sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Técnicas de pilotagem








Aprende-se pilotar bem uma motocicleta praticando. Existem conceitos que não podem ser ensinados através de um livro ou apostila, mas estar ciente das noções gerais é um excelente começo, para quem quer aprender corretamente. Estas noções são:

  • Sentar na moto de tal modo que os braços fiquem ligeiramente flexionados ao segurar o guidão, nunca apoiando sobre ele o peso do corpo.

  • A altura correta do guidão permite que as mãos fiquem aproximadamente na mesma altura dos cotovelos.

  • Deixar os pulsos retos para ter um bom curso de acelerador e, ao mesmo tempo, ter bom acesso ao manete do freio.

  • Os pés deverão ficar bem apoiados na pedaleira, sem que a ponta fique virada para baixo. Não arrastar os pés no chão com a moto em movimento.


A embreagem tem papel importante, não apenas na troca de marchas, mas também no domínio da moto em subidas e conversões.

Toda motocicleta tem dois sistemas de freios independentes: um para a roda dianteira e outro para a traseira. O freio da roda dianteira é responsável por 70% do poder de frenagem. O objetivo do uso correto dos freios é conseguir uma redução de velocidade com segurança, sem que as rodas travem. É melhor, desde o início do aprendizado, acostumar-se a utilizar os dois freios ao mesmo tempo.

As situações críticas na utilização dos freios das motocicletas geralmente ocorrem em curvas e pistas irregulares e escorregadias. É importante acostumar-se a utilizar os freios sempre com muito cuidado.

Velocidade incompatível com a intensidade da curva é a maior causa de acidentes com motos. A velocidade incompatível faz com que o motociclista saia da sua faixa, invada a outra e saia da pista. Na iminência disso acontecer, o motociclista faz uma frenagem muito acentuada, desequilibrando-se e perdendo o controle.

São quatro elementos para controlar a moto nas curvas:

  • Reduzir a velocidade antes da curva, desacelerando ou freando.

  • Olhar para a curva determinando a posição da moto na pista.

  • Inclinar a moto, proporcionalmente à intensidade da curva. Em curvas muito lentas deve-se inclinar apenas a motocicleta, mantendo o corpo ereto.

Controlar a tração: manter a aceleração ou acelerar gradualmente ajuda a estabilizar a moto nas curvas.



Superfícies perigosas


A posição mais segura para passar trilhos e sonorizadores é transversalmente a eles, em ângulo de 90 graus. Passar em diagonal ou em ângulos menores poderá deslocar a roda dianteira da trajetória, provocando zigue-zague e queda. Se a aproximação e o posicionamento estiverem corretos, a moto irá vibrar e balançar, sem apresentar perigo.

Pisos Escorregadios

As motocicletas comportam-se muito melhor em superfícies que proporcionam boa aderência. Algumas das condições que podem deixar uma pista perigosa, com pouca aderência:

Pavimento molhado, particularmente logo após começar a chover.

Manchas de óleo na pista.

Estradas de terra ou acúmulos de pedregulho e areia nas estradas pavimentadas.

Lama e gelo.

Faixas pintadas na pista.

Placas de aço, especialmente quando molhadas.

Para pilotar com segurança nestas condições:


Reduzir a velocidade antes dos pontos de baixa aderência, principalmente em curvas.

Ser muito cuidadoso ao acelerar, frear, trocar de marchas ou fazer curvas, para não derrapar.

Trafegar sobre os rastros dos pneus dos outros veículos, onde há menos água.Cuidar na passagem de um tipo de piso para outro, como por exemplo do asfalto limpo para o acostamento com areia.



Veículos de pequeno porte X Veículos de grande porte







De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, os automóveis, caminhonetes, motocicletas e outros veículos de pequeno porte têm a preferência sobre os veículos de maior porte. Da mesma forma, pedestres e veículos não motorizados têm a preferência sobre todos os demais veículos.

No dia-a-dia do trânsito, porém, não é bem assim que as coisas funcionam. Existe uma espécie de competição entre veículos de menor porte, que têm a vantagem de agilidade e os maiores, que se impõe pelo tamanho. Em acidentes envolvendo motos e outros veículos, geralmente p motociclista leva o pior, pois a fragilidade da moto é grande e o condutor geralmente sofre o impacto diretamente na cabeça ou sobre o corpo.

A seguir alguns bons motivos para que motocicletas mantenham distância de veículos de grande porte (caminhões, carretas, ônibus e veículos articulados):

  • A capacidade de manobra dos veículos grandes é muito reduzida se comparada à de veículos menores: todas as manobras, sem exceção, são mais difíceis e mais lentas

  •  Em frenagens, veículos de grande porte precisam do dobro ou até do triplo da distância para parar.

  • Raios de curvas feitas por veículos grandes são maiores.

  • O comportamento de veículos grandes em curvas fechadas é sempre inseguro. O trajeto percorrido pelas rodas traseiras em curvas não segue a trajetória das dianteiras.

Em veículos grandes, a redução na área de visão e os pontos cegos, nas laterais e na parte de trás, são muito maiores do que em veículos de menor porte.






























Mulheres optam cada vez mais por motocicletas






Diante da correria do dia-a-dia, um veículo muito utilizado pela população das grandes cidades é a motocicleta. Com cada vez mais adeptos, um dado chama atenção: em Mato Grosso do Sul as mulheres estão optando por esse meio de transporte.

De 2008 até 2012 o número de habilitadas na categoria A, necessária para conduzir moto, aumentou em 109%. De acordo com dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS), há quatro anos havia no trânsito sul-mato-grossense 10.837 mulheres habilitadas na categoria A, atualmente são 22.660.

A estudante Rita de Cássia Ajala, 18 anos, optou pela habilitação AB, ou seja, para carro de passeio e moto. De acordo com Rita o preço foi um dos fatores que a ajudou a decidir por também ter a habilitação para duas rodas. "O valor para tirar a habilitação de carro e moto, era o mesmo que tirar só para carro", afirma.

Apesar de não andar constantemente de moto, a estudante afirma que devido à correria do seu dia, o meio de transporte é preferível pela rapidez. A manicure Alcione Salles, 33 anos, faz parte do grupo de mulheres habilitadas somente na categoria A. Há dois anos ela utiliza a motocicleta para trabalhar, já que atende suas clientes em suas casas.

Alcione ainda pretende tirar a carteira AB, que permite também dirigir veículos de passeio, mas não pensa em deixar de usar a moto. "Eu quero tirar carteira para carro para passear, e continuar com a moto para trabalhar", explicou. José Nei do Nascimento Silva é vendedor de motos e afirma que houve crescimento de mulheres comprando esse tipo de veículo. Silva contou ainda que mesmo com a adaptação do mercado para o público feminino, como por exemplo, a fabricação de motos e capacetes com cores variadas, elas preferem a cor neutra. "A [motocicleta] de cor preta é a que mais sai porque além da revenda ser mais fácil, é menos chamativa", assegurou.

O vendedor informou ainda que a preferência do público feminino são motocicletas menores e de baixa cilindradas, e que não há muita procura de acessórios por esse público.

Acidentes

Desde 2008 a participação da mulher no trânsito do Estado vem crescendo em todas as categorias, em quatro anos houve o aumento de 37%, passando de 219 mil condutoras habilitadas para 301 mil, em 2012. Mesmo com o aumento expressivo de motoristas do sexo feminino, os acidentes cresceram apenas 26% nos últimos quatro anos. Em 2008 foram 2893 mulheres envolvidas em acidentes contra 3639 até agosto de 2012.































Campanha - O trânsito só muda quando a gente muda



O trânsito só muda quando a gente muda





























Respeite a lei: embarque de idosos e pessoas com deficiência é prioridade






Curitiba lança uma campanha de valorização dos direitos dos idosos e pessoas com deficiência usuários da Rede Integrada de Transporte (RIT). Com o tema “Respeite a lei: o embarque de idosos e pessoas com deficiência é prioridade”.

A campanha foi projetada para chegar aos 2,3 milhões de passageiros transportados diariamente pelo sistema.

Além de prioridade no embarque e uso dos assentos exclusivos, pessoas com mais de 65 anos e pessoas com deficiência com renda familiar de até três salários mínimos também têm direito a gratuidade no transporte coletivo.













quarta-feira, 17 de outubro de 2012

CATEGORIA ALTERADA

Trailer e motor-home têm nova categoria de habilitação





No último dia 21 de julho, a Lei n° 12.452 alterou o artigo 143 do Código de Trânsito Brasileiro. As alterações foram feitas no que diz respeito à categoria de habilitação para dirigir trailer e motor-home. A partir de agora, motoristas com a categoria B podem dirigir motor-casa com menos de 6.000 Kg ou cuja lotação não exceda a 8 lugares, excluído o do motorista. Além disso, para dirigir um trailer que antes era obrigatório possuir a Categoria E, agora deve ser enquadrado em uma das categorias de habilitação, de acordo com o peso do reboque. 


Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é considerado trailer “reboque ou semi-reboque tipo casa, com duas, quatro, ou seis rodas, acoplado ou adaptado à traseira de automóvel ou camionete, utilizado em geral em atividades turísticas como alojamento, ou para atividades comerciais”. Já motor-casa ou motor-home, é o “veículo automotor cuja carroçaria seja fechada e destinada a alojamento, escritório, comércio ou finalidades análogas”. 

Com estas alterações, o Art. 143 do CTB fica assim:

II - Categoria B - condutor de veículo motorizado, não abrangido pela categoria A, cujo peso bruto total não exceda a três mil e quinhentos quilogramas e cuja lotação não exceda a oito lugares, excluído o do motorista.

§ 2o São os condutores da categoria B autorizados a conduzir veículo automotor da espécie motor-casa, definida nos termos do Anexo I deste Código, cujo peso não exceda a 6.000 kg (seis mil quilogramas), ou cuja lotação não exceda a 8 (oito) lugares, excluído o do motorista.

V - Categoria E - condutor de combinação de veículos em que a unidade tratora se enquadre nas categorias B, C ou D e cuja unidade acoplada, reboque, semirreboque, trailer ou articulada tenha 6.000 kg (seis mil quilogramas) ou mais de peso bruto total, ou cuja lotação exceda a 8 (oito) lugares.

Em nota, o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) informou que as alterações propostas contribuíram para o aperfeiçoamento das normas de trânsito, visto que não é razoável a exigência de que o condutor de veículo enquadrado na categoria trailer, com peso inferior a 6.000 kg, fosse habilitado na categoria E, enquanto que para os reboques e semirreboques, com peso igualmente inferior a 6.000kg, não foi prevista tal exigência.

De acordo com o Presidente da Comissão de Direito de Trânsito da OAB/PR Marcelo Araújo, “haverá uma tendência no aquecimento do mercado de trailers e motor-home, inclusive de sua locação, uma vez que a categoria de habilitação era um forte restritivo aos interessados na compra ou uso da atividade de campismo, cujo setor já reivindicava isso desde 1998 quando o CTB passou a vigorar”.



Educar e punir é a estratégia espanhola para reduzir mortes





Madri – Na Espanha acidentes de trânsito saem no jornal ainda que não morra ninguém. Em junho deste ano, por exemplo, o diário El País noticiou com destaque que em uma única semana ocorreram três atropelamentos com feridos em Madri, uma cidade de 3 milhões de habitantes.

São informações que surpreendem leitores latino-americanos, para quem choques sem gravidade em avenidas e estradas representam um assunto corriqueiro. “No meu país” – comentam de maneira geral os imigrantes ou turistas – “os acidentes aparecem no noticiário ou porque matam muita gente, ou porque tem famoso envolvido. Atropelamentos acontecem a cada minuto…”.

Os números falam por si: em 2010, 40.610 brasileiros perderam a vida em acidentes de trânsito. Durante o mesmo período o tráfego espanhol produziu 1.729 vítimas fatais. E na Argentina, cuja população é um pouco menor que a do país da Península Ibérica, foram 7.659 habitantes mortos por choques de automóveis.

“Todo o nosso trabalho está orientado para diminuir o número de acidentes e de vítimas. Há alguns anos éramos um dos lanternas entre os europeus. Atualmente somos um dos oito países que mais reduziram as estatísticas e estamos na liderança”, orgulha-se a porta-voz da Direção Geral de Trânsito (DGT) da Espanha, Nuria de Andrés.

Foi depois da consolidação da União Europeia como um território comum, cujas políticas de todos os países devem convergir para as normais gerais, que a Espanha começou a perceber as melhoras na segurança viária.

As medidas adotadas reduziram os índices de mortes no trânsito de 128 casos por milhão de habitantes em 2003, para 59 em 2009 – dados que estão inclusive abaixo da média europeia, que é de 69 mortos por milhão de habitante.

Mas embora tenha havido uma redução significativa de vítimas fatais nos últimos anos (os dados dão conta de “10 mil vidas poupadas” no período de 2003 a 2010), o trânsito é ainda a sexta causa de morte na Espanha. Por isso a perspectiva é atingir a audaciosa meta de 37 mortos por milhão de habitantes – quase a metade do que há hoje – antes de 2020.

Parece que eles estão no caminho. “Conseguimos esses índices graças a uma mudança de comportamento dos condutores, que passaram a entender que ter a habilitação não é simplesmente uma questão burocrática. Essa permissão para dirigir tem que ser ganha a cada dia”, prossegue Nuria.

Com 12 pontos o motorista experiente perde a carteira
Há seis anos o país ibérico adotou o sistema de pontuação na carteira de motorista: aqueles que tinham mais de três anos de habilitação ganharam 12 pontos, enquanto que os motoristas mais novatos receberam oito. As infrações significam descontos desse total e quando chega ao zero, o cidadão perde o direito de dirigir.

Desde então, 142 mil pessoas tiveram que entregar suas habilitações ao órgão de controle do governo e passar por cursos de reciclagem para poder voltar a dirigir – depois de aprovado em todos os exames.

Uma dessas pessoas foi a jornalista Patrícia Ortega Dolz, que relatou sua experiência no jornal El País, no qual trabalha. “Aquela vez foram quatro pontos e uma multa de 60 euros por não parar durante três segundos ao ver o sinal de ‘Pare’. Os pontos definitivos. Somados aos seis que perdi antes por não respeitar o sinalizador e diminuir a velocidade a 20 km/h em uma avenida e aos dois que perdi meses antes por andar a 133 km/h em uma estrada na qual o limite era 100. Se esgotou o crédito”, escreveu.

Para fazer valer a lei, a fiscalização foi reforçada com a contratação de 1.500 novos agentes de trânsito e a compra e instalação de radares em todo o país. “A reforma do código penal, que transformou as infrações – antes sanções administrativas – em delito sujeito a pena também ajudou muito”, revela a porta-voz da DGT.

Campanhas de conscientização chegam às escolas
Além de punir, o governo espanhol fornece muita informação ao motorista. Só no primeiro semestre de 2012, foram oito campanhas de conscientização veiculadas na televisão. Distrações ao volante, consumo de álcool e drogas, e as mais novas normas de trânsito são alguns dos temas.

O DGT também já iniciou a expansão dos cursos de formação, tirando-os do âmbito das auto-escolas e trasladando a colégios tradicionais, onde os crianças recebem as primeiras lições de bom comportamento no trânsito. E a intenção é instituir módulos nos currículos das universidades “de maneira que a educação viária esteja presente nos distintos setores da sociedade”, explica o Plano Estratégico de Segurança Viária 2011-2020.

Funciona, garante a porta-voz da DGT, Nuria de Andres. Tanto que os índices de jovens envolvidos em acidentes de trânsito tem caído a cada ano. “Antigamente, o número de mortes era maior entre as faixas etárias mais baixas, mas essa tendência está mudando. Os jovens são mais sensíveis a campanhas de conscientização”, comemora ela, que sublinha, entretanto que entre os 35 e os 54 anos se encontram as pessoas mais resistente a mudanças.

“Primeiro se explica as regras de trânsito e uma vez feito isso, é preciso controlar. Então a estratégia de educação para a cidadania é sempre acompanhada da possibilidade de multa. É preciso cumprir com o que está determinado”, conclui.




Uso da cadeirinha no carro salva uma criança por semana no Brasil





Estudo feito pelo Ministério da Saúde mostra que entre setembro de 2010 e agosto de 2011, 227 crianças de 8 anos morreram em acidentes de carro

BRASÍLIA - O número de crianças de até 8 anos mortas em acidente de trânsito caiu 23% no primeiro ano de vigência da lei da cadeirinha no País. Estudo feito pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base no registro de óbitos, mostra que entre setembro de 2010 e agosto de 2011 227 menores de 8 anos morreram em acidentes de carro. Entre setembro de 2009 e agosto de 2010, foram 296 - ou seja, pelo menos uma morte de criança a menos por semana.

"A relação entre a lei e a queda dos indicadores é evidente", avaliou nesta terça-feira, 16, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Para ele, a lei ajudou a reverter uma tendência de aumento de óbitos nessa faixa etária, identificada entre 2005 e 2010. Nesse período, o número de mortes saltou de 238 para 296. "O crescimento era registrado ano a ano, algo que foi invertido depois da lei da cadeirinha." Padilha argumenta que, além de a cadeirinha oferecer mais segurança para as crianças, o debate em torno da nova lei e o aumento da fiscalização levaram motoristas a adotar uma postura mais cuidadosa.

"Quando regras de trânsito se tornam mais rigorosas, há uma melhora significativa dos indicadores", avalia. Padilha ainda cita como exemplo o impacto inicial da lei seca nos registros de morte. "Naquela época, a redução também foi significativa."

O Ministério da Saúde deve continuar monitorando o número de mortes entre crianças no trânsito. Pesquisa semelhante já é feita com números deste ano. "A tendência é de haver uma acomodação dos indicadores, daí a necessidade de não se afrouxar a fiscalização", completa.

A chamada lei da cadeirinha exige o uso de dispositivos de retenção para o transporte de crianças em veículos. Crianças de até 12 meses devem ser transportadas no bebê conforto. De 1 a 4 anos, devem viajar em cadeirinhas. Já entre 4 e 7 anos e meio, o ideal é que utilizem o booster - assento elevatório.

O cinto de segurança do veículo deverá ser usado por meninas e meninos de 7 anos e meio a 10 anos. O descumprimento da norma prevê multa gravíssima de R$ 191,54, além da perda de 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo flagrado.

Próximos passos. Padilha adiantou que o governo continuará a usar legislações rigorosas para reduzir as mortes no trânsito. Em setembro, o governo anunciou que a meta é reduzir em 50% o número desses casos até 2020. Na mesma época, o Estado adiantou que o próximo passo será endurecer a lei seca no Senado, ainda neste ano. "Vamos apertar mais as regras e aumentar a fiscalização."

sábado, 13 de outubro de 2012



Dafra tem nova opção para o motofrete





Riva 150 Cargo tem preço sugerido de R$ 5.490 e já traz itens exigidos pelo Contran

A Dafra já vende em sua rede a versão Cargo da Riva 150. A moto tem preço sugerido de R$ 5.490 e oferece de fábrica protetor de pernas, suporte para baú e antena corta-linha, exigidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para o exercício do motofrete. A Cargo preserva itens de série da Riva convencional, como freio dianteiro a disco, rodas de liga leve, partida elétrica, conta-giros, indicador de marchas e marcador de gasolina, por exemplo.

A Riva 150 é nacionalizada em Manaus. Seu projeto é da Haojue, uma gigante chinesa que também fornece componentes para o scooter Dafra Smart 125. Seu motor com cilindrada de 150 cc é alimentado por carburador e produz 12,1 cv. O tanque comporta 13,3 litros. O suporte para baú foi desenvolvido para 20 quilos de carga. A Riva Cargo deve substituir dentro da linha Dafra a Speed 150 Cargo, que não teve nenhuma unidade montada este ano.

A moto mais vendida nesse nicho de mercado é a Honda CG 125 Cargo, que teve 8,4 mil unidades produzidas até setembro. A Suzuki também participa com o modelo Intruder 125 Cargo, com 1.073 unidades produzidas no acumulado do ano.







Há 71% mais motos do que habilitados







Apenas 53 municípios do Interior têm fiscalização no trânsito, o que é uma das causas do problema

Cícero Marcelo dos Santos, 30 anos, condutor de uma motocicleta, morreu em uma colisão com um caminhão no Km 153 da CE-292, na Chapada do Araripe, a 596 Km de Fortaleza. A vítima não era habilitada e estava sem capacete. Já no município de Ipu, distante 257 Km da Capital, o motociclista Antônio Araújo, 25, faleceu ao chocar-se contra um poste. A vítima, que morreu no local, estava sem capacete e sem carteira. Os dois acidentes, que aconteceram no último dia 25 de setembro, são apenas alguns resultados da falta de municipalização do trânsito, que gera um grande número de motociclistas circulando sem habilitação no Interior do Ceará.

O número de motos cadastradas no Departamento Estadual de Trânsito (Detran/CE) ultrapassa 71% a quantidade de motoristas capacitados a conduzi-las. Segundo o órgão, são 408.050 condutores habilitados para 701.337 veículos de duas rodas, somente no Interior. Uma situação, que segundo o comandante da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), coronel Túlio Studart, é mantida e tende a piorar devido à ausência da municipalização do trânsito em algumas cidades do Interior. Conforme ele, dos 184 municípios no Estado, apenas 53 são municipalizados.

De acordo com Túlio Studart, apesar de ser lei, muitos gestores alegam que o município não possui recurso para investir na capacitação e na implantação de um órgão fiscalizador do trânsito. "Dos 53 municípios, apenas dez, de fato, fiscalizam o trânsito ao pé da letra. Porém, oficialmente, temos 131 municípios que não têm nenhum tipo de fiscalização. O descumprimento da lei provoca a perda de muitas vidas", analisa. Para o comandante da PRE, este déficit resulta no aumento do número de acidentes, de vidas perdidas e gastos na saúde, que envolvem não só recursos municipais, mas estaduais e federais. "Para o poder público, um acidente tem vários gastos, como por exemplo, deslocamento de viaturas, perícia, ambulância e o deslocamento dos feridos para hospitais na Capital.

Tudo isso é gasto do poder público e está prejudicando a gestão como um todo", lamenta. Segundo Túlio Studart, mesmo sendo a realidade da Capital bem diferente do Interior do Estado, pois Fortaleza possui mais condutores capacitados do que motocicletas, ainda há flagrantes diários destes veículos circulando sem habilitação. Ele explica que a PRE, em parceria com o Detran, realiza dez blitze diárias nas periferias, que resultam, em média, na apreensão de 70 motocicletas, a maioria devido à ausência da carteira.

Infração

De acordo com Lorena Moreira, diretora de planejamento do Detran, conduzir veículo sem habilitação é a terceira maior infração registrada no Ceará. Em 2011, foram flagrados 10.394 motoristas circulando sem habilitação no Estado. Neste ano, até setembro, já foram 8.155. Contudo, Lorena afirma que a situação poderia ser bem pior se não fosse a Carteira Nacional de Habilitação Popular, projeto lançado pelo Detran, em 2009. Ela explica que o objetivo inicial do órgão era oferecer, gratuitamente, a CNH para motociclistas residentes no Interior que não tinham condições financeiras para adquirir o documento.

Diante disso, desde de 2009, 100 mil pessoas já foram selecionadas para o programa e 50 mil já estão com as CNHs gratuitas em mãos. De acordo com Lorena, para conseguir se cadastrar, é necessário fazer parte de um programa do governo, ser estudante de escola pública, egresso do sistema penitenciário ou ser deficiente. "Em 2012, estamos contemplando os fortalezenses com CNH Popular. Cerca de três mil foram selecionadas e 1.500 estão em processo de regularizar o exame", diz.

Apesar dessa iniciativa, Lorena Moreira acredita ser importante que os municípios apresentem a contrapartida em relação à municipalização. "Nos municípios onde não tem municipalização, a fiscalização só ocorre quando o Detran vai até lá. Na cidade que tem municipalização, a fiscalização é habitual e, consequentemente, apresenta um trânsito mais seguro", ressalta.

Solução

Para o promotor Gilvan Melo, coordenador do Núcleo de Atuação Especial e Controle, Fiscalização e Acompanhamento de Políticas de Trânsito (Naetran) do Ministério Público Estadual, a solução para o problema seria uma integração entre municípios, Estado e governo federal, já que a maioria das cidades não possui recursos próprios para investir em estrutura e capacitação de fiscais. "Para implantar a municipalização, é preciso ter recurso e estrutura", destaca.





Dicas para economizar combustível






Cada vez mais as montadoras investem em novas tecnologias para a produção de veículos mais econômicos e menos poluentes. Mas,

- Calibrar os pneus com a pressão recomendada pelo fabricante contribui para uma melhor rolagem dos pneus no solo e evita o desperdício de combustível. Faça a calibragem a cada 15 dias e sempre com os pneus frios.

- Retire o chamado “peso-morto” do veículo – objetos desnecessários no interior e porta-malas. Quanto mais leve o veículo, melhor sua autonomia.

- Faça a troca de marchas nas rotações adequadas e evitando o alto giro do motor. Na dúvida, consulte o manual, lá você encontrará a marcha mais recomendada para cada velocidade.

- Nunca use a famosa “banguela” - ponto morto com o veículo em movimento. Isso fará com que o “freio motor” não seja utilizado e o que o consumo de combustível seja maior.

- Verifique o alinhamento da suspensão para evitar o desgaste dos pneus e consequente perda da autonomia.

- O catalisador e o escapamento devem estar em boas condições. A obstrução da saída dos gases de escape podem aumentar a temperatura do motor e aumentar o consumo.

- Velas e cabos de ignição também devem ser verificados, pois garantem a devida queima do combustível.

- A chamada “válvula termostática” pode apresentar problemas e permitir a total passagem do fluído de arrefecimento para o radiador, fazendo o motor trabalhar em temperaturas muito baixas. Nestas condições, o sistema de injeção do veículo pode interpretar que o motor está frio e enviar mais combustível sem necessidade.

- Combustíveis de má qualidade comprometem o funcionamento do motor e alteram o consumo.

- Evite acelerar bruscamente o veículo, o que consome uma quantidade de combustível maior.



Acidentes vitimam crianças e preocupam especialistas de trânsito




Nos últimos quatro anos mais de onze mil crianças de até 10 anos receberam indenização por morte ou invalidez decorrente de acidente de trânsito no Brasil

A lei é clara. Pelo Código Brasileiro de Trânsito, menores de sete anos não podem ser transportados em motos, menores de 18 anos não podem dirigir veículos e crianças de até dez anos só podem ser transportadas no banco traseiro, e com dispositivo de segurança. Mas a falta de atenção a essas normas pode ser uma das principais causas do grande número de acidentes envolvendo crianças no Brasil, afirmam especialistas de trânsito.

A estatística sobre o assunto é alarmante. Só nos últimos quatro anos, de setembro de 2008 a agosto de 2012, 11.358 crianças faleceram ou ficaram inválidas permanentemente devido a acidentes de trânsito. É o que aponta levantamento do Seguro DPVAT, que indeniza vítimas de acidentes de trânsito no Brasil. Os dados apontam ainda que os automóveis são os principais responsáveis pelas ocorrências, representando 54% dos casos, seguidos pelas motocicletas, veículo que esteve envolvido em 33% dos registros.

Analisando regionalmente, o Sudeste tem o maior incidência de ocorrências (28%), seguida pela Região Sul (27%) e pela Região Nordeste (25%). "Se fizermos um paralelo com as frotas destas regiões, verificamos que a Região Nordeste representa apenas 11% da frota de automóveis do Brasil, enquanto as Regiões Sul e Sudeste possuem 21% e 56%, respectivamente. Por isso, proporcionalmente, podemos perceber que o Nordeste tem um peso grande nessa estatística", aponta Ricardo Xavier, diretor-presidente da Seguradora Líder DPVAT, administradora do Seguro DPVAT no Brasil.

De acordo com Fernando Moreira, pediatra e especialista em medicina do tráfego, o envolvimento de crianças em acidentes de trânsito é cada vez mais recorrente. "Prevejo que em pouco tempo teremos um colapso de atendimento na saúde, pois a cada dia vejo chegar mais e mais pacientes crianças devido a acidentes de trânsito, principalmente de moto. Muitas vezes já presenciei crianças de 10 e 11 anos que chegam acidentadas e estavam dirigindo o veículo", afirma o médico.

Outros especialistas apontam ainda que o desrespeito às leis de trânsito, não só diretamente relacionadas às crianças, é a principal causa de acidentes com vítimas. "Esse desrespeito não só ao Código Brasileiro de Trânsito como a todas as resoluções do país proporcionam cada vez mais acidentes, que inclusive crescem em época de feriado prolongado. Evitar o excesso de velocidade, álcool, drogas e a introdução de tecnologia dentro do veículo são alertas que são dados a todo o momento, mas as pessoas não se conscientizam disso", aponta Dirceu Rodrigues, Diretor do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego).

Pelo levantamento realizado, 4.056 crianças com idades de 0 a 10 anos perderam a vida em decorrência de acidentes de trânsito no período analisado e outras 7.302 sofreram algum grau de lesão proporcionando invalidez permanente. Os números englobam tanto as crianças que estavam sendo transportadas como aquelas que eram pedestres. Os acidentes envolvendo ônibus e caminhão registraram, juntos, 993 óbitos e 516 casos de invalidez permanente. A pesquisa considera as indenizações solicitadas de acordo com a data de ocorrência do acidente. As estatísticas ainda podem evoluir, visto que as vítimas têm até três anos para dar entrada no pedido do Seguro DPVAT.


quinta-feira, 11 de outubro de 2012


Cidade chinesa suspende tarifas de ônibus para reduzir trânsito




A cidade de Chengdu, capital da Província de Sichuan, sudoeste da China, lançou nesta quarta-feira (10) uma campanha com passagens gratuitas e desconto no preço da passagem de metrô da cidade, com o objetivo de encorajar as pessoas a escolher transporte público em vez de carros privados.

Um porta-voz da companhia de transporte municipal público de Chengdu disse que a política de passagem de ônibus gratuita permanecerá em vigor até 30 de junho do próximo ano. Na quarta-feira, 33 linhas de ônibus se tornaram gratuitas, e o número aumentará para 44 até o final do mês.

A mega cidade introduziu na segunda-feira o rodízio de veículos, um sistema adotado também em Pequim e algumas outras cidades chinesas para reduzir os congestionamentos. Porém, a restrição sobre os veículos e a política de suspensão da cobrança de taxas de ônibus troxeram novos problemas esta manhã, gerando grandes multidões nas estações de ônibus e metrô.

Muitos usuários da Sina Weibo, popular serviço de microblog do país, reclamaram que não conseguiram pegar um ônibus de manhã. "Hoje fiquei perdido no caótico sistema de transporte público de Chengu", disse o internauta "Hejin vagalume".

O porta-voz da companhia de transporte público disse que a companhia continuará melhorando os seus serviços através do aumento do número de veículos e de mais linhas de ônibus, além de outras medidas, para atender à crescente demanda por transporte público.

A despeito das reclamações, os internautas de outras cidades chinesas como Nanquim, Ningbo e Shenzhen, pediram que outras cidades introduzam esse tipo de incentivo. Assim como outras cidades grandes chinesas, Chengdu enfrenta problemas sérios de engarrafamentos, especialmente durante os horários de maior movimento nos dias de semana, com motoristas reclamando que os carros só conseguem se mover lentamente durante os horários de pico no centro da cidade.

domingo, 7 de outubro de 2012



ACIDENTE

CAMINHÃO SE QUEBRA AO MEIO DURANTE REPORTAGEM





IMPRESSIONANTE ESTE VÍDEO IMAGINEM ISTO EM ALTA VELOCIDADE











PERCA O MEDO DE DIRIGIR NO TRÂNSITO EM QUE VIVEMOS 
CONTATE-ME AULAS PARTICULARES

PERSONAL DRIVER  

CREDENCIADO PELO DETRAN-PE


PILOTAGEM SEGURA E COM TODOS OS PARÂMETROS EM DIREÇÃO DEFENSIVA E PREVENTIVA EM VEÍCULOS DE DUAS E DEMAIS RODAS



PERCA O MEDO EM POUCO TEMPO






CRIE HABILIDADES NA CONDUÇÃO DE VEÍCULOS
E CONDUZA SEM MEDO






CONTATO: marcelo_wnemesio@hotmail.com




sexta-feira, 5 de outubro de 2012


Em 10 anos, nº de carros quase dobra em 12 capitais do Brasil






Estudo realizado pelo Observatório das Metrópoles mostra que, em dez anos, a frota das 12 principais capitais do Brasil praticamente dobrou. A soma dos números registrados nessas cidades chegou a 20 milhões de veículos, o que corresponde a 44% da frota nacional.



O crescimento médio no número de veículos foi de 77%, no entanto, a infraestrutura viária e os órgãos de controle do trânsito não acompanharam este ritmo. Em São Paulo, cidade que mais ganhou carros em números absolutos, as ruas receberam 3,4 milhões entre 2001 e 2011. Os dados são usados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).



Segundo o elaborador do estudo, o pesquisador Juciano Martins Rodrigues, foram analisadas informações de 253 municípios. "Usamos os critérios do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para selecionar as capitais de Estado que formavam regiões metropolitanas", explicou ele.



Detentoras das maiores frotas de carros do País, as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, no levantamento, ficaram nas últimas posições do ranking elaborado pelo estudo - que classifica o crescimento de frota de acordo com o crescimento relativo, ou seja, pelo percentual de aumento do número de carros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



O Rio é o lanterna: crescimento de 67%, embora isso signifique acréscimo de 1 milhão de carros no período. Já São Paulo teve crescimento populacional de 7,9% na década, segundo dados da Fundação Seade - e o percentual de aumento de carros foi de 68,2%.



Com o critério percentual, a região metropolitana de Manaus é a campeã. O aumento da frota foi de 141,9%. A cidade ganhou 209 mil veículos (saltou de 147 mil, em 2001, para 357 mil). Para especialistas e autoridades, o crescimento é resultado de três fatores: aumento da renda da população (especialmente da classe C), reduções fiscais do governo federal e facilidades de crédito promovidas pelos bancos.



No entanto, as capitais não estavam preparadas para receber tantos carros a mais. Em São Paulo, por exemplo, em 2001 havia 1,2 mil agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) orientando o trânsito nas ruas. De lá para cá, mesmo com dois concursos públicos para agentes, esse número não chegou a 2 mil. A principal obra viária no período foi a ampliação da marginal Tietê, que trouxe mais três pistas para a via expressa. Nesse período, a velocidade média dos carros no horário de pico, medida pela CET no corredor Eusébio Matoso-Rebouças-Consolação, caiu de 17,9 km/h para 7,6 km/h.