terça-feira, 30 de julho de 2013

CELULAR E VEÍCULO

Metade dos europeus manuseia smartphone ao volante


Europeus usam smartphone ao volante

Praticamente a metade dos motoristas de países como Alemanha, Espanha, França, Grã-Bretanha, Itália e Rússia checa textos ao volante, no smartphone. Admitiram o hábito 48% dos condutores entrevistados em um estudo realizado pela Ford em diversos países europeus.

Na Itália esse índice foi de 61%, enquanto na Rússia foi de 55%, na França e na Alemanha foi de 49%, na Espanha foi de 40% e na Grã Bretanha, 33%. Foram entrevistadas 5.500 pessoas. Mesmo sendo um hábito comum, quase todos os motoristas (95%) concordam que ler textos no trânsito é perigoso e afeta a segurança ao dirigir.

Pelo menos a metade diz acreditar que a sua capacidade de resposta é 50% mais lenta ao ler mensagens no celular. "Os smartphones se tornaram rapidamente uma parte essencial na rotina de muitas pessoas", afirma Christof Kellerwessel, engenheiro-chefe de Engenharia de Sistemas Elétricos e Eletrônicos da Ford.

O levantamento realizado pela Ford faz parte da preparação para o lançamento do seu sistema Sync, que pode transformar mensagens de texto em voz e também permite ao motorista enviar uma resposta, selecionada dentro de uma lista de opções. "Como as mensagens de texto podem distrair os motoristas, é óbvio o benefício de um sistema capaz de transformar em voz as mensagens de texto dos smartphones."

Seu recurso de leitura de texto, desenvolvido pela Microsoft, acessa mensagens por comando de voz, usando a conexão Bluetooth de smartphones compatíveis.

O Sync equipa hoje mais de 4 milhões de veículos Ford nos EUA e a expectativa é que até 2015 outros 3,5 milhões de veículos novos na Europa tenham o equipamento. No Brasil ele é oferecido nos modelos Fusion, Edge e New Fiesta.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

CURSOS NA HONDA

Honda registra aumento de participações em Centros Educacionais de Trânsito



A Honda  obteve resultados positivos em seus Centros Educacionais de Trânsito (CETH) em Indaiatuba (SP) e Recife (PE) no segmento de motociclismo. Em 2013, aproximadamente 25 mil motociclistas participaram das atividades voltadas à segurança no trânsito, totalizando mais de 485 mil desde a inauguração da 1ª unidade de treinamento no interior paulista, em 1998. Segundo a montadora, o CETH oferece aos motociclistas cursos teóricos e práticos, palestras e test rides educativos. Gerente de Pilotagem do Centro Educacional de Trânsito Honda, José Luiz Terwak, comenta que por meio dessas atividades a marca contribui para a segurança e respeito no trânsito, com cidadãos conscientes e engajados nessa iniciativa. Segundo a Honda, até o fim deste ano será inaugurado o terceiro CETH da marca, em Manaus. O CETH disponibiliza vídeos, animações 3D e cursos on-line com dicas e técnicas de pilotagem, além de informações importantes para a rotina de milhões de condutores do Brasil, sejam eles motociclistas, motoristas ou pedestres.

OBRAS EM RECIFE

Fluxo próximo ao Espaço Ciência muda para obras do Corredor Norte/Sul entre Olinda e Recife

5ce99d212647715ded4f921289c85d73.jpg
Retorno da Avenida Agamenon Magalhães sentido Olinda/ Recife será desativado a partir das 7h da segunda (29)

O retorno da Avenida Agamenon Magalhães próximo ao Espaço Ciência no sentido Olinda/ Recife será desativado a partir das 7h desta segunda-feira (29). Quem precisar voltar para Olinda deste ponto terá que passar pelo acesso dois quilômetros adiante, próximo ao Shopping Tacaruna.

A intervenção faz parte da implantação do Corredor Exclusivo de TRO (Transporte Rápido por Ônibus), que contará com estação no canteiro central da avenida em frente ao Memorial Arcoverde, próximo ao Espaço Ciência. O local será interditado para a instalação do canteiro de obras e receberá o apoio de agentes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

A obra do Corredor Norte/Sul, que inclui o TRO, tem um R$ 151 milhões com mais de 67% da ação executada. A rota sai de Igarassu e segue até o centro do Recife, com 33 estações estão sendo construídas no percurso de 33,2 quilômetros.

CÂMBIO

Mais acessível, câmbio automático invade carros populares



Opções acessíveis de câmbio automático.

Com preços de até R$ 55 mil, categoria oferece várias opções ao consumidor que quer se livrar da embreagem e enfrentar o trânsito com mais conforto

1ª, 2ª, para. 1ª, 2ª, para. 1ª, 2ª, 3ª, para. É nessa toada que a maioria dos moradores dos grandes centros urbanos do país seguem cambiando as marchas do carro, sem dar sossego ao pé esquerdo ou à mão direita, durante o trajeto que separa a casa do trabalho. Para atenuar o desgaste da rotina no trânsito, muitas pessoas passaram a desejar ter na garagem automóveis que dispensassem o pedal da embreagem. O problema, no entanto, sempre foi o custo de um automóvel com câmbio automático, considerado até a década de 90 um item de luxo.

Até pouco tempo, a tecnologia estava presente apenas em marcas de luxo como BMW ou na versão topo de linha de modelos médios com preço superior a R$ 70 mil. Pois bem, “estava”. Hoje, há no mercado pelo menos 30 modelos automáticos com valores de até R$ 55 mil, entre hatch e sedãs. Os mais novos integrantes desse time são Onix e Prisma, que acabam de ganhar uma variante com a caixa automática de seis marchas, item inédito no segmento dos populares. O ineditismo fica por conta das seis velocidades e pelo fato de a maioria dos carros nessa faixa de preço possuírem a transmissão automatizada, um recurso mais barato, desenvolvido como um meio-termo entre a caixa mecânica e a automática.


É o caso do câmbio Dialogic da Fiat, do I-motion da Volkswagen e do Easytronic da GM, que entregam maior comodidade por um preço mais acessível, mas sem o mesmo desempenho do outro. Por isso, com a novidade, a Chevrolet espera cumprir uma missão ousada e prometida pelo setor há vários. Nas palavras Hermann Mahnke, diretor de marketing da marca no Brasil, " popularizar a transmissão automática". Será mesmo?

Automáticos acessíveis

Voltando um pouco no tempo, foi no fim dos anos 90, com o aumento do interesse por automóveis que dispensassem o uso da embreagem, que as montadoras perceberam que poderiam capitalizar em cima da nova demanda, dando o ponta pé inicial à tendência de popularização dos automáticos, que além de caros, não gozavam de uma fama muito boa. “Foi aí que fabricantes começaram a oferecer carros menores com câmbios automatizados, mais baratos e mais simples”, lembra Claudio Castro, membro da SAE Brasil.

O primeiro modelo a possuir esse tipo de caixa foi a Meriva, em 2007. No ano seguinte, a Fiat lançou o Stilo, com o mesmo tipo de transmissão. As mudanças de marchas eram acompanhadas por grandes solavancos a bordo. Para dar uma resposta à concorrência, a Volkswagen lançou a transmissão I-motion em 2009, com o Polo. Apesar das melhorias em relação aos rivais, as trocas ainda eram sentidas pelos motorista e o desempenho ficava aquém do oferecido pelo genuíno automático.

Polêmica automatizada

Apesar das, digamos, limitações do automatizado, Henrique Sampaio, diretor de marketing de produto da Volkswagen, ainda defende o mecanismo como uma porta de entrada para o automático “O automatizado funciona bem nos segmento de entrada. É para quem nunca teve a experiência com um automático e está em busca de mais conforto”. Segundo o executivo, por ser mais barato do que o câmbio automático propriamente, é mais acessível para o consumidor que está ascendendo e quer investir em um automóvel mais completo.

E nos últimos anos, o que mais se observou foi o upgrade no nível do carro desejado pelo consumidor brasileiro. Para se ter uma ideia, em 2009, quando o Polo I-motion foi lançado, as vendas da versão automatizada respondiam por 5% das unidades topo de linha comercializadas. Resumindo: um número bem pequeno. Hoje, esse número gira em torno de 20% a 25% dentro das configurações mais caras dos modelos Gol, Fox, SpaceFox e Polo.

E por falar em carros mais completos, o aumento do interesse por modelos automáticos, parece ter pego carona na esteira dos últimos lançamento do mercado, principalmente dos carros a cima dos R$ 35 mil. Tanto que, segundo a Peugeot, a versão automática do o novo 208 superou as expectativas de vendas e passou a representar 22,5% das vendas do modelo, enquanto a configuração de entrada, manual, ficou em 18%.

O futuro das transmissões

A indústria estima que até 2015, as vendas de carros automáticos/automatizados vão crescer até 280% em relação ao volume registrado em 2005. No Brasil, em 2012, esse número representou cerca de 6% das vendas no setor. Para Claudio Castro, da SAE, o futuro das transmissões será o automático propriamente, mas sim o automatizado de dupla embreagem. No Brasil, a Ford oferece a caixa Powershift nessa linha. Mais econômicos do que os automáticos e com trocas tão suaves quanto.

O que não quer dizer que o bom e velho câmbio mecânico irá desaparecer. “Há um estudo que aponta que de 2012 a 2020 a demanda por ele crescerá ainda 2%. Já o automático, terá um aumento de 3% a 4% no período, apenas”, afirmou o especialista da SAE.

Paulo Riedel, diretor de engenharia de Powertrain da GM América do Sul, também não acredita no fim dos carros mecânicos, os preferidos dos motoristas que gostam de ter o controle do carro nas mãos e apreciam uma condução mais esportiva. “Nos Estados Unidos, por exemplo, os jovens estão redescobrindo o câmbio manual”. De qualquer forma, o executivo afirma que, em poucos anos, o mercado viverá uma inversão do que acontece atualmente. No futuro, 80% dos carros comercializados serão automáticos/automatizados e 20% serão mecânicos.

ESTRESSE E TRÂNSITO

Congestionamento provoca estresse e ansiedade




Muitos motoristas de São Paulo enfrentam um problema comum: o estresse por ficar parado nesses longos congestionamentos. A lentidão, ou melhor, a paralisação causa ansiedade, insegurança e outros problemas que afetam diretamente o nosso organismo.

Há quatro meses, a jornalista e empresária Adriana Monteiro vendeu o carro dela e diz que está se virando muito bem. “Eu peço carona para os meus amigos, para as pessoas conhecidas, ando de táxi, de ônibus, a pé. Acho que não quero mais ter carro”.

A empresária conta que, como todo mundo, nunca teve paciência para os congestionamentos, mas decidiu abrir mão do carro depois de um assalto. Os ladrões estouraram o vidro e levaram a bolsa dela. “O carro passou a ter outro significado. Porque eu saía sempre em estado de tensão. À noite, durante o dia, faça chuva, faça sol, você estava ali sempre neste estado de tensão”.

O congestionamento traz medo, insegurança, sensação de impotência, ansiedade, um quadro que os médicos chamam de estresse crônico porque a situação se repete e não há nada que o motorista possa fazer.

Além da cabeça, o corpo também sofre. A tensão provoca uma descarga de adrenalina, os batimentos cardíacos aceleram, a pressão sanguínea sobe e em alguns casos até a taxa de açúcar no sangue aumenta.

Carlos Alberto Pastore, cardiologista do Incor, diz que tudo isso pode levar a crises de pânico. “As situação de estresse crônico são preocupantes. Eu vejo o trânsito como isso: o que você vai fazer para resolver o problema do trânsito? Nada. Você pessoalmente é impotente para resolver os problemas de trânsito. O que é que você pode fazer? Aprender a conviver com ele para não adoecer”.

O médico também dá algumas dicas: para evitar estresse no trânsito, não dirija se você já estiver estressado, saia de casa uma, até duas horas mais cedo, faça caminhos mais longos e menos congestionados e não entre "na pilha" dos outros motoristas.

Adriana diz que vive melhor sem o carro. “A cidade passou a ter outra moldura, que não a moldura dos vidros, este limite. Porque quando você pega uma carona e precisa caminhar, para tomar um táxi ou um ônibus, você passa a olhar outras coisas”.

domingo, 28 de julho de 2013

Projeto de Lei prevê visor de velocidade em ônibus interestaduais



O deputado Nelson Bornier (PMDB-RJ) apresentou o Projeto de Lei PL 2152/11, que obriga a empresa de transporte público a instalar visor digital de velocidade nos ônibus interestaduais. O objetivo é permitir ao passageiro a verificação permanente da velocidade do ônibus. Pelo projeto, o visor digital será instalado fora da cabine do motorista, para fácil identificação por parte do passageiro, durante todo o trajeto.

De acordo com o texto, o visor digital será instalado fora da cabine do motorista para que o passageiro possa visualizá-lo com facilidade durante todo o trajeto. A proposta prevê também que, ao lado do visor, seja afixada uma placa informativa com os números de telefone do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), da Polícia Rodoviária Federal e da empresa de transporte, para fins de reclamação.

O autor do projeto lembra que a velocidade compatível com a segurança é descrita como aquela que permite ao motorista uma reação que evite atingir um obstáculo, um pedestre, um animal, ou outro veículo, facilitando uma manobra de emergência, quando necessária, como frear ou desviar do obstáculo.

Parada do ônibus


Nelson Bornier destaca que o projeto visa a possibilitar o imediato relato da infração de excesso de velocidade aos órgãos fiscalizadores. Ele justifica a proposta citando o “aumento de abusos cometidos pelos motoristas nas viagens rodoviárias interestaduais, frente à impotência dos passageiros que, colocados em risco, muitas vezes percebem que a velocidade do coletivo não é condizente com a da rodovia e não possuem nenhum mecanismo de proteção ou denúncia”.


Segundo Bornier, além de proporcionar o registro de irregularidades, a medida poderá permitir até mesmo a parada do veículo nos postos rodoviários de fiscalização.

Tramitação


Sujeito à apreciação conclusiva, o projeto foi distribuído às comissões de Viação e Transportes, onde aguarda parecer do relator Newton Cardoso (PMDB-MG); e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Acidente deixa um homem morto e dois feridos na AV. Mascarenhas de Morais na Imbiribeira em Recife

2007bc234c05589f82118eca21a50146.jpg

Uma pessoa morreu e duas estão em estado grave no Hospital da Restauração

Uma pessoa morreu e duas ficaram feridas em um acidente de grande proporção na Avenida Mascarenhas de Morais, na Imbiribeira, Zona Sul do Recife, na madrugada desse sábado (27). O condutor do veículo perdeu o controle e invadiu uma concessionária. Com o impacto da colisão, o automóvel se partiu ao meio.


Os veículos atingiram um poste que ameaça cair. Diego Batista da Silva, 24 anos, morreu no local. O motorista do veículo, Gilmário Silva dos Santos, 26 anos, não precisou de atendimento. Jadson Melo da Silva, 20, sofreu fraturas na bacia e na perna e passou por cirurgia no Hospital da Restauração (HR), no Derby, área central do Recife.

Foram deslocadas três viaturas dos bombeiros. Também foram acionados a Secretaria-Executiva de Defesa Civil (SEDEC/Recife), antiga Coordenadoria de Defesa Civil do Recife (Codecir) e a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe)

RECALL

Fiat anuncia recall por falha no cinto de segurança


recall


A Fiat anunciou recalll de 3.029 veículos dos modelos Palio Fire, Strada Fire e Strada Fire cabine estendida. De acordo nota emitida pela montadora, são convocados os proprietários de automóveis desses três modelos equipados com air bag duplo e produzidos entre 2012 e 2013.

O recall tem com o objetivo de substituir os fechos dos cintos de segurança dianteiros desses veículos. "Durante avaliações de qualidade foi identificada uma falha no processo de fabricação de um lote específico destes componentes que pode comprometer o seu funcionamento", informou a montadora.

Ainda na nota, a Fiat afirma que, embora não tenha conhecimento de nenhum fato real, em caso de acidente, os fechos dos cintos de segurança dianteiros podem se romper, intensificando o contato do motorista e do passageiro com a bolsa do air bag inflada, "o que pode causar lesões físicas aos usuários".

A troca será feita a partir de 29 de julho com agendamento prévio em toda a rede de concessionárias do território brasileiro. Para informações adicionais a Fiat coloca à disposição dos seus clientes a central de atendimentos, no telefone: 0800 707 1000 e por meio de seu site: www.fiat.com.br.

sábado, 27 de julho de 2013

ACIDENTE II

Carreta tomba na BR-101 Norte e deixa trânsito complicado

1f0e5cffcc6cbb4cd2f5e8db90b23f63.jpg

Uma carreta tombou na BR-101, quilômetro 60, Guabiraba, Zona Norte do Recife, na manhã deste sábado (27). O acidente aconteceu nas imediações do Centro de Treinamento do Náutico e deixou o trânsito complicado no sentido Recife. De acordo com informações de transeuntes  o veículo tombou ao tentar desviar de um cavalo solto na rodovia.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF-PE) enviou uma equipe ao local. Não houve feridos.

TRATORES

Emplacamento de tratores será prorrogado para final de 2014


A vigência das resoluções 429 e 434 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que obrigam o registro e emplacamento de tratores destinados a puxar ou arrastar maquinaria de qualquer tipo, inclusive agrícolas, foi prorrogada para 31 de dezembro de 2014. A decisão foi comunicada pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, à senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), e foi assunto de reunião na quinta-feira (25) entre representantes do Ministério das Cidades, Contran  e Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em Brasília. Essa decisão acertada evitará que agricultores sejam multados ou penalizados injustamente – afirmou a senadora. Segundo ela, o ajuste permitirá prazo maior para reavaliação e debate sobre os impactos das novas normas, especialmente no meio rural. As resoluções, em vigor desde o dia 1º de junho, têm sido motivo de dúvidas e insegurança no meio rural. O proprietário que não cumpre as novas determinações da resolução está sujeito a multa gravíssima. O valor atualizado para a infração é de R$ 191,54. Aqueles que não se enquadram na resolução acumulam também sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e têm o veículo apreendido. Recentemente, representantes da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf-Sul), da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) estiveram no Senado Federal para pedir à bancada gaúcha soluções para a insegurança jurídica aos proprietários e condutores de tratores. Segundo a Fetraf-Sul, que esteve representada no encontro sobre os impactos da resolução na agricultura, o tratamento aos produtores rurais é injusto e desproporcional, considerando a realidade do campo brasileiro. De acordo com os representantes da Federação, muitos usam tratores antigos para a produção de alimentos e para o deslocamento entre propriedades rurais. Deve chegar também ao Senado, nos próximos dias, o Projeto de Lei 33/2012, de autoria do deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) e já aprovado na Câmara, que desobriga as máquinas agrícolas do registro de licenciamento anual.

ACIDENTE

Colisão entre dois ônibus deixa trânsito complicado no centro do Recife

c521c2d249af3aa4067ef3143a49b1ff.jpg

Uma colisão envolvendo dois ônibus da empresa Caxangá deixou o trânsito complicado na manhã deste sábado (27), no Centro do Recife. O acidente aconteceu por volta das 7h no cruzamento da Rua do Imperador com a Rua Siqueira Campos, no bairro de Santo Antônio, na área central da capital pernambucana. Com o impacto, cinco pessoas ficaram feridas.
O motorista de um dos veículos, Valdson Carneiro da Silva, o cobrador, José Carlos e uma passageira foram encaminhados para o Hospital da Restauração, no Derby, também na área central do Recife. Outros dois passageiros, não identificados, foram atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Um dos coletivos ficou completamente destruído. Somente à tarde o trânsito só foi liberado na Rua Siqueira Campos.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

VISEIRA

VEJAM O ABSURDO: Mototaxistas parafusam viseiras para se 'livrar' das multas em Barretos, SP




Categoria reclama que passageiros levantam a proteção, o que é proibido.

Improvisação é ilegal e não livra condutores de autuações, diz delegado.

Antônio Maurício Alexandre é mototaxista em Barretos (SP) e calcula transportar mais de 50 passageiros por dia, muitas deles que preferem utilizar o capacete com a viseira erguida, atitude proibida pelo Código de Trânsito Brasileiro. Para evitar ser multado pela polícia, já que é o condutor que responde pela autuação, Alexandre resolveu tomar uma medida extrema: mandou parafusar a viseira ao capacete.

"A gente pede para a pessoa não subir, mas a maioria não respeita e anda com a viseira levantada. Fica complicado para a gente, porque a multa vem para nós. Coloquei um parafuso bem pequeno, que não vai prejudicar ninguém. Foi uma medida de emergência", afirma.
Assim como Alexandre, outros mototaxistas adotaram a ideia para tentar fugir das autuações no município, já que a Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Trânsito têm intensificado o número de operações.
O mototaxista Ueber de Oliveira reclama que além de arcar com a multa no valor de R$ 191,54, também é preciso pagar por um curso de reciclagem. "A gente acaba gastando mais de R$ 500. Além disso, fica de 30 a 120 dias parado, sem trabalhar", diz.
Parafuso dá multa
Segundo o delegado da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), Antônio Alício, pelo menos 20 motociclistas são multados todas as semanas em Barretos, por guiar sem a viseira do capacete. Alício destaca, porém, que medida adotada pelos mototaxistas não livra o condutor de ser autuado.
"Usar parafuso é um absurdo. Se um mototaxista for parado num comando de trânsito, ele será autuado como se estivesse com a viseira levantada, porque ele está alterando a característica original do produto. Isso não é uma prática recomendada", afirma.
O delegado diz também que o uso de parafusos em capacetes pode ser perigoso, uma vez que se trata de um objeto perfurante e que provoca lesões. "O capacete foi desenhado com a viseira livre para que possa abrir. Em um acidente, se essa viseira não quebrar, a pessoa pode morrer sufocada. Isso é proibido."
Antonio Maurício Alexandre colocou parafusos na viseira do capacete para evitar que passageiros a levantem durante trajeto de mototáxi. (Foto: Claudio Oliveira/EPTV)

Antonio Maurício Alexandre colocou parafusos na viseira do capacete para evitar que passageiros a levantem durante trajeto de mototáxi.

LEI

Governo publica lei que desonera setor de transporte


O Diário Oficial da União, na edição extraordinária do último dia 19 de julho, publicou a Lei 12.844 de 2013, que trata da desoneração em diversos setores da economia. Na atividade transportadora, foram contempladas as empresas de manutenção e reparação de embarcações, operação de carga, descarga e armazenagem de contêineres e empresas de transporte ferroviário e rodoviário de carga, que passam a pagar alíquota única de imposto no valor de 1% de seu faturamento bruto. Para empresas de transporte ferroviário e rodoviário de 
passageiros a alíquota é de 2%.
A lei prevê ainda a não incidência de contribuições fiscais sobre a receita bruta decorrente de transporte internacional de cargas. As novas alíquotas passam a vigorar a partir de 1º de
janeiro do próximo ano. Para o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), senador Clésio Andrade, "a lei coroa os esforços que viemos fazendo há muito tempo pela desoneração do setor".
Conforme o senador Clésio Andrade, "o novo modelo de contribuição representa ganhos de competitividade para os transportadores, criando novas possibilidades de investimentos em ampliação das atividades, renovação da frota, atualização profissional dos trabalhadores e até a abertura de novas vagas de trabalho". A CNT esteve engajada em todas as etapas
das discussões, junto ao governo, pela redução dos custos fiscais que incidem sobre as empresas.

DIA DO MOTORISTA

Dia do Motorista: existe hora certa para deixar de dirigir?


Dia do Motorista

A legislação brasileira não determina uma idade máxima para que o condutor deixe de dirigir, mas, especialistas em trânsito apontam as limitações físicas e os traumas psicológicos como as principais causas para que os vovôs e as vovós passem a andar, definitivamente, no banco do passageiro.

Henrique Luelsdorf Júnior, instrutor teórico de uma autoescola de Maringá, afirma que, independente da idade, os candidatos a tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passam por semelhantes avaliações psicológicas e de aptidão física e mental, que devem ser feitas em clínicas credenciadas pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR).

É na hora de renovar a CNH que a idade faz a diferença. Luelsdorf Júnior explica que MOTORISTAS com até 65 anos devem fazê-la pelo menos uma vez a cada cinco anos, enquanto que o prazo para os com mais de 65 anos é de três anos.

Medo no volante

Marcelo Nemesio, instrutor  de direção, revela que a principal dificuldade encontrada pelos idosos é o preconceito dos demais motoristas. "Existem condutores mais novos que até mesmo agridem verbalmente os mais velhos culpando-os pela lentidão do trânsito", descreve.

Atitudes agressivas como essas são, segundo o instrutor prático de direção Bruno Beno Tenroller, a maior causa para que os idosos fiquem frágeis emocionalmente e, em alguns casos, desenvolvam medo excessivo de pegar no volante e abandonem de vez a direção.

"Para evitar que isso ocorra só há uma saída: que a paciência e o respeito imperem", diz.

Limitações do motorista


A insegurança não é o único motivador para que os idosos aposentem as carteiras de habilitação. Diminuição do reflexo e a falta de coordenação motora, menciona Tenroller, também contribuem para a redução da presença deles no trânsito, porém, grande parte das limitações físicas que acomete os idosos está relacionada à saúde dos olhos.

De acordo com o oftalmologista Arthur Onofre Beltran, o sentido é mais afetado, porque, com o passar dos anos, o cristalino, que é a lente do globo ocular, perde a transparência e torna a visão mais difícil. "A sensação é, ao olhar para superfícies brancas, que existem vários pontinhos pretos diante das vistas", relata.

O especialista ainda elenca doenças como catarata e glaucoma, comuns na terceira idade, como fatores que impossibilitam a direção.

"A catarata é tratada por meio de intervenção cirúrgica e o glaucoma é controlado por colírios ou cirurgias, dependendo do caso", destaca. Ele ressalta que sem tratamento é impossível dirigir com segurança.

DIREÇÃO DEFENSIVA

Neblina exige que motoristas tenham maiores cuidados no trânsito



As regiões mais propícias para formação de neblina ou de nevoeiro são as de vale e de serra. Veja algumas dicas de como evitar acidentes:

Nessa época do ano, um fenômeno meteorológico exige que os motoristas tenham ainda mais atenção. Não dá para escapar da neblina de outono, mas os acidentes poderiam ser evitados, e com alguns cuidados simples, mas que muitas vezes os motoristas desconhecem. Por exemplo, você sabe se deve usar o pisca alerta quando surge a neblina? Veja a resposta para essa e outras dúvidas na reportagem.

Sol forte, céu azul. Os dias de outono costumam ser assim em São Paulo, mas ninguém se arrisca sair sem um casaquinho porque a temperatura sempre cai à noite. Essa variação térmica que ocorre muito nas regiões Sul e Sudeste tem uma consequência.

“O ar resfria e condensa formando essa nuvem pesada no chão. Como a gente tem temperatura muito baixa logo cedo ela se mantém por mais tempo”, explica a meteorologista Nadja Batista.

A neblina se forma principalmente no fim da tarde e também logo cedo. “Dura ate umas 9h e atrapalha bastante os aeroportos”, ressalta Nadja Batista.

Mas não só os aeroportos. As regiões mais propícias para formação de neblina ou até de nevoeiro, que é mais denso, são as de vale e de serra. Quem desce para a praia nessa época do ano sabe que tem que tomar cuidado.

Ao todo, 146 câmeras monitoram o sistema Anchieta-Imigrantes, que liga São Paulo a Baixada Santista. Quando a neblina aparece, a imagem nas telas também fica prejudicada e os técnicos recorrem a outro instrumento: os computadores que mostram qual a distância que os motoristas conseguem enxergar em cada trecho da estrada.

Quando a visibilidade fica abaixo de 100 metros, viaturas de prontidão nos pedágios escoltam os veículos, porque nesta situação os motoristas só podem descer a serra em comboio. Por causa do volume de carros andando junto e da dificuldade de ver o que está à frente, a velocidade de segurança é de 40 quilômetros por hora.

Em setembro de 2011, a neblina surpreendeu os motoristas no início da tarde. Ao todo, 300 veículos se envolveram em um grave acidente na Rodovia dos Imigrantes, na subida para São Paulo.

Dirigir sob neblina exige atenção extra e cuidados especiais. “Sempre aumentar a distancia do veiculo à frente e reduzir a velocidade para ficar compatível ao fator de visibilidade”, afirma Gerson Burin.

Além disso, não use farol alto e só ligue o pisca alerta se estiver parado. “Isso pode acarretar em um susto das pessoas que vêm atrás e elas podem se envolver em um acidente”, ressalta Burin.

Muito cuidado ao frear. “A pior coisa é freia com tudo. Os veículos de trás não têm tempo suficiente para frear e acaba ocorrendo a colisão traseira”, explica.

O uso do farol alto sob neblina não é recomendado porque a luz é refletida pelas gotas de água e ofusca o motorista.

Motos Região Norte

Região Norte tem mais motos que habilitados


Motos X habilitados

rota do Amazonas supera em 30% o número de carteiras expedidas na categoria A

Um estudo elaborado com base em dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) demonstra que os Estados da Região Norte têm mais motos nas ruas do que pessoas habilitadas na categoria A, aquela para condutores de veículos motorizados de duas e três rodas.

A frota do Amazonas, por exemplo, tem 221.910 motocicletas, mas somente 155.124 motociclistas habilitados, discrepância de 30%. No Pará, para 667.452 motos há 585.428 condutores com carteira A, diferença de 7%. “Sem esse preparo mínimo, o motociclista está mais sujeito a falhas no controle  do veículo, negligência aos equipamentos de segurança e desconhecimento de regras para circular nas cidades”, afirma José Eduardo Gonçalves, diretor executivo da Abraciclo, associação que reúne fabricantes do setor.

Em dez anos, a frota de motos da Região Norte aumentou 4,3 vezes, passando de 408 mil para 1,8 milhão entre 2003 e 2013. Em todo o Brasil, o avanço médio foi de 3,3 vezes. Em Manaus (AM), o crescimento do volume de motos no período foi de 3,8 vezes, também superando a alta nacional. A Região Norte também se destaca na relação de habitantes por motocicleta. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em maio deste ano havia 9 habitantes/moto, enquanto a média nacional era de cerca de 10/1. Em Manaus são 15/1.

Dez anos atrás, a proporção em toda a Região Norte era de 34 habitantes por moto e a média nacional, de 28/1. A partir dessas informações, a Abraciclo programou para Manaus até o dia 27 de julho a 17ª edição do Moto Check-Up, evento gratuito em que os veículos  de duas rodas passam por uma verificação de sistemas mecânico e elétrico e seus pilotos recebem orientações de segurança e manutenção.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

SONO

Motorista que trabalha mais de 12 horas dobra risco de acidente

Um motorista profissional que trabalha mais de 12 horas por dia dobra as chances de se envolver em um acidente. Acima de 14 horas de jornada de trabalho, o risco de acidente triplica, segundo o diretor do Centro de Estudos Multidisciplinar em Sonolência e Acidentes (Cemsa), Marco Túlio de Mello.

“A questão não está só relacionada ao tempo de descanso, mas principalmente a quanto é o tempo da jornada de trabalho, acima de 12 horas, não dá para ter hora extra, pois o risco aumenta. O que a gente mais observa é que o tempo de descanso de motoristas de ônibus às vezes não é adequado”, diz o especialista. Segundo ele, um motorista que fica mais de 19 horas acordado sente os mesmos efeitos de dirigir embriagado.

O especialista alerta que o sono inadequado também é um risco para os motoristas profissionais. Segundo ele, a maioria deles tem algum distúrbio do sono que contribui para que o descanso não seja de qualidade. “Quando o motorista não tem um sono eficiente, ou por distúrbio do sono ou porque dormiu pouco ou porque dormiu 'picado' e não consegue descansar durante o período todo, reflexo, atenção, concentração, processo decisório, maior sonolência [são comprometidos]”.

O professor considera que a Lei 12.619/2012, que estabelece regras de descanso para motoristas profissionais, exigindo por exemplo descanso mínimo de 11 horas por dia, contribui para melhorar as condições dos trabalhadores. Mas ele diz que ainda falta um trabalho de conscientização com os próprios motoristas para evitar jornadas de trabalho excessivas.

Já o diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) Dirceu Rodrigues Alves Jr considera a legislação “absurda”. Ele defende que o descanso do motorista deve ser maior do que prevê a lei e que o profissional não fique mais de seis horas por dia na direção do veículo para não comprometer funções importantes: atenção, concentração, agilidade mental, raciocínio, vigília, função motora, sensibilidade tátil, visão e audição.

“Sem esses fatores ele não consegue dirigir um veículo. E a fadiga e o sono interferem demais nesses fatores, que são os mais importantes para dirigir um veículo. E aí, a possibilidade de um acidente é iminente”, explica. Ele também orienta que a cada duas horas o motorista deve parar o carro por 15 minutos, descer do veículo, alongar as pernas, a coluna e fazer uma caminhada, para evitar o sono, a fadiga, lesões por esforço repetitivo e doenças circulatórias.

No caso de motoristas de ônibus, que na maioria das vezes alternam a direção com períodos de sono no próprio veículo, revezando com colegas, ele diz que esse descanso não é suficiente. “A possibilidade de acidente é iminente porque esse repouso não existe, ele tem a trepidação do veículo, o ruído, a cabine mal ventilada, está respirando poeira, diesel”.

Na última quarta-feira (17), o procurador do Trabalho Paulo Douglas Moraes encaminhou uma representação à Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região pedindo a investigação do descumprimento da lei que prevê o descanso de motoristas de ônibus em viagens interestaduais. Segundo ele, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vem autorizando viagens de modo reiterado com número de motoristas insuficiente para cumprir a Lei 12.619/2012.

A ANTT informou que ainda não teve conhecimento do teor da representação do MPT. A agência acrescentou que não compete à ANTT a fiscalização da observância da Lei nº 12.619/2012, no que se refere ao descanso dos motoristas.

HABILITAÇÃO PARA 16 ANOS

Habilitação aos 16 anos não é aceita no Brasil


primeira habilitação 16 anos

Em uma pesquisa realizada pela Volvo em 2007 intitulada de: “o Jovem e o Trânsito”, disponível neste site pelo Denatran, revela que 42% dos jovens entre 16 e 25 anos dirigem carros sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), sendo 48% deles de cidades do interior. Além disso, 76% deles dirigem motos sem CNH. Entre os entrevistados, 21% dos jovens já estiveram envolvidos em acidentes de trânsito.

Não é raro acompanhar no noticiário o envolvimento de menores de idade em acidentes de trânsito. A grande pergunta é: no Brasil, jovens de 16 anos já estariam preparados para serem motoristas e, mais do que isso a responderem criminalmente às leis?

De acordo com Elaine Sizilo, especialista em trânsito e consultora do Portal, salvo honrosas exceções, os adolescentes brasileiros não têm demonstrado maturidade e responsabilidade suficientes para assumir o papel de condutor no trânsito. “Mesmo que alguns condutores já habilitados também cometam infrações e negligências, as notícias sobre acidentes envolvendo menores de 18 anos ao volante têm sido cada vez mais frequentes e graves”. Para Elaine, isso indica o quanto o assunto é banalizado nesta faixa etária, pois culturalmente a CNH acaba sendo vista como mais um documento obrigatório e de direito do cidadão, assim como o RG, o CPF ou o Título de Eleitor, diminuindo de forma considerável a percepção da responsabilidade de se tornar um condutor, explica.

Culturalmente, dirigir é como um rito de passagem, onde quem aprende se torna adulto e independente. “Muitos avós hoje, foram incentivados a aprender a dirigir desde cedo pelos seus pais, se tornando motivo de orgulho para a família. Atualmente, porém de forma menos explícita, esta pressão continua acontecendo, sobretudo em relação aos meninos. O principal problema é: que consciência de trânsito e cidadania tem um adolescente que aprendeu a dirigir nestas condições?”, questiona a especialista.

Leia mais:
Fábio de Cristo, psicólogo, coordenador da Rede Latino-Americana de Psicologia do Trânsito e autor do livro Psicologia e trânsito - Reflexões para pais, educadores e (futuros) condutores, diz que é aceitável que o jovem inicie o processo de habilitação apenas aos 18 anos, pois, “além do aspecto legal, nessa idade, supõe-se que o indivíduo já desenvolveu aspectos psicológicos importantes na condução de um veículo (por exemplo, atenção aos estímulos da via) e estaria com maturidade psicológica para lidar com esta responsabilidade (por exemplo, as pressões do trânsito e com possíveis situações difíceis, como acidente)”, exemplifica.


David Duarte Lima, doutor em Saúde Pública e Segurança no Trânsito, além de presidente da ONG Instituto de Segurança no Trânsito revela que nos Estados Unidos e em alguns países da Europa é possível o jovem habilitar-se antes de completar 18 anos, pois lá a formação para dirigir é melhor, o controle social e policial é mais efetivo e eles utilizam mecanismos para garantir um "assessoramento prolongado" ao novo habilitado.

Por exemplo, na Bélgica no primeiro ano de carteira o condutor só pode conduzir nos finais de semana acompanhado de uma pessoa que seja habilitada há pelo menos cinco anos. “Aqui não temos esses mecanismos. Nesses países o ambiente de circulação é preparado para ’conversar e instruir‘ permanentemente o condutor sobre o que fazer. É fácil dirigir em países europeus. As decisões são tomadas antecipadamente na engenharia. Aqui, nossas ruas e estradas escondem armadilhas e a negociação com os outros participantes do trânsito tem de ser permanente”, comenta Lima.

No Brasil, se caso jovens de 16 anos pudesses legalmente se tornar condutores, isso faria com que a possibilidade de que os acidentes ocorressem ainda mais cedo. Segundo Lima, o fato de que uma parte dos garotos poderá participar de rachas e adotar práticas de "exibicionismo" com o veículo (eles são particularmente susceptíveis a esse tipo de comportamento); o Estado não está preparado para punir jovens que se envolvam em acidentes graves, haveria que mudar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (para ter habilitação ele tem de ser penalmente imputável) e o Estatuto da Criança e do Adolescente, além de várias outras leis, diz o doutor em Saúde Pública e Segurança de Trânsito.

Lei

Na Câmara Legislativa, tramitam projetos de lei com o objetivo que diminuir a maioridade para retirar a CNH. O Projeto de Lei 4615/12 do deputado Roberto Britto (PP-BA), por exemplo, permite a concessão de Carteira Nacional de Habilitação Especial ao maior de 16 anos de idade, desde que o responsável legal se comprometa com as atitudes do condutor. O deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) também propôs o Projeto de Lei 6934/10, que autoriza adolescentes emancipados, entre 16 e 18 anos, a obter habilitação de motorista.

Para o deputado Hugo Leal, autor da Lei Seca, advogado, bacharel em Ciências Econômicas e especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, diz que os projetos de lei nesse sentido contrariam o artigo 227 da Constituição Federal e também o Estatuto da Criança e do Adolescente. “O momento brasileiro é de esforço dos Poderes Executivo, Legislativo e do Judiciário com o inestimável apoio da sociedade civil organizada com objetivo de enfrentar todo o tipo de violência – principalmente a do trânsito que é absolutamente previsível - e não de aumentá-la”, relata.

Leal diz ser contrário a habilitação aos 16 anos, porque além de constitucionalmente o menor não responder plenamente por seus atos, são exatamente os jovens as maiores vítimas da violência no trânsito brasileiro. Tanto na condição de passageiros como, principalmente, na de condutores de veículos automotores. “Os registros dessas ocorrências indicam como causas principais dessas fatalidades o excesso de velocidade, a imprudência na direção e o consumo de álcool. São causas típicas de quem ainda não tem a perfeita consciência dos riscos e/ou a necessária experiência que permita o desenvolvimento de condutas preventivas e seguras”, explica o deputado.

Ainda de acordo com Elaine Sizilo, a polêmica gerada pelo fato de poder ou não dirigir aos 16 anos, na verdade, não está ligada a capacidade física ou psicológica do menor, mas a responsabilidade criminal que a CNH determina ao seu portador. “Algumas infrações ao volante são classificadas como crimes de trânsito, prevendo detenção do infrator. Mudar a idade mínima para se habilitar, portanto, exigiria muitas outras revisões e alterações legais no país, como adiantar a maioridade penal, por exemplo,”, diz a especialista.

Opinião

Para verificar a opinião da população, Portal realizou uma pesquisa de opinião no período de 25 de março até 05 de abril com a seguinte pergunta: Você é a favor de que jovens tirem a carteira de habilitação aos 16 anos? O resultado você confere no infográfico abaixo.

Nas redes sociais, como o facebook, por exemplo, existem COMUNIDADES que apoiam a habilitação aos 16 anos, como manifestação as leis vigentes.

Soluções

Ao invés da redução da idade para obtenção da carteira, os especialistas apontam algumas alternativas para a redução do envolvimento de jovens em acidentes.

Para Lima, “é preciso melhorar muito a possibilidade das pessoas se locomoverem sem a necessidade do carro. Construir ciclovias e boas calçadas também ajuda. Incentivo ao compartilhamento de veículos, ou carona. Para os jovens que já dirigem, a vigilância e a comunicação constante dos órgãos de trânsito com eles é fundamental. Outra ideia, é que nos finais de semana, à noite e para dirigir em rodovias, o recém habilitado só possa conduzir o veículo acompanhado de um condutor com mais de cinco anos de carteira”, diz o doutor.

A educação para o trânsito de qualidade e levada a sério em todo ensino básico, formaria não apenas condutores melhores - independente da idade, mas verdadeiros cidadãos no trânsito, muito mais conscientes dos seus direitos e deveres em cada papel assumido neste espaço, é o que diz a especialista de trânsito Elaine. “A idade seria apenas um detalhe se o candidato à habilitação tivesse uma formação coerente e contínua durante toda a vida escolar e fosse complementado com práticas de direção defensiva e avaliações realmente inteligentes”, conclui.

Ser um bom condutor, sobreviver à violência no trânsito protegendo a si, aos seus acompanhantes e demais atores desse imenso cenário denominado trânsito, exige muito mais de cada um de nós do que algumas poucas horas de ensinamento teórico e outras tantas de direção veicular. “Exige consciência cidadão e sentimento de solidariedade que só alcançamos com maturidade e experiência”.