domingo, 26 de maio de 2013


Criança Segura recebe prêmio por reduzir lesões infantis em acidentes




A cada ano morrem no Brasil cerca de 1.800 crianças vitimas de acidentes de trânsito. Este número está em redução graças, em parte, ao trabalho da Criança Segura Brasil, ONG membro da Safe Kids Worldwide e que nesta quinta-feira recebeu em Madri um dos prêmios sociais da Fundação Mapfre.

O prêmio foi recebido pela coordenadora nacional da ONG, Alessandra Françoia, e pela coordenadora de mobilização, Lia Gonsales. Em entrevista à Agência Efe, as coordenadoras expressaram a satisfação pelo prêmio, entregue pela rainha Sofia, e afirmam que o reconhecimento motivará até mais o trabalho que realizam.

Embora a ONG tenha iniciado em 2001 o trabalho de prevenção de lesões infantis em acidentes, o prêmio foi concedido pela campanha de formação iniciada em 2010 para sensibilizar e formar profissionais em matéria de segurança viária.

Mais de 26 mil pessoas já se beneficiaram, de forma direta ou indireta, dos cursos on-line e presenciais, dirigidos por professores, agentes de trânsito, bombeiros e médicos, entre outros.

O objetivo da Criança Segura Brasil é reduzir em 25% o número da mortalidade infantil em acidentes até 2015. Até agora, seu trabalho contribuiu para que o número de crianças mortas nas estradas brasileiras caísse de 2.500, taxa registrada nos anos anteriores, para 1.800.

Na entrevista à Agência Efe, Alessandra e Lia ressaltaram algumas conquistas da associação, entre elas a de que o Governo estabeleceu a obrigatoriedade do uso dos sistemas de proteção de crianças nos veículos e dos quais 57% da população já faz uso.

A ONG também conseguiu participar do Conselho Nacional de Tráfego do Brasil, mas as coordenadoras reconhecem que "ainda falta muito para fazer" em matéria de segurança infantil e pedem ao Governo brasileiro mais envolvimento, uma vez que as prioridades do Executivo são o controle da velocidade e do álcool.

Segundo a ONG, as crianças e os idosos são mais suscetíveis a sofrer atropelos, por isso pedem a presença de agentes de tráfego nas proximidades dos colégios, melhor sinalização e mais calçadas.

Embora considerem que a lei de tráfego no Brasil seja "muito boa", as duas coordenadoras acham que a lei não é aplicada da maneira correta e que as infrações não são controladas de forma eficaz.

Alessandra e Lia advogam pela melhora das infraestruturas viárias mas, sobretudo, pela educação e a prevenção para diminuir os acidentes no trânsito.

Ambas gostariam de conseguir uma redução tão significativa no número de acidentes, como aconteceu na Espanha, e avaliaram o compromisso de entidades como a Fundação Mapfre.

A Fundação pertence à seguradora espanhola Mapfre e o prêmio concedido pela empresa têm um valor de 30 mil euros cada.



Governo quer apenas 30% das cargas nas rodovias

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No Plano nacional de Logística e Transporte(PNLT), lançado no ano passado, o governo federal propõe uma meta extremamente ousada: quer reduzir a participação do modal rodoviário no transporte de cargas para menos da metade. Hoje, 61,1% dos produtos são levados por caminhão; em 2025, esse volume não passaria de 30%. O modal aquaviário é o que mais deve crescer, de 13,6% para 29%, segundo estima o governo (veja quadro).

Isso significa elevar o volume de cargas  levadas por barcos de 240 para 440 milhões de toneladas no período de 2015 a 2025, segundo o recém-elaborado Plano Nacional de Integração Hidroviária (PNIH), que abrange cinco bacias hidrográficas brasileiras. No grupo dos granéis sólidos agrícolas (açúcar, cereais, arroz, café, cana, milho, soja e trigo em grãos), a quantidade subiria de 34 milhões de toneladas para 86 milhões de toneladas.

Para Miritituba, o plano prevê 3,3 milhões de toneladas de grãos em 2015 e 4,4 milhões em 2020. Depois haverá uma redução para 1,6 milhão de toneladas em 2025, porque, até lá, o governo quer viabilizar a hidrovia Teles Pires-Tapajós, levando as barcaças para mais perto das áreas de produção, ligando o Norte de Mato Grosso ao Rio Tapajós.




Brasil dá o primeiro passo a favor dos carros elétricos




O Brasil ainda está engatinhando nas políticas de incentivo a veículos que utilizam tecnologias de baixas emissões de poluentes, caso dos híbridos e elétricos. Tanto é que governo não tinha intenção de criar uma política especial para este segmento no Inovar-Auto, novo regime automotivo do País. Felizmente, na última segunda-feira (20), foi publicada uma alteração na regulamentação que inclui os veículos verdes no cálculo da eficiência energética dos carros vendidos no Brasil.

Pela nova regulamentação, as montadoras se comprometem a melhorar em, no mínimo, 12% a eficiência energética de seus produtos até 2017 - sob a pena de multas pesadas no caso de descumprimento. Aquelas que conseguirem atingir as metas terão descontos extras no IPI, em até dois pontos percentuais.

A inclusão dos veículos energéticos no regime é um tímido sinal de que o Brasil começa a avançar neste campo. No entanto, a lentidão na renovação das leis de tributação é um empecilho e tanto no processo. Para se ter uma ideia, os automóveis “ecológicos” não possuem tributação especifica, ou seja, são enquadrados com a alíquota de 55% - a mais alta do IPI. Já para os híbridos a alíquota varia de acordo com o tipo do motor a combustão utilizado pelo veículo, mas também é alta. Adiciona-se a isso mais 35% de imposto de importação - já que nenhum desses carros é produzido no país - e os preços dos veículos vão parar nas alturas, afastando compradores e desestimulando as montadoras a desenvolverem tais tecnologias por aqui.

Os fabricantes que já comercializam veículos verdes no Brasil, como as japonesas Toyota e Mitsubishi, agora esperam que o governo reconheça o peso desses automóveis no cálculo da eficiência energética e também reduza os impostos. O subsídio das autoridades - como já ocorre nos países desenvolvidos – é imprescindível para que os elétricos possam ser disseminados no País.Tendo os itens supracitados resolvidos, ainda esbarraríamos na falta de infra-estrutura, como postos de recarga para as baterias.

Caminhando a passos de tartaruga


Obviamente, o panorama brasileiro está bem atrasado no quesito carros verdes. A Nissan, por exemplo, utiliza 10 veículo leaf cedidos em comodato para a frota de taxis de São Paulo. No Rio de Janeiro, este sistema foi implantado recentemente graças a uma parceria da Prefeitura da cidade com a marca japonesa e a Petrobras. Porém, a "frota" é composta por apenas duas unidades até agora.

Já o i-MiEV da Mitsubishi é o único automóvel totalmente elétrico disponível para compra no Brasil, mas o preço assusta. Segundo a marca já foram vendidas sete unidades pela bagatela de R$ 200 mil. A Toyota, no entanto, tem apresentando melhores resultados com a venda do híbrido Prius. Por R$ 120.830 já foram vendidas 154 unidades neste ano.

domingo, 21 de abril de 2013



Saiba qual é a postura correta para haver uma pilotagem segura





Para garantir uma pilotagem segura, não basta apenas escolher a moto ideal na hora de comprar e usar todos os acessórios imprescindíveis  como capacete e uma roupa adequada. Também é importante ficar atento, no dia a dia, à posição certa para pilotar uma moto. Para quem precisa usar o meio de transporte por um período prolongado no cotidiano, uma boa postura é fundamental para evitar desgastes na musculatura. Além disso, o conforto é essencial para que o desempenho em cima da motocicleta seja o melhor possível. Cada detalhe pode fazer diferença, portanto confira as dicas para pilotar com a postura correta.

É importante saber que a preocupação não deve ser focada apenas na coluna. A recomendação é que esta parte do corpo esteja o mais ereta possível. Mas que outras partes também devem receber atenção. A cabeça, por exemplo, deve estar sempre levantada. “O ideal é ter a visão mais longe possível. Se o veículo da frente frear, você já vai estar atento e vai conseguir frear também a tempo”, explica Marcelo Wilians, instrutor do SEST SENAT - CABO/PE.

Os ombros e braços precisam ter livre movimento do guidão, não podem estar travados. Por isso, o segredo é estar com eles relaxados, com os cotovelos ligeiramente flexionados e com as mãos segurando a manopla firmemente no centro. “Não se deve segurar nas pontas porque existe o risco de escapar”, aconselha Cassoli.

A atenção também deve se voltar para a parte inferior do corpo. O quadril deve ficar posicionado o mais próximo possível do tanque de combustível. “Se o condutor senta muito para trás, a frente fica muito leve e atrapalha a condução”, afirma o instrutor. Já os joelhos devem ficar pressionando o tanque de combustível levemente para formar um conjunto com a moto. Os pés, por sua vez, devem estar paralelos ao chão e apontados para a frente. “O mais recomendado é que os pés estejam um pouco mais para trás. Se precisar frear com urgência, é só escorregar para frente. Outro detalhe é que não pode relaxar e deixá-los apontados para baixo”, conclui Marcelo.

O segurança e manobrista de uma academia, Jefferson Rodrigo de Melo, de 30 anos, pilota moto desde 2002, e sempre utiliza o meio de transporte por muitas horas no dia. Ele vai não apenas para o trabalho, como faz outros serviços, como o de entregador, com o veículo. Mas Jefferson nunca teve problemas de dores no corpo. “Isso porque sempre me preocupei em  de forma correta. Desde a época que fiz a auto-escola, perguntei como deveria ser a postura ideal”, revela.

Saiba Mais

1 - Cabeça/Visão

Levantada, com a visão mais adiante possível

2 - Coluna
 Ereta para evitar fadiga

3 - Ombros e braços

Relaxados para facilitar o movimento do pescoço

4 - Cotovelos

Ligeiramente flexionados e apontados para baixo

5 - Punhos

Paralelos em relação às mãos

6 - Mãos

Firmes no centro das manoplas (polegar abaixo)

7 - Quadril

Próximo ao tanque

8 - Joelhos

Pressionando levemente o tanque

9 - Pés

Apoiados nas pedaleiras e apontados para frente, paralelos ao solo

Uso de cerol pode transformar brincadeira com pipa em uma arma




Durante as FÉRIAS escolares, crianças de todo o Brasil costumam empinar pipas – também chamadas de papagaio, arraia, pandorga ou pepeta, a depender do estado - como forma de diversão. Mas, o uso do cerol na linha para cortar a pipa do adversário tem causado a morte de muitas pessoas, segundo adverte o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

Segundo a assessoria da corporação, o uso do cerol deve ser evitado, porque a brincadeira com pipa se transforma em arma. A mistura de cola e vidro é extremamente cortante e os motociclistas são as vítimas mais frequentes. Para os motociclistas, é recomendado que se use a antena de PROTEÇÃO que corta a linha antes que ocorra o contato direto com o piloto.

De acordo com o Corpo de Bombeiros do DF, quando o cerol entra em contato com uma pessoa em movimento, pode fazer profundos cortes e até mesmo seccionar membros, causando inclusive a morte, dependendo do local atingido, como o pescoço. Por isso, o risco também ameaça ciclistas.

A assessoria do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) informa que, atualmente, a antena corta-pipas é de uso obrigatório apenas para mototaxistas e motofretistas, mas o órgão recomenda uso geral e não descarta a proposição de uma lei que abranja todos os condutores de motocicleta.






Só 1% das motos vendidas no Brasil têm ABS






No Brasil apenas 1% das novas motocicletas vendidas entre janeiro e dezembro de 2012 saíram de fábrica equipadas com freios ABS. Dessas, nenhuma moto tinha menos de 250 cm³ de cilindrada, o maior segmento do país, com mais de 90% do mercado. Em contrapartida, em 2012, 41% dos carrosnovos registrados já tinham ABS. 

A partir de 2016, o ABS (sistemas antibloqueio de frenagem) serão introduzidos como equipamento original para um número maior de motos na União Europeia. No início de março, foi aprovada uma legislação cujo objetivo é reduzir ainda mais o número de acidentes de trânsito. Só em 2011, cerca de 5.000 motociclistas morreram nas estradas da Europa.

"A utilização do ABS pode impedir mais de um quarto de todos os acidentes de moto com danos pessoais", afirma Gerhard Steiger, presidente da divisão Chassis Systems Control da Bosch, segundo estudo sobre acidentes conduzido pela empresa. A Bosch fabrica o sistema para motos desde 1994 e já vendeu cerca de 750 mil até hoje.

Em 2010 a empresa lançou uma geração de ABS projetado especificamente para motos e desde então vem trabalhando no desenvolvimento de funções adicionais que visam melhorar o desempenho do sistema. De acordo com a nova legislação europeia, será obrigatório instalar um sistema antibloqueio de frenagem para todas as motos que tenham motorização superior a 125 cm³ de cilindrada.

A partir de 1° de janeiro de 2016, isso será aplicado em motos às quais será concedida a homologação e, a partir de 2017, para todos os modelos. Além disso, será exigido que veículosde duas rodas, com motorização de acima de 50 cm³ até 125 cm³ tenham ABS ou pelo menos sistema de frenagem combinado (CBS, ou Combined Brake System).

Esse sistema trabalha com os freios dianteiro e traseiro mecanicamente, resultando que ambas as rodas sejam simultaneamente desaceleradas durante a frenagem. No entanto, essa solução não regula a pressão do freio, o que significa que as rodas ainda podem travar.

Acidentes fatais com motos subiram 244%






Na última década a frota nacional de motos aumentou seis vezes, enquanto que a de carros apenas duplicou. Na mesma velocidade com que as motos se multiplicaram, aumentou a taxa de mortalidade em acidentes com este tipo de veículo: 244% mais mortes nos últimos 10 anos. Hoje, os óbitos em acidentes com motos representam um terço do total de acidentes fatais no trânsito.

Falta de cuidados com a moto e consigo mesmo, por parte dos condutores, é o que vem impulsionando o aumento na taxa de mortalidade. Contribui ainda o fato de a moto ser um veículo mais instável, com menos itens de proteção. Com isso, o risco de um motociclista morrer no trânsito é 14 vezes maior que a de um ocupante de automóvel, de acordo com as pesquisas sobre o tema.

Os números alarmantes levaram à criação do Pacto Nacional pela Redução dos Acidentes no Trânsito – Pacto pela Vida, firmado entre os ministérios das Cidades e da Saúde no ano passado, com o objetivo de reverter este quadro.

Uma campanha do Ministério das Cidades em parceria com o Denatran lembra aos motoristas, tanto os de motos quanto os que conduzem outros veículos, que eles são responsáveis pela meta de reduzir as mortes e os acidentes no trânsito. Quem dirige moto, precisa respeitar as regras de segurança. E quem dirige os demais veículos, precisa respeitar os motociclistas.

quarta-feira, 6 de março de 2013


Mortes no trânsito: Brasil é o 4º do mundo




No carnaval de 2013, nas estradas federais, morreram 2,1 pessoas para cada um milhão de veículos. O Ministério da Justiça mudou a metodologia, para anunciar o total de mortes para cada milhão de veículos


Levando em conta esse critério temos comparativamente o seguinte, em 2010:

a) na China, as mortes chegaram a 70.000, para uma frota de 53.990.000 veículos, um total de 1.296 mortes para cada um milhão de veículos;

b) na Índia, em 2009, havia uma população de 1.144.734.000 e uma frota de veículos de mais de 121 milhões, apresentando um índice de mortes de 135.000, 1.109 mortes por cada 1 milhão de veículos, ficando atrás apenas da China. Porém, cabe notar que seus números são de 2009 (enquanto os da China são de 2010).

c) na Rússia foram 26.600 mortes, para uma frota de 38.010.000 veículos, ou seja, 699 mortes para cada 1 milhão de veículos;

d) já o Brasil, que tinha em 2010 uma frota de 64.817.974 veículos e registrou 42.844 mortes, no mesmo período, teve 661 mortes para cada 1 milhão de veículos.

e) nos Estados Unidos, o número de mortes foi de 32.885, 134 mortes para cada 1 milhão de veículos;

f) o trânsito europeu matou 31.030 pessoas, ou seja, 113 para cada 1 milhão de veículos;

g) o Japão é, dentre esses países, o que ostenta o menor número de mortes no trânsito: 4.863 mortes, em uma frota de 75.420.000 veículos, 64 mortes para cada 1 milhão de veículos.

Vejamos:


Comparando-se os EUA, a Europa e o Brasil, nosso país é o que mais mata, registrando uma morte a cada 12 minutos em 2010, enquanto na Europa e Estados Unidos uma morte ocorreu a cada 16.9 minutos e 16 minutos (respectivamente).




Nos Estados Unidos, em 2010, a população de 308.745.538 habitantes fazia uso de uma frota de 244.970.000 veículos, quase 794.000 mil veículos para cada 1 milhão de habitantes.

A Europa tinha uma população estimada de 501,79 milhões em 2010 e contava com uma frota de mais de 273 milhões de veículos, entre veículos de passageiros e de transporte, cerca de 544.000 para cada 1 milhão de habitantes.

O Brasil, no trânsito, é o 4º país mais violento do mundo. Portanto, mesmo alterando o critério do anúncio dessas mortes, não há como deixar de enfatizar que estamos diante de uma tragédia de proporções hecatômbicas. De outro lado, enquanto no Brasil esse número cresce 4% ano, na Europa acontece exatamente ao contrário (5% menos, a cada ano). É possível ver uma queda contínua nos últimos anos, segundo dados apresentados pelo Europe Comission, e diminuição de 10,9% entre os anos 2011 e 2012. Vejamos:


Não estamos percorrendo o caminho correto da prevenção, que passa pela Educação, Engenharia, Fiscalização, Primeiros socorros e Punição.





Lei Seca não resultou em ampla redução de acidentes



Uma pesquisa realizada pela Unitau revelou que a antiga Lei Seca não resultou na redução significativa dos casos de acidentes de trânsito no estado. Os dados obtidos mostram que, das 63 microrregiões de São Paulo, apenas cinco apresentaram grande redução nos índices após a implantação da norma.

O estudo leva em consideração itens como a proporção de casos para o número de habitantes de cada região e o crescimento da frota de veículos no período. Foram analisados os índices de acidentes de trânsito e óbitos por acidentes de trânsito ocorridos em 2007 e em 2009 (antes e depois da lei).

No estado, 31 microrregiões tiveram uma leve melhora na redução dos acidentes. Na contramão, 25 microrregiões tiveram leve piora nos indicativos, uma teve moderada piora e uma registrou grande piora.

Na Região Metropolitana no Vale do Paraíba – que é dividida em seis microrregiões, de acordo com classificação do IBGE –, houve leve melhora nas microrregiões de Guaratinguetá, Campos do Jordão, Paraibuna/Paraitinga e Caraguatatuba. Já as microrregiões de Bananal e de São José dos Campos apresentaram leve piora dos indicadores.

O levantamento foi publicado na Revista da Associação Médica Brasileira – importante publicação científica de abrangência internacional – em agosto. Ele foi realizado pela estudante do sexto ano do curso de Medicina da Unitau, Marcela Neves Nunes, sob orientação do Prof. Dr. Luiz Fernando Nascimento, do Departamento de Medicina.

O docente da Unitau explica que os dados podem estar relacionados a diversos fatores. “Nós fazemos o levantamento dos dados sobre os acidentes, as causas podem ter diversas explicações, como, por exemplo, a ingestão de álcool pelo motorista, a má conservação de estradas, a falta de sinalização e a imprudência dos motoristas. Cabe aos gestores identificá-las e adotar medidas para garantir a redução dos acidentes”, disse o docente e pesquisador.

De acordo com ele, um novo estudo deverá ser elaborado, com a análise de dados de antes e após a nova Lei Seca.




quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013


Dicas para uma Viagem segura



Muitas pessoas que dirigem bem nas cidades são maus condutores nas estradas. Isso ocorre porque conduzir em estradas e rodovias é COMPLETAMENTE diferente do que conduzir em trânsito urbano.

Enfrentar viagens longas ou rodovias mais movimentadas somente quando tiver boa dose de experiência.

Recomendações:

* Preferir sempre viajar de dia. É mais seguro.
* Evitar conduzir em condições de baixa visibilidade.
* Revisar o veículo antes de viajar. Verificar itens de segurança como: freio, óleo, faróis, lanterna, cinto de segurança, alinhamento, balanceamento e pneus.
* Consultar o Guia Rodoviário.
* Redobre a atenção ao volante. Evite se distrair com músicas ou conversas.
* Mantenha a calma, mesmo em situações difíceis.
* Planejar itinerários, bem como paradas para estacionamento e descanso.
* Informar-se das condições locais, principalmente em feriados.
* Não descuidar da sinalização.
* Aos primeiros sinais de cansaço, parar em lugar seguro para relaxar.
* Não parar na pista.
* Não transitar no acostamento.
* Parar no acostamento somente em emergências.
* Manter velocidade compatível com o fluxo geral dos veículos.
* Verificar os instrumentos do painel a intervalos regulares.
* A qualquer indicação de mau funcionamento, não seguir em frente. Parar imediatamente para verificar.
* Nos declives acentuados ou longos, jamais descer desengrenado. Usar sempre freio motor, utilizando para descer a mesma marcha que usaria para subir.
* Seguir todos os demais procedimentos da Direção ou Pilotagem Defensiva.


Manutenção do veículo
Checagens inicias

Os cuidados com o veículo podem começar num posto de combustível. Quando for abastecer, o motorista pode aproveitar para fazer algumas checagens simples no carro: conferir o nível do fluido do radiador, óleo (motor e freio) e a água para o limpador de pára-brisa. Também deve verificar se os pneus estão bem calibrados, se estiverem “carecas”, é melhor trocá-los.



Freios e luzes


Numa oficina de sua confiança, o motorista deve fazer a checagem dos freios e da parte elétrica do veículo. Todas as luzes e setas devem estar funcionando corretamente. Se alguma estiver queimada, será necessário trocá-la.

Ferramentas


É importante checar se estão no carro todas as ferramentas obrigatórias: macaco, chave de roda e triângulo para sinalização. Também vale a pena ter outras ferramentas, como jogo de chaves fixas, chaves de fenda e lanterna. Além disso, o extintor de incêndio deve estar dentro do prazo de validade.

Cintos de segurança

Além da parte mecânica e elétrica, o motorista não pode esquecer de verificar se os cintos de segurança estão funcionando perfeitamente. Eles devem ser usados por todos os ocupantes do veículo, mesmo para percorrer pequenas distâncias. Crianças devem sempre viajar no banco traseiro, com cinto de segurança. Crianças com menos de quatro anos precisam usar cadeirinhas apropriadas, que devem estar presas pelo cinto de segurança.


Motos

Os cuidados acima mencionados valem também para as motos. É importante lembrar que tanto o motociclista quanto a pessoa que estiver na garupa devem usar capacetes. Um alerta importante do Inmetro: os capacetes devem ter a marca do Instituto. A presença dessa marca indica que o produto passou por todos os testes de qualidade exigidos por lei e oferece segurança ao usuário.

Mais de 30% da população jovem do Brasil morre vítima de acidentes de transporte






No período compreendido entre 1998-2008, 32,4% das mortes de jovens entre 15 a 24 anos foram causadas por acidentes de transporte. Os dados são referentes ao Mapa da Violência de 2011 divulgado pelo Ministério da Justiça e o Instituto Sangari.

Entre as causas de morte violenta, os acidentes de transporte representam 19,3% da porcentagem total de óbitos de jovens no Brasil, perdendo apenas para os homicídios com 39,7%.

Na publicação, os acidentes de transporte também denominados de “acidentes de trânsito”, abrangem as mortes ocorridas no transporte aéreo, aquático ou terrestre.

A região nordeste foi a que teve a maior porcentagem de aumento. De 1998 a 2008, o número de óbitos por acidentes de transporte de jovens cresceu 60%. Já a menor porcentagem de crescimento ocorreu na região sudeste, com 17%.

Na publicação de amanhã, leia sobre os motivos destes índices e o que tem sido feito para a diminuição dos acidentes.



domingo, 10 de fevereiro de 2013


Educação para o trânsito nas escolas ainda caminha a pé





A Semana Nacional do Trânsito deixou de ser o único motivo para o trabalho do assunto dentro das escolas. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) através das Diretrizes Nacionais da Educação para o Trânsito- na Pré-escola e no Ensino Fundamental- pretende promover o ensino da matéria de forma concisa e periódica.

A partir dessas diretrizes os educadores terão a possibilidade de desenvolver atividades que proporcionem aos alunos uma reflexão sobre o tema, alertando para a importância de atitudes voltadas para o bem comum e a análise de comportamentos seguros no trânsito. Segundo a assessoria de imprensa do Denatran, a melhor forma de implantar o tema cotidiano das escolas é apoiar-se nas diretrizes, que foram encaminhadas para todas as escolas brasileiras, sendo ao total 1.874.060 exemplares distribuídos.

Além das Diretrizes, o Denatran também desenvolveu para o ensino fundamental, uma série com 12 filmes educativos, 3 livretos de histórias e 1 software educativo.

De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil é o quarto país onde mais acontecem acidentes de trânsito no mundo e desperdiça com isso aproximados 10 bilhões de reais por ano, valor que poderia ser revertido em verba, para projetos de prevenção dentro das instituições de ensino, já que, segundo o Ministério da Saúde a principal causa de morte de crianças e adolescentes de 1 a 14 anos relaciona-se a acidentes de trânsito.

E na prática?

O Código de Trânsito Brasileiro prevê no Art. 76 a prática da educação no trânsito no ensino infantil, fundamental, médio e superior, com a ajuda dos órgãos de trânsito municipais, estaduais e federal, que devem formar núcleos pedagógicos para incentivar projetos nas escolas, porém as Leis de Diretrizes e Bases (LDB) não inclui o estudo do trânsito em sua base nacional comum.

Mesmo com a determinação para que o Ministério da Educação adote o assunto no currículo interdisciplinar, na prática, não funciona. Algumas escolas de grande porte, como o Bom Jesus e Decisivo, em Curitiba, ainda não possuem um plano de ensino voltado a matéria.

A Escola Conêgo Camargo, também na capital do Paraná, mostrou o contrário. Implantado há mais de 7 anos na grade curricular, o projeto de educação para o trânsito teve efeito, segundo Edicléia Cruz da Silva, coordenadora educacional, pois os acidentes no entorno da escola diminuíram muito. “Os alunos ficam muito mais atentos ao que acontece no trânsito”, enfatiza a coordenadora.

Através de livros de apoio e muita pesquisa, os professores da escola aplicam a educação no trânsito durante um mês em conjunto com outros conteúdos propostos a ao final levam os alunos a aula prática na Escola de Trânsito do estado. Para Edicléia a maior dificuldade que as escolas encontram hoje para aproximar-se do tema é o tempo. “A correria do dia a dia afasta os professores desses assuntos”, conclui.

O Denatran alerta que tem produzido material abundante para sanar as dificuldades dos professores como os cadernos educativos, as série de programas televisivos Trânsito Consciente e a série de livros infantis Viva o Trânsito. Além disso, existem outros materiais disponíveis no mercado que facilitam a “vida” do professor.

Programas que deram certo

Fundado em julho de 1975, o Programa Prática Educativa de Trânsito, do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) , atende estudantes da 4ª série de escolas municipais, estaduais e particulares, com o intuito de educar para o trânsito através de vivencias do cotidiano. Além de Curitiba o projeto também está em cidades como Maringá, Londrina, Cascavel, Francisco Beltrão e Ponta Grossa.

Aulas teóricas e simulações de prática compoẽm o cronograma do curso, que após concluído gera diploma e carteira de pedestre para as crianças. Já participaram do curso mais de 1.500.000 alunos, que tem acesso ao projeto através de um cadastro efetuado pela escola no começo de cada não letivo.

Outro exemplo de sucesso no trabalho de educação para o trânsito é o da Concessionária Nascentes das Gerais, que através de um Plano de Gestão Social, promove campanhas de conscientização no trânsito e segurança na rodovia.






O projeto Educando para o Trânsito nas Escolas atinge alunos de 6 a 14 anos de escolas que ficam no entorno da rodovia concessionada em Minas Gerais e utiliza o Sistema Educando Crianças para o Trânsito, da Tecnodata Educacional. O trabalho inclui o fornecimento de material didático e cursos de capacitação aos professores. A previsão é que até junho deste ano, 230 escolas sejam atendidas e em torno de 800 professores capacitados.





Carnaval 2013 terá fiscalização rígida para cumprimento de Lei Seca






Com o intuito de prevenir acidentes e garantir a segurança dos foliões durante o Carnaval 2013 -Todos os ritmos um só alegria, a Secretaria Municipal de Segurança, Defesa Civil e Trânsito, realizará blitzs educativas e punitivas durante as festas carnavalescas, para cumprir com efetividade as novas regras da Lei Seca.

Se o etilômetro marcar entre 0,05 e 0,33 milímetros de álcool por litro de ar, a infração é considerada gravíssima, com multa de quase R$ 2 mil e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), por um ano. A partir de 0,34 milímetros, é considerado crime de trânsito e o motorista pode ser preso em flagrante. Já com o exame de sangue, ele pode ser punido por qualquer quantidade de álcool