrada pela CCR), chega a incríveis R$ 14,90. Nas vias paulistas, a média para o percurso de 100 km é ligeiramente inferior à do Rio, R$ 12,76. A média internacional é de R$ 8,80 pela mesma distância percorrida.

Nas estradas federais, onde a média a cada 100 km é de R$ 5,11, o problema é que muitas obras contratadas não são executadas pelas concessionárias. A reportagem mostra que em Santa Catarina o Ministério Público Federal pede na Justiça a devolução à União do trecho da BR-101 que liga Florianópolis a Curitiba (PR). Os procuradores acusam a empresa que controla a rodovia de não ter feito obras previstas em contrato, orçadas em R$ 400 milhões, e questionam a legalidade de aumentos na tarifa local autorizados pela Agência Nacional de transportes Terrestres (ANTT). Trata-se de uma das primeiras concessões rodoviárias feitas pelo governo do PT (ainda na gestão Lula).

Suspeitas

A via está nas mãos do mais poderoso consórcio de estradas do mundo, que ainda controla no Brasil a Régis Bittencourt, que une Curitiba e São Paulo. Também nesse trajeto, pairam suspeitas de irregularidades. O Ministério Público abriu seis investigações para aferir se, depois da privatização, melhoraram as condições da estrada e se foram concluídas obras atrasadas, previstas desde 2008.

Perigos como esse aparecem à frente no caminho traçado pelo governo federal para recuperar, duplicar e manter as estradas federais brasileiras. O Executivo prepara a concessão de 7,5 mil km de rodovias à iniciativa privada, e as concessões – que também incluirão  ferrovias e aeroportos – são a principal aposta do governo Dilma Rousseff para melhorar a precária infraestrutura de transportes do país e estimular a economia a crescer. Vem do próprio governo, no entanto, a advertência sobre os problemas desse modelo . O estudo do Ipea (órgão ligado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República) demonstra que, enquanto nos demais países as concessões rodoviárias se destinam à construção de autopistas, por aqui as rodovias são repassadas prontas à iniciativa privada. “Essa diferença entre o programa de concessão brasileiro e os internacionais mostra que no Brasil os investimentos realizados pelo setor privado devem ter sido muito inferiores aos realizados no exterior”, aponta o instituto.

Esta reportagem conta ainda a luta de moradores de Itatiba (SP), na região de Campinas, para se livrar do pedágio que corta a própria cidade. Ali os protestos contra a cobrança das tarifas começaram bem antes da onda de manifestações que tomou conta do país. Eles criticam ainda a alternativa encontrada pelo governo paulista – o chamado sistema ponto a ponto, que prevê valores conforme o trecho percorrido. A discussão também traz como pano de fundo as diferenças de modelo de concessão de rodovias adotados por petistas e tucanos.

A matéria revela que, por trás das empresas que administram as principais estradas brasileiras, estão os quatro maiores doadores das campanhas eleitorais realizadas no Brasil entre 2002 e 2012: Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão.

terça-feira, 9 de julho de 2013

RESOLUÇÕES DO CONTRAN Nº 311 E 380

Itens de segurança em veículos  serão obrigatórios a partir do ano que vem


A partir do ano que vem, conforme as resoluções 380/2011 e nº 311/2009 do Conselho Nacional de trânsito (CONTRAN), todos os veículos brasileiros deverão ter, obrigatoriamente, dois itens de segurança: os airbags e os freios ABS.


A resolução busca trazer mais segurança aos veículos brasileiros. Segundo estudo da Latin NCAP (Programa de avaliação de carros novos da América Latina), que testa a segurança dos veículos com testes de colisão, alguns dos veículos vendidos no mercado brasileiro – e em outros mercados da América Latina – estão 20 anos atrasados em relação aos automóveis europeus e norte-americanos, no quesito segurança.



“São dois itens muito importantes. Os carros de hoje apresentam avanços tecnológicos muito grandes, mas é necessário, também, avançar em segurança. Os freios ABS melhoram na funcionalidade e os airbags, de forma complementar ao cinto de segurança, se tornam mais uma ferramenta para salvar vidas”, avalia Hélio Aveiro, vice-presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Distrito Federal – SINCODIV/DF.



Muitas pessoas sabem da existência destes equipamentos que ajudam na segurança ativa e passiva do veículo, mas, nem sempre, sabem como é o funcionamento e como estes itens ajudam ao motorista e aos passageiros. Segurança ativa é aquela em que se procura minimizar as possibilidades de um acidente: pneus em bom estado, boa visibilidade, suspensão em boas condições e etc. Os freios ABS se enquadram neste tipo de segurança pelo fato de auxiliarem na parada do veículo. Já a segurança passiva é aquela em que procura minimizar os efeitos de uma situação em que o acidente seja inevitável. Os airbags fazem parte deste tipo de segurança.



Funcionamento – Os freios ABS (do inglês Antilock Breaking System ou Sistema de Frenagem Antitravamento) é um sistema de segurança que impede o bloqueio das rodas em uma frenagem de emergência. Isso evita que o motorista perca o controle em uma situação de pista molhada ou com óleo, por exemplo.



Muitos motoristas se assustam na hora de frenagens de emergência: ao pisar forte no pedal, sente-se uma trepidação e isso induz muitos motoristas a soltarem o freio. “A trepidação do pedal é normal e indica o funcionamento perfeito do sistema antitravamento dos freios. Não se deve aliviar a pressão no pedal”, explica Aveiro.



Os airbags são bolsas de ar infláveis que complementam o cinto de segurança e, em caso de impacto, são enchidas em frações de segundo. As bolsas obrigatórias serão apenas as frontais. Mas existem outros tipos de airbags como o para os joelhos; os sidebags (laterais) e até para pedestres. Não é em qualquer tipo de colisão que os airbags são acionados: isto depende da desaceleração do veículo, do ângulo de colisão e do risco de lesão.



O airbag pode causar lesões sérias por sua alta velocidade de acionamento. Por isso é importante não dirigir muito próximo do volante, manter os braços em posição correta no volante – sempre no aro, nunca na parte central – e, para os passageiros, jamais andar com os pés apoiados em cima do painel. É importante que crianças e animais não andem no colo do passageiro no banco da frente. Em caso de acidente, as lesões poderão ser agravadas. 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Stress

Stress no trabalho e no trânsito pode causar doenças

  stress trabalho trânsito



 As divergências no trabalho e os imprevistos da casa deixam qualquer um esgotado ou com dores irregulares nas costas e no pé. Aliado a isto, segundo pesquisa do IBM (International Business Machine), as pessoas estão cada vez mais estressadas no trânsito, o que torna a vida nas grandes cidades um verdadeiro apocalipse. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o stress pode causar de diversas doenças como depressão, asma, baixa imunidade e bronquite.

Para minimizar os efeitos do stress e garantir boa saúde, há vários tipos de serviço oferecidos na área de relaxamento, como as massagens feitas pela terapeuta corporal do Bem-Estar, Solange Medeiros. No seu espaço, Vitrine do Bem-Estar, a massoterapeuta oferece diversos tratamentos que aliviam as dores musculares e o cansaço e, de quebra, livram a mente dos problemas.

“As massagens propiciam um relaxamento que não atende exclusivamente ao corpo, mas também à mente. Na terapia holística, compreendemos que corpo, energia e mente são um só, por isso, devem ser trabalhados juntos para atenuar os transtornos causados pelo stress”, afirma Solange.

Existem diversos tipos de massagem:

Reflexologia – É a utilização técnica que estimula os pontos de reflexos no corpo humano. Atua principalmente nos pés, mãos, rosto e crânio. A reflexologia desobstruí as energias paralisadas e faz com que elas criem seu fluxo por todo o corpo, permitindo que o organismo reencontre o seu equilíbrio natural.

Shiatsu – De origem nipônica, o Shiatsu passou por diversas transformações ao longo dos anos, mas manteve o seu diferencial básico: ele é realizado com as pontas dos dedos e palmas das mãos. Sob a pressão dos polegares, a pele é estimulada e retorna ao seu equilíbrio energético, fazendo com que os distúrbios do organismo sejam restabelecidos.

Pedras Quentes  – Tendo como objetivo primordial equilibrar as energias do corpo e restabelecer uma ordem certa, a massoterapia com pedras quentes promove o perfeito relaxamento corporal e mental, reduzindo o estresse e equalizando a sinergia entre as forças fisiológicas e orgânicas.

Câmara rejeita proibição do tráfego de motos por “corredores”




A Comissão de Viação e Transportes rejeitou o Projeto de Lei 3626/12, do deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), com o objetivo de proibir o tráfego de motociclistas entre veículos ou entre a calçada e os veículos, utilizando os chamados “corredores”.

Pelo texto, as motos e similares (motonetas e ciclomotores) ficariam obrigados a trafegar exclusivamente pelo centro da faixa de rolamento. O projeto foi arquivado por ter sido rejeitado em caráter terminativo pela única comissão de mérito.

O relator, deputado Milton Monti (PR-SP), reconheceu que a proibição de circulação entre faixas ou entre os carros e a calçada traria maior segurança no trânsito, mas recomendou a rejeição do projeto porque ele traria três problemas maiores: o aumento da retenção de tráfego; a dificuldade de fiscalização da proposta; e o aumento de colisão entre a moto e a traseira de veículos de maior porte, choque que poderia ser fatal para os motociclistas.

Ele argumentou ainda que o assunto é objeto de outro projeto em tramitação na Casa, o PL 2872/97, que pretende restringir a circulação em corredores apenas no caso de engarrafamentos.

Tráfego de motos no CTB


O projeto rejeitado tem o mesmo teor de uma proposta aprovada pelo Congresso em 1997, que foi vetado pelo então presidente da República Fernando Henrique Cardoso. À época, o argumento do veto foi de que não cabia restringir a utilização de veículos de duas rodas quanto ao diferencial de maior agilidade de deslocamento.

domingo, 7 de julho de 2013

TARIFA DE ÔNIBUS

Tarifa de ônibus subiu mais do que custo de carro, segundo Ipea



Nos últimos 12 anos, os custos de quem usa carro no país aumentaram relativamente menos que os gastos dispensados pelos usuários de transporte público. Estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que o preço das tarifas de ônibus, de 2000 a 2012, cresceu 192%, 67 pontos percentuais acima da inflação oficial registrada no período, de 125%. Já o índice associado aos gastos com veículo próprio – que inclui a compra e a manutenção de automóveis e motos e as tarifas de trânsito – teve alta de 44%.

De acordo com o levantamento feito pelo instituto em 11 capitais, incluindo Belo Horizonte, a discrepância entre meios de transporte ocorre devido aos investimentos do governo. Enquanto no transporte público não há subsídio e 100% da passagem é paga pelos usuários, o governo deu incentivos para a aquisição de automóveis, principalmente com a desoneração do setor.

Além da inexistência de subsídios ao transporte coletivo, os incentivos à compra de automóveis e os problemas enfrentados pelos usuários – como lotação e atrasos, algumas das principais reclamações feitas em manifestações pelo Brasil recentemente – reduziram em pelo menos 20% o número de passageiros na última década, ampliando o valor do tíquete. “A planilha do transporte é simples de entender. Você tem um custo total, dividido pelos passageiros que utilizam o ônibus, o que resulta no valor final da tarifa. Como os custos sempre aumentam e o número de passageiros cai, não tem como diminuir o preço se não houver ajuda do governo. Essa ajuda não acontece no país”, afirma o engenheiro de Transportes e Trânsito Márcio Aguiar.

Segundo o estudo, um dos principais vilões do preço das passagens nos últimos anos foi o óleo diesel, que teve crescimento de 129%. O combustível, que representava cerca de 10% no custo da tarifa, agora já participa com 30% no valor das passagens.

O pesquisador do Ipea Carlos Henrique de Carvalho, um dos responsáveis pelo estudo, afirma que a única forma de melhorar a qualidade do transporte é ampliar as fontes de receita.

Europa. O levantamento cita o exemplo da França, onde as receitas arrecadadas com a tarifa cobrem menos que 40% do custo total do sistema. Para completar as despesas com o transporte, o governo criou uma taxa para o transporte, paga pelas empresas, com base no número de trabalhadores contratados. Essa verba é totalmente usada para custear o transporte coletivo.

TURBINAR A MOTOCICLETA

ALTERAR O ESCAPAMENTO DA MOTO GERA UM RUÍDO DE 38 DECIBÉIS ACIMA DO NORMAL 





A produção de motos voltou a crescer em junho, mas uma prática comum entre os motociclistas tira o sossego dos outros: a troca do escapamento.

A barulheira sobre duas rodas é só um dos ruídos que incomodam pelas ruas da cidade. Mas é um dos piores.
“Eles fazem questão de fazer o barulho. Realmente incomoda muito”, diz um homem.

“É insuportável, né”, diz uma mulher.

O motivo é o escapamento usado para turbinar as motos. Os canos originais são substituídos por outros, sem silenciador. “Isso aqui seria um cano original. Você pode ver que o bico dele é pequenininho, então ele tem aqui dentro uma lã de vidro, e aqui a gente tem o exemplo de um cano que é um cano esportivo. Você não tem os abafadores que aqueles canos têm. Então ele emite mais CO2 e, por conseguinte, faz mais barulho”, diz Eduardo Ferraz, dono de oficina.

Vamos ver então na prática como funcionam estas motos. Uma, com o cano original, e a outra adaptada, com escapamento esportivo. Vamos medir quanto barulho elas produzem para quem pilota e também para quem é obrigado a ouvir nas ruas. Vamos ver quantos decibéis saem destes canos.

O otorrino Jorge Leite vai fazer a medição. A moto com escapamento original é acelerada e o medidor chega a 92 decibéis. Já na moto incrementada, as aceleradas chegam a 118 decibéis. Esta outra, mais potente, com quatro cilindros, é ainda mais ensurdecedora: 123 decibéis.

Lembrando que, acima de 85 decibéis, o barulho pode ser nocivo, dependendo do tempo de exposição.
“E isso pode acarretar em problemas, que não o problema auditivo. Ela pode acabar tendo picos de pressão arterial, tendo dores de estômago”, explica Jorge Leite,otorrino.

E para quem aprendeu que o barulho pode ser prejudicial, o motoboy que prefere chamar a atenção da forma antiga.
“Eu ando do lado direito da pista e buzino para eles poderem olhar no retrovisor. Para saber que eu estou vindo atrás”, Júlio de Souza, motoboy.

Segundo o Código Nacional de Trânsito, há regras para buzinar. Os toques têm que ser rápidos e usados apenas para alertar sobre o risco de acidentes.