sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Uso de rebite eleva a insegurança nas rodovias brasileiras


Uso de rebite

Fazer mais de 1,5 mil quilômetros em menos de um dia foi o tema que tornou o filme Corrida contra o Destino, da década de 1970, um cult entre os cinéfilos. A estratégia para tentar superar o desafio, adotada pelo personagem Kowalski, motorista de um Dodge Challenger, é se entupir de anfetaminas. Apesar de ser uma obra de ficção, situações parecidas são verificadas nas estradas brasileiras constantemente. No cenário nacional, essa prática é frequentemente vinculada aos caminhoneiros, e as anfetaminas são mais conhecidas pelo seu popular apelido: rebite.

São inúmeras as dificuldades para combater o uso dessa droga, entre as quais estão a limitação do número de policiais rodoviários e a dificuldade para confirmar o consumo (não há um equipamento similar ao bafômetro para detectar o uso de anfetaminas). As apreensões normalmente são feitas ao flagrar o motorista transgressor com as cápsulas nas cartelas.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o portador dos rebites responderá à Justiça conforme for o “enquadramento” dado pelo delegado, que pode ser análogo ao tráfico de drogas e entorpecentes ou contrabando. Dentro dos levantamentos realizados pela PRF, não há uma estatística sobre as apreensões de rebites apenas, mas consta o item anfetaminas e barbitúricos (sedativos) - as informações apontam um total de 118.107 unidades apreendidas no ano passado contra 274.250 em 2011.

Um dos estados que decidiu enfrentar esse problema foi Santa Catarina. O inspetor e chefe do Núcleo de Comunicação Social da Polícia Rodoviária Federal catarinense, Luiz Graziano, afirma que a região registra um elevado número de acidentes, muitos deles envolvendo veículos de cargas. “Vários incidentes são causados, ainda que muitas vezes não se possa comprovar, porque os motoristas acabam dirigindo por várias horas sob o efeito de cocaína e de anfetamina”, lamenta Graziano.

Nesse contexto, a PRF catarinense decidiu intensificar a fiscalização. “Estamos fazendo isso, dentro das nossas limitações”, diz Graziano. Segundo o inspetor, não se consegue “pegar mais” por falta de efetivo. Mas o policial atesta que o uso de rebite é bastante comum por parte dos condutores de veículos de carga. Uma prova disso foi dada na manhã da última quarta-feira de setembro, quando a PRF de Itapema flagrou dois caminhoneiros com posse de rebites e apreendeu 69 comprimidos.

A primeira abordagem ocorreu às 11h20min e foram confiscados 51 comprimidos de um motorista de 37 anos que conduzia um VW/24.250 CLC, de Santa Catarina. Aproximadamente 20 minutos depois, foi fiscalizado um Ford/Cargo 2428, do Paraná, e retidos mais 18 comprimidos com um caminhoneiro de 32 anos.

Graziano informa que o número de apreensões envolvendo anfetaminas, barbitúricos e ecstasy em Santa Catarina, até outubro, superou 3 mil, o que abrange cerca de 600 motoristas. Ele explica que o senso comum indica que o caminhoneiro autônomo abusa mais da droga, pois tem que fazer mais viagens para pagar a prestação do caminhão, o que não ocorre com o empregado de transportadoras. Contudo, Graziano diz que, na prática, isso não ocorre. Isso porque o empregado ganha pela sua produção, sujeitando-se a trabalhar mais para melhorar a remuneração. “Todo mundo fala que o autônomo é o que mais usa, mas temos flagrado muitos motoristas de empresas, empresas grandes, fazendo uso dos rebites.”

O ideal para o policial seria que pessoas expostas publicamente, como é o caso dos caminhoneiros responsáveis por um veículo de várias toneladas, tivessem que realizar testes para verificar se ingeriram drogas para dirigir. Graziano acrescenta que alguns motoristas de ônibus também consomem rebites e estão transportando dezenas de vidas. “A responsabilidade começa lá na família, passa pela empresa e a polícia tenta fazer a sua parte, mas a gente não consegue flagrar todo mundo”, enfatiza.

Se fosse cumprida, a nova lei evitaria consumo dos motoristas

A recente norma que disciplina a carga horária dos motoristas profissionais (Lei nº 12.619/12), impondo limites ao tempo de direção, é uma das ferramentas que podem contribuir para desacelerar o consumo de rebites nas rodovias brasileiras. A lógica é simples: se o caminhoneiro for obrigado a parar e descansar, não há razão para utilizar uma substância capaz de deixá-lo por mais tempo em vigília.

No entanto, a norma precisa ser cumprida para que seus efeitos sejam percebidos. O presidente do Sindicato dos Empregados no Transporte Rodoviário de Carga Seca do Estado do Rio Grande do Sul (Sinecarga), Paulo Barck, admite que o uso do rebite ainda é uma prática muito adotada entre os motoristas. “Mesmo com o advento da lei 12.619, poucas empresas estão adotando um controle de jornada mais rígido”, alerta o dirigente. E, conforme Barck, na questão dos autônomos, “não dá nem para falar, estão direto, sem cumprir o limite de direção”. O presidente pondera que isso ocorre devido ao autônomo ser o seu próprio patrão.

Barck afirma que certamente a maioria dos acidentes que envolvem veículos de carga é causada pelo excesso de jornada e pelo cansaço dos motoristas. “As pessoas não se conscientizaram de que não é só o ganhar mais”, lamenta o presidente do Sinecarga. Ele destaca que muitos empregados estão reclamando da nova lei, pois não querem permanecer em determinados locais descansando.

Para o sindicalista, o emprego de anfetaminas é causado pela pressão de horários e por lucros maiores. Ele revela que os motoristas adquirem os rebites, muitas vezes, em tendas de frutas e postos de combustíveis localizados à beira das rodovias. Normalmente, o usuário mistura a droga com álcool, Coca-Cola, energético ou café para potencializar os feitos. Barck acredita que o nome rebite deriva do verbo arrebitar, tornar-se ativo.

“O problema do rebite é o seguinte: você aguenta dois dias e duas noites, depois você apaga, vai dormir 12 horas ou mais, imagina isso acontecendo no meio de uma rodovia”, alerta. O dirigente enfatiza também que as baladas seguras (blitze que checam se os motoristas beberam álcool antes de conduzir o veículo) existem nas grandes metrópoles, dentro das cidades, mas são inexistentes nas estradas.

Controle permite detectar os abusos

Qualificar e educar os motoristas são maneiras de tentar impedir que esses profissionais acabem empregando rebites em suas viagens. O diretor do Serviço Social do Transporte (Sest) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), Carlos Becker Berwanger, acredita que o condutor profissional tem hoje uma visão diferente, principalmente os que participam de palestras e cursos de empreendedorismo. O dirigente informa que os cursos de qualificação do Sest e Senat abrangem conversas quanto ao consumo de álcool, de fumo e de outras drogas. Assim como são feitas sugestões quanto à qualidade de vida, postura ao volante e atividade física. “Há inúmeros temas quanto à saúde do motorista”, salienta Berwanger. O cuidado das empresas contratantes também é outra forma de coibir a utilização de anfetaminas.

O coordenador de Logística da Braskem Unib-RS, João Batista Dias, admite que não há como saber se um motorista fez uso dos rebites. Contudo, há atitudes que podem ser tomadas para diminuir as chances de o profissional adotar essa prática. Ele destaca que a Braskem não permite que os caminhões das transportadoras contratadas movimentem as suas cargas durante a maior parte do período da noite, entre 22h e 6h. Com isso, reduz a possibilidade de ocorrer uma das dificuldades que leva às anfetaminas: o sono. Todos os veículos são rastreados e, ao final do mês, é apresentado um relatório, por caminhão e motorista, apontando se houve transgressões aos horários impostos.

Dias acrescenta que a companhia também adota uma série de programas de segurança. As transportadoras são certificadas pelo Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade (Sassmaq), da Abiquim, voltado à movimentação de produtos perigosos, e pelo programa Transportadora da Vida da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga e do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs). Esse projeto prevê visitas de diagnóstico para conhecer a realidade da empresa e os principais agentes em cada organização. Também acontecem visitas técnicas, que oportunizam trocas de experiências entre as transportadoras. No fim de cada ano, o programa Transportadora da Vida certifica as companhias que investem na segurança e no desenvolvimento do seu capital humano e social.

De acordo com Dias, a atenção no transporte de químicos é essencial. Isso por se tratarem de produtos inflamáveis ou tóxicos como, por exemplo, solventes. A Braskem, na sua operação com produtos perigosos no Brasil, efetua diariamente em torno de 250 carregamentos. “Perder a carga não é o problema, o problema é o que a carga pode causar”, diz o dirigente.

Psicoativos causam vício e outras doenças

Além dos riscos de acidentes nas estradas, o consumo de anfetaminas pode induzir o indivíduo ao vício. O alerta é feito pelo psiquiatra e coordenador do ambulatório de dependência química do Hospital São Lucas da Pucrs, Pedro Eugênio Ferreira. O também professor do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Pucrs detalha que o usuário desenvolve tolerância à substância, levando a um consumo de doses cada vez mais elevadas para afastar o sono e manter o estado de alerta na direção. Outros malefícios são os efeitos psíquicos, podendo implicar psicose, mania de perseguição, agressividade e provocar alucinações.

Ferreira confirma que, frequentemente, o rebite é misturado com álcool. “O álcool aumenta a toxidade, entretanto, também intensifica o tempo de efeito psicoestimulante das anfetaminas”, explica o psiquiatra. A droga pode causar taquicardia, arritmia, pressão alta e acarretar isquemias de artérias cerebrais, gerando AVCs, provocar infarto do miocárdio, desmaios, convulsões e até mesmo a morte.

O médico ressalta que, normalmente, o uso dos rebites tem como objetivos acabar com o sono, o cansaço e manter o motorista alerta. Aparentemente, é uma coisa cativante, pois o sujeito produz mais e se cansa menos, porém, o usuário não sabe que isso é somente no início e que depois ele desenvolverá os problemas. “Imagina alguém tendo uma convulsão dirigindo um caminhão, um veículo pesado”, alerta o médico. Ele acrescenta uma preocupante indagação a esse cenário: quantos motoristas podem ter sofrido um estado de mal epilético induzido por rebites, e provocado acidentes?

Como não é praxe realizar exames aprofundados para verificar o cérebro e o coração do condutor falecido, muitas causas de acidentes podem ter sido atribuídas, equivocadamente, a distrações ou imprudências.

Ferreira esclarece que, usualmente, pessoas que são dependentes de substâncias psicoativas, como os rebites, só procuram ajuda quando estão “no fundo do poço”. Isso ocorre em caso de um acidente, quando o tóxico é detectado em algum exame ou quando o indivíduo é apanhado em uma barreira policial. Outro fator que leva à procura do auxílio são os problemas de saúde, como isquemias cardíacas, convulsões e alucinações.

O psiquiatra diz que é possível perceber se alguém tomou rebite pela irritabilidade. O usuário também entra em um estado de alerta inicial e, depois, cai em uma sonolência profunda. Nota-se ainda alteração do juízo crítico, ficando imprudente e impulsivo, podendo causar brigas no trânsito. Ferreira reitera que essas drogas são extremamente perigosas para a saúde física e mental. O médico defende que é preciso haver uma fiscalização mais eficaz nas rodovias e que sejam verificados sinais de intoxicação por essas substâncias, além do álcool.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Cachorros devem usar caixas e cinto de segurança nos carros

Transporte de cachorros

Teste feito nos Estados Unidos reprovou maioria dos cintos para cachorro. Mesmo assim, veterinário recomenda uso durante transporte

O teste é assustador! Um problema que pouca gente leva em consideração. Quais são os cuidados que devemos ter ao transportar nossos bichos de estimação?

Um cachorro fofo, que até parece de verdade, vai ser usado num teste. O bichinho é preparado e está tudo ok pra simular um acidente de carro. Antes de revelar o que aconteceu, o Fantástico vai mostrar os cachorros de verdade, que estão passeando com os donos de carro.

“Ele gosta de ir no colo, na verdade, mas eu tento deixar ele no banco do passageiro”, diz a fonoaudióloga Juliana Machado. “É bem perigoso”.

“Eu estou com o cinto e eu sou o cinto dela”, afirma a estudante Isabella Montoanelli.

E quando o carro está com um, dois, três, quatro cachorros?

A empresária Tatiana Vitale Pacheco sempre está com muitos cães. “A gente costuma levar uns dez cachorros aqui dentro”, conta.

Estes animais estão seguros dentro do carro? Sabe aquele teste do começo da reportagem? Os donos viram e se surpreenderam.

O teste, pedido por uma fabricante de automóveis, foi feito nos Estados Unidos por uma ONG que estuda a segurança dos animais. O objetivo era avaliar vários modelos de cinto de segurança pra cachorro. O resultado do teste não foi nada bom. A maioria dos cintos para cachorro se rompeu.

Um cinto deles estoura nos primeiros segundos e o boneco é lançado para a frente. Outro cinto não arrebenta totalmente, mas rasga e não segura o cãozinho de pelúcia, que bate as costas no banco. Num outro, o resultado é ainda mais assustador. O colete de proteção sai totalmente e o cãozinho voa.

No Brasil, o especialista em segurança viária Alessandro Rúbio explica o que pode acontecer num acidente real.

“A 50 km/h, numa colisão, essa desaceleração desse impacto é por volta de 25 vezes a gravidade, ou seja, um cachorro que pesa 10 kg, se projetado para frente, ele vai pesar 250 kg”, explica.

Além do perigo de acidente, tem o da multa! É proibido o motorista levar o cachorro no colo, entre as pernas ou entre os braços. Multa de R$ 85 e quatro pontos na carteira. Na caçamba, também não pode: R$127,69 e 5 pontos na carteira.

O Código de Trânsito diz o que não deve ser feito, o que gera multa, mas não explica como o dono deve levar o cachorro dentro do carro. As associações que tratam dos animais dão algumas orientações. O veterinário Leandro Alves mostra o que é mais seguro para um cachorro pequeno.

“A gente aconselha que animais de pequeno porte sejam transportados dentro de caixas de transporte próprias para isso”, ensina. Mas não basta só a caixinha, tem que colocar o cinto de segurança.

Outra opção são os cintos especiais para cachorro. O Fantástico viu que nem todos passaram no teste. Então vale ou não vale usar? Para Leandro Alves, sim.

“O risco do bicho solto no carro é de ele atrapalhar o motorista na condução e provocar um acidente”, destaca.

Para os cachorros maiores valem as mesmas dicas. Tem até caixa tamanho GG.

“Ela vai ficar presa entre o banco de trás e o banco da frente”, destaca o veterinário.

Como eles são da família é bom cuidar.

sábado, 12 de outubro de 2013

Veículos devem ser vistoriados para transportar crianças




Segurança é uma das maiores preocupações dos pais com seus filhos. Em início de ano, já é necessário começar a pensar nas necessidades do período escolar. Uma delas é o transporte. Na hora de contratar a van escolar, é necessário observar se o veículo usado passou por vistoria. A medida é uma exigência do Código de Trânsito Brasileiro que visa prevenir acidentes.

Durante a vistoria, são analisados itens como o correto funcionamento dos freios, Pneus e higiene do veículo, se o veículo possui tacógrafo, todos os cintos e luzes de segurança, faixa escolar em toda a lateral e traseira e limitador de abertura dos vidros.

A inspeção deve ser feita semestralmente. Quando é encontrada alguma irregularidade, o proprietário recebe um relatório e tem 30 dias para regularizar o veículo, não podendo trafegar com o veículo até a confirmação da regularização.

Em outubro de 2012, uma criança de três anos morreu quando seguia em uma van escolar para a creche em Poços de Caldas (MG). O motorista perdeu o controle do veículo quando o pneu furou, e capotou várias vezes. O menino, que não usava o cinto, foi arremessado para fora do veículo e não resistiu aos ferimentos.

Em toda a região de Poços de Caldas há apenas uma empresa especializada para fazer a vistoria, o Ceitec (centro de inspeção) credenciado pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia e Normalização e Qualidade Industrial). Para fazer a vistoria na cidade, os motoristas precisam ir até a prefeitura e pedir um requerimento, anexando os documentos pessoais solicitados pelo órgão.

A vistoria é feita e encaminhada ao Demutran (Departamento Municipal de Trânsito), que emite um certificado autorizando o veículo a trafegar transportando estudantes.

Reajuste nas multas garante redução de 20% das infrações na Rússia


Reajuste das multas


Os novos valores das multas de trânsito que vigoram na Rússia desde 1º de setembro desse ano já resultaram na diminuição de infrações em 20% por todo o país, informou nesta quarta-feira, 9, o jornal Kommersant, com fonte em dados da Polícia Rodoviária russa. A medida surtiu efeito principalmente na quantidade de motoristas embriagados e condutores sem carteira de habilitação, mas não se refletiu de forma significativa nas ocorrências de acidentes automotivos.

A nova versão do código de trânsito da Rússia elevou os valores das multas de 46 tipos de infrações, incluindo por excesso de velocidade, avanço do sinal vermelho, direção sob efeito do álcool e uso indevido do acostamento. O mínimo para uma penalidade no país sofreu reajuste de 500%, passando a custar o equivalente a quase US$ 17.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

CICLISTAS

Faixas para bicicletas melhoram indicadores de trânsito e economia


Bicicletas nas ruas



Os dados de Nova York são animadores e mostram caminhos que podem inspirar cidades brasileiras, dada a semelhança dos desafios enfrentados por nossas metrópoles para transportar milhões de pessoas

Há cerca de sete anos, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, iniciou uma das medidas mais controversas de seu mandato: a instalação de faixas exclusivas para bicicletas nas principais avenidas de Manhattan. Na época, a luta de interesses foi intensa. Os motoristas ficaram indignados com a retirada de espaço dos automóveis. Os mais de 400 quilômetros de vias para ciclistas foram objeto até de processos judiciais movidos por motoristas que achavam a medida antidemocrática por beneficiar uma minoria: os ciclistas.

Os dados de um estudo publicado pelo Departamento de Trânsito da cidade mostram que a reclamação dos donos de automóveis não procede. Curiosamente, a velocidade dos carros particulares cresceu, mesmo com uma faixa a menos para rodar. Os dados vêm dos aparelhos de GPS instalados nos táxis da cidade. Entre 2008 e 2011 (período utilizado no estudo divulgado em setembro), a velocidade média na área mais movimentada da cidade, ao sul da Rua 60ª, aumentou em 7%. O acréscimo se deu mesmo com um leve aumento no número de carros rodando no local. Eram 756 mil em 2008, enquanto em 2011 somavam cerca de 764 mil.

A mudança não tem como ser creditada diretamente às faixas para bicicletas. O relatório nem tenta fazer essa relação. Mas os números mostram que dar mais espaços para as bicicletas não vai prejudica necessariamente os carros. Embora eu não considere que prejudicar a velocidade dos carros chegue a ser um problema, nos Estados Unidos, a terra da “liberdade individual”, esse tipo de argumento tem apelo.

O estudo é também uma maneira de entender a mudança de opinião dos nova-iorquinos sobre as ciclovias e ciclofaixas. Uma pesquisa realizada em 2012 pelo jornal The New York Times mostrou que 66% dos moradores aprovava as faixas. Em 2013, o número caiu um pouco, para 64%. Embora não haja dados anteriores para comparação, é fato que a polêmica diminuiu.

Outro estudo feito em 2012 pelo Departamento de Transportes mostra outros benefícios que as ciclovias trouxeram para a cidade. Na 8ª Avenida, houve uma diminuição de 35% no número de feridos no trânsito depois da instalação da ciclovia, enquanto na 9ª Avenida esse número chegou a 58%. Na área da Union Square, mais ao sul da ilha de Manhattan, 74% dos usuários afirmaram preferir a nova configuração das vias, que inclui não apenas faixas para bicicletas mas também diversas melhorias para os pedestres. Em um espaço de nove quarteirões da 9ª Avenida houve um aumento de 49% nas vendas em comércios locais, enquanto os dados de todo o bairro mostram um acréscimo de apenas 3%.

A política de incentivo ao uso de bicicleta é considerada tão bem-sucedida pela administração Bloomberg que novas faixas foram anunciadas no Brooklyn. Os dados de Nova York são animadores e mostram caminhos que podem inspirar cidades brasileiras, dada a semelhança dos desafios enfrentados por nossas metrópoles para transportar milhões de pessoas. É certo que em lugar nenhum do Brasil há uma malha de metrô tão extensa como em NY, mas isso não é motivo para não usar outras boas ideias que deram certo por lá.

SEM SEMÁFOROS

Cidade inglesa "aposta" nas pessoas e elimina calçadas e semáforos


Sem semáforos

Após inovação, trânsito na Cidade de Polynton apresentou melhora graças ao bom senso e gentileza dos motoristas

Para fugir da loucura das grandes cidades, com trânsito engarrafado, stress, semáforos“gritando”, o pequeno município de Polynton, nos arredores de Manchester, na Inglaterra, resolveu tomar uma medida inusitada e acabou com os semáforos e as calçadas. Para muitos, seria o prenúncio do caos. Mas para a cidade inglesa com 15 mil habitantes acabou sendo a solução.

Diferentemente do esperado, o trânsito em Polynton melhorou. Antes, porém, foram feitos testes. Afinal, não se pode mudar algo assim da noite para o dia. Para isso, o semáforo de um dos principais cruzamentos da cidade, chamado Fountain Place, foi desligado. No princípio, a insegurança. Ao longo do dia, contudo, notou-se que as pessoas começaram a revezar na ordem de ultrapassagem. O trânsito fluiu. Tudo por conta do bom senso e da gentileza dos motoristas.

Agora, as pessoas não ficam mais paradas em semáforos ou em congestionamentos. Até mesmo a sinalização tradicional pintada no chão das ruas foi eliminada, junto com as calçadas. Cores diferentes indicam onde cada tipo de veículo deve trafegar e as conversões devem ser negociadas, com motoristas prestando atenção uns aos outros.

Com essa nova organização, facilitou-se ainda a vida de deficientes visuais e cadeirantes, uma vez que os motoristas precisam andar em menor velocidade e os pedestres se deparam com menos obstáculos. A empresa responsável pela revolução foi a Hamilton Baillie Associates. No vídeo abaixo, é possível entender como o novo projeto de trânsito funciona de forma harmônica. Será que esse projeto funcionaria na Terra Papagalli?  ASSISTAM O EXEMPLO.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Combustível da morte


Morte ao volante

Combinação perigosa em Goiás ainda é vilã do trânsito. Em 2013, 1.124 pessoas morreram; causa tem a ver com álcool

“Eram cinco da manhã. Eu já havia me divertido o bastante. Ri e chorei. A noite foi incrível, até fiquei com uma garota. Ela preferiu não prolongar a noite, já estava tarde. Como já tinha bebido muito, saí. Fui para casa. Antes de ir embora, peguei mais uma garrafa de cerveja - era a última da noite. Demorei para encontrar a chave, colocada no bolso de trás. Entrei e liguei o carro. Arranquei, coloquei a segunda marcha, puxei o cinto de segurança e o atei. Na verdade eu temia encontrar alguma blitz, já estava bem alto e facilmente perderia o direito de dirigir. Fui pelas ruas, conduzi o mais cauteloso possível. Depois de passar pelo terceiro sinaleiro, notei que o freio-de-mão ainda estava levantado - o baixei. Fui a diante, mas numa rotatória, um motociclista surgiu do nada. Ele me tirou a atenção e eu, que já tinha o reflexo comprometido, acabei tocando no pneu da moto com a frente do carro. Ele caiu e bateu a cabeça no meio-fio. Eu puxei o volante e capotei o veículo. Quebrei a clavícula - ele morreu. Hoje estou no hospital e respondo criminalmente por isso. Me arrependo - era para ter pego um táxi”.

O depoimento que inicia essa reportagem é de L.F.P, 31, condutor desde os 18 anos, que cometeu uma série de crimes de trânsito, antes de matar uma pessoa. Ele esteve internado no início de setembro, num hospital particular de Goiânia. O atendimento inicial foi feito pelo Corpo de Bombeiros Militar de Goiás. O acidente aconteceu no cruzamento da Avenida 2ª Radial com Avenida Circular e o levaram direto para o Pronto Socorro do Hospital de Urgências de Goiânia. O empresário do ramo farmacêutico só soube do falecimento do motociclista após dois dias de internado. O autor do crime de trânsito, hoje sem documentação que o permita dirigir e indiciado criminalmente pelo artigo 121 do Código Penal Brasileiro (homicídio) com dolo - quando há ciência do risco de matar, ao pegar no volante após ingerir bebida alcoólica. O condutor do veículo é somente um dos 2.448 condutores que tiveram a Carteira Nacional de Habilitação suspensa em Goiás, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-GO).

Responsabilidade

Conforme o presidente interino do Detran-Goiás, coronel Sebastião Vaz, são desempenhadas atividades diariamente para impedir que ações como a de L.F.P. se repitam, mas é um trabalho de ação que já se prolonga e precisa de continuidade. “São ações desenvolvidas pelo Estado de Goiás que têm apresentado ótimos resultados durante o decorrer dos anos”, disse o presidente.

Vaz acrescenta que são atitudes como o Programa Balada Responsável, que dão a notar a queda de acidentes envolvendo álcool e direção. “São 26% a menos de acidentes de trânsito desde a criação do Balada. Sabemos que em 2008 e 2012 as leis ficaram ainda mais rígidas com esse tipo de atitude, mas não podemos deixar que a falta de educação de trânsito seja ainda a responsável pela morte e aleijamento de tantas pessoas em Goiás”, enfatiza.

A delegada especializada em transito de Goiânia, Nilda Andrade, acredita que as atividades desenvolvidas pelo Detran são responsáveis pela queda dos acidentes. Mesmo assim, a titular da delegacia afirma que diariamente acontecem casos com o mesmo perfil. “Recebemos todos os dias na nossa delegacia de polícia pessoas que tiveram seus membros amputados, ou que estão com problemas neurológicos, sempre motivadas por acidentes. Não é de se espantar a quantidade de pessoas que ainda insistem em pegar o volante depois de dirigir. Fazemos prisões, autuações e encaminhamos todos os casos ao Poder Judiciário. Mas mesmo assim notamos que a sensação de impunidade é grande e que eles acabam sendo reincidentes. Não é o fim da batalha. Ela está no começo”, diz.

Trabalho árduo

Ao realizar trabalhos como o Balada Responsável, o Detranzinho, com objetivo de incentivar a educação de trânsito a jovens e crianças em escolas e colégios públicos e privados; o Palestra nas Escolas, que tem objetivo e abordagem semelhante e o Goiás Sinalizado, que chegou a mais de 50 cidades com sinalização - especialmente faixas de pedestres - instaladas.

Mesmo assim as pessoas ainda se negam a aceitar as ações realizadas. Segundo o Coronel Vaz, 5% dos motoristas ainda se negam a soprar o etilômetro, conhecido como bafômetro. “Antes, tínhamos 50% de pessoas que se negavam. Temos um avanço nessa questão e isso mostra que o trabalho é por aí. Estamos no caminho certo e Goiás desfruta dos resultados de um trabalho que tem sido árduo”, comemora.

O jovem e o álcool

Quando jovens pensamos que podemos fazer de tudo e que somos até mesmo invulneráveis.
VEJA SÓ ESTE VÍDEO



domingo, 6 de outubro de 2013

Simulador de direção vai alterar valores da carteira de motorista


Simulador para CNH

Estudos do Detran definirão tarifas para 2014

Uma novidade que tem dividido as opiniões, especialmente de quem está em processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do tipo B: segundo resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a partir de 2014, será obrigatório aos candidatos realizar cinco horas/aula de 30 minutos cada, após as aulas teóricas e antes das práticas na rua, em um simulador de direção veicular, equipamento que apresenta ao novo motorista as mais variadas situações que encontrará no trânsito.

A novidade divide opiniões sobre o custo envolvido – tanto para o aluno, que deve arcar com as aulas a mais, quanto para os proprietários dos Centros de Formação de Condutores (CFCs), que precisarão investir na compra do equipamento, com custo médio de R$ 30 mil, e no aluguel do software utilizado, conforme o Detran RS.

Por meio de nota, o Detran informou que, do valor total do custo da primeira CNH para as categorias A e B, que hoje é de R$ 1.131,07, o Departamento fica com R$ 219,08 (ou 19,36%) para cobrir seus custos e, o restante, fica com os credenciados, que hoje são 274 no Estado. Ainda afirmou que a introdução dos simuladores virá a reduzir proporcionalmente a participação do Detran na equação, pois o acréscimo nos custos para o candidato será destinado aos CFCs.

Para o presidente do Sindicato dos Centros de Habilitação de Condutores de Auto e Moto Escolas do Estado do Rio Grande do Sul (SindiCFC), Edson Luis da Cunha, “toda novidade que visa à qualificação do novo condutor tem nosso apoio, porém, é necessário estipular um valor acessível, uma vez que naturalmente precisamos da clientela.” Ele ainda acrescenta que os CFCs aguardam os estudos do Detran que fixarão as tarifas.

sábado, 21 de setembro de 2013

SEMANA NACIONAL DE TRÂNSITO 2013


SEMANA NACIONAL DE TRÂNSITO 2013


Em todo o mundo, o comportamento irresponsável no trânsito, em especial o de dirigir sob efeito de álcool ou outras drogas, é uma preocupação constante das autoridades. Em 2011, a ONU proclamou a Década de Ação pela Segurança no Trânsito e lançou um desafio para os países: reduzir pela metade o número de mortes no trânsito em um prazo de 10 anos.
A campanha desse ano parte de uma realidade impactante, mas que nem sempre é lembrada pelos motoristas: quando um acidente não resulta em óbito, pode deixar graves sequelas em suas vítimas. Em muitos casos, quem sofre o acidente precisa reaprender até as ações mais básicas, como comer, falar e andar. Por isso, a campanha lança mão de casos reais de acidentados que estão passando por esse difícil processo de reabilitação. O conceito dá o comando: “Não deixe um acidente obrigar você a reaprender. Seja você a mudança no trânsito.”.
VEJAM ESTE VÍDEO

MOTORISTAS COM DUPLA FUNÇÃO

Deputado quer proibir dupla função  dos motoristas em todo o país



Na esteira do acidente que matou sete pessoas e deixou outras 11 feridas na Avenida  Brasil, na última terça-feira (02), o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) quer proibir a dupla função dos motoristas de ônibus, que também atuam como cobradores, em todo o território nacional. Para isso, apresentou um projeto de lei que altera o Código de Trânsito Brasileiro.

Pelo projeto, a dupla função passaria a ser infração gravíssima. Embora o Motorista  seja autuado, a intenção é de que apenas a empresa de ônibus sofra as punições. Não fica claro no texto da proposta, porém, de que forma as empresas serão responsabilizadas, já que está prevista apenas punição ao condutor que dirigir "em concomitância com a função de cobrador ou qualquer outra atividade que desvie a atenção do trânsito".

O que está mais do que óbvio é que o motorista não pode ser responsabilizado ao se ver obrigado pela empresa a cumprir a dupla função. Além do desgaste, ele não ganha nem um tostão por isso.

ÁLCOOL PELO MUNDO

Conheça a punição para quem dirige bêbado em outros países


Pesquisa da UFRGS analisou mais de 12 mil flagrantes a condutores embriagados ocorridos nos anos de 2009 e 2010 e mostrou que parte dos casos é composta por pessoas que já haviam sido pegas por embriaguez ao volante. O estudo levanta o debate sobre a impunidade diante do desrespeito repetido às leis. Veja como a questão é tratada em outros países:

AUSTRÁLIA

Na saída das boates, é possível assoprar em um tubo na parede para identificar o grau de álcool no sangue em um aparelho. Beber e dirigir é considerado uma vergonha tamanha que deixar alguém sair de casa embriagado para pegar a direção é muito malvisto. A folha de registro de infração da polícia australiana é mais completa do que a brasileira, já que o nível de treinamento do policial de rua ou rodoviário permite maior detalhamento na notificação do acidente, na identificação do que ocorreu.

CANADÁ

Policiais cobram a multa de trânsito na hora. Não é aberto um processo com possibilidade de recurso, como no Brasil. Além da cobrança, o motorista canadense é penalizado no seguro do carro, que no ano seguinte sobe de preço por causa da infração.

SUÉCIA

Em lugares como Suécia, Dinamarca e Noruega, toda viatura tem bafômetro, e qualquer policial rodoviário é treinado para identificar provas que não dependem do aparelho. Um policial que suspeita que o motorista está sob efeito de alguma substância pode solicitar ao condutor que caminhe em linha reta, levante uma perna etc. As provas clínicas são suficientes, pela lei, para notificar o motorista como intoxicado, mesmo que sequer se saiba qual foi a droga utilizada.

ESTADOS UNIDOS

O país conta com as Drug Curts — as Cortes de Drogas. Elas funcionam da seguinte maneira: uma pessoa pega embriagada depois de um acidente é identificada como alcoólatra. Ela recebe duas opções: fazer tratamento ou ir para a cadeia. Para aumentar a pressão sobre o infrator, a cadeia fica ao lado da corte. Durante o tratamento, a pessoa é submetida a exames de urina que apontam se está "limpo" ou recaiu.

Além disso, em alguns Estados americanos pessoas com problemas com álcool são obrigadas a ter um bafômetro no carro. Antes de ligar o carro, o motorista deve soprar o bafômetro, senão a ignição não se completa. Durante o percurso, o condutor é solicitado a soprar outras vezes, sob pena de o motor desligar.

JAPÃO

Um motorista embriagado que atropela uma pessoa, causando sua morte, pode ser condenado, de cara, à pena de prisão perpétua. Depois, recursos podem reduzir a condenação, mas o impacto da pena costuma inibir esse tipo de ocorrência por deixar claro que a margem para escapar da punição é mínima.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

SEMANA NACIONAL DE TRÂNSITO

Programação Semana Nacional de Trânsito 2013 - Recife/PE


Para comemorar a Semana Nacional deTrânsito que acontece entre 18 e 25 de setembro, a Companhia de Trânsito e Transporte  Urbano do Recife (CTTU) montou uma programação especial sob o tema “Trânsito é vida”. Durante os sete dias, palestras, ações educativas e apresentações teatrais vão movimentar a cidade e levar cidadania e conhecimento à população.

18/09

09h – Lançamento do Projeto Trânsito é vida

Local: Auditório Capibaribe (15º andar sede da Prefeitura do Recife)

Ação educativa nas vias públicas (Trânsito é Vida)
Ação educativa nas escolas (Eu amo o Recife, eu Respeito o Trânsito)


19/09

09h - Feira do DETRAN  (CTTU apresenta jogo educativo e esquetes teatrais com tema trânsito)

Local: Sítio Trindade

Ação educativa nas vias públicas (Trânsito é Vida)
Ação educativa nas escolas (Eu amo o Recife, eu Respeito o Trânsito)


20/09

09h - Feira do DETRAN  (CTTU apresenta jogo educativo e esquetes teatrais com tema trânsito)

Local: Sítio Trindade

Ação educativa nas vias públicas (Trânsito é Vida)
Ação educativa nas escolas (Eu amo o Recife, eu Respeito o Trânsito)


21/09

09h - Feira do DETRAN  (CTTU apresenta jogo educativo e esquetes teatrais com tema trânsito)

Local: Sítio Trindade

Ação educativa nas vias públicas (Trânsito é Vida)

22/09

09h às 16h  - Ação Dia Mundial sem carro (distribuição de material educativo)

Local: Ciclofaixa de turismo e lazer (Marco Zero)

23 a 27/09

09h às 12h e 14h às 17h - Ação Bairro Legal (Jogo Educativo com vivência no trânsito)

Local: Av. Cons. Aguiar, Praça Porto Seguro, Boa Viagem.

24/09

09h- As novas tecnologias e a educação para o trânsito, vivências de projetos educativos.

Local: Escola Nossa Senhora do Pilar









CRIANÇA EM MOTO

Comissão eleva de 7 para 11 anos idade para andar em garupa de moto


Criança na moto


A Comissão de Viação e Transportes aprovou proposta que eleva a idade de crianças que podem ser levadas na garupa de motos. Foi aprovado projeto (PL 6401/09), do ex-deputado Professor Victorio Galli, que permite o transporte de crianças apenas aos 11 anos de idade. Hoje, aos 7 anos, as crianças já podem andar na garupa de motocicletas.

O relator da proposta, deputado Diego Andrade (PSD-MG), lembrou que uma criança pequena, muitas vezes, não alcança o apoio para os pés da moto e não consegue se segurar de forma adequada. “Não é transporte seguro para nossas crianças”, resumiu o relator.

Andrade incluiu na proposta a exigência de que, dos 11 aos 16 anos, para andarem como passageiros em motos, crianças e adolescentes deverão usar equipamentos extras de segurança. “Até os 16 anos, a criança ou adolescente deverá usar, além do capacete, colete, jaqueta adequada e uma bota de proteção nos pés”, afirmou.

Segurança

Diego Andrade incorporou em seu parecer sugestões do deputado Hugo Leal (PSC-RJ), que apresentou voto em separado. Hugo Leal disse que procurou especialistas, pediatras e ortopedistas que identificaram a necessidade de aumentar a idade das crianças que podem andar na garupa de motos.

“Existem entendimentos, da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, que na garupa não poderia ser menor de 16 anos. Mas há um meio termo, também qualificado, pela linha científica, médica e pessoas envolvidas com trânsito, que poderia ser acima de 11 anos”, esclarece Leal.

Tramitação

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.