domingo, 26 de maio de 2013


Conhecer os itens do sistema de freio e os prazos de manutenção é importante


O freio do seu carro está longe ser apenas aquele pedal entre o acelerador e a embreagem. O pedal só faz acionar um sistema complexo que transforma a pressão mecânica do seu pé em pressão hidráulica que chega até as rodas e as faz parar.

A maior parte dos carros brasileiros tem freio a disco nas rodas dianteiras e com tambores nas traseiras. Veja a função de cada peça do sistema de freio, os problemas que você pode detectar e os prazos de duração de cada item. O conjunto de freio deve passar por uma checagem a cada 10 mil quilômetros. 

1 - Pedal

É a ponta de todo o sistema de freio. Basta um toque sutil e, se tudo estiver em condições, o veículo para.

O que pode acontecer – O pedal em si não costuma estragar. Se ele começa a ceder, é indicativo que existe algo errado no sistema de freio.

Prazo de troca – Geralmente não é trocado, salvo se entorta por algum acidente.

2 - Servo freio

Tem a função de auxiliar a atuação do freio, multiplicar para todo o sistema a força empregada pelo motorista no pedal. Sem ele, seria praticamente impossível parar o carro. Ele funciona com o vácuo gerado pelo funcionamento do motor. Esse é o motivo que deixa o pedal duro se você desliga o motor.

O que pode acontecer – Em caso de defeito, o pedal fica pesado. Se isso acontecer, é um sintoma que o servo freio está estragando.

Prazo de troca – Não precisa passar por manutenção. A média de durabilidade é entre 120 mil e 200 mil quilômetros. Só deve ser trocado se apresentar problema.

3 - Cilindro mestre

Sua função é de abastecer o sistema de freio com fluido vindo do reservatório e transformar a pressão mecânica de pisar no pedal em pressão hidráulica.

O que pode acontecer – O maior problema é corrosão interna por uso de fluído contaminado com água ou vencido. Se as válvulas ou borrachas internas estiveram com problema, o pedal de freio ficará baixo.

Prazo de troca – O cilindro dura mais de 100 mil quilômetros se for feita a manutenção correta, ou seja, troca do fluido de freio a cada 10 mil quilômetros.

4 - Fluído

É o líquido que faz funcionar todo o sistema hidráulico de freio. Fica no reservatório acima do cilindro mestre.

O que pode acontecer – O principal problema é o acúmulo de água no fluído, que reduz a capacidade de frenagem. Ele não deve ser completado. Se baixou o nível, é sinal que há vazamento em algum lugar.

Prazo de troca – A cada 10 mil quilômetros ou, no máximo, a cada dois anos se não atingir essa quilometragem.

5 - Canos e mangueiras

São os dutos que levam o fluído do cilindro mestre para as rodas. Há canos de cobre nas partes sem flexão e mangueiras próximas às rodas onde há movimento, os chamados flexíveis.

O que pode acontecer – Como são condutores, os canos e mangueiras nunca podem se romper. Se isso ocorrer, vaza o fluído e carro pode ficar sem freio. Em caso de vazamento, a peça deve ser trocada imediatamente.

Prazo de troca – Não há prazo de troca, mas precisam ser checados em todas as revisões. Se o motorista trocar o fluído a cada 10 mil quilômetros, a menor chance de corrosão nas peças.

6 - Pastilhas

São as peças que ficam em contato com o disco de freio para parar o veículo. Estão apenas nas rodas dianteiras na maioria dos carros.

O que pode acontecer – Em caso de gastas, o carro fica com menos poder de frenagem. O desgaste pode ser sentido pelo pedal.

Prazo de troca – A durabilidade vai depender do uso do motorista. Se ele anda mais na cidade e freia muito, as peças vão durar menos. Geralmente não são substituídas antes de 20 mil quilômetros.

7 - Discos
Como diz o nome, é em formato de um disco nas rodas e faz o contato com as pastilhas.

O que pode acontecer – O principal problema dos discos é quando eles estão gastos, quebrados ou tortos. Isso provoca trepidações na hora de frear. Pastilhas gastas podem danificar os discos.

Prazo de troca – Não há prazo de substituição. Em caso de desgaste ou frisos pelo atrito com pastilhas gastas, os discos podem ser retificados, mas é preciso observar a espessura mínima recomendada pelo fabricante.

8 - Lonas

Tem a função de fazer o atrito nas rodas traseiras com os tambores de freio. Elas também são responsáveis por travar o carro quando o motorista puxa o freio de mão, que é acionado por cabos.

O que pode acontecer – Caso estejam gastas, diminuem a capacidade de frenagem nas rodas traseiras. Também tornam difícil parar o carro com o freio de mão.

Prazo de troca – Assim como as pastilhas, depende da forma de uso. As lonas, porém, costumam durar mais do que as pastilhas porque o freio traseiro é menos exigido. Geralmente passam de 50 mil quilômetros.

9 - Tambores

É uma espécie de bacia que fica nas rodas traseiras no entorno das lonas de freio. Quando o freio é acionado, a lona toca no tambor para parar as rodas traseiras.

O que pode acontecer – Mesma situação do disco. O maior problema é desgaste em caso da lona gastar.

Prazo de troca – Não há prazo de troca. Em caso de desgaste, podem ser retificados para ficar novamente lisos, observando a espessura mínima do fabricante.




Lubrificação adequada mantém o bom funcionamento do motor



Seguir as recomendações do fabricante dos períodos de troca de óleo, fazer a revisão preventiva em uma oficina de confiança para checar os componentes e abastecer com combustível de qualidade são cuidados que o motorista deve ter para garantir a longevidade do motor do veículo

Parte integrante da motorização e de vital importância para o funcionamento e vida útil dos componentes mecânicos, o sistema de lubrificação merece atenção especial dos condutores e reparadores de veículos. “A lubrificação é essencial para garantir a saúde do motor. Por isso, é preciso ficar de olho na manutenção preventiva”, afirma Jair Silva, supervisor de serviços da Nakata. Silva recomenda checar o nível de óleo semanalmente, em solo plano e com o motor frio. Na ocasião, verificam-se os filtros e se há possíveis vazamentos.

Ele lembra, aos motoristas, atenção também à luz de óleo do painel. “Quando o motor começar a funcionar a luz deve apagar. Caso isto não ocorra, é necessário observar o nível do lubrificante e se estiver adequado, será preciso levar o carro guinchado a uma oficina”, adverte.

A troca de óleo deve ser feita de acordo com as recomendações do manual do proprietário do veículo, considerando a classificação, pois há formulações sintéticas, semissintéticas e minerais. “A substituição do lubrificante não deve nunca ultrapassar seis meses de uso. Após este período, o óleo fica vulnerável a um processo de oxidação”, diz o supervisor de serviços. Outros fatores, como contaminação por água e combustível adulterado, contribuem ainda mais para deterioração do óleo. “As consequências são a criação de borras que irão entupir o pescador da bomba de óleo, canais de passagem de óleo, fundindo, assim, o motor”, alerta.

Caso seja necessário trocar a bomba de óleo é preciso revisar todo o sistema de lubrificação e identificar o que ocasionou o defeito e desgaste da peça. “A limpeza é essencial na montagem. O cárter, pescador, galerias, parte superior do cabeçote, tampa de válvulas e respiro devem estar limpos e os filtros serem trocados”, salienta Silva, lembrando que também é preciso encher a bomba com óleo antes da instalação para a correta manutenção.




Criança Segura recebe prêmio por reduzir lesões infantis em acidentes




A cada ano morrem no Brasil cerca de 1.800 crianças vitimas de acidentes de trânsito. Este número está em redução graças, em parte, ao trabalho da Criança Segura Brasil, ONG membro da Safe Kids Worldwide e que nesta quinta-feira recebeu em Madri um dos prêmios sociais da Fundação Mapfre.

O prêmio foi recebido pela coordenadora nacional da ONG, Alessandra Françoia, e pela coordenadora de mobilização, Lia Gonsales. Em entrevista à Agência Efe, as coordenadoras expressaram a satisfação pelo prêmio, entregue pela rainha Sofia, e afirmam que o reconhecimento motivará até mais o trabalho que realizam.

Embora a ONG tenha iniciado em 2001 o trabalho de prevenção de lesões infantis em acidentes, o prêmio foi concedido pela campanha de formação iniciada em 2010 para sensibilizar e formar profissionais em matéria de segurança viária.

Mais de 26 mil pessoas já se beneficiaram, de forma direta ou indireta, dos cursos on-line e presenciais, dirigidos por professores, agentes de trânsito, bombeiros e médicos, entre outros.

O objetivo da Criança Segura Brasil é reduzir em 25% o número da mortalidade infantil em acidentes até 2015. Até agora, seu trabalho contribuiu para que o número de crianças mortas nas estradas brasileiras caísse de 2.500, taxa registrada nos anos anteriores, para 1.800.

Na entrevista à Agência Efe, Alessandra e Lia ressaltaram algumas conquistas da associação, entre elas a de que o Governo estabeleceu a obrigatoriedade do uso dos sistemas de proteção de crianças nos veículos e dos quais 57% da população já faz uso.

A ONG também conseguiu participar do Conselho Nacional de Tráfego do Brasil, mas as coordenadoras reconhecem que "ainda falta muito para fazer" em matéria de segurança infantil e pedem ao Governo brasileiro mais envolvimento, uma vez que as prioridades do Executivo são o controle da velocidade e do álcool.

Segundo a ONG, as crianças e os idosos são mais suscetíveis a sofrer atropelos, por isso pedem a presença de agentes de tráfego nas proximidades dos colégios, melhor sinalização e mais calçadas.

Embora considerem que a lei de tráfego no Brasil seja "muito boa", as duas coordenadoras acham que a lei não é aplicada da maneira correta e que as infrações não são controladas de forma eficaz.

Alessandra e Lia advogam pela melhora das infraestruturas viárias mas, sobretudo, pela educação e a prevenção para diminuir os acidentes no trânsito.

Ambas gostariam de conseguir uma redução tão significativa no número de acidentes, como aconteceu na Espanha, e avaliaram o compromisso de entidades como a Fundação Mapfre.

A Fundação pertence à seguradora espanhola Mapfre e o prêmio concedido pela empresa têm um valor de 30 mil euros cada.



Governo quer apenas 30% das cargas nas rodovias

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No Plano nacional de Logística e Transporte(PNLT), lançado no ano passado, o governo federal propõe uma meta extremamente ousada: quer reduzir a participação do modal rodoviário no transporte de cargas para menos da metade. Hoje, 61,1% dos produtos são levados por caminhão; em 2025, esse volume não passaria de 30%. O modal aquaviário é o que mais deve crescer, de 13,6% para 29%, segundo estima o governo (veja quadro).

Isso significa elevar o volume de cargas  levadas por barcos de 240 para 440 milhões de toneladas no período de 2015 a 2025, segundo o recém-elaborado Plano Nacional de Integração Hidroviária (PNIH), que abrange cinco bacias hidrográficas brasileiras. No grupo dos granéis sólidos agrícolas (açúcar, cereais, arroz, café, cana, milho, soja e trigo em grãos), a quantidade subiria de 34 milhões de toneladas para 86 milhões de toneladas.

Para Miritituba, o plano prevê 3,3 milhões de toneladas de grãos em 2015 e 4,4 milhões em 2020. Depois haverá uma redução para 1,6 milhão de toneladas em 2025, porque, até lá, o governo quer viabilizar a hidrovia Teles Pires-Tapajós, levando as barcaças para mais perto das áreas de produção, ligando o Norte de Mato Grosso ao Rio Tapajós.




Brasil dá o primeiro passo a favor dos carros elétricos




O Brasil ainda está engatinhando nas políticas de incentivo a veículos que utilizam tecnologias de baixas emissões de poluentes, caso dos híbridos e elétricos. Tanto é que governo não tinha intenção de criar uma política especial para este segmento no Inovar-Auto, novo regime automotivo do País. Felizmente, na última segunda-feira (20), foi publicada uma alteração na regulamentação que inclui os veículos verdes no cálculo da eficiência energética dos carros vendidos no Brasil.

Pela nova regulamentação, as montadoras se comprometem a melhorar em, no mínimo, 12% a eficiência energética de seus produtos até 2017 - sob a pena de multas pesadas no caso de descumprimento. Aquelas que conseguirem atingir as metas terão descontos extras no IPI, em até dois pontos percentuais.

A inclusão dos veículos energéticos no regime é um tímido sinal de que o Brasil começa a avançar neste campo. No entanto, a lentidão na renovação das leis de tributação é um empecilho e tanto no processo. Para se ter uma ideia, os automóveis “ecológicos” não possuem tributação especifica, ou seja, são enquadrados com a alíquota de 55% - a mais alta do IPI. Já para os híbridos a alíquota varia de acordo com o tipo do motor a combustão utilizado pelo veículo, mas também é alta. Adiciona-se a isso mais 35% de imposto de importação - já que nenhum desses carros é produzido no país - e os preços dos veículos vão parar nas alturas, afastando compradores e desestimulando as montadoras a desenvolverem tais tecnologias por aqui.

Os fabricantes que já comercializam veículos verdes no Brasil, como as japonesas Toyota e Mitsubishi, agora esperam que o governo reconheça o peso desses automóveis no cálculo da eficiência energética e também reduza os impostos. O subsídio das autoridades - como já ocorre nos países desenvolvidos – é imprescindível para que os elétricos possam ser disseminados no País.Tendo os itens supracitados resolvidos, ainda esbarraríamos na falta de infra-estrutura, como postos de recarga para as baterias.

Caminhando a passos de tartaruga


Obviamente, o panorama brasileiro está bem atrasado no quesito carros verdes. A Nissan, por exemplo, utiliza 10 veículo leaf cedidos em comodato para a frota de taxis de São Paulo. No Rio de Janeiro, este sistema foi implantado recentemente graças a uma parceria da Prefeitura da cidade com a marca japonesa e a Petrobras. Porém, a "frota" é composta por apenas duas unidades até agora.

Já o i-MiEV da Mitsubishi é o único automóvel totalmente elétrico disponível para compra no Brasil, mas o preço assusta. Segundo a marca já foram vendidas sete unidades pela bagatela de R$ 200 mil. A Toyota, no entanto, tem apresentando melhores resultados com a venda do híbrido Prius. Por R$ 120.830 já foram vendidas 154 unidades neste ano.

domingo, 21 de abril de 2013



Saiba qual é a postura correta para haver uma pilotagem segura





Para garantir uma pilotagem segura, não basta apenas escolher a moto ideal na hora de comprar e usar todos os acessórios imprescindíveis  como capacete e uma roupa adequada. Também é importante ficar atento, no dia a dia, à posição certa para pilotar uma moto. Para quem precisa usar o meio de transporte por um período prolongado no cotidiano, uma boa postura é fundamental para evitar desgastes na musculatura. Além disso, o conforto é essencial para que o desempenho em cima da motocicleta seja o melhor possível. Cada detalhe pode fazer diferença, portanto confira as dicas para pilotar com a postura correta.

É importante saber que a preocupação não deve ser focada apenas na coluna. A recomendação é que esta parte do corpo esteja o mais ereta possível. Mas que outras partes também devem receber atenção. A cabeça, por exemplo, deve estar sempre levantada. “O ideal é ter a visão mais longe possível. Se o veículo da frente frear, você já vai estar atento e vai conseguir frear também a tempo”, explica Marcelo Wilians, instrutor do SEST SENAT - CABO/PE.

Os ombros e braços precisam ter livre movimento do guidão, não podem estar travados. Por isso, o segredo é estar com eles relaxados, com os cotovelos ligeiramente flexionados e com as mãos segurando a manopla firmemente no centro. “Não se deve segurar nas pontas porque existe o risco de escapar”, aconselha Cassoli.

A atenção também deve se voltar para a parte inferior do corpo. O quadril deve ficar posicionado o mais próximo possível do tanque de combustível. “Se o condutor senta muito para trás, a frente fica muito leve e atrapalha a condução”, afirma o instrutor. Já os joelhos devem ficar pressionando o tanque de combustível levemente para formar um conjunto com a moto. Os pés, por sua vez, devem estar paralelos ao chão e apontados para a frente. “O mais recomendado é que os pés estejam um pouco mais para trás. Se precisar frear com urgência, é só escorregar para frente. Outro detalhe é que não pode relaxar e deixá-los apontados para baixo”, conclui Marcelo.

O segurança e manobrista de uma academia, Jefferson Rodrigo de Melo, de 30 anos, pilota moto desde 2002, e sempre utiliza o meio de transporte por muitas horas no dia. Ele vai não apenas para o trabalho, como faz outros serviços, como o de entregador, com o veículo. Mas Jefferson nunca teve problemas de dores no corpo. “Isso porque sempre me preocupei em  de forma correta. Desde a época que fiz a auto-escola, perguntei como deveria ser a postura ideal”, revela.

Saiba Mais

1 - Cabeça/Visão

Levantada, com a visão mais adiante possível

2 - Coluna
 Ereta para evitar fadiga

3 - Ombros e braços

Relaxados para facilitar o movimento do pescoço

4 - Cotovelos

Ligeiramente flexionados e apontados para baixo

5 - Punhos

Paralelos em relação às mãos

6 - Mãos

Firmes no centro das manoplas (polegar abaixo)

7 - Quadril

Próximo ao tanque

8 - Joelhos

Pressionando levemente o tanque

9 - Pés

Apoiados nas pedaleiras e apontados para frente, paralelos ao solo

Uso de cerol pode transformar brincadeira com pipa em uma arma




Durante as FÉRIAS escolares, crianças de todo o Brasil costumam empinar pipas – também chamadas de papagaio, arraia, pandorga ou pepeta, a depender do estado - como forma de diversão. Mas, o uso do cerol na linha para cortar a pipa do adversário tem causado a morte de muitas pessoas, segundo adverte o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

Segundo a assessoria da corporação, o uso do cerol deve ser evitado, porque a brincadeira com pipa se transforma em arma. A mistura de cola e vidro é extremamente cortante e os motociclistas são as vítimas mais frequentes. Para os motociclistas, é recomendado que se use a antena de PROTEÇÃO que corta a linha antes que ocorra o contato direto com o piloto.

De acordo com o Corpo de Bombeiros do DF, quando o cerol entra em contato com uma pessoa em movimento, pode fazer profundos cortes e até mesmo seccionar membros, causando inclusive a morte, dependendo do local atingido, como o pescoço. Por isso, o risco também ameaça ciclistas.

A assessoria do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) informa que, atualmente, a antena corta-pipas é de uso obrigatório apenas para mototaxistas e motofretistas, mas o órgão recomenda uso geral e não descarta a proposição de uma lei que abranja todos os condutores de motocicleta.






Só 1% das motos vendidas no Brasil têm ABS






No Brasil apenas 1% das novas motocicletas vendidas entre janeiro e dezembro de 2012 saíram de fábrica equipadas com freios ABS. Dessas, nenhuma moto tinha menos de 250 cm³ de cilindrada, o maior segmento do país, com mais de 90% do mercado. Em contrapartida, em 2012, 41% dos carrosnovos registrados já tinham ABS. 

A partir de 2016, o ABS (sistemas antibloqueio de frenagem) serão introduzidos como equipamento original para um número maior de motos na União Europeia. No início de março, foi aprovada uma legislação cujo objetivo é reduzir ainda mais o número de acidentes de trânsito. Só em 2011, cerca de 5.000 motociclistas morreram nas estradas da Europa.

"A utilização do ABS pode impedir mais de um quarto de todos os acidentes de moto com danos pessoais", afirma Gerhard Steiger, presidente da divisão Chassis Systems Control da Bosch, segundo estudo sobre acidentes conduzido pela empresa. A Bosch fabrica o sistema para motos desde 1994 e já vendeu cerca de 750 mil até hoje.

Em 2010 a empresa lançou uma geração de ABS projetado especificamente para motos e desde então vem trabalhando no desenvolvimento de funções adicionais que visam melhorar o desempenho do sistema. De acordo com a nova legislação europeia, será obrigatório instalar um sistema antibloqueio de frenagem para todas as motos que tenham motorização superior a 125 cm³ de cilindrada.

A partir de 1° de janeiro de 2016, isso será aplicado em motos às quais será concedida a homologação e, a partir de 2017, para todos os modelos. Além disso, será exigido que veículosde duas rodas, com motorização de acima de 50 cm³ até 125 cm³ tenham ABS ou pelo menos sistema de frenagem combinado (CBS, ou Combined Brake System).

Esse sistema trabalha com os freios dianteiro e traseiro mecanicamente, resultando que ambas as rodas sejam simultaneamente desaceleradas durante a frenagem. No entanto, essa solução não regula a pressão do freio, o que significa que as rodas ainda podem travar.

Acidentes fatais com motos subiram 244%






Na última década a frota nacional de motos aumentou seis vezes, enquanto que a de carros apenas duplicou. Na mesma velocidade com que as motos se multiplicaram, aumentou a taxa de mortalidade em acidentes com este tipo de veículo: 244% mais mortes nos últimos 10 anos. Hoje, os óbitos em acidentes com motos representam um terço do total de acidentes fatais no trânsito.

Falta de cuidados com a moto e consigo mesmo, por parte dos condutores, é o que vem impulsionando o aumento na taxa de mortalidade. Contribui ainda o fato de a moto ser um veículo mais instável, com menos itens de proteção. Com isso, o risco de um motociclista morrer no trânsito é 14 vezes maior que a de um ocupante de automóvel, de acordo com as pesquisas sobre o tema.

Os números alarmantes levaram à criação do Pacto Nacional pela Redução dos Acidentes no Trânsito – Pacto pela Vida, firmado entre os ministérios das Cidades e da Saúde no ano passado, com o objetivo de reverter este quadro.

Uma campanha do Ministério das Cidades em parceria com o Denatran lembra aos motoristas, tanto os de motos quanto os que conduzem outros veículos, que eles são responsáveis pela meta de reduzir as mortes e os acidentes no trânsito. Quem dirige moto, precisa respeitar as regras de segurança. E quem dirige os demais veículos, precisa respeitar os motociclistas.

quarta-feira, 6 de março de 2013


Mortes no trânsito: Brasil é o 4º do mundo




No carnaval de 2013, nas estradas federais, morreram 2,1 pessoas para cada um milhão de veículos. O Ministério da Justiça mudou a metodologia, para anunciar o total de mortes para cada milhão de veículos


Levando em conta esse critério temos comparativamente o seguinte, em 2010:

a) na China, as mortes chegaram a 70.000, para uma frota de 53.990.000 veículos, um total de 1.296 mortes para cada um milhão de veículos;

b) na Índia, em 2009, havia uma população de 1.144.734.000 e uma frota de veículos de mais de 121 milhões, apresentando um índice de mortes de 135.000, 1.109 mortes por cada 1 milhão de veículos, ficando atrás apenas da China. Porém, cabe notar que seus números são de 2009 (enquanto os da China são de 2010).

c) na Rússia foram 26.600 mortes, para uma frota de 38.010.000 veículos, ou seja, 699 mortes para cada 1 milhão de veículos;

d) já o Brasil, que tinha em 2010 uma frota de 64.817.974 veículos e registrou 42.844 mortes, no mesmo período, teve 661 mortes para cada 1 milhão de veículos.

e) nos Estados Unidos, o número de mortes foi de 32.885, 134 mortes para cada 1 milhão de veículos;

f) o trânsito europeu matou 31.030 pessoas, ou seja, 113 para cada 1 milhão de veículos;

g) o Japão é, dentre esses países, o que ostenta o menor número de mortes no trânsito: 4.863 mortes, em uma frota de 75.420.000 veículos, 64 mortes para cada 1 milhão de veículos.

Vejamos:


Comparando-se os EUA, a Europa e o Brasil, nosso país é o que mais mata, registrando uma morte a cada 12 minutos em 2010, enquanto na Europa e Estados Unidos uma morte ocorreu a cada 16.9 minutos e 16 minutos (respectivamente).




Nos Estados Unidos, em 2010, a população de 308.745.538 habitantes fazia uso de uma frota de 244.970.000 veículos, quase 794.000 mil veículos para cada 1 milhão de habitantes.

A Europa tinha uma população estimada de 501,79 milhões em 2010 e contava com uma frota de mais de 273 milhões de veículos, entre veículos de passageiros e de transporte, cerca de 544.000 para cada 1 milhão de habitantes.

O Brasil, no trânsito, é o 4º país mais violento do mundo. Portanto, mesmo alterando o critério do anúncio dessas mortes, não há como deixar de enfatizar que estamos diante de uma tragédia de proporções hecatômbicas. De outro lado, enquanto no Brasil esse número cresce 4% ano, na Europa acontece exatamente ao contrário (5% menos, a cada ano). É possível ver uma queda contínua nos últimos anos, segundo dados apresentados pelo Europe Comission, e diminuição de 10,9% entre os anos 2011 e 2012. Vejamos:


Não estamos percorrendo o caminho correto da prevenção, que passa pela Educação, Engenharia, Fiscalização, Primeiros socorros e Punição.





Lei Seca não resultou em ampla redução de acidentes



Uma pesquisa realizada pela Unitau revelou que a antiga Lei Seca não resultou na redução significativa dos casos de acidentes de trânsito no estado. Os dados obtidos mostram que, das 63 microrregiões de São Paulo, apenas cinco apresentaram grande redução nos índices após a implantação da norma.

O estudo leva em consideração itens como a proporção de casos para o número de habitantes de cada região e o crescimento da frota de veículos no período. Foram analisados os índices de acidentes de trânsito e óbitos por acidentes de trânsito ocorridos em 2007 e em 2009 (antes e depois da lei).

No estado, 31 microrregiões tiveram uma leve melhora na redução dos acidentes. Na contramão, 25 microrregiões tiveram leve piora nos indicativos, uma teve moderada piora e uma registrou grande piora.

Na Região Metropolitana no Vale do Paraíba – que é dividida em seis microrregiões, de acordo com classificação do IBGE –, houve leve melhora nas microrregiões de Guaratinguetá, Campos do Jordão, Paraibuna/Paraitinga e Caraguatatuba. Já as microrregiões de Bananal e de São José dos Campos apresentaram leve piora dos indicadores.

O levantamento foi publicado na Revista da Associação Médica Brasileira – importante publicação científica de abrangência internacional – em agosto. Ele foi realizado pela estudante do sexto ano do curso de Medicina da Unitau, Marcela Neves Nunes, sob orientação do Prof. Dr. Luiz Fernando Nascimento, do Departamento de Medicina.

O docente da Unitau explica que os dados podem estar relacionados a diversos fatores. “Nós fazemos o levantamento dos dados sobre os acidentes, as causas podem ter diversas explicações, como, por exemplo, a ingestão de álcool pelo motorista, a má conservação de estradas, a falta de sinalização e a imprudência dos motoristas. Cabe aos gestores identificá-las e adotar medidas para garantir a redução dos acidentes”, disse o docente e pesquisador.

De acordo com ele, um novo estudo deverá ser elaborado, com a análise de dados de antes e após a nova Lei Seca.




quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013


Dicas para uma Viagem segura



Muitas pessoas que dirigem bem nas cidades são maus condutores nas estradas. Isso ocorre porque conduzir em estradas e rodovias é COMPLETAMENTE diferente do que conduzir em trânsito urbano.

Enfrentar viagens longas ou rodovias mais movimentadas somente quando tiver boa dose de experiência.

Recomendações:

* Preferir sempre viajar de dia. É mais seguro.
* Evitar conduzir em condições de baixa visibilidade.
* Revisar o veículo antes de viajar. Verificar itens de segurança como: freio, óleo, faróis, lanterna, cinto de segurança, alinhamento, balanceamento e pneus.
* Consultar o Guia Rodoviário.
* Redobre a atenção ao volante. Evite se distrair com músicas ou conversas.
* Mantenha a calma, mesmo em situações difíceis.
* Planejar itinerários, bem como paradas para estacionamento e descanso.
* Informar-se das condições locais, principalmente em feriados.
* Não descuidar da sinalização.
* Aos primeiros sinais de cansaço, parar em lugar seguro para relaxar.
* Não parar na pista.
* Não transitar no acostamento.
* Parar no acostamento somente em emergências.
* Manter velocidade compatível com o fluxo geral dos veículos.
* Verificar os instrumentos do painel a intervalos regulares.
* A qualquer indicação de mau funcionamento, não seguir em frente. Parar imediatamente para verificar.
* Nos declives acentuados ou longos, jamais descer desengrenado. Usar sempre freio motor, utilizando para descer a mesma marcha que usaria para subir.
* Seguir todos os demais procedimentos da Direção ou Pilotagem Defensiva.


Manutenção do veículo
Checagens inicias

Os cuidados com o veículo podem começar num posto de combustível. Quando for abastecer, o motorista pode aproveitar para fazer algumas checagens simples no carro: conferir o nível do fluido do radiador, óleo (motor e freio) e a água para o limpador de pára-brisa. Também deve verificar se os pneus estão bem calibrados, se estiverem “carecas”, é melhor trocá-los.



Freios e luzes


Numa oficina de sua confiança, o motorista deve fazer a checagem dos freios e da parte elétrica do veículo. Todas as luzes e setas devem estar funcionando corretamente. Se alguma estiver queimada, será necessário trocá-la.

Ferramentas


É importante checar se estão no carro todas as ferramentas obrigatórias: macaco, chave de roda e triângulo para sinalização. Também vale a pena ter outras ferramentas, como jogo de chaves fixas, chaves de fenda e lanterna. Além disso, o extintor de incêndio deve estar dentro do prazo de validade.

Cintos de segurança

Além da parte mecânica e elétrica, o motorista não pode esquecer de verificar se os cintos de segurança estão funcionando perfeitamente. Eles devem ser usados por todos os ocupantes do veículo, mesmo para percorrer pequenas distâncias. Crianças devem sempre viajar no banco traseiro, com cinto de segurança. Crianças com menos de quatro anos precisam usar cadeirinhas apropriadas, que devem estar presas pelo cinto de segurança.


Motos

Os cuidados acima mencionados valem também para as motos. É importante lembrar que tanto o motociclista quanto a pessoa que estiver na garupa devem usar capacetes. Um alerta importante do Inmetro: os capacetes devem ter a marca do Instituto. A presença dessa marca indica que o produto passou por todos os testes de qualidade exigidos por lei e oferece segurança ao usuário.

Mais de 30% da população jovem do Brasil morre vítima de acidentes de transporte






No período compreendido entre 1998-2008, 32,4% das mortes de jovens entre 15 a 24 anos foram causadas por acidentes de transporte. Os dados são referentes ao Mapa da Violência de 2011 divulgado pelo Ministério da Justiça e o Instituto Sangari.

Entre as causas de morte violenta, os acidentes de transporte representam 19,3% da porcentagem total de óbitos de jovens no Brasil, perdendo apenas para os homicídios com 39,7%.

Na publicação, os acidentes de transporte também denominados de “acidentes de trânsito”, abrangem as mortes ocorridas no transporte aéreo, aquático ou terrestre.

A região nordeste foi a que teve a maior porcentagem de aumento. De 1998 a 2008, o número de óbitos por acidentes de transporte de jovens cresceu 60%. Já a menor porcentagem de crescimento ocorreu na região sudeste, com 17%.

Na publicação de amanhã, leia sobre os motivos destes índices e o que tem sido feito para a diminuição dos acidentes.