quinta-feira, 6 de dezembro de 2012



66% das vítimas de acidentes ficam inválidas




Mato Grosso possui uma frota de 466 mil motocicletas, o que coloca este tipo de veículo como o recordista em acidentes de trânsito e de vítimas fatais. Em 2012 já deram entrada no Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá 3.817 vítimas de acidentes com motos, das quais 1,65% morreram.
Segundo dados do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Dpvat), 66% das pessoas que se acidentam ficam inválidas para sempre. Muitas têm membros amputados.

Este índice se reflete diretamente nos atendimentos realizados pelo Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, que recebe, por dia, entre sete e nove pacientes com fraturas ocasionadas por acidentes de moto, muitos dos quais em estado gravíssimo. Estes tipos de pacientes sobrecarregam o PSM gerando gastos elevados. Segundo o diretor geral do PSM, Antônio Ignácio, esse volume de acidentes com motos gera uma despesa de mais de R$1 milhão por mês em cirurgias ortopédicas, principalmente as de politraumatismo (mais de uma fratura), que são consideradas de alta complexidade.

“As pessoas falam da fila para as cirurgias em Cuiabá, eu entendo, mas é complicado lidar com uma demanda tão grandiosa na instituição. Nós atendemos todo o estado, inclusive pacientes interestaduais e até internacionais, principalmente vindos da Bolívia. Se nós recebemos todas as pessoas que nos procuram, os corredores ficam cheios, se não recebemos, é omissão de socorro”, declarou.

Além dos pacientes que permanecem internados, casos considerados de menor complexidade que aguardam cirurgia em casa, através de vagas pela Central de Regulação Municipal, chegam a ficar mais de um ano à espera do procedimento. Esta espera gera consequências trágicas a pacientes que muitas vezes não conseguem recuperar seu poder laboral por conta das sequelas adquiridas com o acidente, que ficam sem o tratamento adequado.

Segundo a assessora jurídica da central, Miriam Guimarães, as vagas para os procedimentos são divididas em três classificações, sendo elas: eletiva 1, na qual o paciente fica em um mês na fila para a liberação do procedimento médico; eletiva 2, na qual o paciente espera em média quatro meses e eletiva 3, na qual a espera é de cerca de nove meses ou mais.

“Esta classificação é realizada pelo médico da central e encaminhada para as vagas nos hospitais. O que muitas vezes acontece é que nós realizamos a liberação, mas os hospitais não têm vagas para fazer os procedimentos”, informou.

Imprudência - Para o presidente do Comitê Municipal de Mobilização pela Saúde e Segurança no Trânsito, Fabio Liberali Weissheimer, cerca de 90% dos acidentes com moto poderiam ser evitados apenas com ações de prevenção e repressão à imprudência.

“A repressão aos crimes e à imprudência no trânsito funciona muito bem, nós tivemos a prova disto com a implantação da Lei Seca. Nesta implantação da lei eu era médico do Samu (Serviço Móvel de Urgência); na época eu fiz um estudo sobre a aplicação que constatou que a Lei Seca impactou em 60% na diminuição dos acidentes no mês da fiscalização ostensiva”, declarou o médico que ainda complementou que a falta de fiscalização gera o não funcionamento da lei.

“É preciso que todos tomemos consciência de que se houvesse mais cautela no trânsito, os recursos poderiam ser investidos em outras áreas de atendimento que ainda se encontram muito deficientes”.







sexta-feira, 30 de novembro de 2012


Até 2017, carros terão de consumir 13,6% menos combustível



Em menos de dez anos, a frota circulante do Brasil cresceu 60% e hoje está próxima de 35 milhões de veículos. Embora boa parte seja movida a etanol, combustível menos agressivo ao meio ambiente, ainda é muito poluente em relação aos padrões de países desenvolvidos. Reduzir essa diferença, tornando os carros brasileiros mais econômicos e mais limpos é uma das metas do novo regime automotivo, chamado de Inovar-Auto.

Lançado pelo governo brasileiro em outubro, após mais de um ano de negociações, o Inovar-Auto estabelece que até 2017 os carros novos terão de consumir 13,6% menos combustível em relação ao índice atual. Significa que terão de percorrer, em média, 15,9 km por litro de gasolina e 11 km por litro de álcool.

Empresas que conseguirem desenvolver produtos ainda mais econômicos, com capacidade de rodar 17,2 km/l com gasolina e 11,9 km/l com álcool terão benefício extra de redução de 2 pontos porcentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Se investir em novas tecnologias, por exemplo na área de segurança, terá direito a mais 2 pontos de corte.


Um carro popular nacional (com motor 1.0) de uma fabricante habilitada pelo regime automotivo recolherá 7% de IPI a partir de janeiro, mas essa alíquota poderá cair a 3% se todas as etapas do programa forem cumpridas. Essa redução resultará em importante fator de competitividade do produto.

Em paralelo à redução de consumo, os carros terão de diminuir as emissões de poluentes em igual proporção. A exigência do regime é que, até 2017, cada automóvel emita, em média, 135 gramas de CO² por km rodado, meta que aproxima os veículos brasileiros aos de países desenvolvidos. A Europa estabelece 130 gramas de CO² por km rodado até 2015 e 95 gramas até 2020. Já os EUA, onde veículos de grande porte como picapes e utilitários esportivos são maioria na frota, pretendem chegar a 154 gramas em 2016.

"Nosso objetivo é garantir carros equiparáveis aos lá de fora e também exportáveis", diz Bruno Jorge Soares, especialista da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Ele lembra que, por ter grande participação de veículos compactos e movidos a etanol, a frota brasileira já tem bons níveis de eficiência, "mas só isso não é suficiente para competir no mundo".

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Antonio Megale, é preciso levar em conta que a Europa tem mix maior de carros a diesel, a eletricidade e híbridos. Além disso, a gasolina local, assim como a usada nos EUA, é pura, sem a mistura de etanol, o que muda a forma de medir consumo e emissões.

Megale vê o novo regime como "ambicioso" e ressalta que "todas as montadoras terão de aprimorar seus motores com novas tecnologias como injeção direta de combustível e sistema de queima mais eficiente". Os carros terão de ser mais leves, com melhor aerodinâmica, usar pneus de baixo atrito e sistemas como o Start/Stop, que desliga o motor quando o condutor está parado no trânsito.

Carros mais eficientes são uma demanda cada vez mais urgente no Brasil. As montadoras calculam que, até 2020, os brasileiros deverão consumir entre 5 milhões e 6 milhões de veículos anualmente. Neste ano as vendas já devem atingir volume recorde de 3,8 milhões de unidades, 5% maior que o de 2011.

Com o rejuvenescimento da frota nos últimos anos, o veículos também são menos agressivos ao meio ambiente por incorporarem novas tecnologias.


Evolução. Apesar do atraso em relação aos padrões mundiais, os automóveis brasileiros já evoluíram muito nos últimos anos. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), seriam necessários 28 veículos atuais para gerar o mesmo nível de emissões de um veículo produzido em meados dos anos 80.

Com tecnologia desenvolvida no Brasil, os carros flex deram importante contribuição a esse processo. Lançado em 2003, o sistema que permite ao consumidor abastecer o tanque com etanol ou gasolina equipa mais de 80% dos veículos vendidos no País. Antes disso, em meados dos anos 70, o País também foi pioneiro na produção de veículos com motor 100% álcool.

O fato de o Brasil ter adotado a política do carro flex, porém, acaba sendo um complicador para atingir metas globais de consumo, pois são necessárias mudanças na calibração do motor, por exemplo. "Só por ser flex, nosso carro já tem consumo maior em relação ao europeu", exemplifica Alessandro Rubio, do Centro de Experimentação e Segurança Viária.

Outro combustível alternativo que reforça a matriz energética veicular brasileira é o biodiesel. Desde 2010, o diesel distribuído nos postos de todo o território tem 5% de biodiesel, obtido de óleos vegetais extraídos da soja, algodão, girassol e canola, entre outros. Assim como o etanol da cana-de-açúcar, é um produto renovável.

A indústria automobilística brasileira projeta investimentos de quase R$ 14 bilhões só para desenvolver tecnologias para atender às novas normas do regime automotivo. Com isso, o programa total de aportes previsto pelo setor para o período 2011 a 2015, que inclui novas fábricas, pode chegar a R$ 60 bilhões.

Reinaldo Muratori, da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE), admite que, mesmo atendendo aos novos requisitos, o carro brasileiro continuará atrasado em relação aos europeus, mas ressalta que "se o País continuar nessa toada, vamos estar com eles em alguns anos".
































Mais de 1,2 mil processos de CNH são cancelados por fraude





O Detran publicou no Diário Oficial de hoje a Portaria 516/2012. O documento divulga os nomes dos 1.241 candidatos à CNH que tiveram seus processos cancelados após investigação por indícios de fraude no endereço. O cancelamento é resultado dotrabalho de fiscalização realizado em 18 municípios do Entorno do Distrito Federal, Região Metropolitana de Goiânia e das divisas de Goiás com Minas Gerais, Tocantins, Bahia e Mato Grosso.

Os candidatos que tiveram seus processos suspensos poderão, a partir da próxima semana, iniciar novamente os procedimentos para obtenção da CNH, mas desta vez nos municípios onde residem. Os usuários que moram em Minas, Bahia, Tocantins, Distrito Federal e Mato Grosso estão bloqueados no sistema do Detran, ou seja, não poderão abrir processo em Goiás.

Dentre os processos auditados neste ano, mais de 3 mil apresentaram indícios de irregularidades, quase todos referentes à fraude de endereço. Diante do fato, o Detran, em parceria com o Ministério Público Estadual , decidiu oferecer oportunidade para que os candidatos regularizassem a situação. A primeira notificação dos candidatos foi feita em 6 de junho deste ano, via Centro de Formação de Condutores (CFC´s).

Como 1.520 pessoas não atenderam ao primeiro apelo, foram convocadas, via Diário Oficial, no dia 6 de agosto, e tiveram o prazo de 30 dias para prestar esclarecimentos. Quem não atendeu à convocação ou não conseguiu comprovar endereço no município em que se candidatou à CNH teve o processo cancelado.

Desde o ano passado, equipes da Gerência de Fiscalização do Detran estão percorrendo o interior do Estado e acompanhando as provas de Legislação de Trânsito e Prática de Direção. Quando os fiscais suspeitam de irregularidades, todos os processos são retidos e encaminhados para a sede do órgão, onde é feita a auditoria. No caso de suspeita de falsificação de comprovante de endereço, a equipe de fiscalização visita os locais declarados pelos candidatos à CNH. O resultado é alarmante, pois 75% dos processos auditados em 18 municípios apresentam irregularidades.

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, o candidato deve passar pelo processo para obtenção da CNH no município de seu domicílio ou residência. Fraudar comprovante de endereço é crime de falsidade ideológica previsto no Código Penal Brasileiro (Art. 299). Desta forma, o Detran alerta os usuários para que abram o processo e cumpram todas as etapas para obtenção da CNH no município de sua residência e, assim, contribuam para a construção de um trânsito mais seguro, humano e sem ilegalidades.


sábado, 24 de novembro de 2012


Troca dos filtros pode evitar danos ao motor do veículo








Não substituir peças, como filtros de ar, óleo e combustível, de acordo com a recomendação do fabricante do veículo, pode acarretar avarias no motor, maior emissão de poluentes e elevação do consumo de combustível, e, consequentemente, prejuízo ao bolso dos motoristas.

Para garantir o bom desempenho do veículo e manter o consumo de combustível dentro da média prevista pelo fabricante, os motoristas devem ficar atentos e efetuar a manutenção preventiva do veículo. “Alguns componentes devem ser checados periodicamente e substituídos de acordo com as recomendações do fabricante. É o caso do lubrificante e filtros de ar, óleo e combustível, sob risco, inclusive, de danificar o motor”, afirma Jair Silva, supervisor de serviços da Wix.

Segundo Silva, os filtros retêm as impurezas e impedem que os resíduos danifiquem o motor. “Um filtro saturado dificulta a passagem de óleo, o que pode acarretar falhas na lubrificação e provocar danos ao motor do automóvel”, comenta. Sem contar que a falta de manutenção do filtro de ar aumenta os níveis de emissões de poluentes. “Se o filtro de ar estiver impregnado de sujeira, o consumo de combustível pode aumentar e ocorrer também a perda de potência do automóvel”, explica o supervisor de serviços.

O período de troca dos filtros é indicado pela montadora e consta no manual do proprietário. Mas, em média, eles são trocados a cada 10 mil quilômetros. É recomendável também considerar as condições em que o veículo trafega. Estradas de terra e o trânsito intenso das grandes cidades diminuem o tempo de vida útil dos filtros. “Adiar a manutenção pode desgastar prematuramente outras peças e resultar num gasto maior ao motorista, além de ser um risco de acidentes”, diz. Em média, a manutenção preventiva é 30% mais em conta do que a corretiva, segundo dados do GMA – Grupo de Manutenção Automotiva.

Além de seguir as orientações contidas no manual do fabricante, ao sinal de qualquer problema, o motorista deve procurar uma oficina de confiança para fazer uma revisão.

Sobre a Wix:

Líder mundial em filtros para carros, picapes, veículos pesados, agrícolas e off-roads, a Wix, fabricante de autopeças para o mercado de reposição automotiva com uma linha completa de filtros de combustível, ar e óleo, faz parte da Affinia Automotiva, presente no Brasil desde 2004, com quatro unidades de negócios, incluindo fábrica, sede administrativa e dois centros de distribuição.

Além da Wix, a Affinia, que tem operações totalmente voltadas ao mercado da reposição automotiva, com amplo portfólio de produtos, também detém as marcas Nakata, Spicer e Power Engine, com linha completa de componentes para suspensão, transmissão, motor e freios .

A empresa dispõe de central de atendimento, catálogos eletrônicos, entre outros serviços. Participa do Programa Carro 100% / Caminhão 100% , iniciativa inédita no País que visa conscientizar o motorista sobre a importância da manutenção preventiva do veículo. Mais informações no site: www.affinia.com.br .

No mundo – A Affinia Automotiva pertence à Affinia Group, multinacional norte-americana líder mundial em fabricação e distribuição de componentes automotivos para o mercado de reposição, conta com 11 mil colaboradores, tem plantas em 11 países e comercializa produtos para mais de 70 países da América do Norte e Sul, Europa e Ásia, com faturamento global da ordem US$ 2 bilhões ao ano (exercício 2011).







quinta-feira, 15 de novembro de 2012


Motociclista é principal preocupação no trânsito






A reunião da Associação Nacional dos Detrans (AND) acontece periodicamente nos estados e desta vez as discussões se dão em Roraima Reunidos em Boa Vista, representantes dos Departamentos Estaduais de Trânsito da região norte, discutem até esta sexta-feira, 9, melhorias voltadas à segurança do trânsito, fiscalização e redução no número de vítimas e mortes, principalmnte no que se trata de motociclistas. A reunião da Associação Nacional dos Detrans (AND) acontece periodicamente nos estados e desta vez as discussões se dão em Roraima. Estão sendo discutidos os moldes das aulas teóricas para candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH), e cobrados processos mais intensos e proveitosos. Isso seria o primeiro passo para que os estados tenham condutores mais conscientes e com isso consigam obter índices satisfatórios. O diretor-presidente do Detran Roraima, Jorge Everton, disse que os assuntos levantados neste encontro serão levados à Brasília (DF). Ele destaca que os demais Detrans e o Dpartamento Nacional de Trânsito (Denatran) tomarão conhecimento das necessidades existentes no norte do país. "Nossa maior preocupação é com o motociclista. Em grande parte dos acidentes registrados a vítima é encaminhada ao Pronto Socorro e necessita de internação e acompanhamento", destacou. A diretora-presidente do Detran Amazonas, Mônica Melo, disse que acredita muito nesta troca de experiência e que vê uma grande necessidade na discussão em busa de soluções. Ela disse que temos que reduzir as mortes, em especial dos motociclistas. "Estamos na década da segurança viária. Temos também que nos preocupar com a formação de condutores, como por exemplo, a qualificação dos instrutores", lembrou. O diretor da Editora Fama e idealizador de projetos educacionais como "Se Essa Rua Fosse Minha" e "Essa Cidade Também é Minha", Faruk El-Khatib está presente na reunião e disse que percebeu que envolvendo pais, alunos e professores, as ações eram mais eficazes. "Com o tempo os gestores estão reconhecendo esta estratégia, o que também aconteceu em Roraima. A educação é um dos pontos, já que com conscientização conseguiremos melhorias no trânsito", enfatizou












Governo estuda mudanças na formação de motociclistas





A coordenadora-geral de Qualificação do Fator Humano no Trânsito, do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Cristina Hoffmann, disse nesta terça-feira (6) que o governo está preocupado com os altos índices de acidentes envolvendo motociclistase que já há estudos para alteração dos cursos de formação de condutores. Também pode haver obrigatoriedade do uso de simulador de direção para veículos de duas rodas, já no final do ano que vem.

A dirigente acredita que a falta de conscientização dos condutores é um dos fatores que contribuem para a elevação do índice de acidentes envolvendo motociclistas. Na última segunda-feira (5), o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por VeículosAutomotores de Vias Terrestres (Dpvat) divulgou que 69% das indenizações pagas entre janeiro e setembro foram destinadas a acidentes envolvendo motocicletas.

Segundo ela, as campanhas promovidas pelo governo são iniciativas importantes, mas alerta que é preciso o envolvimento de toda a sociedade para a solução do problema. “É necessário que cada um pense sobre seu comportamento no trânsito. O condutor tanto de carro quanto demoto tem que entender que é responsável pelos seus atos”.

“O primeiro passo do governo para tentar reduzir os acidentes foi a regularização da profissão de mototáxi e motofrete”, contou a coordenadora. Com a medida que regulamenta a profissão, motociclistas têm que participar de curso de capacitação de 30 horas, que inclui gestão do risco sobre duas rodas, segurança e saúde, transporte de pessoas e transporte de cargas.












Saiba quais são os veículos mais econômicos na avaliação do Inmetro



O PBVE (Programa de Brasileiro de Etiquetagem Veicular) do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), analisou diversos veículos para identificar quais modelos são mais econômicos em relação ao uso de combustíveis.

O programa foi criado em 2008 com objetivo de fazer com que os carros, a exemplo do que já ocorre com outros produtos (como geladeiras e fogões), ostentem a Ence (Etiqueta Nacionalde Conservação de Energia), indicando a sua eficiência energética e uma nota que pode variar de “A” para os veículos mais econômicos e “E” para os mais gastões. O projeto segue para sua quarta etapa com inclusão de mais 19 modelos.

Na última medição de 2012 participaram do programa quatro marcas e 31 modelos na categoria sub-compacto. O destaque ficou com o Fiat Uno na versão Mille Fire Economy e Novo Uno Economy Evo que receberam a etiqueta A. Também recebeu a etiqueta A o Renault Clio Authentique e Expression.

Por outro lado, o Novo Uno Vivace Evo e Attractive Evo foram considerados os mais beberrões e receberam a etiqueta D. Junto com os modelos da Fiat também receberam a etiqueta D os modelos Ka Base/Pulse/Class, da Ford.

Compactos
Na categoria compactos estão entre os veículos mais econômicos os modelos Citroën C3 (Origine/Tendance), Citroën DS3 (THP Sport Chic), Honda (Fit DX, LX, LXL) e Fiat Siena Fire.

Os destaques desta categoria foram: HB20, lançamento da Hyundai, e o Etios HB, lançamento da Toyota, que também receberam a etiqueta A.

Já entre os gastões estão o Honda Fit (DX, LX e LXL) nas versões automáticas. O curioso é que o mesmo modelo manual está entre os veículos mais econômicos. 




















quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Aulas com simulador nas auto escolas




Esta semana o Contran publicou, em Diário Oficial, a resolução 420/12 que altera a Res.168/04 do mesmo órgão e institui, como obrigatórias, as aulas em simulador no curso de formação de condutores.


Conversei com a Coordenadora-Geral de Qualificação do Fator Humano no Trânsito do Departamento Nacional de Trânsito, Maria Cristina Alcântara Andrade Hoffmann e ela me explicou alguns pontos da Resolução:

1) Hora-aula no simulador terá 30 minutos

O período da hora-aula no simulador será de 30 minutos, diferente das aulas teóricas que tem a duração de 50 minutos.

2) Aulas no simulador antes da prova teórica

As aulas no simulador serão realizadas após concluído o curso teórico e antes do exame teórico para a primeira habilitação.

3) Nenhum simulador ainda homologado

Segundo Maria Cristina, nenhum simulador ainda foi homologado pelo Denatran.

4) Junho de 2013

Até junho de 2013 todas as autoescolas deverão dispor de aulas em simuladores.

Além disso, a coordenadora citou que o objetivo desta ação é aperfeiçoar ainda mais o processo de formação de condutores, respeitando a segurança no trânsito e a integridade dos candidatos. “Será possível treinar em situações que talvez ele nem consiga encontrar em aulas práticas como as condições adversas, num ambiente seguro, que traga mais confiança para o futuro motorista”, diz Maria Cristina.

O governo, totalmente envolvido com o Pacto Nacional de Redução de Acidentes (PARADA), está trabalhando com ações para reduzir em 50% o número de mortes no trânsito. E por este motivo, outras mudanças poderão surgir no processo de primeira habilitação. Para Maria Cristina, o importante é estarem todos do mesmo lado. “Os CFCs tem um papel fundamental nesse processo e nós sentimos que eles estão preocupados com isso”, avalia a coordenadora.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012



Recomendações para troca adequada dos discos de freio





Fundamental para garantir a segurança dos ocupantes do veículo, o sistema de freios, composto, entre outras peças, por discos, tambor de freio, pastilhas e lonas, necessita de atenção dos mecânicos no momento de realizar a manutenção. “Inicialmente, o reparador deve limpar as faces de contato entre o disco de freio e o cubo da roda, pois o acúmulo de resíduos nesse local pode provocar vibrações ou pulsações no pedal durante a frenagem”, afirma Jair Silva, supervisor de serviços da Nakata. Qualquer sinal de oxidação ou rebarbas pode ser retirado com uma lixa de ferro ou escova de aço. Em seguida, é preciso lavar os discos com desengraxante para retirar a película protetora.

Outra recomendação é não deixar a pinça de freio pendurada pelo flexível. “Prenda-a com um gancho resistente para evitar danos no flexível”, ressalta.

Vazamentos nas pinças, funcionamento dos êmbolos e deslizamento dos pinos-guia também devem ser observados. Caso seja constatada alguma irregularidade, os componentes devem ser substituídos.

O supervisor de serviços da Nakata sugere também trocar os discos sempre que houver a troca das pastilhas. “O mecânico também deve se atentar à limpeza das mãos, pois resíduos podem contaminar as pastilhas”, lembra Silva.


Dicas para não ocorrer vibrações – “O torque excessivo nos parafusos da roda pode provocar empenamento no conjunto cubo/disco/rolamento, resultando em trepidações ou pulsações no pedal durante a frenagem”, diz.

O empeno máximo do conjunto na linha leve não deve ser superior a 0,10 mm. Caso esteja acima dessa medida é preciso remover o disco, colocar a ponta do relógio comparador na borda do cubo, girar o cubo vagarosamente e fazer a leitura. “Se o resultado for maior que 0,04 mm, o cubo pode estar empenado ou os rolamentos com folga excessiva. Assim, o problema precisa ser corrigido”, comenta Silva.


Folgas entre os componentes da direção e suspensão, como os terminais axiais, também ocasionam vibrações ou golpes no volante durante a frenagem, induzindo, às vezes, o reparador a diagnóstico incorreto de disco empenado.

A Nakata recomenda que, após a substituição das pastilhas e discos, evitar freadas bruscas durante os primeiros 300 quilômetros de rodagem. “Essa quilometragem é necessária para permitir o assentamento do material do atrito”

















Bicicletas elétricas também exigem registro e habilitação do condutor




As motos elétricas e bicicletas motorizadas – ainda novas no mercado – têm provocado confusão e causado problemas para os consumidores que compraram o veículo e depois descobriram que não podem circular. Isto porque os ciclomotores se enquadram no mesmo perfil das motocicletas e, como qualquer veículo automotor, devem ser emplacados e licenciados.

Para dirigir ciclomotor, o condutor deve ter mais de 18 anos, estar devidamente habilitado na categoria A, ou possuir Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC); além de cumprir todas as normas gerais de circulação e as referentes aos equipamentos obrigatórios e de segurança, como o capacete.

É importante, portanto, que antes de efetivar a compra, o consumidor assegure que o modelo escolhido possui esse registro. O lojista tem a obrigação de informar esses detalhes na hora da venda, mas o cidadão também deve conferir se o veículo pode ou não ser registrado consultando um Centro de Registro de Veículos Automotores (CRVA). Caso se sinta lesada em seus direitos de consumidor, a pessoa deve procurar a defensoria pública local, o Ministério Público ou um advogado para representá-la.



Confira as exigências para que o Registro possa ser efetuado no CRVA:


Além do cadastro no Denatran, é preciso apresentar a nota fiscal do veículo;

O fabricante deve ter pré-cadastro no sistema Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam);

O veículo deve ter, além do número do chassi, o código marca-modelo homologado pelo Denatran e o Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT), o que significa que atende a todos os requisitos técnicos de segurança para circular em via pública.






























terça-feira, 6 de novembro de 2012


DISTÂNCIA DE SEGUIMENTO





COMO PROCEDER PARA MANTER UMA DISTÂNCIA SEGURA ENTRE O SEU CARRO E O QUE VOCÊ ESTÁ SEGUINDO

domingo, 4 de novembro de 2012



Carros ganharão chips a partir de janeiro de 2013







O novo sistema de identificação de veículos, com chips instalados no para-brisa dos automóveis – que transmitirão informações automaticamente a antenas leitoras espalhadas por rodovias e áreas urbanas – já tem data para ser implantado: janeiro do ano que vem. Essa é a data prevista pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para o início da instalação dos dispositivos eletrônicos que armazenarão dados dos veículos.

Porém, a data final para que o Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos, criado há seis anos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), entre em pleno funcionamento é 30 de junho de 2014. O sistema foi criado pela resolução 212/2006 e tem como principal objetivo facilitar a fiscalização do tráfego, auxiliando ainda na repressão a roubos e furtos de veículos, com o monitoramento em tempo real.

Além dos chips e antenas, o sistema será composto por equipamentos para configuração da tecnologia, espaços informatizados e bases de dados nacional e local. A emissão de sinais funcionará a partir da radiofrequência emitida por antenas espalhadas em todas as cidades.

Custo
Financiado pelo Minis¬tério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Ministério das Cidades, o projeto recebeu investimentos de aproximadamente R$ 5 milhões. O custo para a instalação do chip ficará a cargo do motorista e está estimado em R$ 5, embora o preço dependa de licitação pública. O valor deve ser cobrado junto com o licenciamento e o tipo de penalidade que o dono do carro receberá caso seja flagrado sem o aparelho ainda é estudado.

No dispositivo ficarão armazenados o número de série do chip, a identificação da placa, a categoria e o tipo do veículo. As informações relacionadas ao proprietário serão confidenciais e estarão, segundo o MCTI, sob chaves de proteção e protocolos de segurança confiáveis.

Crítica
Para especialistas, além da questão relacionada à privacidade (veja box), a maior crítica ao sistema recai sobre o foco dos investimentos. “O projeto é ótimo, porque amplia o controle de tráfego, mas não adianta investir na tecnologia se o essencial, que é a condição da malha viária nacional, for deixada de lado”, afirma Gilza Blasi, professora do Departamento de Transportes da Universidade Federal do Paraná. A especialista diz que seria necessário um trabalho conjunto, que reunisse melhorias na estrutura física de ruas e estradas, investimento em sinalização e transporte coletivo, e utilização de novas tecnologias.


















sexta-feira, 2 de novembro de 2012



Veículos de emergência também têm regras de circulação




Muitos motoristas se questionam sobre a conduta de quem dirige veículos de emergência. Como se sabe, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece que “veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização e operação de trânsito e as ambulâncias” têm prioridade no trânsito e podem circular livremente. Agora, essa liberdade permite, por exemplo, andar em cima de calçadas, furar o sinal vermelho e andar na contramão?

De acordo com o tenente-coronel Loemir Matos de Souza, comandante do Batalhão de Trânsito de Curitiba, no Paraná, (BPTran), por terem preferência no trânsito com relação aos veículos comuns, os carros de socorro, se necessário, podem realizar este tipo de manobra, porém tais ações devem ser executadas com a devida sinalização da sirene e de dispositivos luminosos. Segundo o comandante “este tipo de manobra não é recomendável, mas desde que realizadas de acordo com os limites de segurança, os veículos de socorro têm preferência”.

Acidentes durante o deslocamento de viaturas de salvamente são raros, mas acontecem principalmente em cruzamentos. Em Curitiba, de janeiro a dezembro de 2010, foram registrados 176 acidentes de trânsito com veículos oficiais de socorro, como polícia e ambulâncias. Isso representa uma média de 14 acidentes por mês, revela BPTran. “Muitos motoristas andam com o vidro fechado e o ar condicionado e som ligados. Por isso, podem não escutar o barulho das sirenes durante o deslocamento”, acrescenta o coronel.

Segundo o Seguro de Danos Pessoais causados por Veículos automotores de Via Terrestre, o DPVAT, cerca de 147 pessoas morrem no trânsito brasileiro diariamente. Só no primeiro semestre deste ano, foram 26.894 mortes.

Curso de condutor de veículos de emergência

Motoristas de veículos de socorro passam por um treinamento de condutores de acordo com a resolução n°168/2004 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).

Dentre os temas abordados estão Legislação de Trânsito, Direção Defensiva, Noções de Primeiros Socorros, Respeito ao Meio Ambiente e Convívio Social no Trânsito e Relacionamento Interpessoal.

Os pré-requisitos são: ser maior de 21 anos; estar habilitado em uma das categorias “A”, ”B”, ”C”, ”D” ou “E”; não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima ou ser reincidente em infrações médias durante os últimos 12 meses e não estar cumprindo pena de suspensão ou cassação do direito de dirigir.


































DPVAT poderá ser parcelado com o IPVA em 2013






Um decreto publicado na terça-feira (30) no Diário Oficial da União (DOU) autoriza o parcelamento do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, o DPVAT.

O valor poderá ser dividido juntamente como pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), cobrado sempre em janeiro. A expectativa é de que o novo modelo passe a vigorar no País já no ano que vem.

Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), ficará a critério de cada Estado aplicar ou não o decreto. Mas o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) informou na terça-feira (30) que ele poderá ser obrigatório.

A entidade ficou responsável por definir as novas regras. Por enquanto, só está acertado que veículos novos continuarão fazendo o pagamento em parcela única, com o licenciamento. O DPVAT cobre casos de morte, invalidez permanente ou despesas com assistência médica e suplementares por lesões de menor gravidade causadas por acidentes de trânsito em todo o País. Neste ano, o valor cobrado em São Paulo para veículos de passeio é de R$ 101,16. Motos pagam R$ 279,27.

Indenizações

Quem se acidenta no trânsito pode solicitar o seguro. Só no primeiro semestre, foram pagas 9,7 mil indenizações em todo o Brasil para vítimas fatais - alta de 11% na comparação com o mesmo período de 2011. As mortes representaram 14% do total nos últimos 12 meses das indenizações. Para acidentes que, mesmo sem mortes ou invalidez, geraram despesas com tratamentos médicos, o número atingiu 41,3 mil no período, acréscimo de 41% (41% do total).